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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Meio bilhão de abelhas morreram no Brasil no começo de 2019

Cerca de meio bilhão de abelhas morreram em quatro estados brasileiros nos primeiros meses de 2019, segundo estimativas de associações de apicultura, secretarias de agricultura e pesquisas de universidades, sendo que os dados foram reunidos pela Agência Pública e Repórter Brasil. A morte massiva é um sintoma de que alguma coisa vai muito mal nessas regiões.

A maioria dessas mortes foi registada no Rio Grande do Sul (400 milhões), seguida por Santa Catarina (50 milhões), Mato Grosso do Sul (45 milhões) e São Paulo (7 milhões). O Rio Grande do Sul é o maior produtor apícola do país, com produção de mais de 6 mil toneladas por safra, o que representa 15% do total produzido no Brasil.

O apicultor Aldo Machado contou ao Bloomberg que a morte foi rápida em suas colmeias de Apis mellifera. Menos de 48 horas depois dos primeiros sinais de intoxicação, milhares estavam caídas ao chão, formando montes de corpos.

“Assim que as abelhas saudáveis começaram a retirar as abelhas que estavam morrendo das colmeias, elas se contaminaram. Começaram a morrer em massa”, diz Machado, que também é vice-presidente da associação de apicultores do Rio Grande do Sul.

Isso representa uma tragédia para os produtores de mel e para o meio ambiente da região. A onda de mortes registradas no Brasil entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019 representou um prejuízo de 150 toneladas de mel.

O engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Aroni Sattler, é especialista em abelhas e realiza pesquisas sobre a morte delas desde 1973. Ele afirmou à Agência Pública que nos últimos dez anos tem aumentado drasticamente a morte de abelhas sem sinal de doenças. Essa morte em massa levanta sinais de alerta em relação aos pesticidas usados na agricultura do Brasil.

A maioria das abelhas mortas apresentou resquícios de Fipronil, um inseticida banido na União Europeia há mais de 10 anos e classificado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos como um possível carcinogênico humano. Como é inseticida, ele também mata as abelhas.

Uma pesquisa de 2018 realizada pelo laboratório privado Bioensaios mostrou que 80% das abelhas que morreram no Rio Grande do Sul tiveram contato com o Fipronil antes de morrer.

Relaxamento do uso de pesticidas

O uso de agrotóxicos no Brasil aumentou 700% de 1990 a 2016, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

O último relatório da Anvisa mostrou que 20% as amostras continham excesso de pesticidas, acima dos níveis permitidos, ou que continham pesticidas ilegais. 

Os agrotóxicos abrangem uma área muito maior do que a da lavoura – atingem um raio de 3 a 5 quilômetros além da plantação, afetando também os eventuais vizinhos apicultores e as abelhas silvestres que vivem nas matas.

O que fazer?

Machado defende o acompanhamento de agrônomos nos campos para que orientarem as aplicações segundo as bulas. Ele também incentiva que os apicultores não tenham medo de denunciar aplicações ilegais aos órgãos estaduais como secretarias do meio ambiente ou de agricultura.

Em 2013, um projeto do estado de São Paulo patrocinado pelas próprias produtoras de agrotóxicos, o Colmeia Viva, lançou um telefone 0800 para que os apicultores denunciassem a morte de suas colmeias. O projeto faz uma análise da morte das abelhas e entrega um laudo para o criador, que pode utilizá-lo para entrar com ação na justiça contra quem usa agrotóxicos de forma ilegal.

Poucos dados

No Brasil, não há números oficiais de morte de abelhas, mas as associações de apicultores e secretarias estaduais de agricultura fazem suas próprias estimativas, que são abaixo do real número de mortes desses polinizadores. Isso porque os apicultores relatam as mortes apenas das abelhas de suas colmeias, portanto não entram nessa conta as abelhas silvestres que morrem nas matas.

