Moura Ramos Indústria Gráfica: livros, revistas, embalagens, sacolas, agendas e impressos em geral.: Inclusão Social
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quarta-feira, 1 de novembro de 2023

A Importância do Novembro Azul: Um Mês Dedicado à Saúde Masculina


O mês de novembro é marcado por uma campanha mundial de conscientização que tem como objetivo alertar os homens sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata e de outras doenças que afetam a saúde masculina. Essa campanha é conhecida como "Novembro Azul", e neste artigo, vamos explorar a importância desse movimento para a sociedade e destacar como a Gráfica Moura Ramos pode contribuir para essa causa.

O Que é o Novembro Azul?

O Novembro Azul é um movimento que começou na Austrália, em 2003, com o intuito de conscientizar a população masculina sobre a importância de cuidar da saúde, em especial da próstata. No entanto, ao longo dos anos, a campanha expandiu seu escopo e passou a abranger questões relacionadas à saúde do homem de forma mais ampla, englobando doenças como câncer de testículo, depressão, diabetes, e outras condições que afetam os homens.

A cor azul foi escolhida como símbolo do movimento por representar a masculinidade e a serenidade. Durante todo o mês de novembro, instituições, empresas e entidades promovem ações para conscientizar a população sobre a importância dos exames preventivos, da adoção de hábitos de vida saudáveis e do combate ao estigma que muitos homens têm em relação ao cuidado com a saúde.

A Relevância da Conscientização


A conscientização é a pedra angular do Novembro Azul. Muitos homens têm resistência em procurar ajuda médica e fazer exames de rotina. Isso muitas vezes ocorre devido a tabus, medos infundados ou à ideia de que a masculinidade está relacionada à resistência à dor e à negação de problemas de saúde.

No entanto, o câncer de próstata é um dos cânceres mais comuns entre os homens e, quando diagnosticado precocemente, as chances de tratamento bem-sucedido são significativamente maiores. Portanto, o Novembro Azul atua como um lembrete para que os homens superem esses obstáculos e cuidem de sua saúde de forma responsável.

O Papel da Gráfica Moura Ramos

A Gráfica Moura Ramos, como parte integrante da comunidade, tem a oportunidade de desempenhar um papel significativo no Novembro Azul. Aqui estão algumas maneiras de contribuir:

Materiais de Conscientização: A Gráfica Moura Ramos pode produzir cartazes, folhetos e outros materiais de conscientização personalizados para a campanha do Novembro Azul, auxiliando na divulgação das informações sobre prevenção e cuidados com a saúde masculina.

Campanha Interna: A Gráfica Moura Ramos pode promover a conscientização entre seus próprios colaboradores, incentivando os homens a fazerem check-ups regulares e a adotarem um estilo de vida saudável.

Conclusão

O Novembro Azul é muito mais do que uma campanha de conscientização; é um lembrete de que a saúde masculina é uma questão importante que deve ser abordada com seriedade. A Gráfica Moura Ramos pode desempenhar um papel essencial nessa causa, contribuindo para a conscientização e incentivando os homens a cuidarem da sua saúde.

Portanto, neste mês de novembro, vamos nos unir em prol da saúde masculina, compartilhando informações, promovendo a prevenção e quebrando os tabus que impedem muitos homens de buscar o cuidado médico necessário. Juntos, podemos fazer a diferença e ajudar a salvar vidas. ;)

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Descubra a Origem do Dia dos Namorados e Surpreenda seu Amor com estas Dicas Especiais


O Dia dos Namorados está chegando e é o momento perfeito para celebrar o amor e demonstrar o quanto aquela pessoa especial significa para você.

Mas você já se perguntou qual é a origem dessa data romântica? E o que você pode fazer para tornar esse dia ainda mais memorável para o seu relacionamento? Neste artigo, vamos explorar a história por trás do Dia dos Namorados e compartilhar algumas dicas para surpreender seu amor.

A Origem Romântica do Dia dos Namorados

A origem do Dia dos Namorados remonta a tempos antigos e está envolta em histórias românticas e lendas. Uma das teorias mais populares está relacionada ao santo cristão chamado Valentim. Durante o Império Romano, o imperador Cláudio II proibiu o casamento, acreditando que os solteiros eram melhores soldados. No entanto, Valentim, um padre cristão, desafiou essa ordem e continuou realizando casamentos secretos. Quando descoberto, Valentim foi preso e, enquanto estava na prisão, apaixonou-se pela filha cega de seu carcereiro. Diz-se que ele a curou milagrosamente e antes de sua execução, ele escreveu uma carta para ela assinada como "Seu Valentim", originando a tradição das cartas de amor no Dia dos Namorados.

Outra possível origem está relacionada aos festivais romanos de Lupercália, que aconteciam no dia 15 de fevereiro. Durante essas celebrações, os jovens tiravam lotes com o nome das moças solteiras e assim formavam casais temporários. Com o passar do tempo, o festival foi cristianizado e incorporado ao calendário litúrgico como o Dia de São Valentim.

Dicas para Surpreender seu Amor no Dia dos Namorados

Agora que você conhece um pouco mais sobre a história do Dia dos Namorados, é hora de pensar em maneiras de surpreender e encantar seu amor nesta data especial. Aqui estão algumas dicas para tornar o dia inesquecível:

Prepare um jantar romântico: Surpreenda seu amor com um jantar preparado por você. Crie um ambiente aconchegante com velas, música suave e decoração romântica. Capriche nos pratos favoritos do seu parceiro e desfrute de uma refeição especial juntos.

Passeio romântico: Planeje um passeio romântico ou uma escapada de fim de semana. Explore um lugar novo, desfrute de uma paisagem encantadora ou visite um local significativo para o casal. O importante é passar tempo de qualidade juntos.

Surpresas personalizadas: Demonstre seu amor através de pequenas surpresas personalizadas. Escreva uma carta de amor sincera, faça um álbum de fotos com os momentos mais especiais do relacionamento ou presenteie com algo significativo e simbólico para ambos.

Experiências compartilhadas: Em vez de presentes materiais, opte por experiências compartilhadas. Faça um curso de culinária juntos, planeje um dia de spa ou uma aventura emocionante. A criação de memórias duradouras é uma maneira maravilhosa de celebrar o amor.

Surpresa no trabalho: Se o seu parceiro(a) trabalha, considere surpreendê-lo(a) com um presente no local de trabalho. Pode ser um buquê de flores, uma caixa de chocolates ou até mesmo um cartão de amor. Essa surpresa inesperada certamente alegrará o dia do seu amor.

Lembre-se de que o mais importante é demonstrar o amor e a gratidão que você sente pela pessoa que está ao seu lado. O Dia dos Namorados é apenas uma oportunidade para celebrar e reforçar esse sentimento. Seja criativo, pense nas preferências do seu parceiro e faça um gesto que seja verdadeiramente significativo para ambos.

O Dia dos Namorados é um lembrete de que o amor é uma das forças mais poderosas que nos une como seres humanos. Celebre esse sentimento especial, aproveite cada momento e crie memórias preciosas que durarão uma vida inteira.

