Moura Ramos Indústria Gráfica: livros, revistas, embalagens, sacolas, agendas e impressos em geral.: negócios
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quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Confira 10 dicas de sucesso de como vender online


Diante da crescente digitalização e dos novos comportamentos de consumos surgidos com a pandemia, cada vez mais empreendedores começam a marcar presença no e-commerce.

No entanto, saber como montar uma loja virtual é um desafio até mesmo para quem já tem uma loja física, mas não tem experiência prévia em vendas pela internet.

Por isso, separamos dez dicas para quem está pensando em montar seu comércio digital e precisa saber como vender online.

1. Faça um plano de negócios


O plano de negócios é o primeiro passo para quem deseja empreender, seja um ponto de venda físico ou virtual.

Mesmo quem já tem uma loja e quer montar um site para aumentar suas vendas, deve dedicar um tempo para mapear quais serão os investimentos necessários para iniciar no e-commerce, incluindo:
  • A gestão de estoque;
  • A logística para entrega dos itens;
  • Os canais de atendimento ao cliente;
  • As soluções de pagamento;
  • Toda a infraestrutura para que o site esteja no ar (como hospedagem, registro do domínio, profissionais que vão criar e realizar a manutenção do site etc).
2. Analise a concorrência

Essa dica é complementar à primeira. Afinal, para fazer um bom plano de negócio também é necessário identificar e analisar os principais concorrentes.

Observe a presença digital de cada um deles, navegando pelas lojas virtuais e também pelos perfis nas redes sociais.

É dessa forma que você pode buscar oportunidades onde seu negócio possa se diferenciar no mercado.

3. Crie personas

Personas são personagens fictícios criados a partir de informações sobre clientes reais. Com base no perfil do seu público e nos dados sobre ele, é criada uma “pessoa”, que passa a ser a representação do cliente ideal do seu negócio.

Por isso, pesquise informações dos seus clientes para definir a persona da forma mais fiel possível à realidade.

Saiba quem são, as atividades de lazer que gostam, perfil social e profissional, suas necessidades etc.

Tudo isso ajuda a “construir” a persona do seu negócio, direcionando melhor sua estratégia digital, jornada de compras, promoções e a criação de conteúdo do seu site e das redes sociais do seu negócio.

4. Faça um site responsivo

Computador, tablet, notebook, celular. Hoje em dia, o acesso à internet é feito por inúmeros dispositivos e cada um deles tem seu próprio formato e resolução de tela.

Daí a importância de ter um site responsivo, ou seja, um site que se adapte ao tamanho da tela em que está sendo exibido, sem comprometer a legibilidade e a navegação do usuário.

Lembre-se que o celular é o principal meio de acesso à internet no Brasil e o conteúdo do seu site deve estar perfeitamente adequado para este tipo de dispositivo.

5. Dê atenção ao sistema de entregas

Para ter sucesso nas vendas online, é essencial garantir que a mercadoria seja entregue em perfeitas condições, dentro do prazo informado no momento da compra.

Além disso, o custo do frete também deve ser acessível, pois ele é um dos principais fatores de abandono de carrinho nas lojas virtuais.

Seu planejamento precisa incluir também a logística reversa, que é necessária sempre que o consumidor decide trocar ou devolver uma mercadoria.

Afinal, o Código de Defesa do Consumidor garante aos clientes o direito de desistir das compras feitas pela internet em até sete dias após o recebimento do produto.

O cliente não precisa justificar a devolução e a lei garante ainda que o custo do reenvio do produto é de responsabilidade de quem vende.

6. Use as redes sociais


Quem deseja fazer sucesso vendendo online não pode abrir mão de utilizar as redes sociais.

Além de excelentes canais de divulgação, as redes sociais são ótimos canais de venda também. Além das redes mais populares – como Facebook, Twitter e Instagram – seu planejamento deve incluir também o aplicativo de mensagens Whatsapp.

E sabe o que é melhor? Você pode começar a vender seus produtos nas redes sociais antes da sua loja virtual estar finalizada. Para isso, basta utilizar Links de pagamento.

7. Ofereça um ótimo atendimento

Na internet, a falta de contato presencial com os clientes deve ser compensada com um atendimento eficiente e que facilite o acesso às informações de produtos/serviços e a resolução de problemas.

Seja humano e disponível, deixando claro para seus consumidores que suas necessidades serão tratadas com respeito. Interação e proximidade não podem faltar – e seu planejamento não pode deixar de considerar as redes sociais como canais de atendimento onde a agilidade nas respostas conta muito!

8. Invista no marketing de conteúdo


Uma das melhores maneiras de conquistar clientes e vender mais online é utilizando o Marketing de Conteúdo.

Essa estratégia consiste em criar conteúdos como e-books, posts em redes sociais e vídeos e que possam ser úteis e sanar as necessidades do seu público-alvo.

Por exemplo: se você tem uma loja de tintas e vai começar a vender online, que tal criar conteúdos explicando como escolher o pincel mais adequado para cada tipo de pintura? Ou então, ter um blog onde você dê dicas de decoração, produtos mais adequados para cada tipo de superfície etc?

A ideia não é falar diretamente da sua marca e dos produtos que você oferece, mas sim construir relevância e autoridade do seu negócio em assuntos relacionados ao mercado em que seu negócio está.

9. Dê atenção ao SEO

SEO é a sigla do termo em inglês Search Engine Optimization (Otimização para Mecanismos de Buscas).

Como a tradução já diz, o SEO consiste no uso das técnicas mais adequadas para que um site se posicione melhor nos mecanismos de buscas, aparecendo nas primeiras posições de buscadores como o Google e o Bing.

Conteúdo, velocidade do site, tamanho e qualidade das imagens. Tudo conta para que seu site possa conquistar relevância e ser achado mais facilmente pelo seu público – e, consequentemente, vender mais.


quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Saiba o que é omnichannel, como funciona e quais os possiveis beneficios para o seu negócio?

Imagem: Freepik

Muito tem se falado sobre omnichannel, uma estratégia que propõe a convergência de canais físicos e virtuais para promover uma melhor experiência para o cliente.

Para se ter uma ideia, uma pesquisa realizada pela All iN revela que 60% dos brasileiros já consomem de forma híbrida, mesclando o varejo online ao físico — cenário que se intensificou principalmente após a pandemia.

Essa mudança no comportamento do consumidor tem colocado a estratégia omnichannel em evidência. Afinal, não basta mais somente diversificar os seus canais de vendas e comunicação.

É preciso garantir que eles funcionem de forma integrada para atender às expectativas do cliente e garantir a melhor experiência possível com a sua marca.

Se interessou pelo assunto? Então, reserve alguns minutos para fazer a leitura deste conteúdo e conhecer o conceito de omnichannel!

O que é omnichannel?

Omnichannel é uma estratégia que consiste na integração de todos os canais de vendas, comunicação e divulgação de uma marca, de forma a unir o físico ao online e oferecer uma melhor experiência para o cliente.

Se nos aprofundarmos no significado do termo, “omni” tem o sentido de “tudo” em latim, enquanto “channel” é a palavra em inglês para “canal”. Sendo assim, omnichannel poderia ser traduzido como “todos os canais”.

No entanto, o mais importante do conceito é o foco na integração de todos esses canais. Em outras palavras, trata-se da convergência dos mundos online e offline, com o objetivo de proporcionar uma experiência consistente e unificada para o consumidor.

Isso permite que o cliente faça o uso integrado e simultâneo de vários canais da marca ao longo da sua jornada de compra, recebendo o mesmo padrão de qualidade dos serviços e produtos oferecidos em todos eles.

Esses canais incluem todos os pontos de contato entre a marca e o cliente, como lojas físicas, e-commerces, redes sociais, aplicativos, eventos e canais de atendimento disponíveis.

Qual a diferença entre omnichannel, multichannel e cross channel?

O conceito de omnichannel é muito confundido com o de outras estratégias de vendas, como multichannel e cross-channel. Entenda as particularidades de cada um!