1º relatório da polinização brasileiro


Abelhas são polinizadores importantes pelo grande número de espécies existentes

Segundo o 1º Relatório Temático de Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil, publicado em fevereiro de 2019, 76% das plantas produtoras de alimentos no Brasil são dependentes da polinização feita por animais. Entre esses animais estão pássaros, morcegos, borboletas e outros insetos, mas as abelhas se destacam pelo enorme número de espécies existentes.

Os polinizadores aumentam a qualidade e quantidade de alimentos como soja, café, feijão e laranja. O relatório estima que este serviço ambiental representa para os agricultores uma ajuda que equivale a R$43 bilhões por ano. “A soja é o produto que mais tem valor na nossa balança comercial”, diz a pesquisadora Kayana Agostini à Gazeta do Povo.

Agostini, que é professora da Universidade Federal de São Carlos, explica que algumas culturas são totalmente dependentes de polinizadores, como o maracujá, que precisa da abelha mamangava para fazer a troca de pólen necessária para a produção do fruto.

O relatório foi criado em parceria da Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador; Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos; e a Plataforma Brasileira de Biodiversidade; com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

A morte de abelhas no mundo tem ganhado destaque desde 2006, quando surgiram os primeiros destaques de Distúrbio do Colapso das Colônias (DCC), registrados nos EUA e Europa. No DCC, apicultores encontram em suas colmeias apenas rainha, abelhas imaturas e um punhado de abelhas adultas que cuidam das pupas. O resto da colônia desaparece.

No Brasil não há registros oficiais de DCC, mas é importante que apicultores relatem qualquer atividade incomum para que os dados sejam registrados.


quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Estudos revelam que mudar hábitos alimentares pode acabar com a enxaqueca

Quem tem crises de enxaqueca sabe: qualquer tipo de dica é bem-vinda para tentar escapar das crises. E um novo estudo, publicado no final de julho no periódico “Nutrients”, aponta que uma boa arma nessa luta pode ser uma dieta com baixos níveis de carboidratos.

Desde a década de 1920, há evidências de que a dieta cetogênica – com baixíssimos níveis de carboidratos – poderia ajudar a prevenir enxaquecas. No entanto, ainda não estava claro se esse efeito estava ligado aos carboidratos, em si, ou à perda de peso.

Para investigar, uma equipe de pesquisadores, liderada pelo italiano Cherubino Di Lorenzo, da Fundação Don Carlo Gnocchi, comparou os resultados da dieta cetogênica com outra dieta com poucas calorias, mas rica em carboidratos.

Para o estudo, foram monitorados 35 adultos com sobrepeso que sofriam com enxaquecas frequentes. Em ordem aleatória, cada um deles passou quatro semanas seguindo uma das duas dietas. Os participantes receberam refeições como smoothies e sopas que tinham a mesma quantidade de gordura e calorias, mas diferentes proporções de proteínas e carboidratos, dependendo da dieta.

Em geral, os participantes perderam a mesma quantidade de peso ao longo do estudo. No entanto, a dieta cetogênica foi muito mais eficaz na prevenção de enxaquecas. Quase 75% dos participantes que seguiram a dieta ceto tiveram seus dias de enxaqueca reduzidos pela metade, no mínimo. Enquanto isso, apenas 9% dos indivíduos experimentaram esse nível de melhoria na dieta que era rica em carboidratos.

Primeiro passo

Caso essa eficácia seja comprovada no longo prazo e com grupos de pacientes mais diversos, esse pode ser um avanço importante. Atualmente, os melhores medicamentos para prevenção de enxaqueca disponíveis – anticorpos monoclonais CGRP – reduzem os dias de enxaqueca em pelo menos metade para até 48% dos usuários.

À revista “New Scientist”, Di Lorenzo explicou que a dieta cetogênica pode funcionar porque o cérebro está usando cetonas (compostos orgânicos nas quais a dieta é rica) como combustível ao invés da glicose. Em estudos com animais, disse ele, corpos cetônicos reduziram a inflamação do cérebro e pararam a propagação das ondas elétricas que, acredita-se, causam a dor da enxaqueca.

