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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

URGENTE: A Amazônia está para se transformar em cerrado


Grande parte da Amazônia pode estar à beira de perder sua natureza distinta e mudar de uma floresta tropical fechada para uma savana (cerrado) aberta com muito menos árvores, alertaram pesquisadores.

As florestas tropicais são extremamente sensíveis a mudanças nos níveis de chuva, umidade, incêndios e secas prolongadas que podem levar em áreas com quantidade reduzida de árvores que mudaria para uma mistura de floresta e pastagem, semelhante a uma savana. Na Amazônia, essas mudanças eram possíveis, mas pensava-se que ainda demorariam muitas décadas.

Um novo estudo, no entanto, mostra que esse ponto de inflexão pode estar muito mais próximo do que se pensava. Até 40% da floresta amazônica existente está agora em um ponto onde poderia existir como uma savana ao invés de floresta tropical, de acordo com uma pesquisa publicada na revista Nature Communications.

Qualquer mudança de floresta tropical para savana ainda levaria décadas para ter efeito total, mas uma vez iniciado o processo é difícil de reverter. As florestas tropicais sustentam uma gama muito maior de espécies do que a savana e desempenham um papel muito maior na absorção de dióxido de carbono da atmosfera.

Falta de chuva = Amazônia se transformando em savana

Partes da Amazônia estão recebendo muito menos chuva do que antes devido às mudanças climáticas. A precipitação em cerca de 40% da floresta está agora em níveis em que a floresta tropical deveria se transformar em cerrado, de acordo com o estudo, coordenado pelo Centro de Resiliência de Estocolmo, baseado em modelos computacionais e análise de dados.

No passado o presidente Jair Bolsonaro foi avisado que a destruição contínua da Amazônia por incêndios e madeireiros levaria a região mais perto de um ponto crítico em que a floresta tropical poderia se transformar em cerrado. Os incêndios deste ano na Amazônia são os piores dos últimos dez anos, com um aumento de 60% nos focos em comparação com o ano passado.

Arie Staal, principal autor da pesquisa, afirmou que a ecologia das florestas tropicais significa que, embora produzam efetivamente suas próprias chuvas autossustentáveis ​​no clima certo, também estão propensas a secar nas condições erradas.

“À medida que as florestas crescem e se espalham por uma região, isso afeta as chuvas”, disse ele. “As florestas criam sua própria chuva porque as folhas emitem vapor d’água e este cai como chuva a favor do vento. A chuva significa menos incêndios, levando a ainda mais florestas.”

Mas se grandes áreas de floresta tropical desaparecem, os níveis de chuva na região diminuem na mesma proporção. Este nível baixo de “reciclagem de umidade atmosférica” foi tema da simulação nos modelos computacionais usados da pesquisa.

“Condições mais secas tornam mais difícil para a floresta se recuperar e aumentam a inflamabilidade do ecossistema”, disse Staal ao Guardian. Depois que a floresta tropical cruza o ponto e se converteu em uma mistura de madeira seca e pastagem do tipo savana aberta, é improvável que ela retorne naturalmente ao seu estado anterior.

“É mais difícil voltar da ‘armadilha’ causada pelo mecanismo de feedback [já] que o ecossistema aberto e a gramínea é mais inflamável e os incêndios, por sua vez, mantêm o ecossistema aberto”, disse ele.

Praticamente irreversível

A equipe de pesquisadores criou simulações de computador de onde se espera que existam florestas nas regiões tropicais da Terra, de acordo com certas condições climáticas, e analisou as probabilidades de áreas mínimas e máximas cobertura florestal.

Eles também analisaram o que provavelmente aconteceria se as emissões de gases do efeito estufa continuassem aumentando e descobriram que a capacidade das florestas de retornarem a crescer depois que as árvores forem perdidas seria muito reduzida.

Ingo Fetzer, do Centro de Resiliência de Estocolmo e coautor do artigo, afirmou: “Entendemos agora que as florestas tropicais em todos os continentes são muito sensíveis às mudanças globais e podem perder rapidamente sua capacidade de adaptação. Uma vez desaparecidas, sua recuperação levará muitas décadas para retornar ao seu estado original. E dado que as florestas tropicais hospedam a maioria de todas as espécies globais, tudo isso estará perdido para sempre.”

