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segunda-feira, 22 de maio de 2017

O Uber irá cobrar "o quanto você estiver disposto a pagar por uma corrida"



O Uber mudou a forma de mostrar preços no aplicativo em algumas cidades: em vez de visualizar uma estimativa do valor da corrida, você sabe exatamente o quanto vai pagar antes de chamar o motorista. Isso tem gerado algumas polêmicas: a tarifa dinâmica agora fica escondida e, recentemente, motoristas têm reclamado que recebem menos do que os passageiros estão pagando. Agora, o Uber está oficializando sua precificação complexa.

A empresa informa à Bloomberg que está lançando um sistema de preços baseado em rotas. É uma forma de cobrar mais de quem estiver disposto a pagar mais, ainda que o tempo e a distância da corrida, bem como o trânsito durante o caminho, sejam exatamente os mesmos. O esquema já estava sendo testado desde o ano passado.

A partir desta segunda-feira (22), em 14 cidades dos Estados Unidos, a empresa vai utilizar técnicas de aprendizagem de máquina para calcular quanto um passageiro está disposto a pagar por uma viagem em um determinado horário. Um fator de influência é o destino da corrida: uma pessoa indo para casa em um bairro mais rico da cidade pode pagar mais do que outra viajando para uma região mais pobre, por exemplo.

O histórico das viagens anteriores também conta na definição do preço, como informa o Engadget. Se um usuário costuma pagar mais por uma corrida individual de UberX, enquanto outro costuma fazer uma corrida compartilhada de UberPool mesmo tendo que esperar mais para chegar ao destino, isso significa que o primeiro normalmente está disposto a pagar mais.

Além disso, com a implantação do novo sistema, os motoristas vão deixar de receber exatamente o dinheiro que o passageiro pagou menos o desconto de 20% a 30% do Uber. A diferença entre o valor pago pelo passageiro e o recebido pelo motorista será embolsada pela empresa e utilizada para investir em motoristas para atender regiões de alta demanda.

Mas, no final das contas, a gente sabe por que o Uber está investindo tanto no sistema de precificação: a empresa ainda não é lucrativa (teve prejuízo de US$ 2,8 bilhões em 2016) e perde muito dinheiro ao mesmo tempo em que os motoristas reclamam de estarem ganhando pouco. A conta não está fechando. Os investidores deverão ficar mais satisfeitos com a notícia; resta saber se os usuários também.