Multichannel

A estratégia multichannel, ou multicanal, consiste em utilizar múltiplos canais, on e offline, para ampliar o alcance ao público-consumidor. É o caso de uma marca que possui uma loja física, um e-commerce e ainda vende pelas redes sociais.

No entanto, esses canais não estão interligados, não havendo uma preocupação em oferecer uma experiência unificada para os consumidores.

Isso significa que cada canal funciona de forma independente, podendo apresentar preços, serviços de atendimento, prazos de entrega e condições de pagamento diferentes, por exemplo.

Dessa forma, a estratégia omnichannel é considerada uma evolução da multicanalidade, ao passo em que foca na integração entre os canais e na entrega de uma experiência consistente para o cliente.

Cross channel

O termo cross channel, por sua vez, se refere a uma estratégia de canais cruzados. Ou seja, os diferentes canais de uma empresa atuam de forma complementar para aprimorar a experiência de compra do consumidor.

Não há competição entre os canais. Pelo contrário, a ideia é aproveitar as particularidades e vantagens de cada um para que eles se complementem e potencializem.

Um exemplo muito comum atualmente é o uso da modalidade de entrega Click & Collect, que permite que o cliente faça uma compra online e retire o produto adquirido no estabelecimento físico.

Dessa maneira, enquanto a estratégia omnichannel foca na integração entre os canais, o cross channel diz respeito à complementaridade deles.
Por que o omnichannel se tornou uma tendência de mercado?

Não há como negar que o comportamento do consumidor tem mudado significativamente nos últimos anos.

Cada vez mais, a jornada de compra se torna mais complexa e permeia diferentes canais, ao mesmo tempo em que o cliente espera ter uma experiência cômoda e fluida.

Levando em conta o mercado que também se torna cada vez mais acirrado, aqueles negócios que não se adaptarem às novas demandas do consumidor ficarão para trás. É nesse ponto que entra a relevância da estratégia omnichannel.

Vamos imaginar um consumidor que está em busca de um novo smartphone. Ele começa as suas pesquisas de produtos no Google, assiste vídeos sobre o assunto no YouTube e pede recomendações nas redes sociais.

Então, após escolher o aparelho e encontrar a loja com o melhor preço, ele tira suas dúvidas no atendimento via chat do site e faz o pedido no e-commerce, com a possibilidade de retirada do aparelho em uma loja física próxima.

Ao implementar uma estratégia omnichannel, você garante que esse consumidor tenha uma experiência consistente e sem fricções ao transitar entre todos esses canais.

Assim, ele tem as suas necessidades atendidas em todos os pontos de contato e vê mais valor na marca.

Quais as vantagens de investir em uma estratégia omnichannel?

Tendo em vista a relevância do omnichannel para atender às expectativas dos consumidores atuais, investir nessa estratégia pode trazer inúmeros benefícios para o negócio. A seguir, listamos os principais!

Melhor experiência de compra

Como já ressaltamos, essa é uma das principais vantagens do omnichannel: proporcionar uma experiência de compra unificada e de qualidade, de ponta a ponta, independentemente do canal utilizado pelo cliente.

Essa experiência integrada é essencial para atender às necessidades do consumidor atual, podendo ser utilizada como um importante diferencial competitivo para gerar mais vendas.

Aumento de visibilidade

A integração de todos os canais de uma empresa potencializa a visibilidade da marca como um todo, contribuindo para o aumento do seu reconhecimento perante o público.

Afinal, é possível trabalhar o potencial de cada canal para construir uma presença online e offline mais forte e alinhada, ampliando as oportunidades de vendas.

Fidelização dos clientes


Ao promover uma melhor experiência de compra para os seus clientes em todos os seus pontos de contato com a marca, você tem mais chances de garantir a satisfação do comprador e, assim, fidelizá-lo à marca.

Entendimento do perfil do consumidor

A estratégia omnichannel também permite compreender mais profundamente o perfil comportamental dos seus clientes, reunindo informações de todos os canais utilizados por eles ao longo da sua jornada de compra.

Com esses dados em mãos, é possível otimizar as suas estratégias de vendas e realizar ações segmentadas, assim como investir em uma experiência mais personalizada para atender às dores e preferências do consumidor.

Como implementar uma estratégia omnichannel na prática?

Para implementar uma estratégia omnichannel e interligar os canais do seu negócio, é preciso integrar diferentes processos da sua operação, como atendimento, marketing, logística e gestão.

Conheça algumas estratégias que permitem promover uma experiência omnichannel para os seus clientes!

Centralize os dados do negócio

Na essência de toda estratégia omnichannel eficaz, está uma base de dados unificada, que integra todos os dados referentes à operação e aos clientes.

Para isso, é imprescindível contar com a ajuda da tecnologia, por meio de um sistema de gestão e uma ferramenta de CRM.

Com o histórico completo de interações do cliente com os diferentes canais da marca, por exemplo, é possível prestar um atendimento mais eficiente e indicar os produtos mais adequados para as suas necessidades.

Integre o estoque físico ao virtual

Imagine uma marca de roupas femininas que possui uma loja física e um e-commerce. Se uma cliente entrar no estabelecimento físico e se interessar por um vestido, mas descobrir que o seu tamanho está em falta, essa pode ser uma venda perdida, não é mesmo?

Com uma solução omnichannel conhecida como prateleira infinita, porém, é possível integrar o estoque das lojas físicas e virtuais. Assim, se não houver um produto no ponto de venda, é só verificar se ele está disponível no e-commerce e concretizar a venda.

O estoque visível é outra solução que pode ser utilizada nesse caso, possibilitando que o consumidor consulte no próprio e-commerce se uma mercadoria está disponível em alguma loja física.

Padronize os preços e políticas

Para implementar uma estratégia omnichannel com sucesso, é preciso garantir que os clientes possam transitar entre os seus canais de vendas sem sentir nenhuma diferença.

Por isso, é fundamental padronizar alguns aspectos, como o portfólio de produtos e serviços, os preços praticados e as políticas de frete, em todos os canais.

Dessa maneira, você não corre o risco de um cliente encontrar um mesmo produto com diferentes valores na sua loja física e no seu e-commerce, por exemplo. Lembre-se de que a ideia não é gerar competição entre os canais, mas integrá-los!

Alinhe as estratégias de marketing

Assim como os preços e as políticas do negócio, as ações de marketing também devem ser alinhadas para transmitir a mesma mensagem e promover uma experiência consistente para o consumidor.

Isso inclui realizar campanhas e ações promocionais que envolvam todos os canais de comunicação, mesmo que trabalhadas de formas diferentes em cada um.

Disponibilize modalidades de entrega omnichannel

A integração de estoques, ações de marketing, políticas e preços possibilita que você ofereça formas de entrega que facilitam o processo logístico para o consumidor, melhor atendendo às suas necessidades.

É o exemplo do Click & Collect, que permite que o cliente compre na internet e busque o pedido em um estabelecimento físico, sobre o qual já falamos anteriormente.

Além dele, também há outras soluções de entrega omnichannel, como:
  • Ship from Store: a pessoa faz a compra online e recebe o produto da loja física mais próxima ao seu endereço;
  • Showrooming: o ponto de venda físico funciona como um mostruário para o cliente experimentar os produtos e, então, fazer a compra online;
  • Logística reversa: é possível concluir a compra no e-commerce e realizar o processo de troca ou devolução em uma loja física.
Preste um atendimento omnichannel

O atendimento desempenha um importante papel em uma estratégia omnichannel. Afinal, você deve garantir que os clientes tenham acesso a um suporte de qualidade, independentemente do canal escolhido — seja chat, e-mail, telefone ou redes sociais.

É essencial padronizar o tom de voz utilizado em todos os atendimentos, assim como manter um histórico de interações, para permitir que um consumidor mude de canal durante um atendimento sem precisar repetir informações.

Bônus: case de sucesso de varejo omnichannel

Para garantir uma experiência fluida e consistente entre canais online e offline, também é fundamental oferecer soluções de pagamentos sem fricções para o consumidor.

Esse era o desafio do Grupo Soma, plataforma de marcas como Animale, Farm e Hering, que conta com múltiplos canais de vendas e desejava disponibilizar o catálogo de produtos dos seus e-commerces nas lojas físicas.