A cientista Christina Sun-Edelstein, da Universidade de Melbourne, disse à revista que mais pesquisas são necessárias antes que a dieta cetogênica possa ser recomendada para a prevenção da enxaqueca. “Há muitos tratamentos de enxaqueca que parecem funcionar bem inicialmente, mas que acabam decepcionando”, afirmou. “Se for demonstrado que ela é efetiva e segura em estudos maiores, eu acredito que [a dieta] é algo que muitas pessoas estariam dispostas a tentar”.

A dieta cetogênica faz o corpo queimar gordura em vez de carboidratos. Além de ajudar na perda de peso, estudos já mostraram que ela parece aliviar condições neurológicas como epilepsia e esquizofrenia em algumas pessoas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 30% ou mais da população mundial entre 18 e 65 anos relatam ter enxaquecas. Por causa de influências hormonais, elas afetam três vezes mais as mulheres do que os homens.

Como alguém que tem enxaquecas mensais há anos, mas não vive sem batata e macarrão, eu, pessoalmente, só posso me comprometer a passar na farmácia e comprar mais analgésico. [New Scientist, Earth.com]


terça-feira, 20 de agosto de 2019

Você sabe quanto custa carregar seu celular em 1 ano?

Fonte: Pixel 

É difícil encontrarmos um smartphone hoje que não precise ser recarregado pelo menos uma vez ao dia. Você já se perguntou o custo disso na conta de luz? 

Temos um spoiler: quase nada.

Fizemos os cálculos de quanto custa anualmente carregar o celular todos os dias nas cidades mais populosas de cada região do Brasil, levando em consideração as tarifas de luz locais atualizadas até a data desta publicação*.

Baterias

A energia necessária para carregar os telefones de forma completa é resultado da multiplicação da sua carga elétrica pela sua tensão.

A tensão depende do tipo de bateria com que o telefone é equipado; para as contas, foram utilizadas as mais altas de cada um dos modelos. As baterias de Li-Ion, que têm o lítio como principal componente, são comumente utilizadas em celulares Motorola, ASUSe Apple por serem mais leves: a tensão delas fica entre 3,0 V e 3,5 V.

Já as baterias Li-po, que usam compostos químicos conhecidos como polímeros, são encontradas com mais frequência nas marcas chinesas, como Huawei e Xiaomi, e em telefones Samsung e LG. O diferencial das baterias Li-po é que elas são ainda mais leves e conseguem armazenar mais energia em menos espaço: sua tensão fica entre 3,7 V e 4,2 V.

Por outro lado, as cargas elétricas necessárias para manter a corrente por uma hora nas baterias apresentam muitas variações, a maioria delas entre 2.000 mAh e 5.000 mAh, por isso essas foram as faixas utilizadas nos cálculos.

Como não existe um padrão nos modelos de smartphone que estão no mercado hoje, as contas de quanto custa carregar o celular foram feitas considerando os dois tipos de bateria descritos para cada uma das quatro faixas de cargas elétricas.


Impacto na conta de luz

Depois de descoberta a quantidade de energia armazenada de uma bateria em Watts e considerando que é preciso apenas uma recarga por dia, multiplicamos o valor por 365 para ter o montante anual necessário. Então, basta multiplicá-lo pelo valor da tarifa de luz vigente na sua cidade, considerando os impostos.


No Brasil, é impossível determinar uma média de gasto com carregamento do celular porque cada cidade tem tarifas, bandeiras e impostos distintos.


Por isso, selecionamos as cinco cidades mais populosas de cada região do País de acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): Curitiba na Região Sul; São Paulo na Sudeste; Salvador na Nordeste; Manaus na Norte; e Brasília na Centro-Oeste.


Os valores das tarifas foram divididos por mil para igualar a unidade de medida em Watt-hora. Os montantes têm como fonte as últimas atualizações tarifárias presentes nas páginas das distribuidoras de luz de cada região**, já contabilizando os impostos vigentes na oportunidade.


