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sábado, 3 de junho de 2017

Os Incríveis Mashups dos Melhores Cartoons por Tiago Lacerda

Mister Magoo + Groo

Tiago “Elcerdo” Lacerda, nasceu em Volta Redonda em 1979. Ele desistiu dos estudos de Física para se tornar um ilustrador e quadrinista. Em 2005, Tiago se formou em design e começou a trabalhar com o cartunista Allan Sieber, fazendo animações para tv e cinema. Hoje, editor e autor da Revista Beleléu, que começou com quadrinhos em 2009 e se tornou um dos importantes selos de quadrinhos da cena independente do Rio de Janeiro, se divide entre o mercado editorial, publicação de histórias em quadrinhos e ilustração de livros infantis.

Chewbacca + Capitão Caverna

A série “Falsificartoon”, do artista surgiu em cima da hora e se parecia muito com sua série anterior, o “Cadê seu zine?” – desenhos de personagens com sua assinatura – quase um rascunho.

“O que diferenciou o “Falsificartoon” de” Cadê seu zine?” foi que eu estava numa fissura pelos Bootleg Toys, que são versões piratas de toys conhecidos (um pouco como os bonecos que são vendidos em bancas de jornal e camelôs: Hulk pintado como Capitão América, Super-Homem com cores bizarras etc). Com os rascunhos de ideias para fazer meus próprios toys acabei dando início à série para o Inktober de 2016.”
Brutos + CapitãoHaddock
Olivia Palito + Marge Simpson
Popeye + Tintin

Tiago contou que fazer estas versões piratas/falsificadas foi um bom exercício para trabalhar elementos dos personagens de maneira despretensiosa.

“Estava buscando minhas maiores referências de traço, dos tradicionais cartunistas de caneta pena e nanquim, como Ronald Searle, Jack Davis, Sempé, Quentin Blake até alguns mais atuais, como Richard Thompson e John Cuneo. Eu tenho essa preocupação com o desenho, de dar aos personagens e as linhas de desenho alguma vida. Gosto destas linhas tremidas, soltas, falhadas, incompletas. O bom e velho ‘menos é mais’.

OLHA SÓ QUE MANEIRO:
Charlie Brown + Chucky
CharlieBrown + Chucky
Bart + Alf
Pooh + Ewok
Stimpy + Garfield
Mickey + Pooh
Babar + Jotalhão
Lich + Esqueleto
Bender + R2D2
Yoda + Gorpo
Arnold + Pato Donald
Hagar + Obelix
Phatom + Tinkywinky
Zé Colmeia + Ursinhos Carinhosos
Milou + JipJip
Ren + Snoopy

Bozo + Krusty
Snarf + Smurf
Snarf + Papai Smurf


sexta-feira, 2 de junho de 2017

Empresário mexicano cria papel higiênico 'Trump'



Idealizador disse que se sentiu insultado pelo republicano (Reprodução/Twitter)

Segundo o empresário, 30% do lucro das vendas serão destinados a programas de apoio a pessoas deportadas durante o mandato de Trump.

A ideia é do advogado Antonio Battaglia, que está prestes a lançar o papel higiênico no mercado. O slogan do produto tem frases sugestivas, como "suavidade sem fronteiras" e "este é o muro que vamos pagar", que insinuam à política migratória de Trump.


Battaglia disse que as declarações de Trump durante sua campanha à Presidência dos Estados Unidos "machucaram muito". Na ocasião, o magnata chamou os imigrantes mexicanos de "delinquentes", "traficantes" e "estupradores", além de anunciar a construção de um muro na fronteira.

A expectativa é a de que o papel higiênico comece a ser vendido ainda neste ano. O mexicano contou que 30% do lucro das vendas serão destinados a programas de apoio a pessoas deportadas durante o mandato de Trump.

O produto foi criado com base na brecha do Instituto de Propriedade Industrial do México, que concedeu para a "Trump Organization", empresa do mandatário, o direito de exportar sua marca para diversos setores do país, como o da construção, do turismo, da hotelaria, de imóveis e de serviços financeiros. No entanto, a companhia não se preocupou em registrar a marca para o setor de higiene, o que permitiu que a solicitação de Battaglia fosse aprovada em outubro de 2015, segundo os arquivos do instituto.

