Moura Ramos Indústria Gráfica: livros, revistas, embalagens, sacolas, agendas e impressos em geral.: sociedade
Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sociedade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Saiba quais são os primeiros sintomas da ômicron e quando eles surgem


Apesar de ser considerada menos letal, cepa tem sintomas semelhantes aos da gripe, o que pode atrasar o diagnóstico.

Os casos e hospitalizações por Covid-19 voltaram a subir em todo o mundo, inclusive no Brasil, pelo fato de a ômicron, hoje a variante dominante no mundo, ser muito mais transmissível do que o SARS-CoV-2 original, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma das maneiras de segurar a propagação da nova cepa é, assim que começarem os sintomas da doença, fazer um teste para comprovar ou descartar a infecção e, em caso positivo, se isolar para evitar contaminar outras pessoas. Para isso, é essencial reconhecer os sintomas da ômicron e entender quando eles costumam se manifestar.

Sintomas da ômicron

Os sintomas mais comuns entre os infectados pela ômicron são febre, coriza, dor de garganta e dor no corpo, nada semelhantes à perda de paladar, de olfato e tosse seca comuns às outras variantes.

A ômicron foi detectada e anunciada pelo Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul (NICD) em 25/11/2021 a partir de amostras retiradas de laboratório, após a médica Angelique Coetzee, presidente da Associação Médica da África do Sul, observar uma mudança no perfil sintomático dos pacientes com Covid-19. Eles relatavam cansaço extremo, dores pelo corpo, dor de cabeça e garganta, a maioria com quadros leves e quase metade não havia sido vacinada. Ainda em novembro a OMS incluiu a ômicron na sua lista de variantes de preocupação, ou seja, com mais mutações, mais transmissíveis e com mais chances de causar doenças graves.

O fato dos sintomas serem semelhantes aos de uma gripe comum pode confundir e fazer com que as pessoas desistam de averiguar se é Covid-19 ou não. A OMS indica que no surgimento de alguns destes sintomas, o ideal é fazer um teste do tipo RT-PCR ou de antígeno para comprovar o diagnóstico.

Período de incubação

Um estudo preliminar da Universidade de Nebraska publicado pelo Centro de Controle de Doenças (CDC), ambos dos Estados Unidos, demonstrou que o tempo de incubação (período entre a infecção e o aparecimento dos sintomas) da ômicron no organismo é de até três dias. Ou seja, a pessoa infectada pela ômicron desenvolveria sintomas mais rapidamente do que na infecção por outras variantes.

“Considerando que o período médio de incubação do SARS-CoV-2 foi descrito como ≥ cinco dias, e mais próximo de quatro dias para a variante delta, o período médio de incubação observado neste cluster foi de aproximadamente três dias”, descreveu a publicação. O estudo foi realizado com seis infectados pela ômicron de uma mesma família, com idades entre 11 e 48 anos, apenas um completamente vacinado.

Já um estudo do Instituto Japonês de Doenças Infecciosas demonstrou que a carga viral da ômicron atinge seu pico de três a seis dias após a infecção e tende a desaparecer dez dias após o início dos sintomas ou o diagnóstico.

O estudo preliminar mediu a carga viral de 83 amostras respiratórias de 21 infectados pela ômicron, 19 vacinados e dois não vacinados, 17 destes com sintomas leves e quatro sem sintomas, em dias diferentes. A quantidade de RNA viral dos participantes do estudo caiu ao longo do tempo, com maior diminuição após 10 dias do início dos sintomas.

Fonte: https://butantan.gov.br - Publicado em: 28/01/2022

terça-feira, 8 de março de 2022

Hoje é o Dia Internacional da Mulher - 8 de Março


O Dia Internacional da Mulher ou Dia da Mulher é comemorado anualmente em 8 de março e não é considerado um feriado nacional.

Trata-se de uma celebração de conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos, sendo adotado pela Organização das Nações Unidas e, consequentemente, por diversos países.

Esta data é marcada por presentes simbólicos, como flores, em especial rosas, poemas ou frases, por exemplo.

História e Origem do Dia Internacional da Mulher

A luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho começou a partir do final do século XIX, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de 15 horas diárias, os baixos salários e a discriminação de gênero eram alguns dos pontos que eram debatidos pelas manifestantes da época.

De acordo com registros históricos, o primeiro Dia da Mulher foi celebrado nos Estados Unidos em maio de 1908 (Dia Nacional da Mulher), onde mais de 1.500 mulheres se uniram em prol da igualdade política e econômica no país.

Vários acontecimentos levaram à criação de um dia especial para as mulheres. Um deles foi o incêndio numa fábrica de camisas em Nova York, ocorrido em 25 de março de 1911, que mataria 146 pessoas, dessas quais 129 mulheres. O número de vítimas se explica pelas péssimas condições de trabalho e porque uma porta estava fechada para impedir a fuga das trabalhadoras.

Esse incêndio levou à criação do mito de uma suposta greve que teria ocorrido em 8 de março de 1857, em Nova York, que não aconteceu. A confusão foi causada por jornais alemães e franceses na década de 60.

No entanto, o 8 de março teve origem com as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho, durante a Primeira Guerra Mundial (1917). A manifestação, que contou com mais de 90 mil russas, ficou conhecida como "Pão e Paz", sendo este o marco oficial para a escolha do Dia Internacional da Mulher no 8 de março, data que somente foi oficializada em 1921.

Após este conflito e com as transformações trazidas com a Segunda Revolução Industrial, as fábricas incorporaram as mulheres como mão de obra barata. No entanto, devido às condições insalubres de trabalho, os protestos eram frequentes.

Também nas primeiras décadas do século, as mulheres começam a lutar pelo direito ao voto e à participação política.

Apesar disso, por muito tempo, a data foi esquecida e acabou sendo recuperada somente com o movimento feminista nos anos 60. A Organização das Nações Unidas, por exemplo, somente reconheceu o Dia Internacional da Mulher em 1977.

Atualmente, além do caráter festivo e comemorativo, o Dia Internacional da Mulher ainda continua servindo como conscientização para evitar as desigualdades de gênero em todas as sociedades.

Mensagens para o Dia da Mulher

Parabéns Querida... 
Pela mulher maravilhosa que existe dentro de você.
Só tenho motivos para agradecer toda felicidade
que tens me proporcionado, quanta compreensão.

Seu coração é um grande abrigo...
quanto carinho e dedicação se aloja neste âmago grandioso e admirável.
Mulher nota dez, somente você me faz sentir tão completo,
diante de tanta coragem, força e otimismo.

Faz de seus braços meu conforto, meu porto seguro,
minha certeza de ter encontrado o espelho que reflita a imagem da felicidade,
o sorriso verdadeiramente realizado.
Ou por que não?

Meus cabelos brancos que retratarão os melhores anos de minha vida.
Sou muito feliz com você, obrigado meu amor...
Parabéns pelo dia que ampara
e valoriza minhas humildes, mas verdadeiras palavras.
Amo você por tudo que você é...

Dos filhos...

Neste Dia Internacional da Mulher, eu preciso te fazer uma pergunta que me persegue há muito tempo: Como é que você consegue estar sempre de bom-humor, sempre em paz consigo mesma e com o mundo à sua volta?

Como você consegue ser gentil 24 horas por dia? Como consegue se apresentar elegante em qualquer circunstância, revelando esta sua saudável e discreta vaidade? Sabe, hoje senti a necessidade de dizer o quanto admiro você.

O quanto fico feliz em ter uma mãe tão especial e tão preocupada com a felicidade de todos os que a cercam, tão empenhada em proporcionar um ambiente de harmonia e beleza; enfim, um ambiente de felicidade plena.

Sei que, em nome desta paz, muitas vezes você abre mão dos seus próprios interesses e, se isto me deixa orgulhoso por perceber que tenho uma mãe tão dedicada, por outro lado fico um pouquinho triste em saber que você pode estar sacrificando o seu próprio acesso a flores, perfumes e outras coisas que eu sei que você gosta tanto!

