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domingo, 17 de junho de 2018

Fifa divulga as 32 frases dos ônibus das seleções da Copa do Mundo 2018

Fifa divulga as 32 frases dos ônibus das seleções da Copa do Mundo 2018
Crédito:Reprodução

Assim como aconteceu com a Copa do Rio 2014, a Fifa acaba de divulgar as 32 frases dos ônibus das seleções da Copa do Mundo 2018. 

Esses pensamentos motivacionais acompanharão jogadores e membros das comissões dos times durante o torneiro na Rússia. 

A frase escolhida para Seleção desta Copa foi bem menos no espírito “Já ganhou!” de 2014 (Preparem-se! O hexa está chegando!) e mais no espírito de vamos torcer juntos, com a frase eleita: ‘Mais que 5 estrelas, 200 milhões de corações’. 

A definição do pensamento saiu após votação de torcedores que aconteceu desde o dia 14 de maio. Para quem não sabe, esta campanha foi realizada nos 32 países que irão participar do Mundial. 

Só no Brasil, foram registrados mais de 27 mil sugestões de torcedores comuns, o recorde do concurso. Os torcedores que enviaram sua sugestão e tiveram suas frases escolhidas ganharão passagem para a Rússia. O criador do slogan brasileiro é Leonardo Bressan, de Goiânia. “Escrevi essa frase pensando no sentimento da nossa torcida pelo Brasil. Nos 200 milhões de torcedores que vibram e sofrem pelo nosso país quando os jogadores entram em campo”, revela Bressan em entrevista para o Lance.

Agora confira a seguir as 32 frases dos ônibus das seleções para a copa 2018
  1. Alemanha: Vamos escrever história juntos 
  2. Arábia Saudita: Guerreiros do deserto 
  3. Argentina: Juntos por um sonho 
  4. Austrália: Seja corajoso, seja forte, socceroos, em verde e dourado 
  5. Bélgica: Diabos Vermelhos em uma missão 
  6. Brasil: Mais que 5 estrelas, 200 milhões de corações 
  7. Colômbia: Aqui vão um sonho, três cores e 50 milhões de corações 
  8. Coreia do Sul: Tigres da Ásia, conquistem o mundo 
  9. Costa Rica: Nada é impossível quando joga todo um país 
  10. Croácia: Pequeno país, grandes sonhos 
  11. Dinamarca: Juntos fazemos história 
  12. Egito: Quando você ouvir faraós, você deve levantar e escutar 
  13. Espanha: Juntos somos invencíveis 
  14. França: Sua força, nossa paixão. Vamos, azuis 
  15. Inglaterra: Nos faça vitoriosos 
  16. Irã: 80 milhões, uma nação, uma batida de coração 
  17. Islândia: Façamos história juntos 
  18. Japão: É hora da batalha, samurai azul 
  19. Marrocos: Os leões, orgulho do Marrocos 
  20. México: Feito no México, feitos para a Vitória 
  21. Nigéria: As asas do orgulho africano 
  22. Panamá: Panamá, a força de dois mares 
  23. Peru: Estamos de volta. 30 milhões de peruanos estão viajando 
  24. Polônia: Vamos, Polônia 
  25. Portugal: O passado é glória, o presente é história 
  26. Rússia: Jogue de coração aberto 
  27. Senegal: O impossível não é senegales 
  28. Sérvia: Um time, um sonho – Sérvia 
  29. Suécia: Juntos pela Suécia 
  30. Suíça: Quatro línguas, uma nação 
  31. Tunísia: Rússia, aqui vão as águias, de mãos dadas com os torcedores 
  32. Uruguai: Brilha o sol na Rússia, o céu é todo celeste

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Tabela de Jogos Copa 2018

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA
Acompanhe os resultados dos jogos on line ou marque na sua tabela ;)


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Abertura da Copa 2018

Resultado de imagem para copa do mundo russia

A cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2018 acontecerá hoje, quinta-feira, no Estádio Luzhniki, em Moscou. A apresentação está marcada para começar às 11h30 (horário de Brasília), apenas 30 minutos antes do primeiro jogo do Mundial, entre Rússia e Arábia Saudita.

Cerimônia de abertura da Copa será reduzida e discreta

Segundo Alexei Sorokin, diretor-geral do Comitê Organizador Local, a festa será mais curta do que nos últimos dois Mundiais, na África do Sul e no Brasil. Entre os confirmados no evento, está o brasileiro Ronaldo Nazário. O ex-atacante vai estar acompanhado do cantor britânico Robbie Williams e a da cantora de opera mais famosa da Rússia, Aida Garifullina.

— A cerimônia de abertura terá um novo formato. Não parecerá com as de África do Sul e Brasil. Será mais curto e ocorrerá antes do apito inicial — explicou o dirigente.


A partida inaugural será entre a Rússia e Arábia Saudita, o único jogo do dia. Os dois países vão se enfrentar pela primeira vez em uma Copa do Mundo. O outro confronto da chave, entre Egito e Uruguai, ocorre no dia seguinte, sexta-feira (15).


Confira as principais datas deste super evento esportivo mundial:

Primeira fase da Copa para o Brasil

17/6, domingo, 15h, Rostov
Brasil x Suíça

22/6, sexta-feira, 9h, São Petersburgo
Brasil x Costa Rica

27/6, quarta-feira, 15h, Moscou
Sérvia x Brasil

Mata-mata (se o Brasil ficar em primeiro no grupo)

Oitavas de final
2/7, segunda-feira, 11h, Samara
Brasil x 2° F (Alemanha, México, Suécia ou Coreia do Sul)

Quartas de final
6/7, sexta-feira, 15h, Kazan
Brasil x G1 ou H2

Semifinal
10/7, terça-feira, 15h, São Petersburgo
Brasil jogaria sem o mando de campo

Disputa pelo terceiro lugar
14/7, sábado, 11h, São Petersburgo
Brasil jogaria com mando de campo

Final
15/7, domingo, 12h, Moscou
Brasil jogaria com mando de campo

Mata-mata (se o Brasil ficar em segundo no grupo)

Oitavas de final
3/7, terça-feira, 11h, São Petersburgo
F1 (Alemanha, México, Suécia ou Coreia do Sul) x Brasil

Quartas de final
7/7, sábado, 11h, Samara
Brasil x H1 ou G2

Semifinal
11/7, quarta-feira, 15h, Moscou
Brasil jogaria com o mando de campo

Disputa pelo terceiro lugar
14/7, sábado, 11h, São Petersburgo
Brasil jogaria sem mando de campo

Final
15/7, domingo, 12h, Moscou
Brasil jogaria sem mando de campo

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Conheça a história de todas as Copas

Resumo Copa do Mundo de Futebol

Uruguai sediou o primeiro Mundial, em 1930, ano em que também celebrava os seus 100 anos de independência

A ideia de criar um campeonato mundial de futebol surgiu em 1904, ano em que foi fundada a Federação Internacional do Futebol (Fifa), mas só foi concretizada em 1930, quando o Uruguai sediou a primeira Copa do Mundo. O país foi escolhido por possuir então o título olímpico no futebol e por celebrar, naquele ano, seus 100 anos de independência.

A decisão de realizar a primeira Copa do Mundo no Uruguai desagradou a dirigentes e jogadores europeus, que enfrentavam dificuldades por conta da crise econômica que se seguiu à quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929. Uma viagem longa, cansativa e custosa, cruzando o Oceano Atlântico, era a última das preocupações que muitos gostariam de ter, e isso significava a possibilidade de viajar sem os melhores jogadores.

Como resultado, das 13 seleções participantes (convidadas a entrar no torneio, já que não passaram por eliminatórias) apenas quatro eram europeias – França, Romênia, Bélgica e Iugoslávia. As outras nove equipes eram do continente americano: Brasil, Uruguai, Argentina, Peru, Chile, Paraguai, Bolívia, México e Estados Unidos.

No dia 30 de julho de 1930, Uruguai e Argentina disputaram a primeira final de Copa do Mundo, no estádio Centenário, construído para o torneio mundial. O país-sede derrotou a Argentina por 4 a 2, de virada. Para que a população pudesse comemorar, no dia seguinte o governo decretou feriado nacional. O Brasil ficou em sexto lugar na competição.