O advogado afirmou ainda que investiu 400 mil pesos mexicanos (cerca de R$ 70 mil) para produzir uma quantidade de papel higiênico suficiente para encher dois caminhões de carga, e espera que a demanda seja grande para que possa aumentar a produção.

A embalagem do papel higiênico retrata a caricatura de um homem com o polegar erguido, em sinal de aprovação. Não é a imagem exata de Donald Trump, mas o cabelo loiro remete claramente ao presidente norte-americano.

Battaglia disse que respeita as leis mexicanas que protegem as marcas registradas, mas que não existe vínculo direto entre a imagem do magnata e seu produto. A Trump Organization não comentou o caso.


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Donald Trump anuncia saída dos EUA do Acordo de Paris


Donald Trump anunciou esta quinta-feira que os Estados Unidos decidiram abandonar o Acordo de Paris. Confirmando as notícias que tinham vindo a público nos últimos dias, Donald Trump comunicou ao país e ao mundo que os EUA rompem com o acordo para o clima assinado em 2015.

Na comunicação ao país, Donald Trump explicou que, tal como prometido durante a campanha eleitoral, continuaria a defender os empregos norte-americanos e a honrar o lema “America first”, a América primeiro.

Sem deixar margem para dúvidas, o Presidente anunciou: “Os Estados Unidos vão retirar-se do acordo climatérico de Paris”, acrescentando que nada poderá “atravessar-se no seu caminho” para dar um novo impulso à economia norte-americana.

O inquilino da Casa Branca mostrou-se ainda disponível para negociar um novo acordo para o clima. Donald Trump garantiu ainda que os EUA deixam de aplicar o acordo já a partir desta quinta-feira, uma vez que o considera desvantajoso para os EUA.

Na comunicação ao país, Donald Trump defendeu que o Acordo de Paris prejudica os Estados Unidos em relação às outras nações, pretendendo por isso que seja negociado um novo acordo que seja “justo” para os EUA.

O magnata acredita que o atual compromisso não é suficientemente exigente com a Índia e a China, tendo defendido que o novo acordo deverá prever responsabilidades iguais para os diferentes países.

Antes de falar sobre o acordo climático, Donald Trump começou por fazer uma referência ao ataque de Manila, garantindo que as autoridades norte-americanas estão a acompanhar a situação. O líder norte-americano fez ainda referência ao que classifica de “progresso económico fantástico” do seu país.
Acordo de Paris

O acordo de Paris foi subscrito por cerca de 200 países em 2015, com o objetivo de reduzir drasticamente a poluição no planeta, entre 26 a 28 por cento até 2025, nomeadamente no que toca às emissões de gases com efeito de estufa que têm causado as alterações climáticas profundas em todo o mundo.

Dos 195 países que fazem parte da ONU, apenas dois se mantiveram à margem das negociações: a Síria, que vive uma guerra civil sangrenta há seis anos e a Nicarágua por considerar o acordo pouco ambicioso nas metas e condenado ao falhanço pelo facto de não ser de cumprimento obrigatório.

Os Estados Unidos são o segundo maior emissor de dióxido de carbono do mundo, apenas ultrapassado pela China. Se falarmos na União Europeia, como bloco, é a terceira mais poluente, seguindo-se a Índia, a Rússia e o Japão.

Durante a campanha às presidenciais, Donald Trump já tinha anunciado que o acordo era desnecessário, já que na sua ótica o aquecimento global é uma “mentira dos chineses” destinada a enfraquecer a indústria dos Estados Unidos.


Trump prepara-se para dizer adeus ao Acordo de Paris

Donald Trump anuncia esta quinta-feira, às 20h00, decisão sobre acordo de Paris | Jonathan Ernst - Reuters

A saída dos Estados Unidos da América do acordo de Paris sobre as alterações climáticas é dada como certa. Os líderes empresariais norte-americanos, na sua grande maioria, já apelaram a Donald Trump que não tome essa decisão. Sair implica isolar os EUA de uma série de aliados internacionais.