Querida mamãe, neste dia especial, receba um beijo muito carinhoso e esta declaração de amor da sua filha (do seu filho).
Poema para o Dia da Mulher

Mulheres serenas, promessas de nada.
mulheres de vento, de sopro divino,
mulheres de sonho, mulheres sentido,
mulheres da vida, melhor ter vivido...
Mulheres de tempo, em que tudo que havia fazia sentido,
mulheres que eu vejo, no sol de janeiro,
mulheres saídas de potes de vidro,
mulheres faceiras, as mais feiticeiras, melhor ter sorrido...

mulheres de tantos e tantos perigos,
mulheres de vinho e de vã harmonia,
mulheres convívio,
mulheres no cio, as mais parideiras, melhor ter nascido...

mulheres de luzes e de absinto,
mulheres que um dia sonhei colorido,
mulheres de santos, mulheres de igrejas,
as mais rezadeiras, melhor sacrifício

mulheres que um dia deitaram comigo,
mulheres tão lindas e de maior juízo,
mulheres de danças,
as tranças nos ombros, meus olhos caídos....

mulheres que fecham a vã poesia,
mulheres que o ouro não tem nem princípio,
mulheres de outono,
o seu abandono, melhor ter carinho...

mulheres de um tempo em que estive sozinho,
mulheres de riso abrindo janelas,
mulheres que sonham,
seu sono macio, melhor o seu ninho....

mulheres do dia e da noite, eternos,
mulheres que lutam, raízes na terra,
mulheres que as feras,
no meio da noite, não mais intimidam...

mulheres espera, no mar do abandono,
mulheres teares, tecendo seu linho,
mulheres tão loucas,
Seu beijo na boca, uma taça de vinho...

- Autor Desconhecido


segunda-feira, 7 de março de 2022

Como a guerra na Ucrânia afeta a sua vida. Entenda!


Conflitos, guerras e crises do mundo impactam, acima de tudo, as pessoas que estão diretamente envolvidas. Mas as consequências são sentidas no mundo inteiro.

A tensão no leste europeu cresceu nos últimos meses e resultou na invasão da Rússia à Ucrânia na madrugada de quinta-feira, dia 24 de fevereiro de 2022. As consequências mais significativas dessa ofensiva já estão sendo vistas entre a população, e ultrapassam suas fronteiras.

É que por mais distante que esse conflito esteja geograficamente, ele tem efeitos globais em diferentes áreas e setores, como a economia. Esses efeitos são bem menos dramáticos do que os sentidos pela população envolvida no conflito, mas impactam a sua vida, direta e indiretamente, aqui no Brasil. Mas por que isso acontece?

Por causa do efeito dominó causado pelo mercado globalizado em que vivemos. Os países vendem e compram produtos uns dos outros o tempo todo. Alguns desses países lideram a produção e venda de determinados insumos.

Quando algo acontece com essa produção, a lei da oferta e da demanda entra em ação: se a produção cai por algum motivo e a demanda não se altera ou aumenta, os preços sobem; se a produção aumenta, sem crescimento da demanda ou mesmo com a queda dela, os preços caem.

A Rússia e a Ucrânia são peças desse dominó, assim como todos os países. Por isso, o que está acontecendo agora no leste europeu tem sim o poder de afetar o bolso de pessoas de todos o mundo, incluindo o Brasil.

Os preços de itens básicos do meu dia a dia vão aumentar?

Não existe resposta exata. Alguns preços já começaram a se elevar na cadeia produtiva, e isso costuma indicar um aumento para o consumidor.

A Rússia é um grande produtor de petróleo, que é a base de muitos produtos, principalmente dos combustíveis. O conflito não ocorre em solo russo, por isso não está afetando diretamente a produção. Contudo, a invasão russa à Ucrânia gera incerteza no mundo. Em um cenário assim, fazer estoque é uma das primeiras reações de pessoas e empresas.

Lembra do início da pandemia, quando pessoas do mundo todo lotaram os carrinhos de supermercado com papel higiênico e álcool em gel? Com receio desse conflito afetar a produção em algum momento, o mundo está enchendo o carrinho de barris de petróleo. Mas a produção não acompanhou esse ritmo. Resultado: nesta semana, o preço do barril chegou a ultrapassar os US$ 100, o maior valor dos últimos sete anos.

Como o petróleo produzido no Brasil segue o preço do petróleo internacional, esse aumento dos custos deve ser repassado para as distribuidoras, que por sua vez repassarão para as revendedoras de gás de cozinha e combustíveis, que deve chegar até você.

É o efeito dominó, que poderia ser ainda mais intenso, se não fosse o dólar, que desacelerou no país nas últimas semanas e chegou a ficar abaixo dos R$ 5.

“Esse é um outro lado importante: uma queda de 10% no câmbio tem um efeito máximo de aproximadamente 1,1 ponto porcentual no IPCA (índice de inflação oficial do país). Então, a queda do dólar minimiza esse impacto da alta do petróleo”, explica Murilo Breder, analista da NuInvest.

Existem outros efeitos, além dos combustíveis?

Combustível mais caro deixa qualquer transporte mais caro. Ou seja, os mercados tendem a pagar mais para que os produtos cheguem até as gôndolas e esse custo pode ser repassado para os preços dos produtos. E, se você compra alguma coisa pela internet, também pode ver o frete ficar mais caro.

Além disso, o petróleo é utilizado na produção de eletrodomésticos, que podem encarecer.

A Rússia também é uma grande produtora de gás natural, principal matéria-prima da energia elétrica na Europa. Com a busca maior pelo insumo, o preço do gás natural já subiu e deve ser repassado para consumidores e empresas do continente.

“Tudo isso sem falar nas recentes sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia, que também pressionam o preço da energia direta e indiretamente”, afirma Murilo Breder.

As empresas vão repassar esses custos para os preços dos produtos e serviços, que são consumidos na Europa e que também são vendidos para outros países, como o Brasil.

Impacto no preço de alimentos

Tanto a Rússia como a Ucrânia são grandes exportadores de trigo. O trigo é a matéria-prima do seu pãozinho, de massas e biscoitos. Uma busca maior por esse insumo agora eleva os preços desses produtos, mesmo que o Brasil não compre o trigo diretamente desses países. Além disso, ainda não se sabe o risco de a produção ser afetada na região do conflito – se isso ocorrer, a oferta mundial cai, elevando ainda mais os preços dessa matéria-prima.

Mas não é só isso. Quando um produto está caro no supermercado, normalmente você busca outro, mais barato, para fazer uma substituição. As empresas fazem a mesma coisa. Com o trigo muito caro, elas começam a buscar alternativas, como o milho ou a soja.

O aumento na demanda por estes produtos faz com que eles fiquem mais caros também. É o efeito dominó em ação de novo.

De acordo com Murilo Breder, o agronegócio também pode repassar o encarecimento de fertilizantes. É que a Rússia é uma grande exportadora do produto para o Brasil e, caso a crise afete a produção deles, o preço, como você já sabe, sobe.

O crédito também pode ficar mais caro

Os juros do seu cartão de crédito, do seu financiamento imobiliário e do crédito que você contrata também podem ficar maiores, como consequência do conflito.

Lembra da política monetária? Quando a inflação fica alta demais, o Banco Central usa a taxa Selic para tentar desacelerar os preços. Com uma inflação maior influenciada pela invasão russa à Ucrânia, esses juros podem ficar ainda mais altos.

Em outras palavras, pode ficar mais caro contratar empréstimos.

Tem como ajudar a população em risco?

Tem. Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, iniciativas de ajuda humanitária e de assistência às populações civis em risco na região se intensificaram. Veja, abaixo, alguns exemplos:

Cruz Vermelha: a organização auxilia famílias em situação de risco É possível fazer a doação pelo site da instituição, que está em inglês.

Agência da ONU (Organização das Nações Unidas) para Refugiados: a UNHCR, da ONU, também está direcionando esforços para famílias da Ucrânia que estão fugindo do conflito. Você pode fazer sua doação aqui.