Para atender a essa necessidade, o Pagar.me desenvolveu uma tecnologia de pagamentos personalizada para viabilizar a prateleira infinita nas lojas do grupo.

Com essa solução, agora, o cliente pode fazer o pagamento online diretamente das POS Stone presentes nas lojas físicas do grupo e receber o produto em casa.

Como você pode perceber, a estratégia omnichannel se tornou uma importante tendência do mercado que as empresas não podem mais ignorar.

Cada vez mais, os consumidores buscam uma experiência que integre diferentes canais, e você deve proporcionar essa comodidade para eles, se quiser ter sucesso com as suas vendas a longo prazo.

No entanto, é preciso realizar um planejamento cuidadoso das suas estratégias e contar com os parceiros certos para promover uma experiência omnichannel para os seus clientes.

Gostou? Assine nosso feed e confira aqui no blog outros bons conteúdos como esse que irão ajudá-lo a alavancar o seu negócio. ;)


terça-feira, 21 de junho de 2022

Confira 8 ótimas dicas de como criar uma cultura de inovação na sua empresa


Manter um clima saudável na empresa depende, entre outras questões, de ideias práticas para a inovação no ambiente de trabalho. Ou seja, vai muito além das questões envolvendo o relacionamento entre os funcionários. Engloba, também, a implementação de boas iniciativas que sejam capazes de aumentar a motivação e a produtividade dos colaboradores.

Além disso, um bom ambiente organizacional contribui para uma percepção positiva a respeito da marca pelo seu público. Daí surge a necessidade da elaboração de estratégias que contribuam com a inovação no espaço de trabalho — e com a manutenção de um espaço criativo.

Neste post, traremos algumas das ações mais importantes para que se mantenha uma atmosfera sadia na empresa, propícia a uma cultura de inovação. Entre elas, mostraremos a identificação das habilidades de cada um dos seus talentos, a construção de um networking diversificado, por meio do uso de escritórios compartilhados, e muito mais.

Se você gostou do tema, continue lendo e veja o que fazer para colocar em prática a inovação no ambiente de trabalho!
1. CERTIFIQUE-SE QUE ACONTEÇA O COMPARTILHAMENTO DE IDEIAS

Para que a inovação no ambiente de trabalho aconteça naturalmente é necessário que a criatividade dos membros da equipe tenha espaço para fluir. Os talentos da empresa só se sentirão seguros para compartilhar suas ideias se perceberem que estão sendo ouvidos com interesse e que suas sugestões são bem-vindas.

Criar eventos específicos para isso na empresa é uma excelente maneira de estimular o compartilhamento de ideias. Isso pode ser feito, por exemplo, com um dia do mês dedicado à apresentação de novas ideias, no qual todos possam participar efetivamente.

2. IDENTIFIQUE SEUS TALENTOS MAIS CRIATIVOS E MOTIVE-OS

Ter pessoas criativas dentro da empresa não só é interessante pelas ideias sugeridas, mas, também, pelo estímulo que oferecem aos demais membros da equipe para criar. Normalmente, essas pessoas iniciam o processo criativo que é complementado por um brainstorming em que todos sejam envolvidos.

Por isso, é preciso identificar os colaboradores e mais criativos, a fim de garantir que estejam motivados. Uma maneira interessante de fazer isso é facilitando o acesso a cursos e mesmo. Outra forma é por meio da convivência com outros profissionais criativos em espaços de coworking.

3. TENHA CUIDADO AO INTERPRETAR E ADAPTAR AS IDEIAS PROPOSTAS

Muitas boas ideias são perdidas por serem mal interpretadas ou mesmo distorcidas durante o processo de execução de uma determinada tarefa. Quando isso acontece, fica complicado criar uma cultura de inovação no ambiente de trabalho.

Muitas adaptações podem fazer com que eventuais boas ideias percam a sua oferta de valor. Por isso, é essencial que sejam apresentadas de forma clara e submetidas a uma modelagem de negócio estruturada, como o Business Model Generation Canvas

4. ELIMINE O MEDO DO ERRO PARA TER INOVAÇÃO NO AMBIENTE DE TRABALHO

Seus talentos não podem ter medo de errar — caso contrário, congelarão suas iniciativas. Mais do que não condenar os erros cometidos, é necessário estimular a experimentação. Mesmo que elas não gerem resultados expressivos ou, ainda, que criem projetos imperfeitos.

Somente quando o erro for encarado como aprendizado e parte necessária do processo criativo, sua equipe estará livre do medo do fracasso.

5. GAMIFIQUE PROCESSOS E RECOMPENSE A INOVAÇÃO

Dentro desse quesito, você pode criar eventos específicos na forma de jogos  para o compartilhamento de ideias. E se, além deles, seus colaboradores ainda receberem pontos positivos por sugestões apresentadas? E se esses pontos positivos forem transformados em reconhecimento e recompensas em algum momento?

Esse é o caminho da gamificação, que é um modo de valorizar o esforço dos membros da sua equipe, fazendo com que se sintam reconhecidos e, ainda, estimulados à busca pela conquista da recompensa por suas ações.

6. INCENTIVE O INTRAEMPREENDEDORISMO E GARANTA INOVAÇÃO NO AMBIENTE DE TRABALHO

O intraempreendedorismo é um pouco de tudo o que foi dito até aqui. Mas pode ser resumido como a capacidade de os seus colaboradores abraçarem uma ideia e fazê-la acontecer, como se também fossem donos do negócio.

A partir do modelo de gestão de pessoas que incentiva a postura de ownership (ou seja, a atitude de proprietário entre os colaboradores), a condição perfeita para o surgimento de produtos e serviços inovadores dentro da empresa é criada. E até mesmo o aperfeiçoamento dos processos já existentes.

7. OFEREÇA UM AMBIENTE ESTIMULANTE

Um escritório fechado com paredes brancas, móveis neutros e muito silêncio pode até ajudar na concentração, mas provavelmente não colabora muito com a criatividade.

Por outro lado, cores alegres, imagens ou mensagens motivacionais pelas paredes, fones de ouvido e um bom app de música em streaming são excelentes modos de estimular a criatividade da equipe.

As pausas durante o trabalho também são necessárias. Se forem acompanhadas de algum tipo de atividade relaxante, se tornam ainda mais produtivas. Isso porque permitem ao cérebro processar todas informações recebidas e transformá-las em algo novo.

Portanto, oferecer locais de descanso onde seja permitida a socialização e a troca de ideias trará excelentes resultados em termos de inovação. É possível, até mesmo, disponibilizar jogos e outras atividades no local de trabalho, o que ajuda a manter o clima saudável na empresa.

8. INVISTA EM COWORKINGS PARA CRIAR INOVAÇÃO NO AMBIENTE DE TRABALHO

E por falar em ambientes estimulantes, os escritórios compartilhados são um ótima opção. Eles são planejados para receber profissionais com toda infraestrutura necessária para que façam seu trabalho sem qualquer tipo de preocupação.

E vão além, oferecendo também um espaço descontraído, propício ao networking e ao compartilhamento de ideias e cheio de detalhes inspiradores. Eles ainda servem às empresas que desejam inovar no ambiente de trabalho mantendo um clima saudável na empresa — e não somente aos profissionais freelancers, como muitos imaginam.

A cultura de inovação no ambiente de trabalho é essencial para que qualquer organização se destaque no mercado. Ela proporciona, inclusive, as condições necessárias para o nascimento de ideias disruptivas, capazes de mudar a maneira como o mundo funciona.

Mas para que esse ambiente seja criado é preciso investir em ações que garantam o clima saudável na empresa. Seja por meio do estímulo, do compartilhamento de ideias, da valorização e reconhecimento dos membros da equipe ou de um local de trabalho inspirador, como os que são encontrados em espaços de coworking.


quarta-feira, 18 de maio de 2022

Saiba como fortalecer a marca: Identidade visual da empresa


Entenda como fortalecer a identidade visual de sua empresa e explicar o que é conceito visual e branding.