O acordo foi subscrito por cerca de 200 países em 2015, com o objetivo de reduzir drasticamente a poluição no planeta, entre 26 a 28 por cento até 2025, nomeadamente no que toca às emissões de gases com efeito de estufa que têm causado as alterações climáticas profundas em todo o mundo.

Dos 195 países que fazem parte da ONU, apenas dois se mantiveram à margem das negociações: a Síria, que vive uma guerra civil sangrenta há seis anos e a Nicarágua por considerar o acordo pouco ambicioso nas metas e condenado ao falhanço pelo facto de não ser de cumprimento obrigatório.

Os Estados Unidos são o segundo maior emissor de dióxido de carbono do mundo, apenas ultrapassado pela China. Se falarmos na União Europeia, como bloco, é a terceira mais poluente, seguindo-se a Índia, a Rússia e o Japão.

Concretizar o processo

Grande parte da imprensa norte-americana dá a decisão da saída do acordo como certa. Já a Casa Branca não comenta as últimas notícias, isto apesar de a imprensa garantir que tem fontes na administração que confirmam a retirada dos Estados Unidos. Faltará ainda estudar a forma como será concretizado o processo de saída do pacto.

O mundo dos negócios, na sua grande maioria, já veio defender a permanência. Vários grupos económicos, incluindo a petrolífera ExxonMobil, BP, Shell, a gigante agroquímica DuPont, Apple, Google, Intel e Microsoft querem que Donald Trump se mantenha no acordo de Paris.

E é já esta noite (20h00 em Lisboa) que será revelada a decisão do Presidente dos EUA quanto ao acordo de Paris sobre as alterações climáticas.

A hora foi avançada pelo próprio Donald Trump no Twitter, depois de ontem ter dito que iria anunciar a decisão brevemente.


A trágica vida do pintor dos Retratos do Inferno


Veja a sombria história de um talentoso pintor polonês esfaqueado até a morte.

Zdzisław Beksiński era um artista polonês que trabalhava visões apocalípticas e cenas de ficção científica. Sua vida foi interrompida através de um trágico assassinato.

Previamente interessado pela escultura e depois pela fotografia, Beksiński integrou com louvor o universo da pintura.

Zdzisław Beksiński nasceu em fevereiro de 1929 em Sanok, no sul da Polônia. Estudou arquitetura em Cracóvia em 1955. Suas pinturas retratavam frequentemente a ansiedade através de bonecas sinistras e figuras distorcidas. Seu foco principal esteve na pintura abstrata, embora pareça que suas obras tenham sido inspiradas pelo surrealismo.

Beksiński não tinha nenhum treinamento formal como pintor. Suas pinturas foram criadas principalmente a partir de tinta óleo embora experimentasse as acrílicas.

Uma exposição em Varsóvia em 1964 foi seu primeiro grande sucesso. Todas as suas pinturas foram vendidas. Logo ele se tornou um líder na arte polonesa contemporânea e no final dos anos 1960 entrou no que ele mesmo chamou de seu “período fantástico”, que durou até meados dos anos 80.

As pinturas altamente detalhadas e pintadas com precisão eram possivelmente retratos de sonhos de Beksiński. Segundo relatos sobre sua história, certa vez ele afirmou: “Quero pintar de uma maneira como se estivesse fotografando sonhos”.

Em 1977, antes de uma viagem de mudança para Varsóvia, Beksiński queimou uma seleção de seus trabalhos em seu próprio quintal, sem deixar qualquer rastro. Mais tarde o artista afirmou que algumas dessas obras eram “muito pessoais”.

No final dos anos 90, sua esposa morreu vítima de uma grave doença. Mais tarde, na véspera de Natal, seu filho cometeu suicídio e Beksiński foi quem encontrou o corpo. A partir daí as coisas só pareciam piorar para o artista. Em fevereiro de 2005, depois de recusar dinheiro para o filho de 19 anos de sua empregada, ele foi assassinado com 17 facadas.

A cidade de Sanok, na Polônia, abriga um museu dedicado a Beksiński com cerca de 50 pinturas e 120 desenhos.