Fonte: por Camila Mendonça para o blog do Nubank - Criado em 25 fev 2022

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Novo RG com registro único é lançado pelo Governo

Carteira de identidade digital, o novo RG, reunirá CPF, Carteira de Trabalho e outros documentos
Imagem: Agência Brasil

Carteira de identidade digital, o novo RG, reunirá CPF, Carteira de Trabalho e outros documentos. Conheça vantagens e quando começará a valer

Mais uma novidade para quem há muito tempo esperava pela carteira de identidade digital. O novo RG com registro único, que reúne CPF, título de eleitor e carteira de trabalho, em um único documento dispensa a necessidade de carregar diversos documentos quando a situação exigir. Saiba quando começa a valer.

A cerimônia de anúncio da criação da carteira nacional de identidade unificada, válida em todo país, foi realizada na tarde desta quarta-feira (23). O presidente assinou decreto durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília.
Quando começa a valer o novo RG? Entenda

A nova carteira de identidade digital usará o número do Cadastro Nacional de Pessoa Física (CPF) como identificação única dos cidadãos. A emissão do novo RG será gratuita, os institutos de identificação terão prazo até 6 de março de 2023 para se adequar à mudança. O decreto entrará em vigor no dia 1º de março.

De acordo com o governo, os documentos continuarão a ser emitidos pelos órgãos estaduais, bem como as secretarias de Segurança Pública. No entanto, terão o mesmo formato e padrão de emissão.

Com a novidade, o procedimento passará a ser realizado da seguinte maneira: os órgãos estaduais de registro civil irão receber o pedido do cidadão e validarão a identificação pela plataforma do governo federal, o Gov.br. O documento continuará a ser emitido em papel, mas os cidadãos poderão acessar a nova identidade no formato digital.

"Gradativamente, deixaremos de ter uma carteira de identidade para cada estado. São 26 estados e o Distrito Federal, cada um com sua carteira. Isso vai acabar. Haverá uma identificação única do cidadão", destacou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos.

Novo RG reunirá vários documentos, além de permitir maior segurança - Imagem: Divulgação TSE

Novo RG trará mais segurança. Saiba como


O novo documento digital é considerado como mais seguro porque vai permitir a validação eletrônica de sua autenticidade por QR Code, inclusive offline. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, o documento facilitará a segurança já que será emitido de maneira unificada, evitando assim, diversas fraudes e crimes. "A gente avança para um novo tempo de controle, de seriedade e de tranquilidade da população brasileira", afirmou.

A mudança permite que o cidadão possa emitir a nova carteira nacional de identidade em uma unidade da federação diferente, o documento já vai contar como segunda via, uma vez que estará vinculado ao número do CPF. Caso a pessoa que solicita a identidade não tenha ainda o CPF, o órgão de identificação local faz de imediato a inscrição dela, seguindo as regras estabelecidas pela Receita Federal.
Prazo do novo RG

O documento, quando estiver disponível — a partir de 1º de março — terá validade de dez anos. Os documentos atuais de cidadãos com idade até 60 anos também serão aceitos por até dez anos. Para os maiores de 60 anos, o RG antigo continuará valendo por tempo indeterminado.

Por ter a possibilidade de inclusão do código padrão de viagem internacional, o documento pode ser lido por equipamento e poderá ser também documento de viagem. Já que terá o código MRZ, o mesmo usado em passaportes.

Quais são as vantagens do novo RG?

O documento unificado digital possui diversas vantagens. Confira algumas delas:
  • Acesso facilitado aos cidadãos a outros serviços públicos, como a realização digital da prova de vida para o INSS;
  • Auxiliará na identificação do cidadão para a concessão de benefícios sociais e adesão a programas federais;
  • Maior segurança contra a falsificação da carteira de identidade;
  • Possibilidade da declaração múltipla de filiação;
  • Inclusão de nome social sem a necessidade de alteração no registro civil;
  • Declaração de gênero não binário;
  • Permite reunir diversos documentos: título de eleitor, numeração da Carteira de Trabalho e Previdência Social, certificado militar, CNH, documento de identidade profissional, carteira nacional de saúde e números de NIS/PIS/Pasep;
  • Poderão constar, ainda, indicativos para pessoas com necessidades especiais e o Código Internacional de Doenças (CID).
Vale destacar que todas as informações extras são facultativas. Desse modo, cabe ao cidadão decidir por incluir ou não os registros complementares.

*Com informações da Agência Brasil

JEAN ALBUQUERQUE | REDACAO@JCCONCURSOS.COM.BR
PUBLICADO EM 23/02/2022, ÀS 20H50

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Dia do Médico - 18 de Outubro de 2021


Os médicos são os responsáveis por cuidar da saúde das pessoas. Por este motivo, esta data é destinada a homenagear o trabalho destes profissionais.

Os médicos podem ser generalistas, que atuam em Clínica Geral e Saúde da Família, ou especialistas, quando são peritos em alguma área. São exemplos de médicos especialistas: endocrinologista, cardiologista, otorrinolaringologista, ginecologista, obstetra, pediatra e etc.

Mensagem ao Dia do Médico


"Nosso sincero agradecimento de quem sabe que, sem você, nossa vida não seria tão feliz. Feliz dia do médico!"

"Que dia especial... Deve ser por isto que sinto a luminosidade maior do sol; com certeza é Deus abençoando tão amorosa e digna profissão. Suas incansáveis horas de dedicação, de carinho, de atenção, a cada um de seus pacientes, que trazem dentro do coração seu nome escrito com letras douradas."

"Chega a ser difícil conseguir as palavras certas para traduzir o agradecimento que você merece. Possui a paciência necessária, nunca desacreditando no potencial de cada um. Parabéns pelo seu dia, as suas vitórias e conquistas são contadas pelos sorrisos nos rostos daqueles que recuperam o prazer da vida."

"Hoje, homenageamos a todos os profissionais que atuam incansavelmente em prol da saúde de nossa nação. Feliz dia do médico!"




"Quando nascemos, recebemos diferentes missões. A sua missão é de salvar vidas! Pelo talento de suas mãos, transforma todo homem em bonança. Sua alma não se contém diante do desespero de uma criança ou de um idoso. Por isso, você vai operando milagres, trazendo esperança a corações desesperançados. Obrigado e parabéns!"

"Falar de seu ofício de médico não é fácil. Existem muitas dificuldades e seu trabalho é incansável. Sabemos que você o faz por amor ao ser humano, altruísta sempre. Não há tempos, nem momentos para fazer o bem, por isso, devemos a você nossa saúde. Você não escolhe dia para exercer a sua profissão. Para você, todo dia é dia de salvar vidas. Por isso, seremos sempre gratos e rendemos nossas homenagens. Feliz dia do médico!"

Origem do Dia do Médico

O Dia do Médico é celebrado em 18 de outubro em homenagem a São Lucas, o padroeiro dos médicos.

Lucas foi um dos quatro evangelistas do Novo Testamento, e seu evangelho é o terceiro em ordem cronológica. Lucas era médico, razão pela qual se decidiu homenagear os profissionais com o mesmo dia da festa deste santo.
Dia do médico em outros países

Embora no Brasil o dia do médico seja comemorado no dia 18 de outubro e o seu significado esteja ligado à crença cristã, em outros países o dia do médico é comemorado em datas distintas.

Nos Estados Unidos o dia do médico é comemorado em 30 de março, pois nesta data em 1942 foi aplicada a primeira anestesia em um paciente.

Em outros países, o dia dos médicos é comemorado em datas que lembram importantes profissionais, como 1º de julho na Índia, em memória do médico Bidhan Chandra Roy, e 1º de maio no Canadá, em homenagem a Emily Stowe, primeira médica do país.


segunda-feira, 12 de abril de 2021

Nova lei de trânsito começa a valer nesta segunda, confira às mudanças


Começa a valer nesta segunda-feira a Lei 14.071/20 que altera diversos pontos no Código de Trânsito Brasileiro. Desde a obtenção da CNH até mesmo a obrigatoriedade do uso da cadeirinha vão ser impactados pela nova medida que foi sancionada desde setembro de 2020 e que começam a valer nesta segunda-feira (12).

No geral todos os condutores serão impactados com a nova medida que traz um total de 57 alterações, dentre elas a nova validade da CNH, nova pontuação, uso de farol baixo das rodovias e muitos outros pontos importantes que você vai conhecer a partir de agora.