1934 – Itália

A Itália disputou com a Suécia a possibilidade de sediar a segunda edição da Copa do Mundo. Os suecos ambicionavam os lucros do torneio e os italianos tinham objetivos políticos -- o regime fascista de Benito Mussolini queria usar a Copa para promover o país. Por falta de condições financeiras, a Suécia desistiu da briga. Com a escolha da Itália, o Uruguai decidiu não disputar o campeonato, em retaliação à não participação da seleção italiana na Copa de 1930, realizada em seu território. Tornou-se assim o único campeão a não defender seu título.

A Copa do Mundo de 1934 contou com 16 equipes, classificadas em uma disputa preliminar entre 32 países. Foi realizada numa escala muito maior do que a anterior, com transmissão radiofônica ao vivo para 12 países que participavam do torneio. Além disso, os jogos foram disputados em oito cidades -- no campeonato anterior todas as partidas haviam ocorrido na mesma cidade, Montevidéu, a capital uruguaia.

O Brasil foi eliminado pela Espanha logo na primeira fase da competição e ficou na 14ª posição – a pior participação do País na história das Copas. Destino semelhante teve a Argentina, eliminada pela Suécia no início do torneio. A final foi disputada entre a Itália e a antiga Tchecoslováquia (que reunia a República Tcheca e a Eslováquia, hoje países independentes). A “Azzurra”, como é conhecida a seleção italiana, venceu os visitantes na prorrogação e conquistou o título.

1938 – França

Com diversos problemas políticos e econômicos, o mundo vivia o temor de uma Segunda Guerra Mundial, que teve início em 1939. A Espanha enfrentava uma guerra civil e ficou de fora da terceira Copa do Mundo. A Áustria havia sido anexada pela Alemanha, o que reduziu o número de equipes participantes de 16 para 15 -- vários jogadores austríacos participaram da seleção alemã. Também ficaram de fora o Uruguai e a Argentina. Esta última boicotou o campeonato porque havia perdido a disputa para sediá-lo. O Brasil foi o único país sul-americano a viajar para a França, terra natal de Jules Rimet, idealizador do torneio.

As seleções da Itália e da Alemanha, que estavam sob os regimes fascista e nazista, foram vaiadas em alguns momentos do torneio. Ainda na primeira fase, Brasil e Polônia protagonizaram um dos jogos mais emocionantes da história das Copas, vencido por 6 a 5 pelo time de Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, artilheiro da competição.

Nas quartas-de-final, o jogo do Brasil contra a Tchecoslováquia foi marcado pela violência. Entre as vítimas, estavam o goleiro tcheco Frantisek Planika, que quebrou um braço, e o atacante Oldrich Nejedly, que fraturou uma perna. A partida, que teve dois jogadores brasileiros e um tcheco expulsos, acabou empatada em 1 a 1. No jogo de desempate, disputado em clima pacífico, o Brasil venceu por 2 a 1.

A seleção brasileira perdeu a semifinal contra a equipe italiana por 2 a 1, mas conquistou a terceira colocação ao derrotar a Suécia por 4 a 2. A Itália se sagrou bicampeã mundial ao vencer a Hungria, também por 4 a 2.

1942 e 1946 - A interrupção do futebol entre 1938 e 1950

A Copa do Mundo não foi realizada nesses anos por causa da Segunda Guerra Mundial. Durante esse intervalo, o troféu conquistado em 1938 pela Itália ficou escondido em uma caixa de sapato embaixo da cama do então vice-presidente da Fifa, o italiano Ottorino Barassi. Em 1950, para celebrar a sobrevivência e o retorno do evento, o troféu de campeão foi renomeado de Taça Jules Rimet.

Talvez este tenha sido o marco negro da Copa do Mundo. A interrupção da alegria proporcionada pelo futebol, pela tristeza de uma Guerra que se iniciara. Após o mundial da França, em 1938, Argentina, Brasil e Alemanha se ofereceram para sediar a competição de 1942, recebendo a visita da entidade máxima do esporte que avaliaria cada uma das sedes em questão.

O francês Jules Rimet, então presidente na época, promoveu visita à Alemanha após a Copa de 1938 e seguiu rumo à América do Sul, em 1939, para avaliar o que Brasil e Argentina tinham a oferecer para o evento máximo do esporte que já era considerado de grande porte na época, apesar de apenas três edições terem sido realizadas.

Em visita ao continente sul-americano, o presidente da FIFA foi informado do ataque da Alemanha à Polônia, em 1º de setembro de 1939, culminando no início da Segunda Guerra Mundial. O atentado fez com as autoridades da entidade imediatamente se reunissem para decidir quais decisões seriam tomadas sobre a Copa de 1946, já que as organizações para a edição de 1942 foram imediatamente interrompidas.

Foi só em um Congresso na cidade de Luxemburgo, em 25 de julho de 1946, que a decisão foi tomada com exatidão pelos organizadores: o próximo evento só será realizado no ano de 1950, com sede firmada no Brasil. Conhecida, anos depois, como a Copa do Maracanazzo, onde o Estádio do Maracanã reuniu mais de 150.000 pessoas para assistirem ao Uruguai vencer o Brasil pelo placar de 2 a 1.

1950 – Brasil

Depois do intervalo provocado pela Segunda Guerra Mundial, a Copa do Mundo voltou a ser realizada. Por não ter sido diretamente afetado pela guerra, o Brasil foi escolhido para sediá-la. Construiu então o maior estádio do mundo, o Maracanã, inaugurado na partida entre Brasil e México, vencida pelos brasileiros por 4 a 0.

A Copa de 1950 foi disputada de acordo com um sistema incomum. A primeira fase era composta de 13 equipes, divididas em dois grupos de quatro, um de três e um de duas. Brasil, Suécia, Espanha e Uruguai (que até então havia jogado apenas uma partida, derrotando a Bolívia por 8 a 0) se classificaram para a etapa final, na qual as quatro jogaram entre si. Os resultados indicavam o favoritismo do Brasil: 7 a 1 sobre a Suécia e 6 a 1 sobre a Espanha.

Num jogo acompanhado por cerca de 200 mil torcedores, a seleção brasileira precisava apenas de um empate com o Uruguai, que tinha sido derrotado pela Suécia (3 a 2) e havia empatado com a Espanha (2 a 2). O Brasil começou ganhando, mas, aos 21 minutos do segundo tempo, o Uruguai igualou o placar, para pouco depois, aos 34 minutos, marcar o segundo gol e acabar com a esperança brasileira de conquistar seu primeiro título mundial. Os uruguaios conquistaram o bicampeonato e se igualaram à Itália em número de conquistas.

1954 – Suíça

Depois de se surpreender com a vitória do Uruguai sobre o Brasil na Copa de 1950, o mundo assistiu à derrota da favorita Hungria para a Alemanha Ocidental na final do torneio seguinte. Campeã olímpica no futebol em 1952, a Hungria chegou à Copa sem adversários que a ameaçassem. Na primeira fase do mundial, venceu a Coreia do Sul por 9 a 0 e a Alemanha Ocidental por 8 a 3, placares que ajudaram o campeonato a atingir uma média de 5,4 gols por jogo, marca não superada até hoje.

Foi na Copa de 1954 que a seleção brasileira estreou sua famosa camisa amarela. Mas o País chamou a atenção na competição por um episódio negativo – brigas em campo e nos vestiários com os jogadores da Hungria, partida que mandou os brasileiros de volta para casa, derrotados por 4 a 2 pela favorita (o Brasil ficou na sexta posição). A final da competição ocorreu num dia chuvoso. A Alemanha surpreendeu o mundo ao vencer a Hungria por 3 a 2, de virada, e conquistar seu primeiro título mundial.

1958 – Suécia

A Copa do Mundo de 1958, a primeira televisionada, apresentou ao mundo o esquema 4-2-4 (quatro defensores, dois meios-campos e quatro atacantes) e Pelé, um jovem de apenas 17 anos. O maior jogador de todos os tempos marcou seu primeiro gol contra o País de Gales, nas quartas-de-final.

