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domingo, 7 de janeiro de 2018

Quando eu crescer, quero ser criança

Artigo escrito por Fernanda Brunsizian para o https://www.linkedin.com

Muito já se discutiu se os filhos nos fazem melhores ou piores profissionais. Parece-me que “melhores” está na frente. Em parte, porque a falta de tempo livre nos faz trabalhar de forma mais focada e objetiva, mas também porque eles nos tornam melhores pessoas e, por consequência, melhores profissionais.


A responsabilidade de educar faz com que pensemos duas vezes em cada palavra e cada gesto, com medo de conceitos perigosos que podem ser inadvertidamente transmitidos. Não queremos “estragar” aquele pequeno pedaço de gente com a esperança de que ele possa fazer algo bom pelo mundo, pelo menos algo melhor do que temos conseguido até o momento.

Por isso no Mês das Crianças homenageamos essas mini-criaturas e também incentivamos uma reflexão sobre como a nossa infância impactou as nossas escolhas profissionais.

Tive o privilégio de poder brincar muito e sem medo, em uma rua sem saída, com crianças de várias idades. Ao lembrar do que vivi e ao observar meu filho brincando hoje, penso que existem quatro coisas que nunca deveríamos deixar de fazer e que poderiam contribuir muito com a nossa carreira, seja ela na área que for.

Entender o porquê das coisas. As crianças não ficam satisfeitas com o “porque sim” ou “tem que fazer isso”. E à medida que ficamos adultos nos acostumamos mais com o “é assim que se faz”. Entender o propósito de cada atividade nos ajuda a perceber a nossa importância no todo e nos ajuda a pensar em formas mais inteligentes de fazê-las. 

Ver os detalhes. Pessoas que vivem em grandes centros têm normalmente muita pressa. E chega a ser enlouquecedor como as crianças demoram para fazer as coisas. Quão difícil pode ser colocar o casaco? Quanto tempo é necessário para entrar no carro? 

Essa beleza de deixar-se maravilhar pelas pequenas coisas é algo que não deveríamos reprimir. Só as crianças realmente veem tudo. E esse dom pode ser muito importante na vida adulta.

Sempre que possível vamos deixá-las observar o detalhe da janela, o desenho do corrimão, a textura da roupa. 
Ser autêntico. Algumas crianças jogam futebol, enquanto outras desenham ou montam robôs. Precisaremos de todas as habilidades no futuro, por isso é importante que cada uma acredite que pode investir no que gosta e ser bom naquilo que faz, sem ter que imitar o outro. 
Pensar grande. O famoso “think big” em inglês. Não existe nada impossível para as crianças. Elas podem tornar-se qualquer coisa em minutos e brincam até com os próprios medos. Essa criatividade faz falta na vida adulta e se sai melhor quem pôde brincar mais, pois esses adultos não impõem seus próprios limites de sonhar.