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sábado, 29 de outubro de 2016

29 de outubro - Dia Nacional do Livro



O Dia Nacional do Livro é comemorado anualmente em 29 de outubro.

A data celebra uma das invenções mais enriquecedoras do ser humano: o livro!

O livro pode ser uma fonte inesgotável de conhecimento, transportando os leitores para os lugares mais espetaculares da imaginação humana, além de informar e ajudar a diversificar o vocabulário das pessoas.

Os livros surgiram há centenas de anos e, desde então, continuam maravilhando as gerações com contos fantásticos e registrando os principais acontecimentos da história da humanidade.

No Brasil ainda se comemora o Dia Nacional do Livro Infantil, em 18 de abril, uma homenagem ao escritor Monteiro Lobato, que nasceu nesse dia.

Origem do Dia Nacional do Livro

O Dia do Livro surgiu em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do Livro, em 1810, pela Coroa Portuguesa. Na época, D. João VI trouxe para o Brasil milhares de peças da Real Biblioteca Portuguesa, formando o princípio da Biblioteca Nacional do Brasil (fundada em 29 de outubro de 1810).

Vale lembrar que o Brasil começou a editar seus próprios livros ainda em 1808, quando D. João VI fundou a Imprensa Régia. O primeiro livro a ser editado foi "Marília de Dirceu", do escritor Tomás Antônio Gonzaga.

Os aficionados por livros ainda celebram anualmente o Dia Internacional do Livro, em 23 de abril, que surgiu na região da Catalunha, na Espanha, em homenagem ao escritor Miguel de Cervantes.

Segue 10 dicas de leitura essenciais para você amar os livros:

1. Os Dragões Não Conhecem o Paraíso, de Caio Fernando Abreu - Um conto mais intenso e inenarrável que o outro. Caio mergulha no âmago da nossa alma e o conto que dá título ao livro é uma das coisas mais lindas que já foram escritas, certamente. A transitoriedade, a vulnerabilidade humana, está tudo ali, nas linhas e em suas entrelinhas. Desde que o li, todos os dias, quando acordo, entoa feito mantra: "que seja doce".

2. Primeiras Estórias, de Guimarães Rosa - Não são histórias, são estórias e, sim, isso faz toda a diferença. Guimarães nos coloca defronte ao imponderável do humano, mas com toda a condição de redenção. Os personagens vão do terreno ao céu, eles ascendem e transcendem suas dificuldades e apequenamentos. Desse tipo de beleza que salva, assim é Substância e A Menina de Lá.

3. Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão, de Hilda Hilst - Esse livro, mais do que qualquer outra coisa que eu possa ter lido em minha vida, ensinou-me o que é estar apaixonada, o que é ser amante de alguém. O eu-lírico descreve suas dúvidas, anseios, incertezas de uma forma tão entregue, exatamente como sempre fui, sou e serei diante de meus enamoramentos seja por algo ou alguém. Certa feita, recitei o poema de abertura do livro para um paquera na balada. Tínhamos 17 anos. Ele não entendeu. Correu de mim. Graças a Deus, pois de brutos assim o inferno anda cheio.

4. A Teus pés, de Ana Cristina César - A poesia de A.C.C me diz tanto que não consigo discorrer sobre, sinceramente. Acho que me movimenta em lugares que eu sequer compreendo, mas amo como ela é livre, como ela dói e como ela nos deixa espaços e vazios que devemos decifrar e tentar preencher com nós mesmos.

5. O Estrangeiro, de Albert Camus - O protagonista desse romance, o Sr. Meurseault, primeiro nos revolta com sua falta de habilidade social e depois nos comove. Sua existência é uma catarse coletiva, é o mundo afirmando que seremos julgados, é a teoria do absurdo na veia. É entender-se humano, limitado dentro de lógicas ilógicas.

6. América ou O Desaparecido, de Kafka - Cheio de situações kafkianas. Não há como definir sem essa redundância. Até onde escolhas feitas ao acaso podem nos levar? O livro ficou interminado pelo autor, que faleceu antes de concluí-lo.

7. O Capitão Saiu Para o Almoço e Os Marujos Tomaram Conta do Navio, de Charles Bukowiski - Trata-se do diário dos últimos anos de vida do autor. Mas não espere melancolia de quem está saudoso da existência. Não. Você só vai encontrar a verdade nua e crua sobre a vida, o mundo e as pessoas que nele vivem. Vai aprender que passar por aqui é bom, se tiver um hobby e uma garrafa de uísque por noite.

8. A Legião Estrangeira, de Clarice Lispector - E dos escombros, nasce o humano. Seus desejos, suas paixões. Ciúme, inveja, raiva, medo. Está tudo lá, daquele jeito que a gente passa o tempo tentando negar que sente, mas toda pessoa existente sobre a face da Terra se reconhece em cada um desse contos.

9. Paris É Uma Festa, de Ernest Hemingway - Indico sobretudo para quem sonha de viver de literatura. Para os amigos cheios de talento e ainda sem nenhum reconhecimento. Trata-se do relato do autor da época que decidiu tornar-se escritor, mudando-se para Paris e de sua batalha para escrever algo que o torna-se renomado. Contudo, ele conta com a ajuda de autores célebres como Ezra Pound, com quem discute longamente sobre o "fazer literário". A obra inspirou o filme Meia Noite em Paris e, acredito, apenas isso já valha alguma atenção.

10. Anna Karenina, de Liev Tolstói - Mais do que uma bela história de adultério e amor, a narrativa russa nos confronta com a construção patriarcal, com o lugar delegado às mulheres no século XIX e nos faz refletir o quão pouco isso tudo foi modificado e o quanto mulheres ousadas são, desde sempre, ridicularizadas e excluídas da "ordem" social.
E você, quais livros indicaria? Quais estórias ou histórias são fundadoras do seu eu?