Brasil e Inglaterra protagonizaram a primeira partida sem gols da história da competição. Mas a final do torneio foi repleta deles: com craques como Pelé e Garrincha, o Brasil venceu a Suécia por 5 a 2. A seleção brasileira disputou a decisão vestindo a camisa azul, porque os anfitriões usavam amarelo em seu uniforme.

Os brasileiros conquistaram a taça e a simpatia dos suecos. Depois da vitória, a seleção, famosa por sua simpatia fora do campo, percorreu o gramado com a bandeira do país anfitrião e recebeu cumprimentos efusivos do Rei Gustav IV.

1962 – Chile

Nove jogadores da seleção brasileira de 1958 participaram da equipe que disputou o mundial de 1962. Se na conquista do primeiro título o mundo conheceu Pelé, na Copa seguinte quem brilhou foi Garrincha, então com 25 anos. O rei do futebol, apelido pelo qual Pelé já era conhecido, deixou o torneio logo no segundo jogo, por causa de uma contusão.

O bom futebol no torneio chegou a ser ofuscado pela violência. Na partida entre Chile e Itália, que os donos da casa venceram por 2 a 0, muitos socos e pontapés foram dados, resultando em dois jogadores expulsos e um com o nariz quebrado, todos da Itália. Na semifinal entre a Tchecoslováquia e a Iugoslávia, o jogo foi paralisado aos 4 minutos, quando o árbitro ameaçou expulsar todos os jogadores em campo caso a violência continuasse.

Na semifinal, vista por 80 mil torcedores, o Brasil enfrentou o anfitrião e venceu por 4 a 2, com dois gols de Garrinha e dois de Vavá. A grande final foi disputada com a Tchecoslováquia, quando a seleção brasileira derrotou os europeus por 3 a 1, conquistando, assim, o bicampeonato mundial.

1966 – Inglaterra

A Copa do Mundo de 1966 foi a primeira para a Inglaterra em dois aspectos: como sede e como campeã. A conquista do título foi controversa. Na partida final, disputada com a Alemanha Ocidental, o placar marcava 2 a 2. Já na prorrogação, o atacante inglês Geoff Hurst acertou a trave e a bola caiu próxima à linha do gol. O assistente considerou que havia sido gol, confirmado pelo árbitro. Abalada com a marcação, a Alemanha levou outro gol nos últimos minutos de jogo.

A Inglaterra também foi a primeira a criar um mascote, o leão Willie. Outro animal que teve destaque na Copa de 1966 foi o cachorro Pickles, que ganhou celebridade ao encontrar a Taça Jules Rimet, roubada antes da realização do mundial enquanto estava numa exposição em Londres.

Nos gramados, novamente a violência chamou a atenção. Atingido por jogadores da Bulgária e de Portugal, Pelé acabou ficando no banco na derrota da seleção contra a Hungria por 3 a 1, ainda na primeira fase, o mesmo placar do jogo contra os portugueses. O Brasil não passou para a próxima fase e ficou 11º lugar. Apesar do fracasso, Pelé e Garrincha se tornaram os primeiros jogadores a marcar gols em três edições consecutivas da Copa do Mundo.

1970 – México

Na Copa no México, a primeira a ser televisionada em cores, o Brasil se tornou o primeiro País a conquistar o tricampeonato, depois de derrotar a a Itália por 4 a 1 no jogo final. Além de Pelé, que participava de seu quarto campeonato, a seleção exibiu craques como Jairzinho, Tostão, Gerson, Rivelino e Carlos Alberto.

Por causa dos diferentes fusos horários entre o México e a Europa, decidiu-se que as partidas seriam realizadas ao meio-dia, para adequar sua exibição à programação das emissoras de TV europeias. O calor do México era ainda maior nesse horário e, ao lado da altitude elevada, houve muita preocupação em relação à condição física dos jogadores. Por isso, duas substituições por time passaram a ser permitidas. Outras novidades foram as estreias dos cartões amarelos e vermelhos.

A partida com mais gols na prorrogação de toda a história do mundial ocorreu na Copa de 1970, entre a Alemanha Ocidental e a Itália. Depois de empatar em 1 a 1 no tempo regulamentar de uma das semifinais, as seleções fizeram cinco gols na prorrogação, dois para a Alemanha e três para a Itália, com um placar final de 4 a 3 na partida.

Alguns dos momentos mais espetaculares do torneio foram protagonizados por Pelé. Entre eles, três “quase gols”: uma cabeçada violentíssima defendida pelo goleiro inglês Gordon Banks, um chute do meio de campo contra a Tchecoslováquia e um drible de corpo no goleiro uruguaio, Ladislao Mazurkiewicz, que não resultou em gol, mas encantou a todos que acompanhavam a partida.

1974 – Alemanha

Embora não tenha vencido a Copa do Mundo de 1974, o Brasil teve um importante papel no torneio, já que o brasileiro João Havelange tornou-se presidente da Fifa, sendo o primeiro não europeu a assumir o posto. Um novo troféu passou a ser disputado, já que a Taça Jules Rimet havia ficado definitivamente com o Brasil após a conquista do tricampeonato.

Foi na Copa de 1974 que o mundo conheceu a “Laranja Mecânica”, apelido dado à seleção da Holanda por conta da cor de sua camisa e da movimentação incansável de seus jogadores em campo. A equipe não disputava um mundial desde 1938, quando ficou na penúltima posição.Em 1974 chegou à final como favorita, inclusive passando pelo Brasil, que ficou em quarto lugar na competição. No entanto, foi a Alemanha Ocidental que conquistou o título, vencendo a Holanda por 2 a 1.

1978 – Argentina

A Copa na Argentina gerou polêmicas que marcaram a história do mundial. As manifestações começaram antes mesmo do início do torneio. A Fifa enfrentou protestos, boicotes e pedidos para que a sede da competição fosse alterada, já que a Argentina vivia em plena ditadura militar. Mas o presidente da federação, João Havelange, manteve a realização do mundial no país sul-americano.

Brasil e Argentina disputaram uma vaga na final nas mesmas condições: haviam estreado com vitória e empatado entre si. Estavam no mesmo grupo de Peru e Polônia, e somente uma equipe iria para a decisão do torneio. Na rodada decisiva, o Brasil venceu a Polônia por 3 a 1 e a Argentina derrotou o Peru por 6 a 0 (precisava fazer quatro gols ou mais de diferença para superar o Brasil). Muitos contestaram o resultado, alegando que o goleiro Quiroga, do Peru, havia favorecido a Argentina por se tratar de seu país natal. Outros afirmavam que a seleção peruana teria recebido 10 mil dólares para perder o jogo.

Na final, Argentina empatou com a Holanda no tempo regulamentar. Venceu na prorrogação com mais dois gols e conquistou sua primeira Copa do Mundo.

1982 – Espanha

A grande novidade na Copa da Espanha foi o aumento no número de equipes participantes, de 16 para 24. Seis “principiantes” ingressaram na competição: Argélia, Camarões, El Salvador, Honduras, Kuwait e Nova Zelândia. A Argélia derrotou a Alemanha em seu jogo de abertura e Camarões quase se classificou para a segunda fase, mas perdeu para os italianos no saldo de gols. El Salvador não foi tão feliz: sofreu o maior número de gols na história das Copas, perdendo de 10 a 1 para a Hungria.

A seleção brasileira que disputou a Copa de 1982, comandada por Telê Santana, se tornou célebre por contar com craques como Zico, Falcão, Sócrates, Júnior e Éder. Mas o time perdeu para a Itália nas quartas-de-final, por 3 a 2, ficando com a quinta colocação. A partida final, entre Alemanha Ocidental e Itália, foi vencida por 3 a 1 pela “Azzurra”, que se igualou ao Brasil na conquista de três títulos mundiais.

