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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

22 de Agosto - Dia do Folclore

“Folk” vem de povo, “lore” de conhecimento. Em outras palavras, a expressão cultural mais legítima do povo, o famoso “folclore”, significa “sabedoria popular”. Quer saber mais? No dia 22 de agosto de 1846, em Londres, o arqueólogo inglês William John Thoms propôs à revista The Atheneum o neologismo para designar
Os registros dos cantos, das narrativas, dos costumes e usos dos tempos antigos. Escolheu duas raízes saxônicas e tascou-lhes o significado.
O novo termo pegou e logo foi construindo histórias em todo o mundo. No Brasil, a palavra foi grafada sem o hífen, da seguinte maneira: folklore, até que a reforma ortográfica suprimiu a letra 'k', derivando a forma que conhecemos hoje.
Afinal, o que tem de tão especial este “conjunto ou estudo das tradições, conhecimentos ou crenças de um povo, expressas em suas lendas, canções e costumes”? – a definição dada pelo tão recorrido e imprescindível Aurélio.
Bem, o folclore é popular, emana do saber cultural, constitui-se em uma tradição, é transmissível notadamente pela oralidade e pela prática, faz parte do conhecimento coletivo, espelha uma situação ou ação, tem caráter universal, é anônimo e é criatividade livre e espontânea de um povo.
Além de tudo, resiste ao tempo e compõe o patrimônio cultural de um povo. Acha pouco?
Mitologia, crendices, lendas, folguedos, danças regionais, canções, costumes, religiosidade ou cultos populares, linguagem típica de uma região, medicina popular, artesanato. São tantas as histórias transmitidas de geração a geração...
Muitas nascidas da pura imaginação de simples mortais, principalmente moradores das regiões do interior do Brasil.
Outras criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar. Algumas deram origem a festas populares, consagradas nos quatro cantos do país.
Entre lendas e mitos, as primeiras são histórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos históricos com eventos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Já os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza por meio de explicações científicas, criavam mitos com o propósito de esclarecer o inexplicável.
Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimento e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com acontecimentos da realidade para dar sentido à vida e ao mundo.
Popular ou folclórico?
O folclore é popular, mas segundo grandes estudiosos do assunto - como o historiador, folclorista e antropólogo Luís da Câmara Cascudo -, nem tudo o que é popular é folclórico.
Para um costume ser considerado folclore é preciso ter origem anônima, ser aceito e praticado por um grande número de indivíduos, além de resistir ao tempo e ser passado de geração a geração. A transmissão? De boca em boca.
Ao pé do fogo, na beira do fogão, nos encontros sociais, na missa, enfim, no dia a dia do nosso país.

Lendas e Mitos
As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.

Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.

Algumas lendas e mitos do folclore brasileiro:

Boitatá
Representada por uma cobra de fogo que protege as matas, florestas e os animais. Possui a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre José de Anchieta, em 1560. Na região Nordeste do Brasil, o boitatá é conhecido como fogo que corre.

Boto
A lenda do boto surgiu, provavelmente, na região amazônica. Esta figura folclórica é representada por um homem jovem, bonito e charmoso que seduz  mulheres em bailes e festas. Após a conquista, conduz as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes da madrugada, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se num lindo boto.

Curupira
Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.

Lobisomem
Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.

Mãe-D'água
Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água: a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.

Corpo-seco
É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.

Pisadeira
É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.

Mula-sem-cabeça
Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.

Mãe-de-ouro
Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.

Saci-Pererê
O saci é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas.
Fonte: www.conexaoaluno.rj.gov.br