O que é conceito visual?

São os princípios que regem uma empresa e os elementos formais que a representam visual e sistematicamente.

Na última década, o componente visual passou por uma profunda transformação, especialmente numa sociedade na qual a informação se caracteriza pelo tratamento predominantemente visual.

Com isso, é comum a comunicação se fazer com cores e movimentos. Sem falar das formas que quase instantaneamente são processadas pelo cérebro.
O que é a identidade visual de uma empresa?


A identidade visual de uma empresa é um conjunto de elementos gráficos que a identificam visualmente.

Por exemplo, logomarca, padrões tipográficos, símbolos gráficos, conjunto de cores. arquivos digitais dos sinais gráficos e aplicações específicas, como papelaria, formulários, sinalização, frotas e, sobretudo, uniformes profissionais.

Trocando em miúdos, identidade visual é o conjunto projetado para representar graficamente uma organização.

É pela identidade visual que uma empresa pode reunir toda sua referência visual.

São pelas informações visuais – as disposições e os arranjos gráficos – que a empresa vai se estabelecer dentro de um padrão que irá consolidar sua marca e seu produto.

Em decorrência da valorização e da profusão da imagem que ganham amplo espaço no mercado, toda empresa deve aproveitar essa brecha para se consolidar e se comunicar com os seus clientes, aproveitando também para ressaltar seus valores e seus serviços.

Ao criar uma identidade visual, o empresário tem a facilidade de apresentar seus produtos e sua equipe.

Uma das formas mais práticas de apresentar isso aos clientes é apresentar uma equipe treinada e uniformizada.

Esse é um tipo de identidade visual que leva o cliente imediatamente à marca. Além do mais, ao ser recebido por colaboradores uniformizados o cliente se sentirá seguro e confortável para fazer um pedido, compra ou até mesmo tirar dúvidas.

Afinal, o funcionário que veste a camisa da empresa é a melhor pessoa para apresentar, demonstrar e explicar o produto.

Sem falar que os colaboradores uniformizados deixam o ambiente bonito, organizado, seguro e, sobretudo, atrai a atenção do público ou consumidor a ser conquistado.

Isso é um atributo a mais para o empresário e o seu negócio.

Como criar uma identidade visual para uma empresa?


Não há nenhuma dificuldade em criar uma identidade.

Basta que, antes de iniciar, o empresário siga um rápido passo a passo, respondendo às seguintes questões: 
  • qual é a missão da empresa? 
  • o que se pretende informar? 
  • qual é imagem que se quer transmitir? 
  • e, em poucas palavras, qual é o modelo do negócio? 
Em seguida, é preciso escolher:

Nome: é a designação que a organização adota e pela qual ela doravante será reconhecida. 

Logotipo: é a versão gráfica do nome, é mais informativo porque é representativo.

Símbolo: é a figura ou desenho que acompanha o logótipo. O símbolo tem a força de memorização e de tornar mais simples a comunicação formal da organização.

Gama cromática: complementa a identificação visual, além de conferir uma carga emocional à identidade visual.

Curiosidade: Um terço (33%) das 100 principais marcas usam a cor azul em seu marca. (Zuza

Slogan: é a expressão que reforça os atributos da organização.

A identidade visual é, portanto: 
  • o resultado de um percurso de criação; 
  • a revelação da identidade da empresa; 
  • a visibilidade de seus atributos; 
  • a integração e reforço mútuos; e 
  • a harmonia na conjugação de todos esses elementos. 
Qual a importância da identidade visual para uma empresa?


A identificação visual é o fator responsável por materializar a identidade da organização e estratégico para uma comunicação direta e efetiva.

É comum a alguns empresários pensarem que ao escolher o nome da empresa, ainda que seja expressivo e que venha acompanhado de uma ideia exclusiva, basta.

Ao contrário, por mais que um nome seja perfeito, ele é apenas um nome.

Só se tomará uma marca a partir do momento em que for percebido como um sinal gráfico pelos clientes e consumidores.

Somente após o nome ser representado visualmente sob uma determinada forma é que se tornara de fato uma identidade visual.

É só no momento em que uma organização se apresentar ao mercado com uma mesma imagem, tanto em sua logomarca, como impressos e, principalmente, com seus colaboradores uniformizados, ela se tornará efetiva sua identidade visual.

Será somente mediante a identidade visual que a empresa irá formalizar sua personalidade visual.

Como fortalecer a identidade visual de uma empresa?


A fim de que uma empresa possa estabelecer sua identidade visual e fazer a comunicação, é preciso que ela descubra seu público-alvo. Para tanto, ela pode lançar mão de estratégias para estudar o mercado.

Isso feito, torna-se importante apresentar uma proposta de valor ao mercado e mostrar de forma sucinta e direta a razão pela qual cliente deve escolhê-la.

Com essas informações organizadas, está na hora de gerir ideias e conceitos que devem ser trabalhados de forma mais criativa possível.

É nessa etapa que será feito um brainstorming (discussão em grupo com intuito de resolver questões criativas) para iniciar o processo criativo.

Após o brainstorming, haverá um filtragem do que será usado, ou seja, qual conceito será trabalhado a partir de então. 

Depois de construída a marca, é fundamental que a organização invista nas redes sociais e ofereça um bom atendimento.

Para tanto, é imprescindível que se crie um plano de marketing, a fim de que o retorno seja medido e calculado. 

De acordo com o professor de marketing Philip Kotler, um dos principais motivos para se usar o marketing é que ele é responsável por grande parte do crescimento e do desenvolvimento econômico da empresa. 

O marketing estimula a pesquisa no mercado e oferece ideias inovadoras, além de examinar os consumidores e as organizações que os atendem e ser o responsável pelos bons resultados de uma organização.

De acordo com o relatório realizado pela Lucidpress em parceria com Demand Metric, a apresentação consistente de uma marca aumenta em média 23% a receita de uma empresa.

A repetição e consistência são os dois pilares de um trabalho para fortalecer a identidade visual de uma empresa. Ao apresentar sua marca de forma consistente, com o tempo, os consumidores irão internalizar os valores de sua empresa e ficarão mais propensos a comprar.

Fortalecer a identidade visual já é prioridade em muitas empresas.

89% dos profissionais de marketing dizem que brand awareness (métrica que mede o quanto e como uma marca é reconhecida pelos consumidores) é um dos objetivos mais importantes, seguido por vendas e geração de leads, segundo o Content Marketing Institution.

A seguir, saiba como o uniforme pode ser a peça chave para o crescimento de seu negócio.

O uso do uniforme profissional


O escritor italiano Umberto Eco, em seu livro Psicologia do vestir mostra que o vestuário faculta a comunicação.

Para o autor, a roupa não serve apenas para cobrir o corpo do frio ou do calor. O vestuário deve ser analisado como uma forma de inventar a comunicação.

Segundo uma pesquisa feita pela Pam Moore, a primeira impressão de uma marca é formada em 10 segundos,mas são necessários de 5 a 7 impactos para os consumidores se lembrarem do logotipo.

Então, ao adotar o uso de um uniforme personalizado com a identidade visual da empresa, a marca ganhará exposição e isso ajudará o trabalho de branding (gestão da marca).

Sendo assim, o uniforme profissional mostra que o indivíduo pertence a um determinado grupo social, cultural e intelectual, criando assim uma identidade visual potente e eficaz.

Uniformes para empresas promovem a marca e fortalece a imagem corporativa:
  • Reflete a imagem da empresa 
  • Cria uma identidade visual única 
  • Aumenta a produtividade da equipe 
  • Passam excelência e cuidado com os clientes 

quarta-feira, 23 de março de 2022

Conheça sempre seu consumidor


Falar a língua do consumidor deve ser algo natural para qualquer organização, atender aos seus desejos, comunicar-se de maneira simples e adequada e diferenciar-se da concorrência podem ter um impacto muito maior na mente do consumidor.

Os fatores que influenciam as escolhas de um consumidor podem ser estudados constantemente, a cada dia novos produtos surgem e são direcionados para determinados públicos-alvo, têm como característica uma identidade que é rapidamente associada aos consumidores e realmente utiliza a mesma linguagem.