Afinal, o amor merece ser celebrado e eternizado de maneiras especiais.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Dezembro verde


Dezembro Verde é uma campanha de conscientização brasileira realizada em vários municípios no mês de dezembro. Tem o foco de combater o abandono e os maus-tratos contra animais. Através de ações educativas, a população reflete sobre a importância do animal de estimação e da guarda responsável, que evita penalidades previstas nas leis da natureza.

Além do objetivo principal da campanha, que é a luta contra o abandono, outros tópicos também são ressaltados, como as consequências do desamparo e questões de saúde e segurança públicas.

Abandono de Animais

Além de cruel e desumano, abandonar animais em logradouros públicos é crime e quem cometê-lo deve ser punido com prisão, multa e perda da guarda do animal, de acordo as leis vigentes.

Os principais motivos do abandono de animais são: rejeição à fêmea com cria de filhotes ou àqueles que ficam velhos ou doentes; proprietários que viajam ou mudam de residência e deixam seu pet para trás; cão que cresce e fica com porte muito grande ou torna-se barulhento (latidos) ou fica feroz; dificuldade de convívio pela presença de crianças no lar; alergia a pelos, entre outras causas.

Como denunciar um abandono ou maus-tratos de animais

Caso você presencie maus-tratos a animais de quaisquer espécies, sejam domésticos, domesticados, silvestres ou exóticos – como abandono, envenenamento, presos constantemente em correntes ou cordas muito curtas, manutenção em lugar anti-higiênico, mutilação, presos em espaço incompatível ao porte do animal ou em local sem iluminação e ventilação, utilização em shows que possam lhes causar lesão, pânico ou estresse, agressão física, exposição a esforço excessivo e animais debilitados (tração), rinhas, etc. –, vá à delegacia de polícia mais próxima para lavrar o Boletim de Ocorrência (BO), ou compareça à Promotoria de Justiça do Meio Ambiente.

A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605, de 12.02.1998 (Lei de Crimes Ambientais) e pela Constituição Federal Brasileira, de 05 de outubro de 1988.

É possível denunciar também ao órgão público competente de seu município, para o setor que responde aos trabalhos de vigilância sanitária, zoonoses ou meio ambiente. Lembrando que cada município tem legislação diferente, portanto caso esta não contemple o tema maus tratos pode utilizar a Lei Estadual ou ainda recorrer a Lei Federal.


terça-feira, 8 de março de 2022

Hoje é o Dia Internacional da Mulher - 8 de Março


O Dia Internacional da Mulher ou Dia da Mulher é comemorado anualmente em 8 de março e não é considerado um feriado nacional.

Trata-se de uma celebração de conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos, sendo adotado pela Organização das Nações Unidas e, consequentemente, por diversos países.

Esta data é marcada por presentes simbólicos, como flores, em especial rosas, poemas ou frases, por exemplo.

História e Origem do Dia Internacional da Mulher

A luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho começou a partir do final do século XIX, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de 15 horas diárias, os baixos salários e a discriminação de gênero eram alguns dos pontos que eram debatidos pelas manifestantes da época.

De acordo com registros históricos, o primeiro Dia da Mulher foi celebrado nos Estados Unidos em maio de 1908 (Dia Nacional da Mulher), onde mais de 1.500 mulheres se uniram em prol da igualdade política e econômica no país.

Vários acontecimentos levaram à criação de um dia especial para as mulheres. Um deles foi o incêndio numa fábrica de camisas em Nova York, ocorrido em 25 de março de 1911, que mataria 146 pessoas, dessas quais 129 mulheres. O número de vítimas se explica pelas péssimas condições de trabalho e porque uma porta estava fechada para impedir a fuga das trabalhadoras.

Esse incêndio levou à criação do mito de uma suposta greve que teria ocorrido em 8 de março de 1857, em Nova York, que não aconteceu. A confusão foi causada por jornais alemães e franceses na década de 60.

No entanto, o 8 de março teve origem com as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho, durante a Primeira Guerra Mundial (1917). A manifestação, que contou com mais de 90 mil russas, ficou conhecida como "Pão e Paz", sendo este o marco oficial para a escolha do Dia Internacional da Mulher no 8 de março, data que somente foi oficializada em 1921.

Após este conflito e com as transformações trazidas com a Segunda Revolução Industrial, as fábricas incorporaram as mulheres como mão de obra barata. No entanto, devido às condições insalubres de trabalho, os protestos eram frequentes.

Também nas primeiras décadas do século, as mulheres começam a lutar pelo direito ao voto e à participação política.

Apesar disso, por muito tempo, a data foi esquecida e acabou sendo recuperada somente com o movimento feminista nos anos 60. A Organização das Nações Unidas, por exemplo, somente reconheceu o Dia Internacional da Mulher em 1977.

Atualmente, além do caráter festivo e comemorativo, o Dia Internacional da Mulher ainda continua servindo como conscientização para evitar as desigualdades de gênero em todas as sociedades.

Mensagens para o Dia da Mulher

Parabéns Querida... 
Pela mulher maravilhosa que existe dentro de você.
Só tenho motivos para agradecer toda felicidade
que tens me proporcionado, quanta compreensão.

Seu coração é um grande abrigo...
quanto carinho e dedicação se aloja neste âmago grandioso e admirável.
Mulher nota dez, somente você me faz sentir tão completo,
diante de tanta coragem, força e otimismo.

Faz de seus braços meu conforto, meu porto seguro,
minha certeza de ter encontrado o espelho que reflita a imagem da felicidade,
o sorriso verdadeiramente realizado.
Ou por que não?

Meus cabelos brancos que retratarão os melhores anos de minha vida.
Sou muito feliz com você, obrigado meu amor...
Parabéns pelo dia que ampara
e valoriza minhas humildes, mas verdadeiras palavras.
Amo você por tudo que você é...

Dos filhos...

Neste Dia Internacional da Mulher, eu preciso te fazer uma pergunta que me persegue há muito tempo: Como é que você consegue estar sempre de bom-humor, sempre em paz consigo mesma e com o mundo à sua volta?

Como você consegue ser gentil 24 horas por dia? Como consegue se apresentar elegante em qualquer circunstância, revelando esta sua saudável e discreta vaidade? Sabe, hoje senti a necessidade de dizer o quanto admiro você.

O quanto fico feliz em ter uma mãe tão especial e tão preocupada com a felicidade de todos os que a cercam, tão empenhada em proporcionar um ambiente de harmonia e beleza; enfim, um ambiente de felicidade plena.

Sei que, em nome desta paz, muitas vezes você abre mão dos seus próprios interesses e, se isto me deixa orgulhoso por perceber que tenho uma mãe tão dedicada, por outro lado fico um pouquinho triste em saber que você pode estar sacrificando o seu próprio acesso a flores, perfumes e outras coisas que eu sei que você gosta tanto!

