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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

21 de Setembro - Dia do Fazendeiro


Na Roma antiga, os grandes domínios privados de terras, os latifúndios, pertenciam somente à aristocracia. Esses nobres eram chamados de latifundiários.

Hoje, essa denominação é dada ao dono da grande propriedade rural, onde a quase a totalidade das terras não são cultivadas e é explorada com técnicas de baixa produtividade.

Através dos séculos passamos para o conceito de fazenda, que é uma grande propriedade rural, de lavoura ou de criação de gado, com alta produtividade. Assim temos a definição de fazendeiro à pessoa que possui ou cultiva fazendas.

No Brasil colônia as fazendas eram muito grandes.

Os "senhores", que eram chamados os fazendeiros, e suas famílias viviam na casa-grande ou sede. Em geral, eram muito ricos e ocupavam cargos públicos, como juízes de paz, oficiais da Guarda Nacional, deputados, governadores municipais e provinciais.

A ânsia pelas riquezas fazia com que os casamentos fossem cada vez mais freqüentes entre essas famílias. De modo que as propriedades não eram divididas. Outro desejo comum era obter um título de nobreza.

Para alcançar esse objetivo, eles prestavam serviço ou trocavam favores como o Imperador, ou compravam o título.

A maioria dos grandes fazendeiros tornava-se barão.

Os barões do café, do cacau e outros, valorizavam hábitos e comportamentos que consideravam adequados à nobreza.

Eram hospitaleiros com os conhecidos, protegiam os afilhados, financiavam obras culturais e beneficentes, viajavam muito e mandavam os filhos à Europa para estudar.

Tudo mudou para os fazendeiros brasileiros com a abolição dos escravos e a chegada dos imigrantes. Aos poucos foram empobrecendo e a nobreza estava apenas no título comprado.

A maioria adaptou-se aos novos tempos, que a república exigia, e novas gerações de fazendeiros surgiram.

Os fazendeiros, nos últimos anos do século XIX, tornaram-se empresários modernos.

Donos de fazendas mecanizadas, utilizam equipamentos aperfeiçoados, como ventiladores, despolpadores e separadores de grãos.

Com isso, geram muitos empregos, pelas várias tarefas especializadas que aumentam a divisão do trabalho e a produtividade.

Hoje, os fazendeiros ocupam um lugar de destaque, em qualquer país do mundo, onde a agricultura faz parte do primeiro setor da economia, como gerador de recursos para as nações.

Tornaram-se importantes geradores de divisas nacionais, pois fornecerem alimentos para o mercado interno e também exportam muito.

Além disso, colaboram para o avanço das pesquisas tecnológicas.

Quando surge uma nova doença na pecuária, ou uma praga desconhecida é detectada na agricultura, os pesquisadores das grandes indústrias químicas e os órgãos do governo entram em ação, fazendo novas descobertas.

Enquanto isso, a indústria tecnológica de maquinários para o manejo da terra, se mantém em constante modernização para que haja maior colheita.

Esses processos geram empregos, criam indústrias e avançam o conhecimento científico.

Os fazendeiros nesse terceiro milênio são os guardiões das reservas ecológicas do planeta, e os fornecedores de alimentos de toda a população do planeta.

Mas estão conscientes que só as fazendas auto-sustentadas é que deverão existir.

Fonte: www.paulinas.org