Moura Ramos Indústria Gráfica: livros, revistas, embalagens, sacolas, agendas e impressos em geral.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

FUNAD produzindo esperança

Funad comemora aniversário do Projeto Produzindo Esperança
A Fundação Centro de Apoio Integrado ao Portador de Deficiência (Funad) comemora, no próximo dia 15 de dezembro, o primeiro aniversário do Projeto Produzindo Esperança. A festa vai acontecer no pátio da instituição, a partir das 16h, e vai reunir colaboradores e familiares de usuários. O Projeto Produzindo Esperança é formado por mulheres que têm filhos atendidos na Funad. Elas produzem peças de artesanato e contam com o apoio da Fundação, que coordena os trabalhos e promove a qualificação.
O projeto foi criado a partir da necessidade de dar apoio às mães, enquanto elas esperavam os filhos na reabilitação. Hoje, ele conta com 30 integrantes e conquistou a independência financeira. Com música,  jantar e um desfile de moda, apresentando roupas produzidas pela  mães, o evento é ainda uma forma de homenagear essas mulheres que arregaçaram as mangas e encontraram forças para garantir a qualidade de vida das suas famílias.
“Eu vivia triste, angustiada e muito cansada. Cuidava o tempo todo da minha filha, usuária da Funad há 22 anos, e vivia momentos de muita dificuldade. Hoje, minha realidade é outra. Sou produtiva, tenho meu dinheiro e invisto tudo em casa. E ainda incluí meu marido, que ficou desempregado. Tudo o que aprendo na Funad ensino a ele, que me ajuda na produção das peças de tear. Sou uma mulher feliz e realizada, graças ao projeto”, conta a integrante Ana Cristina Costa.
Durante a homenagem, será exibido um vídeo mostrando a trajetória de cada participante. Haverá exposição de tudo o que é produzido, como artigos de vestuário, bordados, peças de tear, fuxico, tricô e crochê. A festa de aniversário é coordenada pelo Núcleo de Vivência e Artes da Funad.

A Fundação Centro de Apoio Integrado ao Portador de Deficiência (Funad) comemora, no próximo dia 15 de dezembro, o primeiro aniversário do Projeto Produzindo Esperança. A festa vai acontecer no pátio da instituição, a partir das 16h, e vai reunir colaboradores e familiares de usuários. O Projeto Produzindo Esperança é formado por mulheres que têm filhos atendidos na Funad. Elas produzem peças de artesanato e contam com o apoio da Fundação, que coordena os trabalhos e promove a qualificação.

 
 

















































