Querida mamãe, neste dia especial, receba um beijo muito carinhoso e esta declaração de amor da sua filha (do seu filho).
Poema para o Dia da Mulher

Mulheres serenas, promessas de nada.
mulheres de vento, de sopro divino,
mulheres de sonho, mulheres sentido,
mulheres da vida, melhor ter vivido...
Mulheres de tempo, em que tudo que havia fazia sentido,
mulheres que eu vejo, no sol de janeiro,
mulheres saídas de potes de vidro,
mulheres faceiras, as mais feiticeiras, melhor ter sorrido...

mulheres de tantos e tantos perigos,
mulheres de vinho e de vã harmonia,
mulheres convívio,
mulheres no cio, as mais parideiras, melhor ter nascido...

mulheres de luzes e de absinto,
mulheres que um dia sonhei colorido,
mulheres de santos, mulheres de igrejas,
as mais rezadeiras, melhor sacrifício

mulheres que um dia deitaram comigo,
mulheres tão lindas e de maior juízo,
mulheres de danças,
as tranças nos ombros, meus olhos caídos....

mulheres que fecham a vã poesia,
mulheres que o ouro não tem nem princípio,
mulheres de outono,
o seu abandono, melhor ter carinho...

mulheres de um tempo em que estive sozinho,
mulheres de riso abrindo janelas,
mulheres que sonham,
seu sono macio, melhor o seu ninho....

mulheres do dia e da noite, eternos,
mulheres que lutam, raízes na terra,
mulheres que as feras,
no meio da noite, não mais intimidam...

mulheres espera, no mar do abandono,
mulheres teares, tecendo seu linho,
mulheres tão loucas,
Seu beijo na boca, uma taça de vinho...

- Autor Desconhecido


terça-feira, 5 de maio de 2020

Avast e Folding@home criam iniciativa para ajudar a encontrar uma cura para o Covid-19



Junte-se ao “supercomputador” para encontrar uma cura

Encontrar uma cura para a COVID-19 exige uma enorme potência computacional. E apenas um único computador não é suficiente para isso. Portanto, a Avast fez uma parceria com a Folding@home para expandir seu “supercomputador” global, que consiste em milhares de computadores individuais. Junte-se a nós.

UMA SOLUÇÃO GLOBAL

O que é a Folding@home?

Desenvolvida na Universidade de Stanford em outubro de 2000, a Folding@home é atualmente uma das maiores redes de computadores do mundo dedicada a encontrar cura para várias doenças, do câncer à COVID-19. Ela reúne pessoas comuns, como você, que se voluntariaram para executar simulações de dinâmicas de proteínas em computadores pessoais. Esses dados ajudam os cientistas a desenvolverem curas.

A Avast vem dedicando parte de sua infraestrutura para ajudar a reforçar o projeto. No total, a Folding@home ultrapassou 1,5 exaflop de potência computacional, tornando-a no maior supercomputador do mundo. Mas ainda precisamos da sua ajuda.
PRECISA-SE DE VOLUNTÁRIOS

Como posso ajudar?

Basta instalar e executar o software da Folding@home. Você emprestará seu computador ao esforço de uma rede global dedicada a encontrar a cura da COVID-19. Os dados criados por seu computador serão enviados para a Folding@home analisar e serem adicionados ao conjunto. Quanto mais computadores tivermos, mais rápido poderemos derrotar essa doença.

Requisitos do sistema

Se seu PC pode executar o antivírus da Avast, ele também consegue o software da Folding@home. Qualquer sistema operacional superior ao Windows 7 é compatível.


sábado, 26 de outubro de 2019

Por que o futebol feminino não é valorizado no Brasil?


Por que não falamos sobre o hepta da seleção brasileira feminina?

Segundo Juca Kfouri, o preconceito é apenas uma das inúmeras barreiras que as meninas boleiras enfrentam todos os dias no país. Já teve tempo até em que o futebol feminino foi proibido por aqui.

O Conselho Nacional de Desportos dizia que "futebol era pra homem". Hoje, muita coisa mudou, mas a diferença de investimento e interesse em comparação com o masculino ainda é gritante...

O futebol feminino do Brasil é hepta mas por que ninguém fala sobre isso?

Em abril de 2018, a equipe de futebol feminino brasileira, liderada por grandes jogadoras como Marta e Formiga, se tornou heptacampeã da Copa América, após uma campanha espetacular, com sete vitórias em sete partidas. Além do título, o primeiro lugar na competição também classificou o Brasil para os dois maiores eventos do futebol feminino a nível mundial, que são a Copa do Mundo da França, em 2019, e os Jogos Olímpicos de 2020, no Japão.

Porém, mesmo com a importância dessa conquista, foram poucos os meios de comunicação que destacaram esse título. Até mesmo para assistir aos jogos da seleção feminina de futebol, o público interessado encontrou dificuldades pois as partidas não foram transmitidas por nenhuma rede de televisão, sendo possível acompanhá-los apenas pela internet.

Desse modo, a grande questão é: por que o futebol feminino continua tão desvalorizado em um país fascinado por futebol? Enquanto outras modalidades estão ganhando mais espaço na mídia, como o vôlei, e até mesmo games de computador e jogos de cassino online, o futebol permanece sendo visto como um assunto para os homens.


O machismo no esporte

De acordo com a professora Maíra Kubik, que é especialista em Estudos de Gênero e Diversidade na Universidade Federal da Bahia (UFBA), no meio do futebol, as mulheres continuam sendo vistas principalmente no papel de “musa” do que no de “atleta”. 

Para a professora, o machismo característico dos brasileiros influencia para que muitos acreditem que as mulheres não têm espaço no futebol. Consequentemente, conquistas importantes da equipe feminina e também os feitos individuais de jogadoras como Marta, que já foi eleita quatro vezes como melhor jogadora do mundo pela FIFA, acabam tendo pouca visibilidade.

Ainda segundo a professora, alguns estudos já demonstraram que o machismo na cobertura do futebol é tão presente que, quando alguma mulher se destaca nesse meio, muitas vezes elas são expostas pela mídia de forma a destacar o seu corpo, e não o talento que possuem dentro ou fora de campo.

O interesse do público pelo futebol feminino

Para justificar a falta de espaço do futebol feminino nos principais veículos de comunicação, é comum ouvir alguém dizendo que a modalidade é chata ou que não traz audiência. Mas números recentes demonstram que essas afirmativas não são verdadeiras.

Durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, uma das partidas de futebol feminino, a das quartas-de-final contra a Austrália, se tornou a quarta maior audiência entre todos os eventos esportivos transmitidos ao longo do jogos olímpicos. Meses depois, o instituto Ibope Repucom realizou uma pesquisa com o objetivo de descobrir mais sobre o interesse do público sobre várias modalidades esportivas. Em relação ao futebol feminino, 51% dos entrevistados declararam que gostariam de ter mais acesso a essa modalidade.

