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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

08 de Dezembro - Dia do Cronista Esportivo

A vida de cronista esportivo é difícil e uma das suas funções é preservar a memória do esporte brasileiro. Está destinado a expor sua opinião ao julgamento dos leitores ou ouvintes, para glória ou desgraça de sua reputação presente e futura.

A crônica é um dos maiores charmes do jornalismo esportivo. Vive em transformar a arte do esporte criando uma linguagem diferente para analisar o que acontece dentro e fora dos espaços esportivos. Com raras exceções, em entrevistas, nas análises e nos comentários, notamos que o cronista esportivo usa termos impróprios e inadequados. Nos matutinos, não temos uma linguagem amena e divertida na secção esportiva, mas sim de guerrilha.

No final de 1992, cento e onze presos foram mortos na Casa de Detenção, em São Paulo, e os jornais qualificaram o episódio de massacre. Na mesma semana, um time amador de futebol ganhava de 15 a 0 do adversário. No título de chamada dos jornais a mesma palavra: "time massacra adversário".

A lista de termos de guerra, usado pelos cronistas esportivos é muito longa: ao invés de goleador, artilheiro; a trave ou o gol é o alvo; o chute é bomba, tiro ou petardo. Enquanto o campeonato, jogo ou torneio, é guerra, contenda e ainda a quadra esportiva ou o campo de futebol é chamado de arena.

O jogador não é inseguro, é covarde; ele não é ágil ou arisco, mas matador. Agora, o pior de tudo é que esses atributos são usados como positivos. Vamos então ao exemplo clássico de mais de meio século atrás. Trata-se do final da Copa do Mundo, onde o Uruguai venceu o Brasil, no Maracanã; até hoje, quando voltam a jogar o nome da partida é a vingança, usado em todas as crônicas esportivas. Até João Saldanha, numa de suas crônicas diz que um time fez "picadinho" de outro.

O esporte é um espetáculo, uma arte; é diversão e lazer. E hoje, um meio de integração, confraternização, e paz. As Federações dos Jogos Olímpicos Mundiais possuem mais membros do que a própria ONU. Todas estão envolvidas nesse movimento universal do uso do esporte como meio de promover a paz entre os povos.

Portanto, a participação do cronista esportivo é, e sempre será, essencial para que isso aconteça. Isso porque ele ingressa na profissão jovem com cerca de vinte anos onde fica até os oitenta anos ou mais. Ele não joga, mas viaja, hospeda-se nos mesmos hotéis e convive com os atletas profissionais ou amadores.

Por isso, terá toda a oportunidade e tempo para reverter essa situação como formador de opinião que é, auxiliando a resgatar os velhos valores para as crianças, jovens e para a sociedade em geral.

Fonte: www.trabalhonota10.com.br