Unir diversas entidades com arte e inclusão é o objetivo da I Mostra de Arte Inclusiva da Paraíba, organizada pela Fundação Centro Integrado  de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), por meio do Núcleo de Vivência e Artes. O evento será realizado nos dias 12 e 13 de dezembro e vai ocupar várias dependências da instituição.
A Mostra vai contar com a presença de artistas da própria Funad e de outras instituições que atuam com pessoas com deficiência na Paraíba. A ideia é  mostrar a capacidade da arte na reabilitação e inclusão social das pessoas com deficiência. Haverá apresentações de teatro, música, dança e dança esportiva em cadeira de rodas, além de oficinas. Segundo a presidente da Funad, Simone Jordão, entre os usuários é grande a expectativa em  torno do evento, que significa a consolidação do trabalho realizado durante todo o ano e que tem trazido resultados bastante positivos.
“A grande novidade deste ano é trabalharmos de forma abrangente, como orienta o governador Ricardo Coutinho. A Funad é de toda a Paraíba e precisamos unir forças e mostrar à sociedade que temos valores em diversas instituições e cidades. Elas estarão unidas pela arte e pela inclusão durante os dois dias. Cada uma mostrando sua experiência”, afirmou.
Unir diversas entidades com arte e inclusão é o objetivo da I Mostra de Arte Inclusiva da Paraíba, organizada pela Fundação Centro Integrado  de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), por meio do Núcleo de Vivência e Artes. O evento será realizado nos dias 12 e 13 de dezembro e vai ocupar várias dependências da instituição.
Mostra Inclusiva de Arte
Unir diversas entidades com arte e inclusão. Este é o propósito da I Mostra de Arte Inclusiva do Estado da Paraíba, organizada pela Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência(FUNAD), através do Núcleo de Vivência e Artes. O evento vai acontecer nos dias 12 e 13 de dezembro e vai ocupar várias dependências da instituição. A idéia é mostrar a capaciadade da arte na reabilitação e inclusão social das pessoas com deficiência e contará com a presença de artistas da própria Funad e de outras instituições que atuam com pessoas com deficiência na Paraíba. Haverá apresentações de teatro, música, dança e dança esportiva em cadeira de rodas, além de oficinas de literatura.
A arte é um valioso instrumento de inclusão social. Por meio dela, muitas pessoas com deficiência conseguem expressar seus sentimentos, exteriorizar emoções, além de colocar em prática a sua criatividade. A I Mostra de Arte Inclusiva  da Paraíba pretende reunir experiências de diversas instituições que utilizam a arte como forma de promover a inclusão e autonomia dessas pessoas.
E para que ela aconteça, desde o início do mês, os grupos estão realizando ensaios diariamente. Entre os usuários, é grande a expectativa em  torno do evento, que significa a consolidação do trabalho realizado pela Funad durante todo o ano e que tem trazido resultados bastante positivos. "Mas a grande novidade deste ano, é trabalharmos de forma abrangente, como orienta o Governador Ricardo Coutinho. A Funad é de toda a Paraíba e precisamos unir forças e mostra à sociedade, que temos valores em diversas instituições e cidades. Elas estarão unidas pela arte e pela inclusão, durante os dois dias. Cada uma mostrando sua experiência", afirma Simone Jordão, presidente da FUNAD.

 















Unir diversas entidades com arte e inclusão. Este é o propósito da I Mostra de Arte Inclusiva do Estado da Paraíba, organizada pela Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência(FUNAD), através do Núcleo de Vivência e Artes. O evento vai acontecer nos dias 12 e 13 de dezembro e vai ocupar várias dependências da instituição.

Fonte: FUNAD

domingo, 2 de dezembro de 2012

NASA ainda está estudando o que foi achado para não transmitir informações falsas.

Curiosity pode ter encontrado dados sobre Marte que vão entrar para a História

Curiosity pode ter encontrado dados sobre Marte que vão entrar para a História
Uma das primeiras imagens capturadas pela sonda. (Fonte da imagem: Reprodução/TheGuardian)
Com a chegada da Curiosity a Marte, muitos fãs e aficionados por aliens ficaram ansiosos para saber o que seria descoberto. Passado algum tempo, a maioria dessas pessoas ficou bastante decepcionada, afinal de contas, nada de espantoso foi achado.
Apesar desse trabalho “monótono”, os sensores da Curiosity toparam com algo que está deixando os cientistas da NASA muito animados. Segundo John Grotzinger, que é o principal pesquisador na análise das informações da sonda, esses novos dados têm grandes chances de entrar para os livros de História.
Contudo, a agência espacial não confirma e nem divulga nenhum fato concreto, pois ela não quer se arriscar a divulgar algo que não seja verdade, já que isso tiraria o crédito de resultados futuros que viessem da Curiosity.

Talvez exista vida em Marte

Segundo Grotzinger, o robô encontrou traços de metano em uma amostra de ar marciano — e essa substância, pelo menos na Terra, é produzida por seres vivos. No entanto, os cientistas vão levar algumas semanas pesquisando essa informação, porque é necessário saber se a sonda não carregou o gás até Marte, o que iria “adulterar” as análises.