Mudanças na CNH

Nova validade

Começa a valer nesta segunda-feira (12) o novo prazo de vencimento para renovação da CNH, veja:
  • 10 anos de validade: Motoristas com até 50 anos de idade deverão renovar a CNH a cada 10 anos;
  • 5 anos de validade: Motoristas com idade entre 50 e 70 anos precisarão renovar a CNH a cada 5 anos;
  • 3 ano de validade: Motoristas acima dos 70 anos deverão renovar a CNH a cada 3 anos.
Atenção! Os novos prazos começam a valer a partir da próxima renovação, ou seja, caso você tenha 35 anos e sua CNH tenha vencimento para este ano, o vencimento continua o mesmo, tendo o novo prazo de 10 anos a partir da próxima vez que você renovar a carteira de motorista.

Novo limite de pontos

Uma das principais mudanças diz respeito a pontuação da CNH, onde agora o condutor poderá atingir até 40 pontos sem que tenha o direito de dirigir suspenso, no entanto existem novas regras para tal, confira:
  • 20 pontos: Permanecerá 20 pontos para os motoristas que tiverem duas ou mais infrações gravíssimas;
  • 30 pontos: Os motoristas poderão acumular até 30 pontos se tiverem apenas uma infração gravíssima;
  • 40 pontos: Os motoristas poderão acumular até 40 pontos caso não tenham nenhuma infração gravíssima.
No caso de suspensão direta, a pena pode variar de dois meses a oito meses, e se ocorrer novamente, pode variar de oito meses a dezoito meses.

Para motoristas profissionais, a regra de 40 pontos se aplica independentemente da violação. Essa mudança é um requisito solicitado a muitos anos pelos caminhoneiros.

Porte da CNH

As mudanças no Código de Trânsito Brasileiro também alteram a regra relacionada ao porte obrigatório do documento que comprova o direito de dirigir. A partir desta segunda, o porte da CNH estará dispensado, desde que a fiscalização consiga através de verificação do sistema, comprovar que o motorista é habilitado e está com o documento em dia.

Processos de obtenção da CNH

As aulas noturnas deixam de ser obrigatórias. A lei revoga o §2º do Art. 158, do CTB, que diz que parte da aprendizagem será obrigatoriamente realizada durante a noite.

Por fim, a nova lei também revoga o Art.151 do CTB e a partir de segunda o candidato não precisará mais aguardar o prazo de reprovação em exame teórico e prático para obter a CNH.

Transporte de crianças na moto

A idade mínima para que crianças possam ser transportadas em motocicletas, motonetas e ciclomotores aumentou de 07 anos para 10 anos de idade, ou no caso em que às mesmas estejam sem condições de cuidar da própria segurança.

Transporte de crianças no carro

A nova lei exige o uso de equipamentos de retenção. As crianças com menos de 10 anos e menos de 1,45 m devem sentar-se no banco traseiro e utilizar equipamento de retenção adequado.
Farol durante o dia para motocicletas

A nova lei determina a gravidade do comportamento ilegal de pessoas que viajam de motocicleta e não usam os faróis mesmo durante o dia. Desde a entrada em vigor da nova lei, as violações serão consideradas medianas. A multa é de 130,16 reais e 4 pontos são acrescidos à carteira nacional de habilitação (CNH) do infrator.

Farol baixo na rodovia

Durante o dia, permanece obrigatório o uso do farol baixo apenas nas rodovias de pista simples. Os veículos sem luz diurna (DRL) devem manter os faróis acesos em rodovias de pista simples fora da área urbana mesmo durante o dia.
Identificação do condutor infrator

Caso o motorista infrator não seja reconhecido na hora, o prazo para informar o motorista infrator será de 30 dias.

Exame toxicológico

O exame toxicológico permanecerá mantido para motoristas com carteira C, D e E no processo de obtenção da CNH a cada dois anos e meio.

Quem tem menos de 70 anos também terá que se submeter ao exame a cada 2 anos e meio, independentemente da validade da CNH. Objetivo é impedir que a mudança do prazo da carteira implique em alteração na periodicidade do exame.

Lesão corporal e homicídio com embriaguez

Uma das principais mudanças feitas no Congresso prevê que em casos de lesão corporal e homicídio causados por motorista embriagado, mesmo que sem intenção, a pena de reclusão não pode ser substituída por outra mais branda, que restringe direitos.

Multa mais branda para capacete sem viseira

A lei altera trecho do Código de Trânsito que trata da obrigatoriedade do uso do capacete, retirando a menção sobre a viseira. O não uso da viseira no capacete ou dos óculos de proteção ganhou um artigo separado na lei, tornando-se infração média, e não mais gravíssima. Porém, também passa a ser infração média usar a viseira levantada. Antes, era infração leve.

Advertência por escrito


A partir de abril, a regra da conversão da multa em penalidade de advertência por escrito não dependerá mais da decisão da autoridade de trânsito. A penalidade de advertência por escrito deverá ser imposta à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, caso o infrator não tenha cometido nenhuma outra infração nos últimos 12 meses.

Transferência do veículo

A nova lei determina a mudança de gravidade da infração para quem deixa de transferir o veículo no prazo estipulado.

Deixar de efetuar o registro de veículo no prazo de trinta dias, junto ao órgão executivo de trânsito é infração:
  • Média
  • Multa de R$ 130,16.
  • Remoção do veículo.
  • Documento em carro com recall
A lei torna o recall uma condição para o licenciamento anual do veículo a partir do segundo ano após o chamamento.

Multas administrativas
  • A nova lei dá a isenção de pontos na carteira de motorista em algumas situações de infrações de natureza administrativa, por exemplo:
  • conduzir veículo com a cor ou característica alterada;
  • conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório;
  • portar no veículo placas em desacordo com as especificações e modelos estabelecidos pelo Contran;
  • deixar de atualizar o cadastro de registro do veículo ou de habilitação do condutor.
No entanto, a aplicação das penalidades e medidas administrativas continuam.

Escolas de trânsito

A lei prevê a criação de “escolas públicas de trânsito” para crianças e jovens. O objetivo é ministrar cursos teóricos e práticos sobre legislação, sinalização e comportamento no trânsito.


sexta-feira, 5 de março de 2021

Por que vacinação sem lockdown pode tornar Brasil uma 'fábrica' de variantes superpotentes

CRÉDITO, REUTERS/RICARDO MORAES 

Pesquisadores britânicos apontam que contato em larga escala entre vacinados e variante de Manaus pode gerar mutações capazes de driblar totalmente a eficácia das vacinas.

O cenário atual no Brasil, que combina início da vacinação com transmissão descontrolada da covid-19, pode tornar o país uma "fábrica" de variantes potencialmente capazes de escapar por completo da eficácia das vacinas. Esta é a avaliação de cientistas britânicos diretamente envolvidos em algumas das principais pesquisas sobre mutações do coronavírus.

Pesquisadores da universidade Imperial College London e da Universidade de Leicester ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que lockdowns e outras medidas de contenção são particularmente necessários durante a vacinação de uma população.

Eles explicam que é justamente o contato entre vacinados e variantes que propicia o aparecimento de mutações "superpotentes", capazes de driblar totalmente a ação do imunizante.

E, no Brasil, há uma combinação explosiva para que isso ocorra: vacinação ainda em ritmo lento, variante com a mutação E484k (que dribla anticorpos) e altas taxas de infecção.

Variante de Manaus pode favorecer mutação antivacina


O maior perigo está no contato da variante de Manaus, apelidada de P.1, com pessoas recém-vacinadas, explica o virologista Julian Tang, da Universidade de Leicester, no Reino Unido.



Segundo ele, ao entrar na célula humana e se deparar com uma quantidade ainda pequena de anticorpos da vacina, a variante, ao se replicar, pode promover mutações mas resistentes a esses anticorpos.

"Se você é vacinado numa segunda-feira, você não está imediatamente protegido. Leva algumas semanas para os anticorpos da vacina aparecerem e você ainda pode se infectar pelo vírus original ou pela variante P.1", explica Tang.