Mais informações: Hysteresis of tropical forests in the 21st century (Nature Communications) e https://hypescience.com

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Salto incrível de um lince


Em vídeo recente, um lince aparece atravessando um pier sobre um açude até um vão onde começa uma sequência de saltos. O primeiro deles entre um píer e outro de depois sobre a estrutura.


Linces são felinos presentes em boa parte da América do Norte. Uma pesquisa de 2010 estimou que, nos Estados Unidos, havia entre 2,3 e 3,5 milhões de indivíduos da espécie. De acordo com a pesquisa, na Louisiana havia mais de 66 mil deles e a população estava aumentando.

Linces se adaptam bem a diferentes habitats e são solitários. Por serem animais esquivos e de habito noturno, não é comum vê-los durante o dia. Tal aspecto torna um vídeo como esse mais raro.

O registro foi feito em abril por Ryan Olivier em Pecan Island, uma pequena comunidade localizada no extremo Sul da Louisiana. 

Olivier estima que o vão tenha entre 2 e 3 metros. [HuffPostJournal of Fish and Wildlife ManagementNational Geographic]


sexta-feira, 17 de abril de 2020

Existe um grupo no Facebook dedicado a fotos péssimas da vida selvagem, que de tão ruins são boas


Fotografias da vida selvagem são normalmente imagens deslumbrantes que nos fazem sentir pequenos diante da magnitude e do encantamento da natureza.

Essa devia ser uma boa dica para percebermos que nem sempre é possível registrar tamanha beleza em um clique perfeito.

Essa é (mais) uma daquelas situações nas quais é melhor lançar mão de um profissional. Já é difícil dominar a técnica fotográfica de uma maneira geral, mas quando se trata de capturar animais em movimento durante um clima instável usando uma mão pouco firme segurando uma câmera nada ideal, o resultado certamente passa longe do esperado.

Inclusive, algumas “tentativas” de fotografias da vida selvagem são tão ruins que vão parar em um grupo chamado “Crap Wildlife Photography” (em tradução literal, “Fotografia Péssima da Vida Selvagem”) na rede social Facebook. Veja algumas das melhores piores fotos naturais reunidas neste grupo:

(Projeto de imagem de) abelha

Aranha debaixo de tecla de computador

Cronometria perfeita para uma foto de bundas selvagens

Veado no modo The Sims

É um pássaro? É um peixe voador? Não, é uma péssima foto da vida selvagem

Esperando as asas se abrirem

Coruja

Momento em que você percebe que tirar essa foto não foi uma boa ideia
Aquela chance de uma foto perfeita de um predador raro: Photobombed por um pássaro
Corujinha almoçando

Bela águi… não, árvore

Delivery de pizza (roída)

Poste voador

Não ficou muito boa essa pose

Pássaro amigável

Gafanhoto

Careta

Sapos

O que você quer, meu filho?

Aqui, uma resolução mais baixa seria preferível

Deram mais do que migalhas ao Pombo

Águia-americana em toda a sua majestade

No episódio de terror de hoje: ovelhas no escuro

Garça

Melhores ângulos da vida selvagem

Mais rápido, cara!

Um giro tranquilo

Louva-a-deus fora de foco

De perder a cabeça

Guaxinim (juro)

Uma ode aos grandes fotógrafos da natureza

Os cliques acima são engraçados, mas também uma prova de que fazer fotos incríveis da natureza não é tão fácil assim.

Sem muita paciência, prática, silêncio e observação, uma imagem perfeita é quase impossível. Alan McFadyen, por exemplo, precisou de 4.200 horas e 720.000 tentativas para tirar a fotografia ideal do mergulho de um martim-pescador:


Já a imagem premiada de uma águia abaixo veio depois de três anos de esforço do fotógrafo norueguês Audun Rikardsen:


É, meus amigos. Vamos valorizar esses heróis da lente que nos trazem esses belos presentes! 


terça-feira, 31 de março de 2020

Confira incríveis fotos de animais em áreas urbanizadas por causa do Coronavírus

Com as pessoas isoladas em suas casas a maior parte do tempo, a poluição diminuiu significativamente e a natureza se tornou a maior beneficiária da pandemia de coronavírus. Além da notável melhora na qualidade do ar, a fauna  tem retomado espaços urbanos com uma facilidade de adaptação incrível.