1986 – México

Depois de a Colômbia ter desistido de sediar a Copa do Mundo por motivos financeiros, o México se tornou o primeiro país a receber o campeonato pela segunda vez. Desta vez, as seleções que faziam sua estreia no torneio foram Dinamarca, Canadá e Iraque. A primeira se destacou na fase inicial, derrotando favoritos como Uruguai e Alemanha Ocidental, e ganhou o apelido de “Dinamáquina”. Quem fez mais história foi o Marrocos, o primeiro país africano a ultrapassar a primeira fase.

A seleção brasileira terminou o torneio em quinto lugar e viu sua rival Argentina conquistar o bicampeonato. No jogo do título, os argentinos empatavam em 2 a 2 com a Alemanha. O passe para o gol decisivo foi feito por Diego Maradona, que brilhou na Copa de 1982, mas também protagonizou um lance polêmico que se tornou famoso. Na partida contra a Inglaterra, nas quartas-de-final, o capitão argentino usou o braço para disputar a bola com o goleiro Peter Shilton e fazer o gol, no que ele se referiu como uma ajuda da “mão de Deus”. Fez também o seu gol mais bonito, deixando uma fila de jogadores ingleses para trás antes de tocar para as redes.

1990 – Itália

Com a conquista da Copa do Mundo de 1990, a Alemanha se igualou ao Brasil e à Itália ao se tornar tricampeã. Mas o verdadeiro destaque do torneio foi a seleção de Camarões, primeira do continente africano a chegar às quartas-de-final. A equipe só voltou para casa depois de ser eliminada pela Inglaterra, já na prorrogação.

Embora a Itália não tenha poupado recursos para sediar sua segunda Copa do Mundo, construindo dois estádios e reformando outros dez, a edição de 1990 é considerada por muitos a menos emocionante da história do mundial. A média de gols por partida foi de apenas 2,21, a menor de todos os tempos. Nem mesmo o Brasil exibiu o futebol habitual, conquistando apenas o nono lugar no ranking, sua pior participação desde 1966. A Alemanha Ocidental, depois de conquistar nos pênaltis a vaga na grande final, derrotou a Argentina por 1 a 0 e conquistou o tricampeonato.

1994 – Estados Unidos

A ideia de sediar uma Copa do Mundo num país sem tradição no futebol foi vista com desconfiança por muita gente. Esperava-se que o evento fosse um fracasso financeiro e de público. Mas o presidente da Fifa, João Havelange, pretendia com isso cruzar a última fronteira da modalidade e conquistar de vez os norte-americanos.

A Copa de 1994 mostrou-se um sucesso: obteve o recorde de mais de 3,5 milhões de espectadores (mais de 68 mil por partida, em média). Os destaques da competição foram a Suécia, que conquistou o terceiro lugar, e a Bulgária, que eliminou a Alemanha depois de jamais ter vencido um jogo na Copa do Mundo. Os búlgaros só voltaram para casa ao perder para a Itália na semifinal.

Duas notícias negativas marcaram o campeonato. A primeira envolveu Diego Maradona, que foi pego em exame antidoping e foi obrigado a abandonar os gramados. A segunda foi a morte do colombiano Andres Escobar. Autor do gol contra que desclassificou a Colômbia, na partida contra os EUA, o zagueiro foi assassinado em seu país depois de se envolver em uma discussão com torcedores revoltados com a eliminação.

Nas quartas-de-final, na partida contra a Holanda, o brasileiro Bebeto dedicou seu gol ao filho recém-nascido, num gesto que depois se popularizou: os braços, unidos, balançando como se estivessem segurando um bebê. O Brasil chegou à final para disputar o título com a Itália – ambas as seleções buscavam o tetracampeonato. Depois do tempo regulamentar sem gols, a partida foi disputada nos pênaltis e terminou quando o principal destaque da Itália, Roberto Baggio, errou o gol. O Brasil se tornou o primeiro tetracampeão mundial.

1998 – França

Com 32 seleções participando da competição, a Copa do Mundo de 1998 foi a maior realizada até então. A França sediou o torneio pela segunda vez e, impulsionada por sua torcida, conquistou seu primeiro título. A edição contou com a estreia do Japão, da Jamaica e da África do Sul, e a maior surpresa veio com a Croácia, que participou de sua primeira Copa do Mundo após a independência da antiga Iugoslávia. Depois de passar por Alemanha e Holanda, os croatas chegaram ao terceiro lugar, e seu atacante Davor Suker foi o artilheiro da Copa.

Os Estados Unidos e o Irã, com relações políticas estremecidas, competiram em uma partida sem violência e as seleções posaram juntas para fotos. Os iranianos venceram os norte-americanos por 2 a 1 e foram recebidos como heróis em seu país, mesmo tendo sido eliminados. Os anfitriões do evento chegaram à sua primeira final de Copa do Mundo e enfrentaram o Brasil, comandado por Mário Zagallo.

A seleção brasileira entrou em campo abalada – o atacante Ronaldo, grande destaque até então, teria tido uma convulsão pouco antes da partida, mas ainda assim foi escalado. O Brasil acabou perdendo por 3 a 0, e a França conquistou sua primeira Copa do Mundo.

2002 – Japão/Coreia do Sul

A Copa do Mundo de 2002 foi a primeira realizada no continente asiático, e em dois países consecutivamente, e teve como destaques a própria Coreia do Sul e a Turquia. A coanfitriã fez uma boa campanha, vencendo a Itália e a Espanha, e chegou à quarta colocação, após ser derrotada pela Turquia.

O Japão também comemorou seu bom desempenho, passando pela primeira fase e sendo eliminado pela Turquia nas oitavas-de-final. O país europeu também foi responsável por tirar da jogada a seleção de Senegal, que fez sua estreia na história da Copa do Mundo e chegou às quartas-de-final. Já a França (sem marcar nenhum gol no campeonato) e a Argentina voltaram para casa antes do que se esperava, ainda na fase inicial.

A edição asiática da Copa do Mundo foi a oportunidade para o atacante Ronaldo dar a volta por cima depois do ocorrido na França. Foram dele os únicos dois gols na final contra a Alemanha. O jogador marcou oito gols durante a Copa, perdendo apenas para os dez gols de Gerd Mueller pela Alemanha Ocidental nos jogos de 1970, no México.

A seleção brasileira, comandada por Luiz Felipe Scolari, o “Felipão”, ganhou todas as partidas disputadas no torneio de 2002 e teve o melhor ataque da competição (18 gols). Com esses números, conquistou o pentacampeonato e se tornou o único país a se sagrar campeão nos três continentes que já realizaram uma Copa do Mundo – Europa, América e Ásia.

2006 – Alemanha

Na Copa do Mundo, que contou com cerca de 3 milhões de torcedores presentes nos jogos, a imagem mais marcante não foi positiva: na partida final, o capitão francês Zinedine Zidane deu uma cabeçada no italiano Marco Materazzi e foi expulso do jogo. Até chegar a essa etapa, a equipe italiana havia sofrido apenas dois gols, um contra e um de pênalti.

A África mais uma vez se destacou com seleções que estreavam na Copa do Mundo. Costa do Marfim pressionou a Holanda e a Argentina; Angola empatou com México e Irã; e Gana derrotou a República Tcheca e os Estados Unidos. Já o Brasil terminou a competição em quinto lugar, com Ronaldo marcando seu 15º gol numa Copa do Mundo, a maior marca já atingida por um jogador. O troféu da Copa de 2006 ficou com a Itália, que conquistou o tetracampeonato.

2010 - África do Sul

A África do Sul recebeu a primeira Copa do Mundo realizada no continente africano. Com estádios construídos exclusivamente para receber o torneio de futebol, as partidas foram distribuídas por nove cidades-sede.

Trinta e duas seleções foram classificadas para a disputa da Taça. As seleções da Sérvia e da Eslováquia faziam sua primeira participação na competição como países independentes. A edição teve apenas uma grande goleada: Portugal fez 7 a 0 em cima da Coreia do Norte. Porém, também contou com goleadas da Seleção Alemã sobre grandes seleções: 4 a 1 na Inglaterra e 4 a 0 na Argentina.

A grande campeã da Copa de 2010 foi a Espanha. No caminho até a consagração, a Espanha eliminou Portugal, Paraguai e Alemanha nas fases finais.