Essas estatísticas demonstram que a falta de interesse não é o maior obstáculo para a popularização do futebol feminino, e sim o preconceito e o machismo que ainda existem contra o esporte. Portanto, para torná-lo mais relevante em todo o país, é essencial combater essa intolerância e mostrar que o futebol feminino tem potencial de trazer muitas alegrias ao público brasileiro.


sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Inclusão Social com Heróis Plus Size


No mundo moderno, cheio de regras de inclusão, muito se fala das pessoas que estão acima do peso estipulado pela mídia. Tirando o fator saúde, basta estudar um pouco da história da arte para ver que este padrão de beleza nem sempre foi de modelos magros e fortes (Vênus de Willendorf tá aí como prova).

Mas e se este modelo de beleza de hoje fosse diferente? Se os indivíduos acima do peso fossem os “endeuzados”? Claro que os heróis refletiriam este padrão e foi assim que o excelente ilustrador mexicano Carlos Dattoli reimaginou alguns grandes heróis modernos em versões Plus Size. 

Confiram nas imagens abaixo e boa golada!



domingo, 18 de agosto de 2019

Entenda como a cultura envenena o nosso cérebro com racismo


Durante anos, cientistas sociais descobriram uma verdade inquietante. Não importa quão igualitária uma pessoa pretende ser, a sua mente inconsciente possui alguns pensamentos racistas ou sexistas.

Mas um novo estudo descobriu que isso pode dizer menos sobre a pessoa individualmente e mais sobre a cultura que a envolve.

A pesquisa descobriu que as pessoas são rápidas em associar pares de palavras que evocam estereótipos (por exemplo, “negro – pobre” ou “negro – imbecil”), mas essa tendência é baseada não no sentido social das palavras, mas na probabilidade das palavras que aparecem juntas na literatura e na mídia.

Ou seja, este preconceito implícito é mais influenciado pela cultura do que por qualquer maldade inata da pessoa.

Há uma ideia de que as pessoas tendem a associar os negros com a violência, mulheres com fraqueza, ou pessoas mais velhas com o esquecimento, porque elas são preconceituosas. Mas há outra possibilidade de que o que está em sua cabeça não é somente sua ideia, mas a cultura em torno de você. O seu conteúdo é, em grande parte, aquilo que você absorveu da leitura, do rádio, da televisão, da internet…

Nos estudos, as pessoas deveriam associar pares de palavras que trazem à mente alguns estereótipos. “Feminino” e “fraco” são mais rapidamente associados do que “feminino” e “mundano”, por exemplo. Esse preconceito implícito é diferente dos preconceitos explícitos, que os psicólogos identificam perguntando às pessoas como elas se sentem em relação à diversos grupos sociais.

Mas a raiz do preconceito implícito não estava clara. De fato, as pessoas podem associar pares de palavras porque viram o significado compartilhado dentro deles – eles realmente pensam em “negro” e “pobres” como termos coincidentes. Mas as pessoas também podem ligar as duas palavras porque elas simplesmente veem as palavras juntas na literatura e na mídia com mais frequência do que as palavras “negro” e “imbecil”.

Os pesquisadores testaram a teoria, dando a 104 alunos de graduação um dos três testes. No primeiro, o estudante viu duas palavras brilharem na tela do computador, uma após a outra, e depois tinha que dizer se a segunda palavra era uma palavra real. No segundo, as palavras também apareciam como flash na tela e o participante devia classificar se a segunda palavra era positiva ou negativa. O terceiro experimento foi idêntico, mas os alunos foram questionados se as duas palavras eram relacionadas.

Os pares de palavras eram uma mistura de termos estereotipados sobre os homens, mulheres, negros, brancos, jovens e velhos. Alguns dos pares incluídos eram palavras sem sentido também.

Em todos os três experimentos, um menor tempo de reação à resposta para uma pergunta indica uma ligação mais estreita entre as duas palavras no cérebro. Como em outros estudos, os participantes foram mais rápidos em reagir a pares de palavras que provocaram estereótipos.

Mas esta experiência tinha um outro nível: os pesquisadores analisaram os resultados usando um programa de computador chamado BEAGLE. Este programa contém uma amostra de artigos de livros, revistas e jornais, cerca de 10 milhões de palavras no total, imitando a quantidade média de leitura que um estudante universitário deve ter feito em sua vida.

O programa analisa todas as palavras, incluindo a frequência com que duas palavras aparecem próximas umas das outras.

Comparando os resultados, o BEAGLE confirmou que, de fato, as palavras que aparecem mais frequentemente em conjunto no mundo real são o gatilho para uma reação mais rápida em laboratório. Isto é válido para estereótipos positivos e negativos, como “masculino – forte” e “feminino – fraco”, mas também para os pares completamente neutros, como “verão – ensolarado”.

Também não houve relação entre os preconceitos implícitos das pessoas, medidos pelo tempo de reação, e seu racismo explícito, medido através de questionários.

Isto mostra que pelo menos parte do suposto racista ou sexista dentro de todos nós é, na verdade, um monstro que não é de nossa própria fabricação, construído a partir de contatos com o nosso meio ambiente.

Embora limitada à população em idade universitária, os pesquisadores afirmam que os resultados pintam um retrato do preconceito como um ciclo doloroso: o pensamento preconceituoso gera discurso preconceituoso, que é então internalizado para gerar o pensamento ainda mais preconceituoso.

Mas, claro, a cultura não é desculpa para o racismo já que a influência da sociedade sobre seus indivíduos não os isenta de suas responsabilidades pessoais.

E, como sugere o estudo, fazer as correções políticas poderia ser uma boa ideia para não colocar esses estereótipos lá fora e incentivar mais a intolerância. 


domingo, 24 de fevereiro de 2019

Conheça a luva capaz de reproduzir linguagem de sinais

Aplicativo e luva Sign-IO (Foto: Divulgação)

Roy Allela, do Quênia, desenvolveu o dispositivo para ajudar a sobrinha deficiente auditiva

A comunicação dos deficientes auditivos pode ser muito difícil já que, fora do meio, o número de pessoas que falam libras ou linguagem de sinais é mínimo.

Para ajudar na socialização da sobrinha com deficiência auditiva, Roy Allela criou a Sign-IO, uma luva capaz de converter os movimentos da linguagem de sinais em áudio. “Eu queria que minha sobrinha tivesse as mesmas oportunidades que todos na educação, no trabalho e em todos os aspectos da vida”, afirmou Allela.

Como funciona?

O dispositivo reconhece palavras e letras e depois vocaliza isso em tempo real por meio de um aplicativo para Android, que permite o usuário escolher a língua, o gênero e até o timbre de voz da locução. Atualmente, a precisão da “tradução” é de aproximadamente 93%.

Allela é um engenheiro de software e programador do Quênia. Por conta de sua invenção, recebeu diversos prêmios e indicações. Segundo ele, a luva “combate o estigma associado à surdez ou a qualquer impedimento de fala”.