O resultado foi o seguinte:


(Fonte: TecMundo/Silmara Slobodzian)

Manaus é a cidade onde mais se gasta para carregar o celular

A cidade mais cara para carregar o smartphone durante 1 ano é Manaus: as baterias Li-Po com cerca de 5.000 mAh, que necessitam de mais energia para uma carga completa, geram gastos anuais de cerca de R$ 7,21.


Por outro, São Paulo é o município mais barato para se carregar o celular, de acordo com as tarifas descritas no site da operadora***. O consumidor gasta no máximo R$ 3,91 para completar a carga do telefone diariamente durante 1 ano se considerarmos uma bateria Li-po de 5.000 mAh.

A diferença entre o valor mais alto e o mais baixo é de R$ 3,30, o que corresponde ao preço anual de carregar uma bateria Li-Ion de 5.000 mAh em São Paulo, por exemplo. Os preços dependem muito da tarifa e bandeira vigentes nas cidades e estas mudam constantemente, por isso podemos considerar os resultados como uma média atual que precisa ser atualizada a cada subida da conta de luz.

Se você ficou interessado em fazer o cálculo para a sua cidade, a fórmula é:

Energia = mAh * tensão (sendo que a carga elétrica (mAh) vem especificada no celular e deve ser dividida por mil para igualar a medida, e a tensão depende do tipo de bateria, como explicamos anteriormente).

Depois basta multiplicar o valor por 365 e o resultado multiplicar pela taxa tarifária do seu município dividida por mil.

Fique atento

Os valores englobam diferentes variáveis, para ter certeza de quanto está gastando, portanto, preste atenção nos componentes da equação, nas unidades de medida e na tarifa de luz — esse pode ser o maior desafio, uma vez que a informação do valor das taxas muitas vezes não é clara.

Na lista de preocupações com a bateria do celular, o custo já pode ser riscado
***

*Mudanças nas bandeiras e reajustes podem alterar os valores descritos.

**São Paulo (AESeletropaulo/Enel); Brasília (CEB); Salvador (Coelba); Manaus (AmE); Curitiba (Copel).

*** Segundo a Enel, quanto a confirmação do valor atualizado da tarifa, a assessoria de imprensa deles informou que deveria ser considerado o valor descrito no site, porém, dependendo do aumento de impostos e mudança da bandeira, este pode mudar consideravelmente.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

A importância de uma identidade visual completa


Todo negócio precisa de uma identidade visual completa. Essa é uma máxima que é relativamente óbvia. Ora, se você não sabe qual é a identidade do seu negócio, quem vai saber?

Outro dia me peguei pensando em uma coisa: por que todo negócio precisa de uma identidade visual completa? Bom, como você leitor dos meus artigos já sabe, eu gosto de começar do começo para que possamos entender o que é exatamente uma identidade visual.

A nossa identidade enquanto ser humano é, no caso do Brasil, o nosso RG. É um documento oficial de identificação que possui sua imagem, sua assinatura, seus dados de parentesco e nascimento. Mesmo que tenhamos vários casos de homônimos, a junção de todas as informações torna você, através deste documento, uma pessoa única.

Podemos assim fazer uma analogia também com o seu negócio. Pensa comigo, o que torna a sua empresa única?

A princípio, uma identidade é a marca do seu negócio ou produto. Seu negócio precisa ter uma marca que seja facilmente identificada por todos aqueles que entram em contato com ela e, principalmente, por seu público alvo. Afinal, uma boa imagem diz mais que mil palavras.


Particularmente, o que acho mais complicado em um trabalho de comunicação é o Naming. Ou seja, escolher o nome da empresa. Batizar a empresa do seu cliente não é uma tarefa fácil, mas com um estudo mais aprofundado, com pesquisa e uma boa defesa, consegui acertar em todas as vezes em que fui solicitado para isso. Mas, este não é o caso aqui. Você já tem o nome da empresa e agora chegou o momento de dar uma cara para ela.
O que é uma identidade visual?