2014 - Brasil

A Alemanha é a campeã da Copa do Mundo de 2014. A equipe consagra-se tetracampeã na competição realizada no Brasil depois de 24 anos sem conquistar o título.

Alemanha precisou de apenas 113 minutos para chegar ao gol do tetracampeonato. Mario Götze foi o herói alemão na final da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 no Maracanã, no Rio de Janeiro. O camisa 19 saiu do banco de reservas nos minutos finais do tempo regulamentar e fez história na segunda etapa da prorrogação.


2018 - Rússia

A Copa do Mundo de 2018 será sediada na Rússia, com início no dia 14 de junho deste ano. Será a 21ª edição do evento.


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Goleiro usando o celular durante o jogo... Será?


No último final de semana durante a partida entre Atlético Paranaense e Atlético Mineiro, o goleiro Santos surpreendeu a todos com uma atitude. O atleta que é maior responsável pela segurança do time em campo ficou mexendo no celular minutos antes da partida, algo que poderia prejudicar a sua atenção e colocar seus companheiros em risco.

A atitude chamou atenção de torcedores e imprensa esportiva e até rendeu críticas ao goleiro. No dia seguinte, porém, ele revelou que sua aparente irresponsabilidade, na verdade, foi parte de uma campanha da Uber e Atlético para o Maio Amarelo, para alertar a população sobre o quanto esse hábito pode ser perigoso em outro lugar: no trânsito.

O resultado foi uma ação para mobilizar milhões de pessoas no mundo todo pela conscientização sobre um trânsito mais seguro. Assista:

Atualmente, no Brasil, são mais de 400 mil acidentes nas estradas todos os anos. Usar celular na direção é uma das principais causas de mortes no trânsito no país, por isso, a Uber em parceria com o Clube Atlético Paranaense, decidiram levar essa discussão para os gramados de futebol que é uma das marcas registradas do país.

“O que eu fiz em campo é igual ao que milhares de pessoas fazem todos os dias no carro. Só que se envolver em um acidente de trânsito, é muito mais perigoso do que tomar um gol.”

Disse o goleiro, que aproveitou a indignação que sua atitude gerou nas pessoas para pedir que elas parem de usar o celular enquanto dirigem.


sábado, 8 de abril de 2017

08 de Abril - Dia da Natação




A natação é uma atividade útil, pois oferece diversos benefícios para a saúde, mas também é um exercício recreativo, podendo ser uma ótima opção para diversão. 

Esta habilidade também é muito encontrada em diferentes tipos de animais, que a utilizam por instinto, e pode ser praticada das mais variadas formas, assim como acontece também com os humanos.

A natação atua com o movimento de todos os músculos e articulações do corpo, por isso, é considerada como um dos melhores exercícios físicos. Ela proporciona diversos benefícios para o organismo, sendo eficiente para melhorar a coordenação motora. É também muito indicada para quem possui problemas respiratórios, como a asma, por exemplo.

Em uma Olimpíada, a natação é considerada um dos esportes mais nobres.
Em 23 de junho de 1894, o barão Pierre de Coubertain, apoiado por amigos e inúmeras celebridades, inaugurou os Jogos Olímpicos modernos.

A cada olimpíada atletas de todas as partes do planeta superam limites nas raias da maior de todas as competições.

A natação brasileira ao longo dos anos tem conquistado muitas vitórias destacando-se no cenário mundial. 

A estréia da equipe de Natação brasileira em uma Olimpíada foi em 1920, na Antuérpia, e o primeiro nadador só subiu ao pódio mais de 32 anos depois.

A primeira medalha ganha pelo Brasil foi na Olimpíada de Helsinki, em 1952, o nadador Tetsuo Okamoto (foto à direita) ganhou a medalha de bronze nos 1500 m livre.

A segunda medalha brasileira veio com Manoel dos Santos, que ganhou bronze nos 100 m livre dos Jogos de Roma, em 1960.

Somente em 1980, vinte anos depois, Djan Madruga, Jorge Fernandes, Cyro Delgado e Marcus Matiollinos conquistaram a medalha de Bronze no revezamento 4x200 m livre nos Jogos Olímpicos de Moscou. 

No ano de 1984, o Brasil conquistou sua primeira medalha de prata nos Jogos de Los Angeles, com Ricardo Prado, que entra para a história do esporte nacional ao conquistar o segundo lugar nos 400 m. Gustavo Borges foi o primeiro atleta brasileiro a conquistar três medalhas em Olimpíadas.

No ano de 1992, em Barcelona, ele foi vice-campeão nos 100m livre.

Nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, Gustavo conquistou a medalha prata pelos 200 m livre, e o bronze, pelos 100 m livre.

Fernando Scherer foi outro medalhista da Olimpíada de Atlanta, ele conquistou bronze nos 50 m livre.

Já a história da natação feminina brasileira, até 2014, a nadadora Fabíola Molina foi a única que atleta feminina que participou dos Jogos Olímpicos, no ano de 2000 em Sidney.

O Dia da Natação é comemorado em 8 de abril no Brasil.

Fontes: Tudo sobre natacao http://www.calendariobr.com.br

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

21 de dezembro - Dia Nacional do Atleta



O Dia Nacional do Atleta, ou simplesmente Dia do Atleta, é comemorado em 21 de dezembro.

A data celebra o esforço das pessoas que se dedicam ao esporte, seja por hobbie ou para manter uma boa qualidade de vida. Um atleta pode ser também àquele que pratica o atletismo, um grupo de modalidades que pertencem aos Jogos Olímpicos, como a corrida, o salto com vara, arremesso de pesos, ginástica artística e etc.

Os primeiros atletas surgiram há muitos séculos, na antiga Grécia e Roma.

Os Jogos Olímpicos, uma série de competições de jogos e esportes, que acontece de quatro em quatro anos, reúnem os melhores atletas do mundo, que competem por medalhes de ouro, prata e bronze.

O Brasil sediou pela primeira vez os Jogos Olímpicos de Verão em 2016, na cidade do Rio de Janeiro.

Origem do Dia do Atleta

Quem decretou o dia 21 de dezembro como sendo o Dia Nacional do Atleta, foi o ex-presidente do Brasil Jânio Quadros, através do decreto nº 51.165, de 8 de agosto de 1961.

Ainda existem vários outros dias dedicados às pessoas que praticam esportes, como: o Dia do Atleta Olímpico (23 de junho); o Dia do Atleta Profissional (em 10 de fevereiro); e o Dia Nacional do Atleta Paraolímpico (em 22 de setembro).


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

08 de Dezembro - Dia do Cronista Esportivo

A vida de cronista esportivo é difícil e uma das suas funções é preservar a memória do esporte brasileiro. Está destinado a expor sua opinião ao julgamento dos leitores ou ouvintes, para glória ou desgraça de sua reputação presente e futura.

A crônica é um dos maiores charmes do jornalismo esportivo. Vive em transformar a arte do esporte criando uma linguagem diferente para analisar o que acontece dentro e fora dos espaços esportivos. Com raras exceções, em entrevistas, nas análises e nos comentários, notamos que o cronista esportivo usa termos impróprios e inadequados. Nos matutinos, não temos uma linguagem amena e divertida na secção esportiva, mas sim de guerrilha.

No final de 1992, cento e onze presos foram mortos na Casa de Detenção, em São Paulo, e os jornais qualificaram o episódio de massacre. Na mesma semana, um time amador de futebol ganhava de 15 a 0 do adversário. No título de chamada dos jornais a mesma palavra: "time massacra adversário".

A lista de termos de guerra, usado pelos cronistas esportivos é muito longa: ao invés de goleador, artilheiro; a trave ou o gol é o alvo; o chute é bomba, tiro ou petardo. Enquanto o campeonato, jogo ou torneio, é guerra, contenda e ainda a quadra esportiva ou o campo de futebol é chamado de arena.