Quando uma organização estuda corretamente seu mercado, delimita um público-alvo, cria um produto e sua comunicação, deve ter em mente todas as variáveis que podem ser avaliadas pelo consumidor na hora da escolha, o que pode levar a decisões importantes antes de colocar no mercado o produto, adequando-o corretamente ao seu público.

O que atrai a atenção do consumidor é realmente o que mais se aproxima de sua realidade, do seu dia a dia, da convivência com seus amigos, seu estilo de vida, sua cultura e que traz para a organização informações preciosas.

Além de utilizar corretamente as informações é necessário observar o que a concorrência faz no mercado, buscando também o mesmo público-alvo e sempre atualizando suas estratégias.

Mesmo assim as organizações podem utilizar uma linguagem que não condiz com seu público-alvo, o que distorce todos os esforços e muda completamente o consumidor do produto.

Ao realizar pesquisas as empresas conseguem obter dados que auxiliam a escolher a melhor ferramenta ou forma de lidar com seus consumidores, influenciando diretamente a linguagem, os meios de comunicação etc. Cada organização deve acompanhar constantemente as mudanças do mercado, compreender como chegar ao consumidor de forma que ele a compreenda e permitir que o cliente seja fidelizado.


segunda-feira, 9 de março de 2020

Como uma equipe desmotivada pode impactar negativamente em seu negócio



Motivação é aquilo que nos move para acordarmos todos os dias e realizarmos atividades. A motivação pode estar em querer uma promoção no trabalho, emagrecer, comprar um carro, melhorar seus relacionamentos, ter qualidade de vida, entre outros, ou seja, ela pode estar em qualquer área da vida.

Muito se fala em motivação no ambiente corporativo e como ela afeta a produtividade e performance de profissionais, equipes e, consequentemente, nos resultados das organização. Diante disso, é mais comum encontrarmos discussões, ações, estudos e pesquisas sobre o assunto.

Você sabe quais problemas uma equipe desmotivada pode causar?

  1. Baixa produtividade – uma equipe desmotivada tende a diminuir tanto a quantidade, como a qualidade da entrega. Sendo assim, os retrabalhos aumentam e os resultados não são alcançados com excelência;
  2. Falta de comprometimento – quando os colaboradores não estão motivados é nítida a falta de comprometimento. Isso pode ser observado, por exemplo, no não cumprimento da jornada de trabalho por completo, bem como os prazos e atividades não atendidos e outros comportamentos que indicam que os colaboradores estão ali para cumprir um protocolo;
  3. Ausência de engajamento/ senso de pertencimento – para profissionais e equipes desmotivadas o “vestir a camisa da empresa” passa a não ter mais sentido. As idas ao trabalho, o cumprimento das tarefas, são meras ações obrigatórias remuneradas;
  4. Conflitos: o estresse, ansiedade e outras reações causadas pela desmotivação podem gerar problemas de relacionamentos com os integrantes da equipe, bem como outros profissionais da empresa. Esses conflitos geram desgastes tanto para os profissionais quando para a organização que de alguma forma terá que mediar isso.
  5. Comprometimento do clima organizacional: todos os problemas citados acima geram um clima organizacional ruim. As pessoas passam a não se sentir bem em determinados ambientes, bem como próximo das pessoas equipes desmotivas.
O que realmente motiva as pessoas?

Diante de um cenário de desmotivação e, consequentemente, de um ambiente não propício ao desenvolvimento das atividades de forma plena, empresas, profissionais da área de RH, gestores, líderes e executivos, tem se preocupado cada vez mais com essa questão.

Salários e benefícios parecem ser fatores determinantes para manter os ânimos dos profissionais, porém não é apenas isso que os move a seguir com suas carreiras.

Nesse sentido, fica claro que as pessoas procuram por um trabalho que vá além da remuneração. As chances de desenvolvimento e aprendizado contam muito para manter profissionais e equipes motivados, o trabalho deve ter um algo mais, além do desempenho de atividades, é preciso haver um propósito que o estimule a seguir contribuindo com os projetos da organização.

Motivação e a pirâmide de Maslow

O famoso conceito criado pelo psicólogo norte-americano Abraham Maslow, conhecido como Pirâmide de Maslow ou Hierarquia das Necessidades de Maslow, aponta as etapas das necessidades do ser humano para que ele atinja a realização, seja ela pessoal ou profissional. A pirâmide é dividida em cinco níveis.

Na base da pirâmide está às necessidades fisiológicas, como a de alimentação, respirar, hidratar-se, proteger-se etc. São as necessidades que nos mantêm vivos. No segundo nível está a necessidade de segurança ela englobas aspectos como ter segurança em casa, plano de saúde, segurança física, no trabalho etc.

As necessidades sociais, de convívio com família, amigos, trabalho em equipe, trocar afeto com as pessoas aparece no terceiro nível da pirâmide. O quarto nível compreende a necessidade de status ou estima, implica no reconhecimento que temos de nos mesmo, das nossas habilidades e competências, bem como esse reconhecimento proveniente de outras pessoas, nesse nível falamos de autoestima, amor próprio, respeito a si mesmo, orgulho e admiração.

O quinto, e último nível, apresentam pelo psicólogo americano é da autorrealização, é o topo da Pirâmide de Maslow, é quando atingimos nossa realização em todos os aspectos de nossas vidas, fazemos o que gostamos, estamos satisfeitos com nossos resultados e temos a certeza que estamos utilizando nosso potencial de forma altamente positiva.

Compreende-se que os níveis só são alcançados quando a necessidade anterior é atendida. Nesse sentido, nós seres humanos, em nossa vida profissional e pessoal, temos uma sequência de necessidades a serem atendidas para nos tornarmos.

Mas o que a Pirâmide de Maslow tem a ver com a motivação?

A Pirâmide de Maslow nos dá uma ideia das necessidades que precisamos atender para atingir a realização plena. Nesse sentido, buscamos um trabalho a princípio para atender o primeiro nível da pirâmide, e assim somos motivados para tal fim. Quando estamos com esta necessidade atendida, buscamos o segundo nível e assim sucessivamente, ou seja, sempre tendo uma motivação a mais.

Isso também vale para empresas e profissionais. Para manter os colaboradores motivados as necessidades devem ser atendidas nessa ordem. Desde proporcionar o atendimento das necessidades fisiológicas, bem como propiciar um ambiente seguro para o desenvolvimento das atividades, seguindo a ordem.

Lembrando que essas são as necessidades básicas, ou seja, elas devem ser atendidas para que se estimule um ambiente de desenvolvimento e cocriação, e assim se estabeleça uma cultura de alto desempenho e resultados cada vez mais expressivos.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Como o Poder de Decisão afeta sua vida


Poder de Decisão é um fator crucial na vida pessoal e profissional

Os desafios, as oportunidades e as tomadas de decisão são fatos constantes do dia a dia de muitos seres humanos. Basta observar o seu cotidiano. Podem ser questionamentos mais simples como “ir ou não na academia”, “dormir mais cedo e acordar mais disposto ou ficar acordado até tarde”, “comer ou não sobremesa” e assim vai. E, obviamente, algumas decisões são mais complexas, tais como “comprar uma casa ou não”, “ter filhos ou não”, “trocar de emprego ou ficar na zona de conforto”, “abrir um empreendimento ou não”, entre outros.

O poder de decisão é muito essencial para manter a saúde física e mental, mas nem sempre é uma tarefa fácil. Em situações mais complexas, tomar um veredito exige tempo, discernimento e análise. Além disso, em alguns casos as consequências podem ser altamente prejudiciais. Mesmo assim, uma coisa é certa: é preciso ter uma determinação! Quando alguém deixa de decidir entrega a vida ao acaso.

Claro que existem momentos que ocorrem por conta de fatores externos, tais como a morte de um ente querido, uma demissão inesperada e a mudança de cidade de um amigo. Mesmo em condições como essas, cada ser humano é responsável pelo próximo passo e este só acontece quando se exerce o poder de decisão.