CRÉDITO,REUTERS/DIEGO VARA

Brasil bate recordes de mortes em 24 horas - mais de 1,8 mil vítimas de covid-19. Hospitais em Porto Alegre alcançam 100% da ocupação em UTIs (foto).

"Se esses anticorpos da vacina surgem enquanto a infecção está ocorrendo e replicando no seu corpo, o vírus pode se replicar de maneira a evadir o anticorpo que está sendo produzido, num movimento de seleção natural."

Esse movimento é parte do processo de evolução do vírus, que tenta se adaptar a "adversidades". A pessoa vacinada, porém infectada, pode passar o vírus mutante adiante se não houver medidas de controle em vigor, como quarentenas, fechamento de comércio e locais de lazer.

O risco de isso acontecer seria menor se a variante de Manaus não estivesse se espalhando pelo país e se as infecções estivessem sob controle. Isso porque a chance de o vírus original conseguir se fixar em grandes quantidades nas células de uma pessoa vacinada é pequena, já que os imunizantes foram produzidos exatamente para impedir a eficácia dessa ligação.

Mas a mutação E484k, presente na variante de Manaus, afeta exatamente o principal ponto de ligação entre o vírus e as células, tornando o "encaixe" mais eficaz e reduzindo a eficácia dos chamados anticorpos neutralizantes.

Pesquisas preliminares apontam redução da eficácia da vacina Oxford-AstraZeneca contra variantes com a mutação E484K e o Instituto Butatan está pesquisando o impacto delas no percentual de proteção da CoronaVac.

"Se há uma replicação descontrolada do vírus, ou seja, transmissão num ambiente sem regras de distanciamento social, lockdown e uso de máscaras, as pessoas suscetíveis vão se misturar com as vacinadas. Sem barreiras, o vírus pode se transmitir de uma população para outra, potencialmente gerando variantes que escapam à vacina", disse Tang à BBC News Brasil.


CRÉDITO,REUTERS/RICARDO MORAES

Brasil vacinou cerca de 3% da população e ainda negocia vacinas suficientes para atender a todos os habitantes. Em alguns postos de saúde, idosos tiveram que esperar em filas (
foto).

O professor de Saúde Global Peter Baker, da Imperial College London, também afirma que o contato em larga escala de variantes do coronavírus com pessoas vacinadas gera uma "pressão" biológica para que essas variantes evoluam, criando mutações que driblem melhor os anticorpos.

"Isso vai acontecer principalmente se você tiver uma situação de epidemia de grande porte num país com sucesso moderado de vacinação. Você alcança assim o equilíbrio perfeito entre pessoas imunes e infectadas. E, quando essas populações se misturam, há risco de surgir uma nova variante resistente às vacinas", disse à BBC News Brasil.

Descontrole da epidemia no Brasil


O Brasil vivencia exatamente essa confluência entre vacinação em estágio precoce e pico de casos de covid-19. O país superou os Estados Unidos no infeliz recorde de infecções em 24 horas.

Dados publicados nesta quinta-feira (24) pela Organização Mundial da Saúde apontam que foram registrados 59,9 mil casos de covid-19 no Brasil no período de 24 horas. Nos EUA, foram 57,8 mil.

O número de mortes diárias também não para de subir e bater recordes. Na quarta (3), foram registradas 1,8 mil mortes num dia - o maior número desde o início da pandemia. Em mais da metade dos estados brasileiros, a ocupação de leitos de UTI supera 80%.


CRÉDITO,EPA/RAPHAEL ALVES

Brasil tem quase 260 mil mortos por covid-19 
(foto).

Diante do colapso dos sistemas de saúde em vários municípios, governadores decretaram lockdown ou medidas de distanciamento social. Apesar do descontrole de infecções, o presidente Jair Bolsonaro declarou mais uma vez ser contra as restrições.

"No que depender de mim nunca teremos lockdown. Nunca, uma política que não deu certo em lugar nenhum do mundo", afirmou o presidente.

Mas os dados desmentem a fala de Bolsonaro.

No Reino Unido, o lockdown em vigor em todo o país desde o início de janeiro reduziu em dois terços as infecção por covid-19. Em Londres a diminuição foi de 80%, segundo pesquisa da Imperial College London.

"Do ponto de vista científico, fechar fronteiras e implementar quarentenas em casa são eficazes em diminuir a infecções. E há benefícios em reduzir infecções. Você diminui o risco de surgirem variantes, ganha tempo para a campanha de vacinação avançar e para pesquisas concluírem vacinas adaptadas às variantes existentes hoje", diz o professor Peter Baker.

Variante de Manaus pode dominar infecções no país

Além disso, especialistas alertam que, sem medidas de controle, a variante de Manaus pode acabar substituindo o vírus original e se tornar prevalente em todo o território nacional. A P.1 já circula em pelo menos 10 Estados brasileiros, além de ser responsável por quase a totalidade das infecções atuais na capital do Amazonas.

"Sem medidas de controle, P1 vai rapidamente ser o vírus dominante e gerar ondas epidêmicas significativas", disse à BBC News Brasil Charlie Whittaker, pesquisador da Imperial College London.


CRÉDITO,REUTERS/UESLEI MARCELINO

Em Brasília, pessoas fizeram protestos contra lockdown anunciado no final de fevereiro 
(foto).

Um estudo liderado por Whittaker mostrou que a variante de Manaus é entre 1,4 e 2,2 vezes mais transmissível que o vírus original. A pesquisa revela ainda que a P.1 é capaz de evadir o sistema imune de infecções prévias em 25% a 61% dos casos. Ou seja, ela pode provocar reinfecções em indivíduos que já haviam sido contaminados pela covid-19.

E reinfecções são outro ingrediente importante para mutações perigosas, diz Peter Baker, da Imperial College London.

"Quando essas variantes entram em contato com pessoas que já foram infectadas, há uma pressão para que elas mutem mais, encontrem uma maneira de reinfectar pessoas previamente imunizadas", diz.

"A combinação de uma epidemia prévia com uma nova grande epidemia, em que pessoas que já teriam imunidade são reinfectadas, gera um ambiente propenso a mutações. Achamos que isso é o que aconteceu no contexto brasileiro."

Aparição de variantes no Brasil gera risco ao mundo todo

Além de já estar se espalhando pelo território brasileiro, a variante de Manaus já foi detectada em 25 países, apesar de várias nações terem cancelado voos para o Brasil e imposto quarentenas e testes de covid-19 a quem desembarcar vindo do país.

Isso revela que o descontrole da doença num país coloca em risco outras nações.

"Se você deixar o Brasil replicar o vírus de maneira descontrolada, essas variantes podem surgir e viajar para qualquer lugar", diz o virologista Julian Tang, da Universidade de Leicester.

"Se você tem um celeiro de produção de vírus num país, se você não controla a transmissão, vai ter mutação ocorrendo por seleção natural, se essas variantes viajam pelo mundo e algumas delas escapam totalmente ou parcialmente às vacinas, é claro que é um risco."

Os pesquisadores ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que vacinação em massa, combina com medidas de restrição de contato social, como lockdowns, uso de máscaras e fechamento de comércio são importantes para conter altas taxas de infecções e impedir novas mutações, enquanto a imunização avança.

"Ninguém está seguro enquanto todos não estivermos seguros. E garantir que estamos seguros significa limitar a chance de variantes surgirem. Medidas de controle são úteis para alcançar isso, mas talvez mais importante ainda seja garantir uma estratégia global equitativa de vacinação. Isso significa que nenhum país deve ser deixado para trás", defende Charlie Whittaker, da universidade Imperial College London.


quinta-feira, 28 de maio de 2020

Coronavírus e a comunidade médica na linha de frente


O coronavírus é uma doença complexa que pegou o mundo todo de surpresa; essa parece ser uma mensagem unânime entre os médicos das linhas de frente no combate à nova condição.

Depois dos primeiros surtos, principalmente na China e na Itália, e dos primeiros artigos científicos publicados, profissionais de saúde em outros locais tentaram se preparar para potenciais ondas de Covid-19 em seus próprios países.