O jogador não é inseguro, é covarde; ele não é ágil ou arisco, mas matador. Agora, o pior de tudo é que esses atributos são usados como positivos. Vamos então ao exemplo clássico de mais de meio século atrás. Trata-se do final da Copa do Mundo, onde o Uruguai venceu o Brasil, no Maracanã; até hoje, quando voltam a jogar o nome da partida é a vingança, usado em todas as crônicas esportivas. Até João Saldanha, numa de suas crônicas diz que um time fez "picadinho" de outro.

O esporte é um espetáculo, uma arte; é diversão e lazer. E hoje, um meio de integração, confraternização, e paz. As Federações dos Jogos Olímpicos Mundiais possuem mais membros do que a própria ONU. Todas estão envolvidas nesse movimento universal do uso do esporte como meio de promover a paz entre os povos.

Portanto, a participação do cronista esportivo é, e sempre será, essencial para que isso aconteça. Isso porque ele ingressa na profissão jovem com cerca de vinte anos onde fica até os oitenta anos ou mais. Ele não joga, mas viaja, hospeda-se nos mesmos hotéis e convive com os atletas profissionais ou amadores.

Por isso, terá toda a oportunidade e tempo para reverter essa situação como formador de opinião que é, auxiliando a resgatar os velhos valores para as crianças, jovens e para a sociedade em geral.

Fonte: www.trabalhonota10.com.br

domingo, 30 de outubro de 2016

30 de Outubro - Dia do Fisiculturista





A data tem o objetivo de homenagear o atleta que se dedica a "arte" do fisiculturismo.

O fisiculturismo, que também é conhecido por culturismo, é considerado um esporte de competição, onde os atletas trabalham os músculos do corpo em busca de hipertrofiá-los, ou seja, aumentar a massa muscular o máximo possível.

O objetivo da modalidade esportiva não é testar quem levanta mais peso, mas quem possui a melhor definição dos músculos do corpo.

Nas competições, as apresentações dos fisiculturistas podem ser individuais ou em grupos, a nível de comparação. Um dos nomes mais populares dentro do fisiculturismo é o do ator norte-americano Arnold Schwarzenegger, que segundo a Federação Internacional de Fisiculturismo já foi sete vezes campeão mundial na categoria.
  • As principais competições podem ser divididas nas seguintes categorias:
  • Fisiculturismo Júnior: para atletas com menos de 23 anos e que estão no início da carreira;
  • Fisiculturismo Sênio: para atletas com mais de 23 anos e com experiência de carreira;
  • Fisiculturismo Máster: para atletas com níveis musculares bastante elevados;
  • Fisiculturismo Clássico: para atletas que não desenvolvem os músculos ao "extremo", preferindo uma estrutura física mais "leve" e "natural".
Não apenas homens praticam o fisiculturismo. Existem campeonatos especialmente feitos para as mulheres fisiculturistas.

Os treinamentos dos fisiculturistas são bastante exigentes. Uma alimentação equilibrada de carboidratos e proteínas é fundamental para o crescimento muscular, não apenas os exercícios pesados e intensos. Outro fator de extrema importância para esses atletas é o descanso, sendo recomendado no mínimo oito horas de sono por dia, para ajudar no hipertrofiamento muscular.

Não se sabe ao certo a origem do Dia do Fisiculturista, mas são pessoas que merecem os parabéns pelo empenho e dedicação em manter uma disciplina de treinos intensos, com a finalidade de atingir a meta de ser o mais definido corpo na competição.


sábado, 22 de outubro de 2016

22 de Outubro - Dia do Paraquedista

O paraquedismo, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é um esporte criado há pouco tempo. Na verdade ele vem do eterno sonho do ser humano, destinado a viver no chão, o sonho de VOAR! Voar livremente utilizando somente seu próprio corpo, assim como fazem os pássaros!

O sonho tem início registrado ainda na mitologia, que mostra DEDALO e seu filho ÍCARO na busca de alçar voo com asas de penas de pássaro ligadas por cera.

Em 1306, aparecem registros de acrobatas chineses que se atiravam de muralhas e torres empunhando um dispositivo semelhante a um grande guardachuva que amortecia a chegada ao solo.

Em 1495, LEONARDO DA VINCI escreveria em suas notas: "Se um homem dispuser de uma peça de pano impermeabilizado, tendo seus poros bem tapados com massa de amido e que tenha dez braças de lado, pode atirar-se de qualquer altura, sem danos para si". DA VINCI é considerado também o precursor como projetista de um pára-quedas.

Em 1617, o italiano FAUSTO VERANZIO salta com um "paraquedas" da torre da catedral de Veneza, aterrando ileso diante dos espectadores.

Em 1783, SEBASTIAN LENORMAND constrói e patenteia um paraquedas com que repetidamente executa saltos.

Em 1785, JEAN PIERRE BLANCHARD constrói e salta com um paraquedas feito de seda, sem a armação fixa que ate então era utilizada para manter o velame aberto.

Em 1797, ANDRE-JACQUES GARNERIN, em Paris, salta de um balão a uma altura aproximada de 2000 pés. GARNERIN prossegue saltando regularmente e a ele a história deu a honra de ser considerado o PRIMEIRO PARAQUEDISTA DO MUNDO. Em 1802, em Londres, GARNERIN salta a 8000 pés, um recorde para a época.

Em 1808, pela primeira vez o paraquedas foi usado como salva-vidas quando o polonês KUPARENKO o utiliza para saltar de um balão em chamas.

Em 1837, acontece o primeiro acidente fatal com um paraquedista, quando ROBERT COCKING falece em razão do impacto contra o solo. COCKING saltava com um paraquedas com o desenho de um cone invertido que se mostrou inadequado, não resistiu à pressão e fechou.

Em 1887, o Capitão americano THOMAS BALDWIN inventa o equipamento que se ajusta ao corpo do paraquedista, substituindo os cestos até então utilizados. Este invento foi um novo e importante passo para o desenvolvimento do paraquedismo.

Em 1901, CHARLES BROADWICK inventa o paraquedas dorsal, fechado dentro de um invólucro, como os que hoje são utilizados pelos pilotos de aviões militares. O sistema de abertura do paraquedas era um cabo amarrado ao balão.

Em 1911, GRANT NORTON realiza o primeiro salto utilizando um avião. NORTON decolou levando o paraquedas nos braços e na hora do salto arremessou-o para fora sendo por ele extraído da aeronave.

Em 1919, LESLIE IRVIN executa o primeiro salto livre, abrindo o paraquedas, por ação muscular voluntária durante a queda livre.

Em 1930, os russos organizam o primeiro Festival Desportivo de Paraquedismo.

Em 1941, o exército alemão emprega o paraquedas como equipamento de guerra, lançando pára-quedistas militares para conquistar a Ilha de Creta.

Dai em diante o pára-quedismo se desenvolve numa velocidade vertiginosa, seja quanto aos equipamentos, técnicas de salto e tipos de competição.

Fonte: www.cbpq.org.br

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Atletismo nos Jogos Paralímpicos

Amanhã iniciam-se os Jogos Paralímpicos (7 a 18 Set, 2016) no Brasil
História

O atletismo faz parte do programa dos Jogos Paraolímpicos desde a primeira edição, em Roma-1960. Mas foi apenas em 1984 que o Brasil conquistou as primeiras medalhas na modalidade, em Nova Iorque (EUA) e em Stoke Mandeville (Inglaterra). Naquele ano, o país faturou seis medalhas de ouro, 12 de prata e três de bronze no atletismo. No total, o país já faturou 109 medalhas em Jogos Paraolímpicos, das quais 32 foram de ouro, 47 de prata e 30 de bronze.

Alan Fonteles é um dos atletas do Brasil que já brilhou em Jogos Paraolímpicos, tendo conquistado o ouro em Londres-2012

Após diversos pódios nos Jogos, o atletismo brasileiro passou a brilhar com mais força a partir de 2004, com os Jogos Paraolímpicos de Atenas (16 medalhas). Em 2007, os Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro foram outro marco no esporte, quando a delegação nacional conquistou 73 medalhas apenas no atletismo, sendo 25 de ouro, 27 de prata e 21 de bronze, terminando com o primeiro lugar geral.