Nesse processo você vai se deparar com momentos de dor, frustração, impaciência e insegurança necessários para qualquer trajetória de vida. No final de tudo será melhor ter passado por momentos turbulentos e vencido do que ficar apenas no “e se”. Para saber mais sobre o assunto é só continuar acompanhando esse artigo!

  • Qual o melhor caminho para a felicidade?
  • Por que não fazer determinações?
Apesar da necessidade de se tomar uma decisão, muitas pessoas escolhem o caminho oposto. Isso pode ocorrer por diversos motivos, como:

  1. Falta de atenção para determinada situação;
  2. Preocupação com o impacto que a decisão pode causar;
  3. Medo de se arrepender;
  4. Influência de amigos, familiares e colegas de trabalho;
  5. Questões culturais como fatores limitantes;
  6. Foco apenas nas consequências negativas e no fato de ter que lidar com as emoções negativas que podem surgir decorrentes da ação;
  7. Rotina agitada;
  8. Prioridade ao prazer imediato.
Causas como essas podem ser determinantes para que um indivíduo não tome uma decisão em diversos cenários. Apesar de parecer frustrante, muitas pessoas preferem viver na zona de conforto. Você se lembra de mais algum motivo para que alguém deixe de fazer uma deliberação? Escreva nos comentários!

Por que usar o poder de decisão?

A verdade é que, quando temos poder de decisão, abrimos um leque de novas experiências, sensações, ideias e sentimentos, tudo depende de nós mesmos. Uma pessoa possui poder de decisão quando:


  • Praticar o autoconhecimento e, por isso, entende o que faz ou não sentido fazer;
  • Visualiza o processo como um todo;
  • Não precipita nenhuma das etapas para se decidir;
  • Não se deixa levar pela emoção, seja ela negativa ou positiva;
  • Busca informações para se embasar;
  • Não tem medo de tomar uma decisão errada, pois todos estão sujeitos a isso;
  • Consegue tirar reflexões poderosas durante o processo de julgamento;
  • Possui inteligência emocional para lidar com as possíveis adversidades do decreto;
  • Consegue formular meta e objetivos alcançáveis;
  • Não responsabiliza outras pessoas e age por si só.

Quando uma pessoa pratica o seu poder de decisão, ela aumenta a sua visão sistêmica, segurança e autoconfiança, além de se tornar mais flexível e criativa perante as circunstâncias, aumentando assim, sua qualidade de vida. Se você lembra de mais alguma causa pela qual os indivíduos têm a coragem de tomar decisão é só escrever nos comentários!

6 dicas para potencializar o seu julgamento

Conheça algumas dicas que irão lhe ajudar a potencializar o poder de decisão:


  1. Estipule o que você quer: o primeiro passo é que você tenha clareza do que você quer. Nós só chegamos em algum lugar quando sabemos para onde ir.
  2. Entenda o contexto: tomar uma decisão exige análise, nesse sentido, examine o contexto da sua situação, as circunstâncias, as opções que você possui, estabeleça metas e pense a respeito das consequências, negativas ou positivas que talvez você tenha que lidar por tomar certa decisão.
  3. Avalie suas opções: independentemente do que você deseja ou precisa fazer irá se deparar com mais de uma opção. É importante que você tenha ciência de todas as suas opções, para assim, não tomar nenhuma decisão precipitada e se arrepender depois.
  4. Saiba as consequências: qualquer opção que você escolher para tomar a sua decisão, resultará em uma consequência, positiva ou não. Nesse sentido, você não só precisa ter em mente cada uma delas, como também, a partir do momento que você escolhe uma opção, aceitar suas consequências.
  5. Liste os prós e contras das opções: toda decisão tomada tem seus prós e contras, por isso, liste-os. Desse modo é mais fácil enxergar o contexto.
  6. Respeite o tempo: é imprescindível que você respeite o tempo de cada etapa e o seu próprio tempo. Não faça nada de forma precipitada, reflita sobre aquilo que você deseja, os sentimentos com os quais você pode se deparar durante o processo e tudo o que pode acontecer depois da decisão tomada.
Como o coaching ajuda a desenvolver o poder de decisão

O coaching é um processo usa técnicas assertivas, ferramentas efetivas e perguntas poderosas lhe auxiliam a desenvolver o seu poder de decisão. A metodologia tem o poder de transformar a sua vida de maneira positiva. Conheça alguns benefícios:

  • Promove o exercício do autoconhecimento;
  • Gera reflexões internas;
  • Identifica habilidades e competências;
  • Distingue pontos de melhoria;
  • Desperta o potencial;
  • Alinha crenças e valores;
  • Minimiza suas limitações;
  • Desenvolve inteligência emocional;
  • Elimina pensamentos e comportamentos sabotadores;
  • Aumenta autoconfiança;
  • Ensina sobre gestão do tempo, atividades e produtividade;
  • Ressignifica experiências negativas;
  • Faz com que você tenha foco no lado positivo;
  • Fornece parâmetros para que identificação da missão de vida;
  • Permite que você perceba qual é a melhor decisão a ser tomada e as mudanças que esta irá acarretar;
  • Elimina a sua zona de conforto;
  • Desenvolve seu foco e motivação;
  • Contribui na construção de ações e objetivos condizentes.

Sua vez

É muito importante que você tenha em mente que não adianta não colocar o seu poder de decisão em prática para evitar a dor. Quando você menos esperar, em algum ponto da sua trajetória você se verá de frente para as decisões que não tomou e se perguntará: “E se eu tivesse tomado uma decisão?”. Mas aí será tarde demais. Por isso, não sinta medo de ter poder de decisão, não se prive de viver experiências (até mesmo as ruins) não perca oportunidades, não fuja e não se deixe influenciar. Confie em você, realize seus sonhos e vá viver a vida plena e feliz que você merece!

E você, já teve poder de decisão hoje? Comente e compartilhe!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

O futuro das embalagens europeias

Um estudo da Smithers Pira e da Packaging Europe revela as perspectivas para a indústria de embalagens nos próximos quatro anos.

O valor da indústria europeia de embalagens deve crescer € 19 bilhões nos próximos quatro anos, de acordo com um novo relatório da Smithers Pira e da Packaging Europe . A empresa de inteligência de embalagem e a revista do setor se uniram para produzir o Cenário Competitivo de Embalagens da Europa:

Previsões Estratégicas para 2023 , uma publicação que examina a atual indústria de embalagens e sua evolução futura.

“Este documento estratégico rigoroso e extenso fornecerá um guia indispensável para qualquer um dos nossos leitores que precisam de uma visão do Google Earth das perspectivas para o nosso setor nos próximos anos”,

diz Tim Sykes, chefe de conteúdo da Packaging Europe

A ferramenta de planejamento de embalagem

O relatório altamente detalhado fornece uma visão geral da indústria europeia de embalagens, absorvendo influências econômicas, tendências de consumo e desenvolvimentos na tecnologia de embalagens, antes de se concentrar em países específicos e previsões da indústria para cada um. Em seguida, ele fornece perfis das 40 maiores empresas do setor europeu de embalagens, antes de examinar as oportunidades e ameaças dentro do setor.

“Este documento estratégico rigoroso e extenso fornecerá um guia indispensável para qualquer um dos nossos leitores que precisam de uma visão ‘Google Earth’ das perspectivas para o nosso setor”

“Este relatório é destinado a produtores de matérias-primas, materiais de embalagem e substratos, equipamentos e conversores de embalagens, bem como proprietários de marcas, varejistas e usuários de embalagens operando ou visando o mercado europeu de embalagens”, explica o autor do relatório, David Platt. , falando para a Packaging Europe . 

“O objetivo é oferecer aos leitores uma visão abrangente do cenário competitivo atual e futuro do mercado de embalagens europeu e fornecer o guia definitivo para o planejamento de negócios”.

Embalagem de papel posicionada para crescimento

O relatório analisa mercados específicos no setor de embalagens que deverão ter um forte crescimento nos próximos quatro anos. Com embalagens de uso único cada vez mais sendo alvo de medidas de sustentabilidade, tanto com metas de cidadania corporativa das marcas quanto com regulamentações governamentais, uma das áreas-chave é a embalagem feita com materiais sustentáveis, em particular papel e cartão.