Roy Allela e sua invenção (Foto: Divulgação)

Seu objetivo agora é fazer com que cada criança com dificuldade de audição ou fala tenha uma luva dessas. Futuramente, sonha que todas as crianças no mundo possam ter uma. Hoje, são aproximadamente 30 milhões de crianças que dependem da linguagem de sinais para se comunicar.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Confira o Ranking 2019 dos melhores países para viver a aposentadoria

Resultado de imagem para viver bem aposentado
O Panamá consagrou-se vencedor pela primeira vez e muitos países da América Latina constaram no ranking; conheça os critérios:

(Halfpoint Images/Getty Images)

A Internacional Living faz, anualmente, um ranking para classificar os melhores países para viver depois da aposentadoria. Saiba quais foram os eleitos de 2019.

10º lugar: Espanha
Vista da cidade de Granada, na Espanha

Vista da cidade de Granada, na Espanha (Pixabay/Pixabay)

Mesmo tendo descido um lugar no ranking em relação a 2018, a Espanha continua sendo uma ótima opção de país para se viver aposentado. Tantos os serviços públicos de saúde quantos os planos privados se destacam pela acessibilidade. Isso reflete diretamente no estilo de vida da Espanha, que recebeu pontuação de 93/100 nas pesquisas.

A pesquisa destacou também o preço dos alimentos, chegando a custar 60 centavos de dólar o quilo (aproximadamente 2 reais). O mercado imobiliário tem um dos melhores preços da Europa Ocidental, permitindo que um casal viva confortavelmente por cerca de $2.500* — equivalente a R$10.000.

O país também é conhecido por ser pioneiro nas ações de inclusão de minorias — o casamento de pessoas do mesmo sexo foi legalizado em 2005.

9º lugar: Tailândia
Um país perfeito para quem não gosta de clima e mares frios

Um país perfeito para quem não gosta de clima e mares frios (Pixabay/Pixabay)

O país de cidadãos simpáticos e amigáveis reapareceu no ranking em 9º lugar. Suas cidades modernas e tecnológicas permitem que os aposentados vivam confortavelmente no sul da Ásia com um baixíssimo custo de vida. Alimentos e produtos de limpeza quase não pesam no orçamento e, na maioria das vezes, você pode pedir para entregar em casa, sem custo. As consultas nos hospitais modernos chegam a custar US$10 (cerca de R$40).

As cidades da Tailândia são ensolaradas e o país não chega a enfrentar invernos rigorosos como a maioria dos lugares da Europa. O clima agradável pode ser aproveitado com viagens pelo continente — é barato voar e se hospedar pela Ásia.

De brinde, o país oferece uma cultura única e original: por não ter sido colonizado pelo Ocidente, há muita coisa para se ver e sentir na Tailândia.

8º lugar: Peru
O país oferece facilidades para viajar e uma intensa vida cultural. Na imagem, Machu Picchu

O país oferece facilidades para viajar e uma intensa vida cultural. Na imagem, Machu Picchu (Pixabay/Pixabay)

Subindo duas posições do ranking do ano passado para cá, a qualidade de vida peruana vem se destacando para os aposentados. 

Além do turismo, o Peru oferece uma culinária excepcional, com diversas cevicherias e picanterias espalhadas pelo país. Refeições custam a partir de US$2.50 (R$9), com bebida inclusa.

Os aluguéis conquistaram uma pontuação de 93/100. É possível viver tranquilamente com R$7.000* (US$2.000) na maior parte do país, segundo a pesquisa.

7º lugar: Portugal
O país ficou em 4º lugar no Global Peace Index. Na imagem, Lisboa

O país ficou em 4º lugar no Global Peace Index. Na imagem, Lisboa (Pixabay/Pixabay)

O país manteve seu lugar no ranking. Para os brasileiros, a vantagem é encontrar a facilidade de se comunicar por conta do idioma. Assim como na Tailândia, os moradores de Portugal são mundialmente conhecidos por acolherem bem os estrangeiros.

No Global Peace Index de 2018, Portugal ficou em 4º lugar, sendo um país de destaque no quesito segurança. A economia do país vai muito bem e ficou com uma média de 94,6 nos índices do ranking (desenvolvimento, governança e oportunidades).

6º lugar: Colômbia
Os colombianos são anfitriões natos e muito acolhedores. Na imagem, a cidade de Salento

Os colombianos são anfitriões natos e muito acolhedores. Na imagem, a cidade de Salento (Pixabay/Pixabay)

Começando com uma boa notícia: o país conseguiu nota 92/100 em “Comprando e Investindo”, um dos quesitos financeiros do ranking, e se manteve na mesma posição do ano passado.

A Colômbia tem o 22º melhor de sistema de saúde do mundo, segundo ranking da Organização Mundial de Saúde, ficando na frente do Canadá (30º lugar) e dos Estados Unidos (37º colocado).

5º lugar: Malásia
A comida de rua é considerada “a melhor da Ásia”. Na foto, a capital Kuala Lumpur

A comida de rua é considerada “a melhor da Ásia”. Na foto, a capital Kuala Lumpur (Pixabay/Pixabay)

Entre praias, ilhas e florestas tropicais, o país se mostra um oásis para quem quer relaxar depois de trabalhar por tantos anos. Um casal pode viver confortavelmente com cerca de R$7.000* ($1.800) e os custos de vida são baixos, englobando alimentação e custos de saúde.

Outra facilidade são as placas de trânsito na língua malaia e em inglês, pois as leis são baseadas no sistema britânico, então é fácil se locomover sem ter domínio da língua oficial do país. O inglês, na Malásia, é considerado a primeira língua “não oficial”, ou seja, vários de seus moradores conseguem se comunicar e facilitar a vida dos que acabaram de chegar.

Além de tudo, é fácil voar pelo continente para conhecer o resto da Ásia. Um voo para a Tailândia, por exemplo, tem duração média de 1h30 e sai em torno de $43 (cerca de R$161).

4º lugar: Equador
Destino preferido dos aposentados norte-americanos, o Equador aparece na quarta posição por vários motivos. Na imagem a cidade de Cuenca

Destino preferido dos aposentados norte-americanos, o Equador aparece na quarta posição por vários motivos. Na imagem a cidade de Cuenca (Pixabay/Pixabay)

O quarto país da lista, que se manteve sua posição no ranking, conquistou nota 97/100 na avaliação de governo na pesquisa, 94/100 em oportunidades de trabalho e 93/100 em visto e moradia. Pelos números, é possível analisar que o país da América do Sul é exemplar para abrigar recém-aposentados.

O Equador é composto por uma mistura de cultura inca, indígena e espanhola, dispondo de um rico repertório cultural e mistura de saberes.

Para quem não gosta de calor, é possível diversificar ao máximo o cenário no país: você pode alugar um lugar no litoral, aproveitar um clima temperado perto dos Andes, morar em pequenas vilas ou ainda em grandes cidades. Há lugares para todos os gostos!

O país é grande produtor de alimentos: você pode comprar tudo fresco e com preços baratos. Além de tudo, viver sem carro é uma escolha ótima para quem deseja morar no Equador. As passagens de ônibus custam em torno de R$1 e uma corrida de táxi fica em torno de R$7 e R$18.