As provas

O atletismo paraolímpico é praticado por atletas com deficiência física ou visual. Há provas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos, tanto no feminino quanto no masculino. Os competidores são divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência constatado pela classificação funcional.

Nas corridas, os atletas com deficiência visual mais alta podem ser acompanhados por guias, ligados a eles por uma corda. Já entre os deficientes físicos, há corridas com o uso de próteses ou em cadeiras de rodas.

Classificação
  • F – Field (campo): provas de arremesso, lançamentos e saltos
  • F11 a F13: deficientes visuais
  • F20: deficientes mentais
  • F31 a F38: paralisados cerebrais (31 a 34 para cadeirantes; 35 a 38 para ambulantes)
  • F40: anões
  • F41 a F46: amputados e outros (les autres)
  • F51 a F58: cadeirantes (sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações)
  • T – Track (pista): provas de corrida (velocidade e fundo)
  • T11 a T13: deficientes visuais
  • T20: deficientes mentais
  • T31 a T38: paralisados cerebrais (31 a 34 para cadeirantes; 35 a 38 para ambulantes)
  • T41 a T46: amputados e outros (les autres)
  • T51 a T54: cadeirantes (sequelas de poliomielite, lesões medulares e amputações)
Curiosidades - Os olhos dos cegos

O atleta-guia tem a função de ser os olhos dos competidores que não podem enxergar ou têm limitações severas. Ligados por uma cordinha, o guia, no entanto, deve apenas orientar a direção da corrida do atleta, sem puxá-lo, sob pena de desclassificação. Apesar de treinarem sempre juntos e de se ajudarem também nos bastidores das competições, o guia só passou a subir ao pódio e a receber medalha a partir dos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara-2011.


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

1º de Setembro - Dia do Professor de Educação Físicia


Esta data celebra o profissional responsável por manter o corpo humano em ação e saudável. A capacidade de reunir e ensinar as técnicas e práticas das diversas atividades esportivas existentes.

No Brasil, a presença da educação física pode ser considerada existente desde a época da Colonização portuguesa. Os índios já praticavam atividades esportivas e ensinavam essas práticas para os seus próximos, como competições de corrida, lutas, jogavam peteca e até mesmo campeonato de arco e flecha.
Origem do Dia do Professor de Educação Física

O Decreto de Lei nº 9.696, de 1º de setembro de 1998, regularizou a nível federal a profissão de Educador Físico. A data comemorativa surgiu em memória desta conquista para os profissionais da área.

A educação física começou a ser implantada nos currículos acadêmicos nas escolas primárias e secundárias em 1852, a partir do Decreto de Lei nº 630.
Mensagens para o Dia do Professor de Educação Física

"Um corpo sem inteligência não ama!

Um corpo sem saúde não desfruta do amor!

Um gênio sem amor não tem saúde espiritual!

Diante disso tudo devemos, a cada instante,

procurar a companhia dessas três virtudes,

mesmo que as alcancemos uma a uma.

A você, profissional de Educação Física, que atua

nos corpos de seus alunos e atletas para, em verdade,

alcançar-lhes as mentes e os corações,

a nossa homenagem e o nosso reconhecimento,

neste seu 1º de setembro!”

"Atividade física não é apenas uma das

mais importantes chaves para um

corpo saudável, ela é a base da atividade

intelectual criativa e dinâmica!"


terça-feira, 9 de agosto de 2016

A Natureza foi a estrela maior na abertura das Olimpíadas!


Tecnologia, luzes, dança, música e muitos fogos de artifício. Esses são ingredientes comuns à todas as festas de abertura de uma Olimpíada. Na cerimônia dos Jogos Rio 2016, no entanto, uma mensagem - com certeza - chamou a atenção.

Cada um dos 10,5 mil atletas que desfilaram na cerimônia desta sexta-feira, 5, plantou - literalmente - uma semente no Rio de Janeiro. Na prática, a intenção é a de se criar uma nova área verde na cidade maravilhosa.

Responsabilidade global
Ao entrar no Maracanã, cada atleta recebeu uma semente que foi plantada ali mesmo, em tubetes espalhados pelo estádio. Dali, os tubetes seguirão para um viveiro onde - pelo menos parte - devem germinar mudas de 208 espécies nativas, representando as delegações e uma para os refugiados.

As árvores deverão ser plantadas daqui um ano no Parque Radical, em Deodoro, e formar a Floresta dos Atletas, um legado ambiental que simbolizará a biodiversidade do planeta.

Além do legado de uma nova área verde, a maior preocupação dos organizadores da festa de abertura, foi transmitir uma mensagem de responsabilidade mundial com o aquecimento global.
Arbustos Olímpicos
Cenas e gráficos projetando os efeitos do aquecimento prepararam o público para um momento lúdico: a poesia "A flor e a náusea" de Carlos Drummond de Andrade recitada pela atriz Fernanda Montenegro e pela britânica Judi Dench. 

Ao mesmo tempo, um menino, no centro do Maracanã, plantava um árvore em um vaso de bambu.
No fim, o ápice da festa. As torres espelhadas - que guardavam os tubetes - se abriram num toque de mágica para revelar uma verdadeira floresta. Os arbustos formaram os aros olímpicos que, desta vez, não tiveram as tradicionais cinco cores.

Todos verdes, lembraram a ideia de que o plantio de florestas deve ser universal e espalhada pelos cinco continentes.

Créditos: imagens Rede Globo


quarta-feira, 27 de julho de 2016

27 de julho - Dia do Motociclista



O motociclista é aquela pessoa que se transporta ou pratica esportes envolvendo o uso de motos. O motociclismo se tornou um esporte e sua primeira primeira prova aconteceu em 29 de novembro de 1897, na Inglaterra. 

Em 1904 foi criada a Federação Internacional de Motociclismo, mas somente após a 2ª Guerra Mundial começou a ser realizado o campeonato mundial. O italiano foi o maio campeão da modalidade, pois ganhou 15 títulos mundiais em diferentes categorias.

Muitos motociclistas utilizam o veículo para trabalho, e atuam como motobóis em empresas. 

No Brasil, o Dia do Motociclista acontece em 27 de julho.

Conselhos ao motociclista iniciante

A inexperiência tem prazo de validade curto. Quanto mais você pratica, mais você aprende, e pilotar uma motocicleta não foge a esta regra. Acumular quilômetros rodados te dará cada vez mais capacidade de dominar o veículo de maneira automática e segura, quase como se fosse uma extensão de seu corpo. Porém, para facilitar a vida dos que estão começando, coloco aqui 10 dicas e conselhos importantes:

Honda CG 150 Titan CBS
1 - POSICIONAMENTO AO GUIDÃO

No começo, o nervosismo pode resultar em uma postura de pilotagem excessivamente rígida, o que não ajudará em nada a condução. Tente assumir uma posição natural ao guidão – isto já é meio caminho andado para pilotar bem.
Motos também exigem uma boa dose de energia física para serem conduzidas. Então, qual o segredo para alcançar o meio-termo ideal entre o necessário relaxamento e a força para atuar de maneira correta e se sentir “no comando”? Manter ambos joelhos pressionando levemente o tanque e segurar o guidão com firmeza (mas sem exagero) é o ideal para fazer com que moto e condutor formem um conjunto único.
Esse conceito de integrar homem e máquina é a mais manjada e perfeita das regras para levar bem uma moto. Seja nas mudanças de direção, curvas acentuadas ou frenagens, ter sempre em mente que você e a moto devem formar uma só peça fará toda a diferença.

Traje leve para motociclista
2 – USE O EQUIPAMENTO CERTO

A lei obriga a usar capacete. O bom senso manda usar luvas, calçados de cano alto e um traje – calça e jaqueta – com proteções nos pontos cruciais. Mas não exagere. Se você está começando a pilotar uma moto pequena, usar um macacão de couro igual ao do Valentino Rossi só irá atrapalhar seu aprendizado.
Visto que as primeiras centenas de quilômetros ao guidão devem obrigatoriamente ser percorridas em baixas velocidades, o grau de proteção dos seus trajes pode ser leve, para que haja conforto.