“Dada a atual reação do consumidor contra o plástico de uso único na Europa”, explica David, “as embalagens de papel e cartão estão sendo posicionadas como uma alternativa prática e sustentável às embalagens plásticas”.

Além disso, uma das outras áreas previstas para experimentar um forte crescimento é o mercado de comércio eletrônico. E com 80% desse mercado fornecido por papelão ondulado, o relatório afirma que muitas empresas estão criando unidades de negócios específicas, linhas de serviço e produtos para capitalizar isso.

“Mais consumidores também estão atentos às embalagens dos produtos, de que materiais são feitos e se são descartados de maneira segura e ambientalmente responsável”, diz David. “Os consumidores querem cada vez mais embalagens baseadas em recursos sustentáveis, embalagens que podem ser reutilizadas ou recicladas e menos embalagens.”

Um futuro otimista

Os dados da Smithers Pira mostram que o valor do mercado europeu de embalagens em 2018 foi de € 195 bilhões e prevê que atinja € 214 bilhões em 2023, o que representa um aumento ano-a-ano de 1,9%. Dado este que está à frente do crescimento geral do mercado durante o período dos cinco anos anteriores e do fato de que estamos experimentando um clima geral de incerteza nos negócios, esses números devem ser comemorados.

Para mais informações sobre o estudo do Cenário Competitivo Europeu de Embalagens e para adquirir o relatório original e completo, clique aqui

domingo, 5 de janeiro de 2020

Tendência de mercado: O que estará em alta no mundo da gastronomia em 2020

Comer em frente ao computador durante o dia, brindar com os amigos à noite. A sequência é mais familiar do que queremos admitir. É fato que o cotidiano acelerado tem mudado nossa maneira de comer, mas o que isso significa para o setor de alimentação?

Aura de “lugar para encontros” dos restaurantes se intensifica e a corda bamba entre comer por necessidade fisiológica ou função social se torna menos trêmula. Passamos a ter consciência de que algumas refeições serão “apenas” para nos nutrir, enquanto outras, menos frequentes, serão fontes de prazer e de compartilhamento com família e amigos, seja no salão de um restaurante ou preparando uma massa com molho feitas do zero em casa.

Restaurantes voltam a ter uma aura de lugar para grandes encontros. Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Conveniência é a principal palavra para estabelecimentos de alimentação em 2020. “As pessoas querem comer bem, mas sem ter muito trabalho. As marcas trabalham isto com serviços de entrega, modelos de assinatura, lojas com horários alternativos, embalagens inteligentes, entre outros”, enumera Daniela Yazigi, especialista da empresa de previsão e análises de tendências da WGSN. Espaços híbridos, que reúnem um café, uma atividade cultural e uma loja de insumos e utensílios, aumentarão em quantidade.

Relatórios das agências Baum+Whiteman, Benchmark Global Hospitality, National Restaurant Association, Sterling-Rice Group e WGSN, que monitoram tendências e estudam o comportamento do consumidor, apontam alguns caminhos para 2020.

Algumas das macro-tendências dos anos anteriores ressoam com mais força para 2020: a preferência por produtos locais, aproveitamento integral dos ingredientes, preparos artesanais e naturais, como vinhos biodinâmicos, e menos carne no prato. Junto a elas, a entrada de proteína vegetal na alimentação de “carnívoros” — os hambúrgueres plant based das foodtechs, por exemplo.

Cada vez mais proteínas vegetais estarão presentes e serão consumidas até mesmo por “carnívoros”. À esquerda, hambúrguer plant based. À direita, de carne bovina. Foto: Letícia Akemi/Arquivo Gazeta do Povo

Para o jornalista gastronômico Rafael Tonon, especializado em tendências, os limites entre refeições ficarão cada vez menos nítidos e os snacks podem ser uma solução para resolver a vontade de comer, sem demandar tanta energia e trabalho de preparar pratos ou ir a um restaurante.

“Em uma sociedade da economia criativa, com mais pessoas trabalhando como autônomos, os horários convencionados para as refeições não fazem mais tanto sentido. Por que não almoçar às 15h30?”, exemplifica Tonon. O surgimento de restaurantes all day, com cardápios que não mudam no decorrer do dia, são um dos sinais desse movimento. Em maio, Tonon lança o livro “Revoluções da comida” (título provisório) pela editora Todavia, em que trata dessa e de outras mudanças nos hábitos alimentares.

“Os restaurantes se segmentarão cada vez mais para promover experiências mais autênticas. Haverá mais interação entre serviço, comida e experiência de consumo, e os restaurantes tendem a diminuir seu tamanho. Assim terão mais restaurantes pequenos espalhados pela cidade, sempre cheios pois têm salão menor. Outra tendência é ampliar o horário de funcionamento e cardápio reduzido para reduzir custos fixos”, desenha Luiz Mileck, representante da Rede Latino-Americana de Food Design no Brasil, sócio e diretor-executivo no O Locavorista e idealizador do Coletivo Alimentar, uma instituição que propõe discussões em alimentação e gastronomia.

Confira as principais macro-tendências para a gastronomia em 2020:

Conveniência e encantamento

Atender a mais de um público, reunindo operações distintas em um mesmo endereço é um dos modelos a ganhar força em 2020. Um restaurante que temm salão com delivery e com venda de produtos para preparar em casa é um exemplo.

Espaços híbridos, também chamados de food hall, atenderão à ideia de conveniência. Essas operações mistas reúnem restaurantes, panificadoras, confeitarias, hortifruti, peixarias, bar, adega e outros — como o Eataly ou a Mercadoteca, em Curitiba.

Aberta em 2015, Mercadoteca reúne operações como hortifruti, restaurantes, bares e outros. Foto: Divulgação

“Ter um serviço de excelência e comida de qualidade é o mínimo, mas hoje em dia vemos que ter um ambiente agradável, que converse com o cardápio, se tornou essencial. O importante é sempre ser verdadeiro e original”, diz Daniela.

Kits de refeições prontas, com ingredientes porcionados, também entram no pacote de conveniência, bem como snacks mais elaborados, ricos nutricionalmente e também em sabor. A prática de comer sozinho, beliscando algo prático, pedindo um delivery ou cozinhando um kit em casa pode restabelecer o status dos restaurantes enquanto espaços sociais. “As pessoas vão cozinhar menos em casa, mas dedicarão mais tempo à atividade quando o fizerem. Terá uma preocupação maior em plantar o tempero, cozinhar como entretenimento e envolver outras pessoas”, prevê Mileck.

“Há experiências que só são possíveis em um restaurante”, crava Tonon. Nesta toada, restaurantes menores, em que os salões para algumas dezenas de pessoas fica de frente para uma cozinha aberta pode se tornar constante. Outra é a capacidade de a gastronomia contar histórias e encantar, seja por um menu degustação, seja com um conceito forte em cardápio e ambientação.

Delivery muda as regras do jogo

Quem pesquisa o setor de delivery afirma: não é o mesmo que tele-entrega. Com aplicativos intermediando restaurantes e clientes, as estratégias de venda e os preços mudam, e as expectativas em relação a entrega e embalagens sobem. Não apenas pela temperatura e apresentação do prato depois de uma viagem de motocicleta.

As possibilidades de criar uma experiência memorável a partir do delivery são muitas. Por exemplo: um preparo em que a finalização é feita pelo cliente; a embalagem e disposição dos pratos de maneira surpreendente; uma maneira de apresentar as opções no aplicativo que converse com o público-alvo, entre outros. “Com tantas variações, onde começa a experiência de comer no restaurante e onde começa a de comer em casa?”, questiona Tonon.

Delivery possibilita muitas experiências além da entrega de uma refeição em casa. Foto: Kai Pilger/Unsplash
Delivery possibilita muitas experiências além da entrega de uma refeição em casa. Foto: Kai Pilger/Unsplash

Com as dark kitchens ou “restaurantes fantasmas” (sem salão, apenas entregas), os custos operacionais diminuem, mas não a possibilidade de proporcionar uma experiência ao consumidor. Enquanto ferramenta para contar histórias, a gastronomia não perde sua potência ao chegar por delivery. “A mensagem tem de ser: tenho uma coisa para te contar que você não vai ver em outro lugar”, resume Tonon.