3º lugar: México
O México é lembrado pela especialmente pela sua “vida vibrante e sua cultura”. Na foto, a zona arqueológica de Teotihuacan

O México é lembrado pela especialmente pela sua “vida vibrante e sua cultura”. Na foto, a zona arqueológica de Teotihuacan (Pixabay/Pixabay)

Mesmo caindo uma posição de 2018 para cá, o país ainda é uma ótima opção para se viver aposentado.

Merecendo sua pontuação 97/100 na categoria “Benefícios e Impostos”, o México oferece um cartão nacional para as pessoas de terceira idade que garante descontos de 10 a 20% em vários serviços do país.

Estrangeiros costumam se mudar para Chapala ou San Miguel de Allende, lugares conhecidos pela receptividade. Um casal consegue viver com um orçamento médio de R$5.500 a R$11.000*, contando aluguel e serviço médico. O governo disponibiliza duas possibilidades de convênio de saúde que são acessíveis e oferecem um serviço de qualidade.

A variedade cultural do país se traduz em uma infinidade de manifestações artísticas e festividades religiosas. E ainda é possível escolher a qual clima você se encaixa mais: entre quente e úmido, quente e abafado ou ainda, em temperaturas de clima temperado (como em San Miguel Allende).

2º lugar: Costa Rica
O clima tropical, o custo de vida baixo, o atendimento médico acessível e de alta qualidade são pontos de destaque do país.

O clima tropical, o custo de vida baixo, o atendimento médico acessível e de alta qualidade são pontos de destaque do país (Pixabay/Pixabay)

A Costa Rica é exemplar no que diz respeito ao tratamento de aposentados. Alcançando pontuação máxima no quesito “Estilo de vida saudável” no ranking, o 2º lugar tem tudo para oferecer uma vida pós aposentadoria calma e acessível financeiramente.

A Costa Rica é conhecida por ter uma democracia estável, conseguindo pontuação 98/100 em “Governança”. Desde 1948, quando o exército foi extinto, o país adotou uma cultura pacífica com grandes investimentos em educação e saúde. Também é conhecido pelo respeito aos LGBTQI+, um bom sistema bancário e altos níveis de segurança para sua população.

Além de todas as qualidades do lugar, o lazer costuma ser pescar, jogar golfe, cavalgar e fazer yoga, garantindo uma vida pacífica e uma qualidade de vida das melhores.

1º lugar: Panamá
O Panamá conta com um amplo plano de descontos para aposentados

O Panamá conta com um amplo plano de descontos para aposentados (Javier Osores/Getty Images)

Com menos de R$10.000* por mês, é possível viver no paraíso para aposentados. O primeiro colocado do ranking subiu duas posições em um ano e não difícil entender os motivos. 

O programa de benefícios para aposentados, chamado Pensionado, é dos mais generosos. O plano inclui 25% de desconto em passagens de avião, 25% de desconto em contas de luz e ainda 50% de desconto em hospedagens de hotéis. O Panamá fica próximo aos Estados Unidos e oferece uma diversidade de cenários: de praias a montanhas e cidades grandes.

Para quem gosta do clima quente e tropical do país, há praias limpas, não lotadas e vistas paradisíacas.

E ainda, de fácil acesso: o Panamá recebeu nota 100 em “Visto e residência” no ranking e a mesma nota para “Descontos e Benefícios”. Existem muitos falantes de inglês morando no país e a moeda corrente é o dólar, facilitando o processo de mudança.

*Os valores de orçamento médio foram calculados pelo próprio Internacional Living e englobam custos de aluguel, contas de água, eletricidade, gás e celular, internet, TV a cabo, entretenimento e alimentação. O cálculo varia para cada país.

** Os critérios da avaliação: vida financeira (facilidade de comprar e vender casas; preços de aluguéis e facilidade de encontrar imóveis; descontos para aposentados; e custo de vida), saúde (serviços médicos como exames, cirurgias, acesso a remédios; alimentação; clima), estilo de vida dos moradores (facilidade de conseguir visto de residência; adaptação à cultura local; entretenimento) e o governo (desenvolvimento do país em relação a tecnologia e infraestrutura; liberdade pessoal, burocracias e sistema bancário; e possibilidade de empreender). Juntos, esses aspectos geraram uma nota média para classificar os países.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Veja bonecas personalizadas para crianças com deficiências

Bonecos são feitos sob encomenda (Foto: Reprodução/Facebook)
Crianças com deficiências e condições raras agora podem ter bonecas que as representam. A ideia é da artesã e empreendedora americana Amy Jandrisevits, que produz os brinquedos com características personalizadas. O objetivo é que os pequenos se identifiquem e se orgulhem de serem exatamente como são. Que se sintam representadas e não se envergonhem de ter características diferentes das outras.

Desde pintinhas pelo corpo até a ausência de membros -- tudo pode ser personalizado nos bonecos de acordo com cada criança. Amy teve a ideia quando ainda trabalhava como assistente social em um hospital de oncologia pediátrica. Na época, ela começou a produzir as bonecas para utilizá-las em seus atendimentos.

Crianças ficam felizes ao ganhar bonecas personalizadas
(Foto:Reprodução/Facebook)
Quando percebeu que era grande a demanda pelos bonecos, Amy passou a se dedicar totalmente ao negócio, que batizou de “A Doll Like Me” (em português, “Uma boneca como eu”). A página da empresa no Facebook exibe uma série de imagens das bonecas já produzidas e vem conquistando a internet. 

A produção é artesanal. Nenhuma boneca é igual à outra.
(Foto:Reprodução/Facebook)
“As bonecas são uma maneira tangível de compartilhar gentileza e demonstrar aceitação. Essas crianças são perfeitas do jeito que são!”, afirma ela em sua página no Facebook. “Sinto-me humilde, grata e animada a continuar costurando para que as crianças possam olhar para o doce rosto de uma boneca e ver a sua própria imagem”. Inspirador, né?

As encomendas são feitas pela internet (Foto:Reprodução/Facebook)

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Salário mais baixo para as mulheres reduz o crescimento do país


De acordo com os resultados de sua tese, entre 2007 e 2014, cada 10% de aumento na diferença entre salários reduziu em cerca de 1,5% a expansão do PIB per capita dos municípios brasileiros.

Método

Para chegar a esse percentual, o estatístico utilizou dados do mercado formal de trabalho da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), e isolou o impacto de outros fatores que influenciam salários, como escolaridade, ocupação, tempo de empresa, raça e religião.

Logo, as diferenças salariais encontradas não podiam ser explicadas porque o homem era mais qualificado do que a mulher, por exemplo. 

Santos também levou em conta fatores que influenciam o crescimento econômico, como os pesos de diferentes setores no PIB. 

Em números 

Segundo informações veiculadas pelo jornal Folha de S. Paulo, entre todas as capitais do país, Curitiba tinha a maior diferença salarial entre homens e mulheres em 2007, seguido de Manaus e São Paulo. 