Diversos exemplos foram compartilhados na plataforma Reddit, no tópico r/Reclaimedbynature, normalmente voltado a postagens de plantas que tomam edifícios abandonados.

A ameaça do COVID-19, no entanto, teve algumas consequências interessantes, como a de fazer animais circularem por ambientes anteriormente populados apenas por humanos.

“Com boa parte da população mundial sendo instruída a permanecer em ambientes fechados, vemos mais e mais animais enfrentando ambientes humanos, lugares que antes seriam deles”, disse o moderador do tópico Thom Jackson, ao Inverse. “Há algo muito bonito na natureza sobre nunca desistir, e nos mostra que somos temporários no esquema das coisas”.

Confira 15 exemplos incríveis:

1. Leões da montanha em Boulder (Colorado, EUA)
Esqueça coelhos e esquilos. Na cidade americana de Boulder, as pessoas se depararam com leões da montanha nos seus quintais (no Brasil, um animal chamado de onça-parda, puma, suçuarana ou leão-baio).

Alguns usuários do Reddit comentaram que foi uma medida do governo para impedir que as pessoas desrespeitassem a ordem de ficar em casa. Eficaz, não é mesmo?

2. Macacos em Lopburi (Tailândia)
As ruas vazias de Lopburi se tornaram um campo de disputa para macacos – esses animais territoriais tomaram diversos espaços, e estão formando “gangues” rivais que vivem em templos próximos, de acordo com o Daily Mail.

3. Peixes em Veneza (Itália)

Na cidade turística de Veneza, a diminuição radical do tráfego de barcos nos canais deixou as águas transparentes. Agora, é possível ver os diversos peixinhos prateados que vivem ali.

4. Caranguejos em Veneza (Califórnia EUA)
No traffic, flights, people or pollution. Is our planet slowly healing? The canals of Venice, California have herons, egrets & cormorant birds & look in the clear water - crabs on the mud below. We see brighter stars, hear more birds & have time for our neighbors. It’s something.
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Em outra Veneza, desta vez a americana, caranguejos também estão aparecendo devido a águas mais claras. A usuária do Twitter Jane Wurwand compartilhou fotos de garças, outros pássaros e caranguejos aproveitando a deixa dos humanos.

5. Javalis em Barcelona (Espanha)

Coronavirus in Catalonia — Boars descend from the mountains to the very center of Barcelona, after several days of people being locked at home

2.517 pessoas estão falando sobre isso
No Twitter, o usuário Alfons López Tena escreveu: “Javalis descem das montanhas até o centro de Barcelona, depois de vários dias trancados em casa”.

6. Cervos em Gates Orientais (Índia)


Sem carros para possivelmente atropelá-los, cervos estão passeando livremente em Gates Orientais, na Índia.

7. Leopardos em vários locais da Índia



Não são somente cervos que estão circulando por Gates Orientais; leopardos também.

Em outros locais da Índia, esses animais também foram avistados, como essa belíssima fotografia tirada por Shaaz Jung em um templo no sul do país:


8. Perus em Boston (Massachusetts, EUA)
Perus selvagens praticamente dominaram Boston, de acordo com usuários do Twitter:

9. Coiotes em São Francisco (Califórnia, EUA)

Um coiote descansa com a vista da Golden Gate Bridge, na Califórnia.

10. Cervos no Japão


Less tourists in Nara = less people feeding the deer in the parks 🌷🌱 Now they're venturing out into the city eating flowers and plants, per Fuji TV の影響で海外観光客の減少が続く奈良公園で、鹿せんべいをもらえなくなってしまったシカちゃん達 😢


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1.625 pessoas estão falando sobre isso

O Parque Nara, no Japão, é o lar de mais de 1.200 cervos sika (também chamados de cervos japoneses) selvagens – porém amigáveis. Interações são comuns no local, o qual os animais percorrem livremente aceitando comida de pessoas. Com menos humanos aproveitando a atração, no entanto, os cervos tomaram as ruas. Felizmente, para evitar carros, os animais usam a faixa de pedestres.

Bônus: golfinhos em Cagliari (Itália)


Se você viu alguma notícia sobre golfinhos nos canais de Veneza, saiba que é falsa. Mas esses animais elegantes de fato agraciaram outra parte da Itália com sua presença – sem navios e balsas no porto de Cagliari, na Sardenha, os golfinhos visitaram suas docas. [Inverse]