Com pouco tempo de antecedência e muitas incertezas, a maioria deles sabia que seria difícil e intenso, mas o que veio a seguir se mostrou ainda mais complicado do que podiam imaginar.

A compilação abaixo é uma espécie de resumo do que alguns médicos da linha de frente no Reino Unido sabem (e o que ainda precisamos aprender) sobre como a Covid-19 ataca o corpo humano:

“Acho que a maioria dos médicos esperava um vírus respiratório que causa pneumonia, algo semelhante a doenças como a gripe sazonal em uma escala muito maior”, disse o professor Anthony Gordon, consultor da unidade de terapia intensiva do Hospital St. Mary’s em Paddington, à BBC.

Se o coronavírus fosse uma pneumonia em escala maior, já seria péssimo. O que ficou claro nos dias que se seguiram ao início da epidemia, no entanto, é que essa doença afeta muito mais do que a respiração.

No caso de muitos pacientes críticos, o maior problema da doença se mostra como inflamação e coagulação sanguínea graves a ponto de atacar vários órgãos e se espalhar pelo corpo todo.

“Como médica, às vezes, parece horrível, tivemos tantos pacientes muito, muito doentes, que estão sofrendo essas profundas mudanças em seu corpo. Estamos todos lutando para entender melhor e é absolutamente essencial que façamos mais pesquisas para que possamos compreender o que está acontecendo”, afirmou Beverley Hunt, professora de trombose que trabalha em terapia intensiva em um hospital de Londres.

O enigma do oxigênio

De fato, alguns pacientes com Covid-19 chegam aos hospitais com dificuldade de respiração. Mas muitos dos indivíduos severamente afetados que foram hospitalizados não estavam com falta de ar, e sim tinham problemas em outros órgãos além do pulmão.

Curiosamente, porém, tais pessoas tinham níveis muito baixos de oxigênio, e logo não deveriam estar se sentindo tão bem, explicou Hugh Montgomery, consultor em terapia intensiva no Hospital Whittington em Londres.

Por exemplo, em alguns pacientes com Covid-19, uma medida chamada de saturação de oxigênio (a porcentagem de moléculas de hemoglobina no sangue que carregam oxigênio) chegou a 80% ou bem menos, com os indivíduos funcionando relativamente bem. Isso é alarmante; em muitos casos, os médicos tentam manter essa medida em pelo menos 90% em pacientes que não estão se sentindo bem.

Anthony Gordon acha que essa estranheza pode estar relacionada à inflamação que afeta os vasos sanguíneos dos pacientes. “Está impedindo que o oxigênio entre no sangue, e é isso que leva aos baixos níveis. Mas os próprios pulmões não são tão afetados nos estágios iniciais”, sugere.

Esse é um dos mistérios da doença que precisa ser urgentemente mais pesquisado. Precisamos saber mais para decidir quando o ventilador mecânico é necessário, por exemplo.

A falta de ventiladores era um dos maiores medos dos hospitais do mundo todo no combate ao coronavírus. Esse instrumento parece ter sido essencial para salvar alguns pacientes. Entretanto, certamente não funciona para todo mundo e os médicos ainda não sabem por quê.

Talvez o foco nos pulmões seja o caminho errado no tratamento de alguns pacientes.

“A doença parece passar por estágios diferentes e, portanto, saber mais sobre como usar os aparelhos respiratórios nesses pacientes em diferentes estágios da doença seria algo que espero que aprendamos com o passar do tempo”, observou Barbara Miles, diretora clínica de terapia intensiva no Royal Infirmary em Glasgow.

Níveis sem precedentes de coagulação

Já falamos aqui dos problemas de inflamação e coagulação nos pacientes com Covid-19.

Quando o revestimento dos vasos sanguíneos fica inflamado, é mais provável que o sangue coagule, e o SARS-CoV-2 parece levar a um sangue incrivelmente espesso em alguns dos pacientes mais graves – mais de 25% deles têm coágulos significativos, o que tem se revelado um grande problema.

“Você é muito mais propenso a ter trombose venosa profunda”, esclareceu Hunt, o que geralmente significa um coágulo de sangue na perna. “E embolia pulmonar, quando uma das tromboses venosas profundas viaja pelo corpo e bloqueia o suprimento sanguíneo para os pulmões, aumentando o problema da pneumonia”.

Os coágulos também impedem a circulação adequada do sangue para outros órgãos, como o coração e o cérebro, tornando os pacientes mais propensos a sofrer um ataque cardíaco ou um derrame.

O diferencial do Covid-19, no que se trata de coágulos, é a intensidade dos sinais de alerta.

Por exemplo, a principal proteína que forma coágulos sanguíneos é chamada de fibrinogênio. Normalmente, é encontrada em uma quantidade de dois a quatro gramas por litro no sangue.

“Aumenta um pouco na gravidez, mas o que estamos vendo com a Covid-19 é algo entre 10 a 14 gramas por litro. Nunca vi isso em todos os meus anos como médica”, afirmou Hunt.

O mesmo é observado em outra medida do risco de coagulação, uma proteína do sangue conhecida como dímero D. “Em um paciente saudável, os níveis são medidos em dezenas ou centenas. Com a Covid-19, não é incomum ver níveis de 60, 70 ou 80.000, o que é algo inédito”, complementa Montgomery.

O sistema imunológico vai à loucura

O dímero D também pode ser um sinal de infecção tão grave que leva a uma reação exagerada – e letal – do sistema imunológico.

Em alguns pacientes, os médicos observaram que a Covid-19 provocou o que é conhecido como “tempestade de citocinas”.

As citocinas são pequenas moléculas produzidas pelo corpo como parte de sua defesa contra infecções. Elas levam à inflamação, normalmente até um certo nível que é bom para você; é isso que permite que seu corpo lute contra uma doença.

“O problema é quando há uma liberação maciça desses marcadores. Isso causa inflamação ainda mais excessiva, o que leva não apenas aos problemas respiratórios dos quais falamos, mas danos aos outros órgãos do corpo”, esclarece Gordon.

É por esse motivo que alguns dos estudos com pacientes graves têm focado no sistema imune e no número de células T, importantes células sanguíneas desse sistema, que parece diminuir drasticamente durante a tempestade de citocinas. A ideia é que o aumento do número de células T possa ajudar na recuperação de algumas pessoas.

O coronavírus é uma doença multissistemica

Tudo que discutimos até agora se resume a essa afirmação: a Covid-19 é uma doença multissistêmica altamente imprevisível.

Em outras palavras, ela ataca partes diferentes do corpo humano em pessoas diferentes, e isso torna muito difícil para os médicos saberem a melhor forma de tratá-la individualmente.

“Não são apenas os pulmões, são os rins, o coração, o fígado. Também vimos músculos severamente inflamados que causam muitos danos. Mais de 2.000 pacientes de Covid-19 admitidos em terapia intensiva sofreram insuficiência renal”, disse Montgomery.

Em um número crescente de pacientes, o cérebro também se tornou motivo de preocupação. “Agora sabemos que um grande número de pacientes está tendo uma inflamação significativa do cérebro”, adiciona Montgomery. “A inflamação apresenta de tudo, desde delírio e confusão até ataques e o que chamamos de encefalite difusa”.

São muitos desafios, e a verdade é que ainda não sabemos exatamente por que e como todas essas diferentes partes do corpo são afetadas.

Quem a doença afeta e por que

Além da confusão de sintomas, há a confusão de quem é mais propenso a ser severamente afetado pela doença.

Por exemplo, é surpreendente que as condições subjacentes mais comuns envolvidas com a Covid-19 não sejam problemas respiratórios, como asma, e sim condições vasculares que afetam as veias e as artérias, como pressão alta, diabetes e doenças cardíacas, além de fatores como sexo, obesidade e idade.

De acordo com o Centro Nacional de Pesquisa e Auditoria em Terapia Intensiva do Reino Unido, mais de 70% dos pacientes internados em unidades de terapia intensiva na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte são do sexo masculino e têm sobrepeso ou obesidade. Mais de dois terços dos que morreram têm mais de 60 anos.