Estratégia: de olho nos dados

O crescimento de pedidos por delivery é um prato cheio para quem desenvolve os aplicativos. O recolhimento de dados de comportamento e de perfil permitem antecipar demandas, criar campanhas mais assertivas e balizar as decisões de empresários do setor de alimentação. O que é o mais pedido em uma noite chuvosa? Quanto mais o tempo passa, mais os dados coletados pelos apps geram respostas certeiras e os empresários tomam decisões mais rápidas.

Para os restaurantes, investir em tecnologia para gerenciar estoque, fornecedores, processos e preferências do público será imperativo. “As margens de lucro não aumentam, mas cada vez mais a tecnologia e o acesso a dados é uma parte importante do orçamento de um restaurante; mesmo dos pequenos”, diz o documento da National Restaurant Association (NRA), com previsões para os próximos dez anos do setor.

Bebidas: sem álcool, com gás

Nas bebidas, um aceno aos mocktails e a bebidas fermentadas, porém sem álcool, como kombucha. A sensação das bolhinhas satisfaz que está acostumado a consumir refrigerante, espumante ou chope, mas quer diminuir a ingestão de açúcar ou álcool. O crescimento do consumo de água com gás saborizada ou compondo drinks sem álcool também é esperado, junto dela, um perfil de sabor que puxa para o amargo, tais como cascas de cítricos, zimbro, lúpulo, entre outros.

Kombucha na torneira, do Mornings, restaurante que serve apenas preparos de café da manhã. O gás acrescenta textura à bebida. Foto: Fernanda Santos/Divulgação

No Brasil, o lançamento mais recente que vai ao encontro dessa tendência é um espumante da Ovnih, uma vinícola gaúcha cujos vinhos são comercializados em lata. O Ovnih Sparkling Hop é um espumante que leva uma adição de lúpulo na composição. O ingrediente acrescenta um leve amargor e notas de cítricos à bebida.

Menor impacto no meio ambiente

A recusa por canudo de plástico é um dos sintomas da mudança de comportamento que vêm sendo observada há anos. O desejo por causar menos impacto no meio ambiente seja na produção de lixo, seja no desperdício de alimentos, segue como uma demanda do público e passa a ter efeitos no setor de alimentação. Embalagens descartáveis diminuem em produtos de gôndola e utensílios reutilizáveis ganham espaço no salão — canudos de inox ou vidro, talheres de bambu em vez de plástico.

“Um dos principais eixos é o tripé da sustentabilidade: ecológica, social e financeira. No primeiro, é a redução de lixo, a compostagem, repensar embalagens e a simplificação da dinâmica do serviço. Na sustentabilidade social, as pessoas estão mais envolvidas no serviço, com a horizontalização das funções, proprietário e funcionários executando juntos”, explica Mileck. Na parte financeira, auto-atendimento com pedido em totens e retirada no balcão, cardápios digitais e operações com apenas uma pessoa (como os cafés to-go, em que o barista serve o café e cobra a conta) diminuem custos fixos de funcionários e de material.

Com isso, cresce também a valorização de produtos tidos como mais naturais, como vinhos biodinâmicos e proteína vegetal fazendo as vezes de “carne”, como os hambúrgueres vegetarianos mais modernos. O relatório da Sterling-Rice Group prevê um aumento pela procura de selos de certificação livres de glifosato, além dos já comuns livre de transgênicos ou orgânicos. O glifosato é um agrotóxico proibido na União Europeia, mas é o mais usado no Brasil — se a certificação pegar nos EUA, é possível que encontre um reflexo no Brasil.
A preferência por canudos reutilizáveis é um dos sinais de um movimento maior, em que o consumidor faz escolhas que impactem menos o meio ambiente. Foto: Divulgação
A preferência por canudos reutilizáveis é um dos sinais de um movimento maior, em que o consumidor faz escolhas que impactem menos o meio ambiente. Foto: Divulgação
“As pessoas realmente aprenderam a ler rótulos e estão enxergando o alimento além de um sinônimo de prazer e satisfação”, indica Daniela Yazigi, da WGSN.
“Isso engloba não só a sustentabilidade, mas também conscientização de diversidade e de aprendizado sobre o alimento”, completa.
“A indústria lançará mais produtos com a informação de que são saudáveis, como pães de fermentação natural, que certamente podem ter uma pequena porcentagem de fermentação natural na produção. Mas a indústria ainda surfa na desinformação do consumidor e no uso de termos que ainda não estão tão presentes no dia a dia da população média”, analisa Mileck.
A valorização da carne enquanto ingrediente nobre se intensifica, não apenas por uma questão macro-econômica, mas porque as pessoas passaram a se preocupar com a cadeia de produção animal mesmo não sendo vegetarianas. Açougues “éticos” e a demanda por certificação de abate humanitário também crescem — outros cortes começam a surgir, segundo relatório da estadunidense National Restaurant Association (NRA), como shoulder tender, oyster steak e merlot cut.

Menos carne, mais proteína

Se o consumo de carne diminui, o volume de proteína não: proteína vegetal continua sendo a base para fazer produtos similares a carnes, laticínios e outros produtos de origem animal. A proteína de ervilha toma o espaço da soja como base para estes produtos plant based e depois de uma popularização de leites vegetais de soja e amêndoa nos mercados americano e europeu, a aveia será mais explorada pelo setor.

Cheeseburger feito com o hambúrguer Fazenda Futuro. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo
Hambúrguer Fazenda Futuro: feito com proteínas de origem vegetal, o preparo imita carne. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

Algas e cogumelos entram como ingredientes para acrescentar sabor e cor a produtos como snacks e substitutos para carnes, por concentrarem moléculas responsáveis pelo gosto umami e apresentarem alto valor nutricional: a indústria aposta na estratégia de “dois coelhos em uma cajadada só”.

O relatório da WGSN traz o termo “palato pós-industrial” da antropóloga Tania Ahmad para definir a combinação de uma comfort food, um prato nostálgico, porém composto de ingredientes tecnológicos, como “carne de plantas”. A WGSN aponta a carne como um “novo luxo”, ao lado de bebidas alcoólicas e do (bom) chocolate.

Comida compartilhável

A expressão “comida compartilhável” pode ser lida nos dois sentidos: para repartir com outras pessoas e/ou um prato que rende uma bela foto para as redes sociais.

“Os restaurantes vão se tornar cada vez mais templos para comida de socialização e de prazer”, vaticina Tonon. Quando o hábito de beliscar se tornar mais cotidiano, é possível que seja feita uma única refeição por dia, daquelas como manda o figurino: sentado à mesa, com companhia e com preparos que sejam “comida de verdade” na aparência. “Se antes você tinha que comer uma bolacha, fruta ou salgadinho na pausa da tarde, hoje a indústria tem uma coisa pequena que envolve hedonismo e nutrição para esse momento”.

Para Mileck, comer como uma atividade social ficará em evidência no próximo ano, mas não será cotidiana. “Vai diminuir, mas haverá uma procura por experiências mais autênticas fora de casa”, aposta.

Ovos nevados de jenipapo e cumaru do Corrutela. Foto: Vania Krekniski/Arquivo pessoal

Mais cores na apresentação dos pratos e a aposta é nos tons de azuis e roxos, como batata-doce, milho, algas (espirulina, por exemplo), manjericão, repolho e a flor da ervilha-borboleta (clitoria), que tinge de azul o preparo quando reage com um ácido. Abrasileirando o tom, o jenipapo como tonalizante para massas e cremes pode se popularizar.

Cores vibrantes como vermelho da beterraba, o verde do matchá e o amarelo da cúrcuma também pintarão nos pratos. A cor será uma das estratégias adotadas pelos restaurantes para aparecer mais no seu feed: quanto mais bonito e surpreendente o prato, mais engajamento a foto gera nas redes sociais."