Leia mais em: TECMUNDO                      
Por Rafael Gazzarrini

Fonte: NPR, The Verge

21 livros mais vendidos de todos os tempos



Título / Autor
Cópias vendidas 
 1. A Bíblia 6 bilhões        
 2. O Livro Vermelho (Quotations from Chairman Mao Zedong) -  Mao Zedong 900 milhões   
 3. O Alcorão (The Qur'an) 800 milhões
 4. Xinhua Zidian (dicionário chinês) 400  milhões
 5. O Livro de Mórmon (The Book of Mormon) -  Joseph Smith Jr. 120 milhões
 6. Harry Potter e a Pedra Filosofal - J. K. Rowling 107 milhões
 7. E Não Sobrou Nenhum (And Then There Were None) - Agatha Christie 100 milhões
 8. O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings) - J.R.R. Tolkien 100 milhões
 9. Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Harry Potter and the Half-Blood Prince) - J. K. Rowling 65 milhões
10. O Código Da Vinci (The Da Vinci Code) - Dan Brown 65 milhões
 11. Harry Potter e a Câmara Secreta(Harry Potter and the Chamber of Secrets) - J. K. Rowling 60 milhões
 12. O Apanhador no Campo de Centeio (The Catcher in the Rye) - J. D. Salinger 60 milhões
 13. Harry Potter e o Cálice de Fogo(Harry Potter and the Goblet of Fire) - J. K. Rowling 55 milhões
 14. Harry Potter e a Ordem da Fênix(Harry Potter and the Order of the Phoenix) - J. K. Rowling 55 milhões
 15. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Harry Potter and the Prisoner of Azkaban) -  J. K. Rowling 55 milhões
 16. Ben Hur: Uma Narrativa de Cristo(Ben Hur: A Tale of the Christ) - Lew Wallace 50 milhões
 17. Heidi's Years of Wandering and Learning -  Johanna Spyri 50 milhões
 18. O Alquimista (The Alchemist) - Paulo Coelho 50 milhões
 19. Meu filho, meu tesouro (The Common Sense Book of Baby and Child Care)  - Dr. Benjamin Spock 50 milhões
 20. O Pequeno Príncipe (The Little Prince) - Antoine de Saint-Exupéry 50 milhões
 21. A Marca do Zorro (The Mark of Zorro) - Johnston McCulley 50 milhões


Editores da Publications International Ltd.  "HowStuffWorks - 21 livros mais vendidos de todos os tempos".  Publicado em 23 de abril de 2010  (atualizado em 23 de abril de 2010) http://lazer.hsw.uol.com.br/21-livros-mais-vendidos.htm  (27 de novembro de 2012)

sábado, 1 de dezembro de 2012

AO INFINITO E ALÉM

Operadora de turismo planeja levar até 5 brasileiros por dia ao espaço


A partir de 2014, quatro ou cinco brasileiros viajarão ao espaço a cada dia. A meta é de Roberto Silva, presidente da Sanchat Tour, operadora que em pouco mais de um ano realizará os sonhos de quem se dispõe a pagar US$ 107 mil, cerca de R$ 223 mil, para passar uma hora voando em uma nave espacial que, durante um período de seis a oito minutos, ficará em órbita com os motores desligados. A novidade foi lançada durante o Festival de Turismo de Gramado, na Serra do Rio Grande do Sul.

Especializada no turismo na América Central, México e Caribe, a Sanchat Tour levará os clientes à base de Curaçao, nas Antilhas Holandesas. O pacote inclui a viagem à ilha caribenha e hospedagem de três dias em um hotel. “Daremos toda a assistência de uma viagem de turismo. O viajante será recepcionado por pessoas que falam português e visitarão o escritório que temos lá”, explica Silva.
Meta de Roberto Silva é ter de quatro a cinco voos por dia (Foto: Felipe Truda/G1)
Meta de Roberto Silva é ter de quatro a cinco voos
Desde que a empresa começou a divulgar a novidade, três pessoas se interessaram no país. Em todo o mundo, mais de 60 já fizeram reservas. O que não significa, necessariamente, que eles viajarão ao espaço. “Primeiro se faz a reserva. Depois, começa todo o processo, com a assinatura de contrato e realização de exames. Para viajar ao espaço é preciso ter mais de 18 anos e a saúde perfeita”, explica o presidente da empresa, que garante que o pagamento só é feito após o turista ser considerado apto.
A Space Expedition Curaçao (SXC) é um projeto elaborado por quatro empresários holandeses, e tem a chancela da companhia aérea KLM. As naves serão comandadas por piloto de caças F16, já acostumados a romper a barreira do som. “São profissionais de alto gabarito", diz Silva.