Para uma explicação mais técnica podemos dizer que identidade visual é a construção de elementos gráficos formando um conjunto visual que mostra quem e o que é o negócio solicitado. Podemos utilizar para um negócio, uma corporação ou um produtos. Com o crescimento dos empreendedores individuais e das pessoas que optam por trabalhar como PJ (pessoa jurídica), pessoas cada vez mais estão buscando por uma identidade visual consistente.

Além dos elementos gráficos que com a marca constituem uma boa identidade visual, uma bem pensada escolha de fontes e uma bela paleta de cores é fundamental para a fixação da marca na mente do consumidor. Claro, é preciso também investir em publicidade e em um material de comunicação atraente e eficiente para que a sua identidade visual seja conhecida.

Muitas marcas mundiais trabalham nisso de uma forma monumental e são rapidamente lembradas quando suas cores são mostradas sem mesmo o seu desenho.

Aqui, temos alguns exemplos de cores que fazem parte da identidade visual de grandes marcas:


Várias outras empresas globais também adotam esta estratégia como forma de fidelizar seus clientes e fixar a sua marca. Nos casos citados acima, podemos destacar o famoso vermelho da Ferrari e o Azul da Tiffany & Co. onde, segundo a lenda, este tom de azul foi criado especialmente para a marca. Bela estratégia, não?! Com isso, onde essa cor é vista e onde tem algum outro tom de cor que se assemelha, inevitavelmente a marca será lembrada.

Os materiais de comunicação que compõem uma identidade visual completa são inúmeros. Mas, destacamos aqui alguns elementos principais e que precisam estar dentro do seu planejamento para que sejam unificados dentro de uma identidade:

Logotipo que comunique de forma eficiente com o seu público:
Escolha uma paleta de cores coerente:


Manual de identidade visual com a defesa da marca e sua usabilidade


Materiais de divulgação que conversam entre si


Mídias sociais e plataforma online


Um case muito bacana de identidade visual é da Starbucks Coffee.

A Starbucks é uma das maiores cafeterias do mundo, presente em mais de 60 países e com mais de 20 mil lojas. Em todas as suas unidades, a sua marca tem presença forte. Abaixo, vemos a evolução de sua identidade visual:

Um ponto marcante da marca, além do seu atendimento despojado e próximo do cliente, é o fato de anotarem o nome dos seus clientes em seus pedidos, principalmente em seus copos descartáveis que também são um clássico muitas vezes copiados por outras empresas.

O trabalho de identidade visual da Starbucks é tão marcante que hoje qualquer copo branco com uma marca circular verde é imediatamente identificado como um produto deles, mesmo que não seja.

Se você quer se destacar no mercado, precisa dar uma super atenção a sua identidade visual. No mercado cada vez mais competitivo em que nos encontramos, quanto mais você tiver elementos que te identificam, melhor. 

Com isso você aumenta a proximidade com o seu cliente, se destaca entre a concorrência. Em resumo, nada melhor do que ter sua marca imediatamente lembrada. E, se posso concluir com uma dica, contrate um profissional capacitado para cuidar da sua marca. Ela é o bem mais precioso da sua empresa.


domingo, 18 de agosto de 2019

Entenda como a cultura envenena o nosso cérebro com racismo


Durante anos, cientistas sociais descobriram uma verdade inquietante. Não importa quão igualitária uma pessoa pretende ser, a sua mente inconsciente possui alguns pensamentos racistas ou sexistas.

Mas um novo estudo descobriu que isso pode dizer menos sobre a pessoa individualmente e mais sobre a cultura que a envolve.

A pesquisa descobriu que as pessoas são rápidas em associar pares de palavras que evocam estereótipos (por exemplo, “negro – pobre” ou “negro – imbecil”), mas essa tendência é baseada não no sentido social das palavras, mas na probabilidade das palavras que aparecem juntas na literatura e na mídia.