Esses parecem ser fortes fatores de risco, mas ainda não explicam inteiramente por que tantas pessoas infectadas têm apenas sintomas leves ou até mesmo nenhum sintoma, enquanto outras ficam perigosamente doentes muito rapidamente.

Mesmo nas unidades de terapia intensiva (UTIs), os pacientes apresentaram condições muito diferentes.

“Podemos ter um paciente na casa dos 70 anos com insuficiência respiratória que só precisa de um pouco de ajuda com um ventilador. E podemos ter um paciente na casa dos 20 anos que desenvolva falência de múltiplos órgãos muito rapidamente”, disse Ron Daniels, consultor de terapia intensiva em hospitais de Birmingham.

Estudos, estudos e mais estudos

Infelizmente, não teremos respostas corretas ou definitivas para essa nova doença enquanto não completarmos grandes testes clínicos ao longo dos próximos meses.

A boa notícia é que muitos já estão sendo conduzidos – 41 estudos de “prioridade nacional” estão sendo financiados somente no Reino Unido.

Mas não é possível apressar as coisas. Sim, já sabemos que insuficiência pulmonar é a maior causa de mortes por Covid-19 em terapia intensiva, mas não é a única e isso significa que um tratamento padrão pode não ser a melhor coisa para essa doença. Os médicos precisam criar todo um novo procedimento de como lidar com a Covid-19 dependendo de inúmeros fatores envolvidos.

“Tem sido quase medieval”, explicou Hunt. “Os melhores médicos de UTI do país tiveram que fazer palpites sobre uma doença que nunca haviam encontrado antes. Durante a maior parte do tempo, eles tiveram que basear seus medicamentos na observação, e não no conhecimento adquirido em experiências anteriores e nos dados existentes”.

“Aprendemos muito e o trabalho em equipe foi incrível, mas difícil. Às vezes cheguei em casa pensando que realmente não sabia se o que fiz hoje foi a coisa certa. Estamos tendo que aprender em alguns meses o que aprendemos ao longo de centenas de anos para outras doenças, e isso tem sido um desafio real”, concluiu Gordon, que trabalha em terapia intensiva há mais de 20 anos. [BBC]


terça-feira, 7 de abril de 2020

Por que o coronavírus mata algumas pessoas jovens e aparentemente saudáveis?

Menina de 12 anos morre vítima do coronavírus na Bélgica | Mundo | G1

Nós já sabemos há um tempo que o COVID-19, a doença causada pelo coronavírus descoberto na China no final do ano passado, afeta principalmente idosos e pessoas com condições de saúde pré-existentes – mas não somente esses indivíduos.

Fica cada vez mais claro que jovens saudáveis podem ser infectados, ter sintomas graves e até mesmo falecer em decorrência desse vírus. Por quê?

Por que estes jovens– e por que apenas alguns – se tornam vítimas fatais?

Dados no Brasil: quais as estatísticas sobre os fatores de risco?

Segundo o Ministério da Saúde, até as 17h00 de 5 de abril, havia 11.130 casos confirmados de COVID-19 no Brasil, com 486 óbitos – uma taxa de mortalidade de 4,4%.
O último boletim epidemiológico divulgado na noite de sexta-feira (3) pelo governo veio acompanhado também de um detalhamento do perfil das vítimas fatais investigadas até o momento – no caso, 286 delas.

Destas vítimas, 165 (57,7%) eram do sexo masculino, e 242 (85%) tinham 60 anos ou mais. Dito isto, uma pessoa da faixa etária de 6 a 19 anos, 13 pessoas da faixa etária de 20 a 39 anos e 30 pessoas da faixa etária de 40 a 59 anos faleceram também.
Além disso, 82% dos óbitos tinha uma comorbidade associada. A cardiopatia foi a principal comorbidade associada, presente em 164 dos óbitos, seguida da diabetes (em 114 óbitos), pneumopatia (45) e doença neurológica (30). Em todos os casos, a maioria dos indivíduos tinha 60 anos ou mais. Novamente, dito isto, 18% das vítimas não tinham condições de saúde subjacentes.

…e o mistério

O COVID-19 de fato afeta mais seriamente pessoas idosas e com doenças cardíacas, pulmonares ou diabetes. Pode ser que elas possuam sistemas imunológicos mais fracos, incapazes de lutar eficazmente contra a condição, permitindo que o vírus se replique mais facilmente, sobrecarregando o corpo e causando falência de órgãos.

Mas e as pessoas saudáveis e sem condições pré-existentes, como o americano Ben Luderer, de 30 anos, que ficou doente e faleceu em sua própria casa de repente?

Em Recife (PE), Viviane Albuquerque (foto), de 33 anos, estava grávida, na 32ª semana e não resistiu a Covid-19. O bebê foi retirado por meio cesariana e está na UTI.

Embora pessoas mais jovens tenham uma probabilidade significativamente menor de morrer, um padrão incomum parece estar surgindo.

“Você sabe que há tantas pessoas que se saem bem e outras que apenas… Bingo! Precisam de um respirador, de um ECMO (uma máquina cardiopulmonar) e estão mortas”, disse o Dr. Anthony Fauci à CNN. “Quero dizer, há algo sobre a patogênese que não estamos vendo. Eu não acho que seja apenas se você é idoso ou tem condições subjacentes. Há algo mais acontecendo aqui que, com sorte, descobriremos eventualmente”.

As possibilidades

Os pesquisadores têm algumas ideias sobre o que poderia estar por trás destas mortes misteriosas. Eles estudaram o que diferencia casos leves de graves e uma hipótese, por exemplo, é que tenha algo a ver com nossos genes, como uma variação no gene ACE2.

A ACE2 é uma enzima que se liga à superfície de células nos pulmões e no coração. O imunologista Dr. Philip Murphy, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, disse à Science que “variações no gene ACE2 que alteram o receptor poderiam tornar mais fácil ou mais difícil para o vírus entrar em células pulmonares”.

Outra possibilidade é que um ingrediente crítico produzido pelo corpo – o surfactante que permite a melhor expansão e contração dos pulmões – diminui em alguns pacientes infectados. Isso torna o pulmão mais duro e menos flexível e pode ser a causa das dificuldades respiratórias de alguns pacientes, mesmo depois de serem colocados em respiradores.

Por fim, outro campo de pesquisa é tentar entender melhor como o sistema imunológico de cada pessoa responde a quaisquer vírus e bactérias. Alguns jovens saudáveis podem ter sistemas muito ativos, o que leva a uma resposta inflamatória massiva que sobrecarrega os pulmões e outros órgãos. Nestes casos, o problema não seria um sistema enfraquecido, e sim exatamente o contrário. Alguns médicos creem que é por isso que esteroides, ou supressores do sistema imunológico, parecem oferecer benefícios para algumas pessoas.

Fiquem em casa, por favor!

Outra hipótese que pode explicar estes casos misteriosos é que algumas pessoas jovens e saudáveis pensam que não são vulneráveis ao vírus e continuam vivendo normalmente, talvez ficando expostas a cargas virais muito grandes.

Ainda levará muito tempo para os cientistas compreenderem a patologia suficientemente bem, ou desenvolver uma vacina, logo, todas as pessoas – não somente aquelas nos grupos de risco – devem seguir as recomendações de prevenção ao COVID-19, por hora.

Ou seja, ficar em casa o máximo possível, manter distância física de 2 metros das outras pessoas, higienizar bem as mãos e evitar tocar o rosto. [CNN, Época]


quarta-feira, 1 de abril de 2020

Veja como fortalecer seu sistema imunológico em tempos de coronavírus

Com tantas notícias em relação ao coronavírus, é fácil acabar envolto em uma atmosfera de medo. Diante desse cenário é importante se manter informado e tomar precauções como lavar as mãos e manter boa higiene respiratória. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as autoridades na China e outros países conseguiram diminuir ou parar o surto de COVID-19 com sucesso.

As pessoas com mais de 65 anos e com doenças preexistentes parecem desenvolver um quadro mais sério da doença do que os demais. Nesse sentido, um sistema imunológico forte pode tornar o corpo menos suscetível ao novo conronavírus e outros vírus. Por isso, é importante fortalecer as defesas do corpo, além das medidas de higiene e cuidado com os demais.