Em números, isso significa que, em Curitiba, o sexo do trabalhador explicava 28% da diferença em remuneração entre mulheres e homens em 2007. A menor diferença foi observada em Boa Vista, de 11,3%. 

Para se ter uma ideia do efeito econômico que isso causa, caso São Paulo, que exibia um indicador de 23% em 2007, tivesse uma média menor como a de Florianópolis, de 15,4%, no mesmo ano, a renda média dos paulistanos subiria de R$ 52.797 para R$ 53.258 em 2014. 

Problema econômico e social 

Os números não mentem: a desigualdade salarial leva a uma perda econômica para a sociedade. 

Enquanto essa diferença de remuneração tem diminuído ao longo do tempo em vários países, incluindo o Brasil, diversas outras pesquisas chegaram a conclusões semelhantes. Isso mostra que tal viés, mesmo que inconsciente por parte das empresas, continua prejudicando a economia mundial. 

Outro problema é o “efeito teto de vidro”: conforme o nível de escolaridade dos profissionais aumenta, a desigualdade salarial entre homens e mulheres também cresce. É como uma barreira invisível que impede que as mulheres alcancem determinados níveis hierárquicos, como descobriu a pesquisadora Regina Madalozzo, que orientou a tese de Santos. Cada vez mais empresas têm reconhecido esse efeito, e o número de mulheres em cargos de chefia vem aumentando. 

Embora o tema seja polêmico, é do interesse de todos perceber que essa não é apenas uma questão social, mas sobretudo financeira. As empresas não lucram com a discriminação – como todos queremos que o país cresça, talvez seja hora de abandonar certos pré-conceitos. 


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

O grande male da depressão na adolescência

Jovem de 16 anos que luta contra a depressão Foto: Fabio Seixo

Muitos jovens ficam sem diagnóstico, pois sinais se parecem com problemas típicos da idade, dizem especialistas.

“Fico muito triste de repente. Para aliviar essa tristeza, cortava a pele, me queimava, me mordia. Fiz isso várias vezes”. O relato é de uma jovem de 16 anos, a caçula da família. Ela vive uma rotina difícil, com pai alcoólatra, além de mãe e irmã mais velha dependentes de drogas. No colégio, a delicada situação familiar serve de motivo para o bullying, o que a levou a se isolar na biblioteca durante o recreio. Diz não ter amigos. Passa o intervalo lendo, gosta de romances como os de John Green, mas não consegue se concentrar, e seu rendimento escolar caiu.

O psiquiatra que a atende na Santa Casa de Misericórdia do Rio, Gabriel Landsberg, conta que ela sofre de depressão e ansiedade. Embora seu ambiente desestruturado colabore, as crises depressivas são comuns nesta fase. Um novo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que esta é a principal causa de doença entre jovens de 10 a 19 anos. O tratamento precoce é a melhor forma de prevenir problemas graves no futuro, não apenas de adolescente, mas também de adultos.

- A automutilação não ocorreu para chamar atenção nem foi, de fato, uma tentativa de suicídio. É que a dor física era mais suportável do que a emocional - explica Landsberg ao falar sobre a menina. - Há muitos adolescentes sem diagnóstico porque não pedem ajuda. Os pais acham que os sinais são típicos da idade.

Uma dor que permanece oculta

Isolamento, irritabilidade, rebeldia, melancolia. Características consideradas típicas da adolescência podem ser indícios de uma depressão. A psicanalista Sara Kislanov, palestrante dos Encontros, acrescenta que o jovem passa por modificações hormonais, está em busca de uma identidade e tem a perda de idealizações, por exemplo do corpo ideal, que podem se transformar em conflitos mais sérios.

- É um momento muito sofrido, de muitas perdas, que provavelmente contribui para o aumento do índice de depressão - afirma.

Há pouco mais de um ano, Vinícius Brandão teve a doença. Mudou-se de cidade, ficou desempregado, tinha saudade da vida anterior. Sentia-se sozinho e isolava-se cada vez mais. Conseguiu sair desse ciclo vicioso com a ajuda médica.

- Na terapia acabei descobrindo que tive depressão desde bem novo. Era tímido, gordinho, me sentia excluído, sofria muito bullying - comenta o jovem, que hoje planeja realizar um documentário sobre a doença. - Descobri que há muita desinformação sobre o tema, muitos acham que é uma frescura.

Chefe da psiquiatria infantil da Santa Casa, Fábio Barbirato destaca que 12% dos jovens de 12 a 18 anos sofrem de depressão, enquanto esse índice não chega a 10% entre adultos. Além disso, 77% dos adultos com depressão tinham histórico de sintomas também na infância ou adolescência.

- Há riscos graves de uma depressão não tratada, entre eles, evasão escolar, abuso de álcool e até suicídio, a terceira maior causa de morte entre adolescentes - exemplificou o psiquiatra que está reestruturando o ambulatório da Santa Casa para receber até 80 crianças e jovens com depressão. - A doença pode ser grave, mas às vezes é vista como um mal menor.

No Brasil, 21% dos jovens entre 14 e 25 anos têm sintomas indicativos de depressão. Entre as mulheres, a proporção é de 28%, segundo dados do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

- Notamos ainda que o álcool estava relacionado ou ocorria ao mesmo tempo em que o jovem contava que se sentia deprimido ou pensava em atos suicidas - ressalta Ilana Pinsky, professora da Unifesp e uma das coordenadoras do estudo, que ainda explica: - O álcool é um depressor do sistema nervoso central, além de estimular atos impulsivos.

Além do abuso do álcool, outro fator que preocupa quando o tema é depressão ou ansiedade é o uso de medicamentos. Não à toa, a FDA (agência de remédios nos EUA) e o Instituto de Saúde Mental do país pedem maior cuidado na prescrição de adolescentes. Na verdade, o alerta deve ser geral, defendem especialistas. O uso de antidepressivos e ansiolíticos é recomendado para casos específicos e pode causar dependência. Mesmo assim, uma legião de pessoas parece não se importar com os riscos.

Medicamento para quem precisa

Para se ter uma ideia, na comparação entre abril de 2010 e abril de 2014, a venda do popular ansiolítico Rivotril cresceu 25% (de 40,3 mil unidades para 50,3 mil), segundo levantamento feito pelo IMS Health a pedido do GLOBO. Isso torna o país o segundo maior consumidor desse medicamento no mundo. Além disso, a venda de antidepressivos cresceu 7% na comparação entre abril deste ano e de 2013; e atingiu o montante de R$ 2,2 bilhões só em abril passado.

- O tratamento da depressão não se restringe à prescrição de remédios. Eles têm efeitos colaterais sérios, e digo sempre que a cura não pode ser pior que a doença - afirmou o psiquiatra Marco Antonio Alves Brasil, palestrante dos Encontros.