Ou seja, este preconceito implícito é mais influenciado pela cultura do que por qualquer maldade inata da pessoa.

Há uma ideia de que as pessoas tendem a associar os negros com a violência, mulheres com fraqueza, ou pessoas mais velhas com o esquecimento, porque elas são preconceituosas. Mas há outra possibilidade de que o que está em sua cabeça não é somente sua ideia, mas a cultura em torno de você. O seu conteúdo é, em grande parte, aquilo que você absorveu da leitura, do rádio, da televisão, da internet…

Nos estudos, as pessoas deveriam associar pares de palavras que trazem à mente alguns estereótipos. “Feminino” e “fraco” são mais rapidamente associados do que “feminino” e “mundano”, por exemplo. Esse preconceito implícito é diferente dos preconceitos explícitos, que os psicólogos identificam perguntando às pessoas como elas se sentem em relação à diversos grupos sociais.

Mas a raiz do preconceito implícito não estava clara. De fato, as pessoas podem associar pares de palavras porque viram o significado compartilhado dentro deles – eles realmente pensam em “negro” e “pobres” como termos coincidentes. Mas as pessoas também podem ligar as duas palavras porque elas simplesmente veem as palavras juntas na literatura e na mídia com mais frequência do que as palavras “negro” e “imbecil”.

Os pesquisadores testaram a teoria, dando a 104 alunos de graduação um dos três testes. No primeiro, o estudante viu duas palavras brilharem na tela do computador, uma após a outra, e depois tinha que dizer se a segunda palavra era uma palavra real. No segundo, as palavras também apareciam como flash na tela e o participante devia classificar se a segunda palavra era positiva ou negativa. O terceiro experimento foi idêntico, mas os alunos foram questionados se as duas palavras eram relacionadas.

Os pares de palavras eram uma mistura de termos estereotipados sobre os homens, mulheres, negros, brancos, jovens e velhos. Alguns dos pares incluídos eram palavras sem sentido também.

Em todos os três experimentos, um menor tempo de reação à resposta para uma pergunta indica uma ligação mais estreita entre as duas palavras no cérebro. Como em outros estudos, os participantes foram mais rápidos em reagir a pares de palavras que provocaram estereótipos.

Mas esta experiência tinha um outro nível: os pesquisadores analisaram os resultados usando um programa de computador chamado BEAGLE. Este programa contém uma amostra de artigos de livros, revistas e jornais, cerca de 10 milhões de palavras no total, imitando a quantidade média de leitura que um estudante universitário deve ter feito em sua vida.

O programa analisa todas as palavras, incluindo a frequência com que duas palavras aparecem próximas umas das outras.

Comparando os resultados, o BEAGLE confirmou que, de fato, as palavras que aparecem mais frequentemente em conjunto no mundo real são o gatilho para uma reação mais rápida em laboratório. Isto é válido para estereótipos positivos e negativos, como “masculino – forte” e “feminino – fraco”, mas também para os pares completamente neutros, como “verão – ensolarado”.

Também não houve relação entre os preconceitos implícitos das pessoas, medidos pelo tempo de reação, e seu racismo explícito, medido através de questionários.

Isto mostra que pelo menos parte do suposto racista ou sexista dentro de todos nós é, na verdade, um monstro que não é de nossa própria fabricação, construído a partir de contatos com o nosso meio ambiente.

Embora limitada à população em idade universitária, os pesquisadores afirmam que os resultados pintam um retrato do preconceito como um ciclo doloroso: o pensamento preconceituoso gera discurso preconceituoso, que é então internalizado para gerar o pensamento ainda mais preconceituoso.

Mas, claro, a cultura não é desculpa para o racismo já que a influência da sociedade sobre seus indivíduos não os isenta de suas responsabilidades pessoais.

E, como sugere o estudo, fazer as correções políticas poderia ser uma boa ideia para não colocar esses estereótipos lá fora e incentivar mais a intolerância.