Alimentação equilibrada

Uma dieta rica em frutas, vegetais, gordura boa e grãos pode ajudar a manter o organismo pronto para se proteger. Ainda assim, há poucas pesquisas que provem a eficácia de vitaminas e minerais.

Os cientistas reconhecem que pessoas desnutridas são mais vulneráveis a doenças infecciosas, mas não está comprovado se o aumento na taxa de doenças é causado pelo efeito da desnutrição no sistema imunológico.

Há evidências de que a deficiência de micronutrientes como zinco, selênio, ferro, cobre, ácido fólico e vitaminas A, B6, C e E, altera a resposta imune em animais. Mas não está claro qual é o impacto dessas mudanças no sistema imunológico para a saúde dos animais. Ainda precisa ser avaliado o efeito de deficiências similares na resposta imune de humanos.

Portanto, é importante conversar com o seu médico sobre os níveis de vitaminas do organismo e a eventual necessidade de suplementação. Entre os alimentos saudáveis que podem ajudar o sistema imunológico estão frutas cítricas, alho, açafrão e espinafre.

Hábitos saudáveis

Fazer exercícios com regularidade ajuda a baixar a pressão sanguínea, melhora o sistema cardiovascular e assim contribui para a saúde de modo geral, também fortalecendo o sistema imunológico.

Por outro lado, fumar pode enfraquecer as defesas do sistema imunológico, o que deixa a pessoa mais suscetível a infecções. Além disso, quem fuma pode ficar mais propenso a desenvolver resposta imune a patógenos prejudicial. Como o novo coronavírus é uma doença respiratória, o hábito de fumar pode aumentar o risco de contágio.

Outros fatores também podem prejudicar o sistema nervoso como consumir bebidas alcoólicas em excesso, dormir pouco e elevados níveis de estresse. Diversos pesquisadores investigaram a relação entre estado mental e condição física. Eles identificaram que cuidar do estresse e ter relacionamentos de qualidade podem deixar as pessoas mais saudáveis.

Higiene

Simples e relevante, lavar as mãos é a atitude mais importante para a sua proteção. Como as mãos tocam diversas superfícies, elas podem carregar infecções. Portanto, é também importante não tocar olhos, nariz e boca. Para manter a higiene respiratória é essencial cobrir boca e nariz com o cotovelo dobrado ou um lenço quando tossir ou espirrar. Isso porque as gotículas liberadas nesse momento espalham vírus.

Para evitar essas gotículas, mantenha pelo menos um metro de distância das outras pessoas quando tossirem ou espirrarem. Se estiver muito próximo, pode respirar as gotículas e junto com elas vírus que, eventualmente, estejam presentes.

É preciso pensar no autocuidado, mas também nas demais pessoas. Por isso, ao sentir-se doente, além de consultar um médico, permaneça em casa. Essa é a atitude mais eficaz para não passar vírus para outras pessoas. [HuffPost, World Health Organization, Harvard Health Publishing, American Psychological Association, Ministério da Saúde]



domingo, 8 de março de 2020

O Empoderamento Feminino: por igualdade, valorização e respeito

Dia da Mulher 2020

No dia 8 de Março é comemorado o Dia Internacional das Mulheres. Uma data que não tem o objetivo de apenas comemorar, mas que serve para debater e repensar o papel da mulher na sociedade atual e como fazer com que sua importância cresça cada vez mais, principalmente no mercado de trabalho. O caminho a ser percorrido ainda é longo, mas elas já têm muitas conquistas alcançadas.

Em um passado não muito distante, as mulheres não possuíam direito ao voto, acesso à educação formal ou mercado de trabalho. Até mesmo o CPF era um direito negado até a década de 1960, e a única função social da mulher era a maternidade. Se considerarmos que há pouco mais de cinco gerações a mulher teve acesso à educação formal, houve grande progresso na participação feminina na sociedade, porém ainda há muita luta a ser vencida.

A batalha feminina por um lugar no mercado de trabalho tem deixado marcas na história. De acordo com o IBGE, o número de mulheres profissionalmente ativas entre 1940 e 1990 saltou de 2,8 para 22, 8 milhões. Infelizmente, esta conquista ainda não está completa, vista a diferença entre salários de homens e mulheres (elas recebem em média 75% do salário dos homens), a discriminação no momento da contratação entre outros. 

Hoje, poucas mulheres ocupam cargos de liderança, mas muitas enfrentam diariamente o preconceito e outras dificuldades.

Neste 8 de março, fica o convite à reflexão. O quanto ainda precisamos nos conscientizar da igualdade entre os gêneros? E o que temos que fazer para colaborar com o avanço feminino no mercado de trabalho? Se nada for feito, a igualdade entre gêneros no mercado de trabalho só será alcançada no final deste século.

Um estudo feito pela ONU indica que mulheres que possuem renda própria investem prioritariamente em educação, mais um elemento motivador de ações positivas.

A igualdade de gênero só será uma realidade quando houver união e esforços para apoiar iniciativas de empoderamento feminino, e há de chegar o momento em que o Dia Internacional da Mulher será só de comemorações.


domingo, 23 de fevereiro de 2020

Os perigos da nova moda bizarra nos EUA: tomar sol no períneo

Só assista o vídeo abaixo se você não tiver estômago fraco. Caso contrário, pode passar mal só de tentar imaginar as razões pelas quais três homens completamente nus estão arregaçando suas bundas para o céu.

Eles dizem que é para tomar sol lá mesmo onde você está imaginando (no períneo), mas não estou 100% convencida disso.

A filmagem foi compartilhada na plataforma Instagram pelo usuário @ra_of_earth. Nela, o cidadão informa, em inglês, que “em meros 30 segundos de luz solar em seu ‘buraco’, você receberá mais energia desse nó elétrico do que em um dia inteiro ao ar livre com roupas”.

Outra gênia das redes sociais, a usuária @metaphysicalmeagen, também compartilhou uma imagem na mesma posição constrangedora afirmando que “tomar sol no períneo é uma prática taoísta antiga que se originou no Extremo Oriente”, e que esse “portão da vida e da morte” é considerada uma espécie de “entrada e saída de energia do corpo”.


Espera… o que é períneo?

O períneo não é a mesma coisa que o ânus, embora as postagens em inglês sejam confusas nesse aspecto. É a região que fica entre o ânus e o pênis ou vagina e que serve de sustentação para os órgãos pélvicos.

Tá, mas por que tomar sol bem aí? Quais são os motivos?

Para começo de conversa, @metaphysicalmeagen jura que essa é uma “experiência profunda”.

“Eu pratico há alguns meses. Começo meu dia com 5 minutos de sol no períneo e me sinto energizada por horas. Já não dependo mais do café para obter energia para começar o meu dia porque estou recebendo minha energia do sol. Também estou experimentando um sono melhor e preciso de menos sono devido ao aumento da energia geral”, escreveu ela no Instagram.

Parecem boas razões, mas… câncer de pele é uma excelente para não fazer isso

Acontece que, de acordo com médicos e especialistas, não há nenhuma evidência científica de que tomar sol no períneo tenha qualquer benefício de saúde e bem-estar.

Se o seu desejo é sentir-se melhor e mais energizado, existem outras maneiras – muito mais garantidas – de se conseguir isso, como a meditação, por exemplo. E com a enorme vantagem de não causar câncer de pele.

“Como dermatologista, não posso recomendar nenhuma exposição solar sem proteção. Essa área, assim como outras áreas do corpo, precisa de proteção e roupas tendem a fornecer isso”, explica Nazanin Saedi, diretor do Centro de Dermatologia Cosmética e Cirurgia à Laser Jefferson (EUA).

“É realmente perigoso. A pele [do períneo] é particularmente sensível. Com o tempo, [essa prática] pode resultar em um risco aumentado de câncer de pele”, acrescenta David E. Bank, fundador do Centro de Dermatologia, Cosmética e Cirurgia a Laser de Mount Kisco (EUA).

É isso, jovens. Por favor, contribuam para o fim das modinhas envolvendo genitais, para o seu próprio bem (e de nós mortais que não podemos “desver” as fotos na internet). [Health]