O psiquiatra, assim como Ilana Pinsky, admite que há casos em que os remédios de fato ajudam. É o que também busca lembrar Karen Terahata, de 38 anos, diagnosticada com depressão e síndrome do pânico. Ela hoje mantém o blog “Sem Transtorno” para esclarecer “pontos negros” sobre essas doenças. E o uso de medicamentos é um dos principais:

- Um dos meus objetivos com o blog é quebrar preconceitos, entre eles o da medicação. Claro que nem todos devem usá-la, mas eu mesma resistia ao uso pelos medos criados na sociedade: de que causam dependência, são a falsa pílula da felicidade, e por aí vai. Hoje tenho uma qualidade de vida que não tinha.


quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Campanha “Essa Coca é Fanta” ganha prêmio internacional

A campanha “Essa coca-cola é fanta, e daí?”, divulgada em celebração ao Dia Internacional do Orgulho LGBT do ano passado foi premiada na El Ojo, de Iberoamérica, festival de publicidade de projeção mundial.

O produto foi distribuído apenas de maneira interna na sede da empresa no Brasil em Botafogo, no Rio de Janeiro, a edição especial trazia o rótulo da Coca-Cola, mas dentro do seu conteúdo havia Fanta Laranja. A brincadeira foi compartilhada por profissionais da empresa nas redes sociais.

A ação foi contemplada na categoria “PR (relações públicas)” e foi realizada pela marca de bebidas como forma de combate à homofobia usando a expressão popular muito utilizada para desmerecer os gays no Brasil para sensibilizar a sociedade sobre o tema.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Prevenção do suicídio nas escolas

Ilustração: Lucas Magalhães

O que é o Setembro Amarelo e por que devemos falar dele nas escolas? A discussão sobre suicídio deve ser feita com naturalidade e seriedade desde a infância e adolescência.

Setembro é o mês de prevenção ao suicídio. Desde 2014, o Centro de Valorização da Vida (CVV), em parceria com o Conselho Federal de Medicina e a Associação Brasileira de Psiquiatria, promovem a campanha Setembro Amarelo para conscientizar a população da importância de falar sobre o tema.

O mês foi escolhido para estender as ações do Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio, 10 de setembro. Neste período, as três entidades incentivam e apoiam escolas, governos, empresas e ONGs a aderirem ao movimento. Por isso, é comum ver pontos turísticos, monumentos históricos e fachadas de prédios com iluminação amarela. Da mesma forma, é possível encontrar a fita de mesma cor estampando cartazes, outdoors e campanhas online. Passeatas e caminhadas também são frequentes em cidades brasileiras.

Segundo Elaine Macedo, voluntária do CVV, a ideia do Setembro Amarelo é reforçar um posicionamento defendido durante todo o ano pela entidade. “Precisamos acabar com o tabu de que falar sobre o suicídio incentiva a prática. A prevenção é um processo educativo. Quanto mais falamos sobre isso, de forma apropriada, mais clarificamos, explicamos e, portanto, prevenimos”, diz.

Segundo o CVV, 32 brasileiros se suicidam por dia no país, taxa superior às mortes causadas por câncer e AIDS. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, nove em cada dez casos poderiam ser prevenidos. A faixa etária que mais preocupa as autoridades é entre os 15 e 35 anos. Por isso, Elaine defende que o tema seja tratado desde a infância.

“Não é algo que ocorre da noite para o dia. O jovem pode levar anos amadurecendo a ideia até que o impulso aconteça. A discussão nas escolas, com naturalidade e seriedade, gera uma adolescência mais saudável”, explica a voluntária, que defende a importância de incentivar a Educação emocional. 

“Precisamos ensinar as crianças e adolescentes a redimensionar seus problemas, a saber enfrentar as intempéries da vida, a falar sobre suas emoções”, diz.

O CVV se coloca à disposição para realizar palestras, rodas de conversa e debates em instituições, inclusive em escolas, em setembro ou nos outros meses do ano. Para mais informações sobre a campanha, visite os sites do Setembro Amarelo, do Centro de Valorização da Vida e da Associação Brasileira de Psiquiatria. É possível baixar cartazes e cartilhas sobre o tema. NOVA ESCOLA e Gestão Escolar também produzem com frequência reportagens sobre suicídio e depressão. Veja neste link uma coletânea de textos para serem trabalhados com gestores, professores e estudantes.


sábado, 15 de setembro de 2018

Como podemos ajudar na Prevenção do Suicídio


Pode ser que, em algum momento de nossas vidas, desconfiemos de que alguém próximo está pensando em suicidar-se em decorrência de um grande sofrimento. Diante dessa situação, o sentimento de impotência pode se fazer presente, fazendo-nos acreditar que não há como intervir, uma vez que a pessoa parece já ter decidido encerrar a própria vida. Entretanto, ao contrário do que o senso comum tende a reproduzir, existem diversas maneiras de auxiliar essa pessoa.

Se há uma desconfiança, é importante que se converse diretamente com a pessoa que está sofrendo. Um diálogo aberto, respeitoso, empático e compreensivo pode fazer a diferença. Procurar saber como a pessoa está, o que tem feito ultimamente, como está se sentindo. O foco da conversa deve ser o outro, portanto, não é recomendável: falar muito sobre si mesmo, oferecer soluções simples para os problemas que a pessoa relatar e desmerecer o que ela sente.

Essa conversa pode obter melhores resultados se for feita em um lugar tranquilo, sem pressa, respeitando o tempo da pessoa para se abrir. Caso a pessoa se sinta à vontade para compartilhar o seu sofrimento, não é indicado: rechaçar (“Credo, isso é pecado!”), esboçar expressões de choque (“Não acredito que você tá pensando nisso!”) e reprimir, caso o choro venha (“Pra que chorar? Você sempre teve tudo do bom e do melhor!”).

A escuta ativa deve sempre estar presente nesses diálogos. Uma escuta ativa consiste em realmente ouvir e compreender o que o outro diz, não apenas esperar uma pausa para poder respondê-lo. Isso não significa, no entanto, deixar a pessoa falando sozinha. Algumas pontuações que podem ser feitas consistem em: fazer perguntas abertas; fazer um breve resumo do que a pessoa falou, de tempos em tempos, para que ela saiba que você está atento ao que ela diz; retornar a algum ponto que não tenha ficado claro e tentar, ao máximo, escutá-la sem julgamentos.

Oferecer suporte emocional e informar sobre a ajuda profissional, bem como se mostrar à disposição, caso ela queira conversar novamente, são pontos importantes. Se a pessoa falar claramente sobre os seus planos de se matar e parece estar decidida quanto a isso, é primordial que ela não seja deixada sozinha. Podem ser contatados os serviços de saúde mental e familiares/amigos da pessoa. Pode ser necessário que ela fique em um ambiente seguro, sendo auxiliada por um profissional.

Se você perceber que a pessoa não se sente à vontade para se abrir, deixe claro que você estará disponível para conversar em outras oportunidades. Você também pode indicar os serviços oferecidos pelo CVV, disponível em www.cvv.org.br, que trabalha para promover o bem estar das pessoas e prevenir o suicídio, em total sigilo, 24h por dia.