Aeronaves sairão de base em Curaçao, nas Antilhas Holandesas (Foto: Felipe Truda/G1)Aeronaves sairão de base em Curaçao, nas Antilhas Holandesas (Foto: Felipe Truda/G1)
Cada nave transportará apenas um passageiro, que sentará ao lado do piloto. Silva ressalta que o veículo espacial não tem estrutura para levar mais de duas pessoas, e vê uma vantagem. “Assim um não desespera o outro. O que é mais fácil, segurar um ou dois cachorros?”, compara.
A Sanchat Tour adquiriu duas naves. Uma delas, a MK1, está sendo usada em testes na California, nos Estados Unidos. As viagens pagas serão feitas pela MK1 Lynx, que ainda precisa de 100 voos para ser considerada apta a transportar turistas. A ideia é que, a longo prazo, a operadora tenha cinco aeronaves capazes de transportar passageiros. Assim, o número de pessoas que já viajaram no espaço, 528 segundo a empresa, terá um aumento significativo com a contribuição do Brasil.
                                                                                                                                                                        Do Paraíba.com.br e G1 

Por que lêem tão pouco os brasileiros?

Analfabetismo, herança cultural e falhas na educação colaboram para o baixo número de leitores


Um estudo recém-divulgado revelou o que, seguramente, ninguém no meio literário gostaria de ouvir: 18% dos universitários da Região Metropolitana de São Paulo não lêem livros e 16% o fazem apenas de vez em quando. Outra descoberta: 55% dos entrevistados contaram que preferem se dedicar à leitura de livros essencialmente didáticos. A pesquisa também mostrou que 28% deles não lêem jornais e 25% evitam as revistas semanais de informações gerais.

Encomendado pelo Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) à empresa de pesquisa Toledo & Associados, o levantamento ouviu 1.104 estudantes de um universo de 680 mil alunos, resultado que coloca a nu a real situação da leitura no Brasil. Se o desinteresse pelo livro tem essa dimensão na região mais rica do país, onde existem dezenas de universidades e as grandes editoras e livrarias têm seu domicílio, não é sensato esperar que a situação seja melhor em outros pontos do território nacional.

É certo que o hábito da leitura alimenta o saber de pessoas de, basicamente, todos os segmentos da sociedade; porém, é natural supor, os estudantes de cursos superiores deveriam nutrir interesse especial pelo livro. E isso por simples e compreensíveis razões: não só eles estão encarapitados num dos mais elevados degraus do ensino, posição ainda hoje ocupada por uma pequena e privilegiada porção de brasileiros, como a própria leitura é parte da educação.

A pesquisa do Ciee não esclarece tudo, mas lança luzes sobre o ainda pouco explicado motivo de o Brasil ocupar lugar de menos prestígio no ranking dos maiores leitores de livros do planeta. Na nação do festejado Paulo Coelho, um dos autores mais vendidos no mundo, o índice de leitura é baixo: 1,8 livro por habitante no período de um ano, incluindo aqui a categoria didática, que responde por pouco menos de 40% do volume total comercializado. Na Inglaterra e nos Estados Unidos a média é de cinco livros, na França, sete e na Colômbia 2,4.

De acordo com a Câmara Brasileira do Livro (CBL), foram vendidos 310,3 milhões de exemplares em 2006, contra 270,3 milhões no ano anterior, negócios que movimentaram R$ 2,88 bilhões e R$ 2,57 bilhões, respectivamente. Parece bastante, mas não é. "Os números referentes à leitura são trágicos, mas acredito que poderemos mudá-los", diz confiante a presidente da CBL, Rosely Boschini, informando que a pesquisa "Retrato da Leitura no Brasil", efetuada em 2001 com pessoas alfabetizadas maiores de 14 anos de idade, mostrou que 61% dos brasileiros adultos têm muito pouco ou nenhum contato com o livro. Realizado pela CBL em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), a Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros) e a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), o estudo revelou que existem 26 milhões de leitores de livros no país, o que corresponde a 30% da faixa etária pesquisada.