Capacetes abertos, os chamados tipo “Jet”, sem proteção para o queixo, são menos seguros em caso de uma queda, mas bons para evitar a claustrofobia nos treinos em baixa velocidade. Botas de cano alto sem solas exageradamente grossas são aconselháveis para “sentir” melhor os comandos de câmbio e freio traseiro, e o mesmo vale para luvas, que não precisam ser grossas demais para não anularem a necessária sensibilidade nas mãos.

Honda CG 150 Titan CBS
3 – SAIBA FREAR

A maioria das moto-escolas ensina que é o freio traseiro que manda nas frenagens, e ao dianteiro cabe um mero papel de coadjuvante. Este é um erro grave. Na vida real, para parar de verdade é o freio dianteiro que deve ser usado com maior intensidade.

Para aprender os segredos de como frear bem, procure uma rua tranquila, um pátio de estacionamento vazio ou qualquer lugar onde você esteja seguro para repetir frenagens em baixa velocidade, alternando o uso dos freios dianteiro e traseiro até entender como cada um atua. Logo você perceberá que o melhor resultado será conseguido ao aplicar cerca de 70% da força de frenagem na dianteira, deixando ao freio traseiro apenas a função de equilibrar a moto na desaceleração. Veja mais informações no Guia Prático do G1.

pneu moto
4 – CUIDE DOS PNEUS

Motocicletas em movimento têm apenas duas pequenas áreas de contato com o solo, os pneus. Por isso, é muito importante cuidar bem deles. Pneus de má qualidade ou desgastados afetam de maneira brutal a dirigibilidade. Escolher marcas boas (dê preferência ao equipamento padrão com o qual a moto sai da fábrica) e não alterar as medidas recomendadas são as regras a serem seguidas.

Outra atitude obrigatória é respeitar a recomendação estabelecida pelo fabricante para a pressão, lembrando sempre que a medida correta será sempre obtida com os pneus frios, uma vez que o natural aquecimento devido ao atrito com a pavimentação altera a medição.

Uma pressão abaixo da especificada pelo fabricante deixa as respostas da motocicleta mais lentas, aumenta o consumo tanto de pneus quanto do combustível e, em casos mais graves, pode provocar danos às carcaças dos pneus, comprometendo a segurança. A pressão excessiva torna a moto arisca demais, instável na transposição de qualquer defeito do pavimento, e diminui ainda mais a já pequena área de contato com o solo.

Frota de motos em Piracicaba é muito maior do que o número de vagas
5 - APRENDA A ESTACIONAR

Aprender a estacionar sua motocicleta de maneira correta pode evitar problemas e cenas constrangedoras. Quando o piso é plano e regular, sem degraus ou imperfeições, não há muito segredo. Seja com o cavalete lateral ou com o central, o sucesso da operação é quase sempre garantido. Porém, o mundo não é todo planinho e nem sempre a fresta que você achou para estacionar tem um piso perfeito.

Regra número zero é jamais estacionar sua moto em uma via íngreme com a roda dianteira embicada no meio-fio, uma vez que, na hora que você precisar sair, empurrar a moto para trás pode resultar em uma tarefa impossível, digna de Hércules.

Outra arapuca na qual os motociclistas inexperientes caem com frequência é não prestar atenção na inclinação da via e escolher estacionar de maneira tal que o cavalete lateral não consiga deixar a moto em um ângulo estável. Tanto muito em pé quanto muito deitada resulta em problemas. No primeiro caso, qualquer esbarrão pode derrubá-la; no segundo, ela ficará inclinada demais exigindo força exagerada para ser colocada em posição de partida.

Uma dica importante nesses estacionamentos em locais íngremes é deixar a primeira marcha engatada, o que funcionará como um freio de estacionamento. Já quanto a usar o cavalete central, a regra é simples: nas ruas íngremes a roda dianteira deve estar apontada para a parte mais elevada da via, mas não de modo a tornar a tarefa de tirá-la do cavalete algo impossível.

6 – LEMBRE-SE DAS TRAVAS E CAVALETE
É mais comum do que se imagina que a pressa e a distração acabem provocando pequenos acidentes que podem ter consequências nem tão pequenas assim. Nos referimos ao eventual esquecimento de recolher o cavalete lateral ao sair ou deixar de retirar travas antifurto.
Tanto em um como em outro caso, o dano pode ser apenas material, com um arranhão cá ou uma entortada lá, mas às vezes um cavalete esquecido aberto pode fazer com que você perca o controle de sua moto em uma curva. Como evitar isso? Sendo atento e criando procedimentos, rituais que você deve incorporar ao seu dia a dia no guidão.

7 – SEMPRE SINALIZE
Usar pisca-pisca é fundamental não só para a segurança do motociclista como também dos restantes usuários da via, sejam eles outros condutores de veículos ou pedestres. Aliás, quanto mais você usá-los, maior será a segurança geral. Pisca-pisca não gasta, não dói e ao contrário da buzina, não chateia ninguém. Seja para uma simples mudança de faixa em uma avenida, para entrar em uma via transversal ou fazer uma conversão, usar o pisca-pisca é quase como convocar um anjo da guarda suplementar.

Do mesmo modo que você deve se acostumar a usá-lo com frequência, deve habituar-se a desligá-lo, uma vez que apenas algumas motos – todas elas grandes e caras – possuem sistemas de desarme automático como nos automóveis.

8 - SEJA VISTO
Dar preferência a trajes de cores chamativas é algo que ajuda muito a segurança do motociclista. Caso prefira jaquetas de cores escuras (que sujam menos), avalie com carinho o uso de coletes ou ao menos as faixas de material reflexivo, que vão fazer te deixar visível quando o farol de outros veículos apontar para você.

Outro fator fundamental da segurança do motociclista é jamais descuidar das lâmpadas: infelizmente a maioria das motocicletas ainda usa uma só lâmpada na lanterna traseira – e ainda por cima de filamento único e incandescente. Ou seja, quando queima, a escuridão é total. Ter lâmpadas de reserva e saber como fazer troca é um dever. O mesmo vale para as lâmpadas de pisca-pisca e de farol.

Guia Prático: Pilotar moto na terra é mais do que ficar em pé
9 - “LEIA” O PAVIMENTO

Infelizmente, o Brasil é um país onde a maioria das cidades tem uma pavimentação péssima, quando tem. Com vimos no item “pneus”, motocicletas são sensíveis por conta da pequena área de contato com o solo.
Um motociclista iniciante tem como tarefa aprender a “ler”o chão à sua frente e saber se comportar ao guidão conforme o caso. No asfalto liso e seco não há problemas. Porém, asfalto brilhando demais faz a moto reagir de um jeito, asfalto claro demais, de outro, rugoso demais, outro ainda. E o que dizer dos pisos de paralelepípedo, bloquete, das “estradas de chão” ou de rodar nas cidades praianas onde areia solta é algo comum?

Sair dessa sinuca de bico requer uma e uma só coisa: muuuuita atenção! Olhar sempre para onde sua roda “pisará” é a lei para não se ver de pernas para o ar sem mais nem menos.

Moto no trânsito - visibilidade
10 - POSICIONAMENTO NA PISTA

Motos são pequenas, rápidas e muitas vezes os outros usuários da via simplesmente não as veem. Seja previdente e busque posicionar-se de maneira muito visível.

Andando atrás de automóveis, evite os que tem vidros escurecidos, que te impeça de ver o que está à frente dele. Além disso, tente ficar em uma posição onde você enxergue nos espelhos retrovisores os olhos do motorista, pois se você está vendo os olhos dele, ele estará te vendo também.

Em estradas ou vias expressas, tente rodar a uma distância de pelo menos dois ou três “carros” do veículo à frente (12 a 15 metros). Quanto maior a velocidade, maior deve ser o espaço, garantindo a você tempo de reação em uma emergência.

Outra regra “de ouro” é rodar seguindo a trilha dos pneus do veículo à frente, especialmente em piso molhado. Ali haverá menos água, além de ser menor a chance de atropelar um objeto solto na estrada.

Fotos: Caio Kenji/G1 - Fontes: G1 e http://www.calendariobr.com.br