"O ideal é que tivéssemos 90% de leitores sistemáticos", afirma o escritor Hernâni Donato. "Mas, em nenhum tempo, nenhum lugar, nenhum povo sequer se aproximou desse índice." Autor de 72 livros e famoso ficcionista, com romances da importância de Selva Trágica, Chão Bruto e Filhos do Destino, Donato comenta que ainda há muito a fazer para aumentar o número de leitores.

Apesar de tudo, ele diz que cultiva um grande orgulho pela velocidade e pelo volume com que o Brasil irrompeu e se firmou no terreno da leitura. "Não seremos críticos tão ásperos da situação presente se nos lembrarmos de que todo e qualquer tipo de impressão foi politicamente proibido em território brasileiro até bem andado o século 19." O autor de História dos Usos e Costumes do Brasil, lançado em 2005, enfatiza que havia prelos (equipamentos de impressão) em toda a América Latina, menos no Brasil. "Portugal sabia da importância do editar e do ler. Deixou montar gráficas na pequena Índia lusitana, mas vetou-as por aqui." Donato ressalta que, quando Carlota Joaquina, mãe de dom Pedro I, planejou fazer-se simpática e senhora na região do Prata, presenteou Montevidéu, em 1810, com seis caixas de tipos gráficos. Ele frisa que, para os brasileiros de então, livro ainda era mercadoria de contrabandista, despejado dos navios em noite alta e a todo risco. "Os primeiros volumes começaram a chegar ao Brasil nos primórdios de 1800, eram dedicados à alfabetização e impressos principalmente na Europa", explica Luís Antonio Torelli, ex-diretor comercial da Editora Maltesi e presidente da editora Trilha Educacional e da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), entidade que tem como objetivo principal valorizar a imagem do vendedor de livros porta a porta.

Ele afirma que não existiam livros para leitura nas escolas e que eram raros os lugares onde poderiam ser encontrados, mesmo nos centros maiores. "Com tal passado, que presente poderíamos esperar?", pergunta Hernâni Donato.

Analfabetismo

A resposta está de certa forma consubstanciada na irrisória demanda per capita por livros no Brasil. É certo que outras causas têm ajudado a dar sustentação a esse estado de coisas, a começar pelo analfabetismo. Pelo menos é assim que a questão é encarada por algumas das pessoas ouvidas pela reportagem de Problemas Brasileiros. "Temos 16 milhões de analfabetos, o que não é pouco. Se juntarmos mais 50 milhões de semi-alfabetizados, o número se torna ‘atômico’ ", frisa Arnaldo Niskier, dono da cadeira 18 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Levi Bucalem Ferrari, presidente da União Brasileira de Escritores (UBE), não tem dúvida: o analfabetismo concorre, enfaticamente, para os baixos números exibidos pelo setor. "E, como os leitores não são muitos, as tiragens são menores, levando ao encarecimento do preço unitário do livro", observa Ferrari, sociólogo e cientista político, autor de O Seqüestro do Senhor Empresário, prêmio revelação da Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1998.

Niskier assinala, porém, que não é correto debitar o infortúnio do setor apenas ao analfabetismo, que, a despeito de elevado, recua, mesmo que paulatinamente. Ex-secretário de Educação e Cultura do estado do Rio de Janeiro e senhor de uma vasta bibliografia (apenas para o público infanto-juvenil são mais de 40 títulos), ele afirma que o livro deveria ser mais barato, lembrando que quem comparece a eventos como bienais ou festas literárias, a exemplo da que acontece em Parati (RJ), verifica que a visitação é espetacular, mas as vendas não acompanham o fenômeno. "Vê-se muito e compra-se pouco. Falta de dinheiro, livros caros, tudo se mistura para criar restrições aos bons resultados", observa Niskier.