Moura Ramos Indústria Gráfica: livros, revistas, embalagens, sacolas, agendas e impressos em geral.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Qual o papel do Designer? Ou do Design?



Melhorar a qualidade de vida das pessoas é o papel fundamental do design que deve ser compartilhado com o empresariado e com as políticas públicas dos governos.

Para começarmos a tentar definir este dito, consultemos o dicionário, buscando compreender a definição da palavra. Lá está definido que:

– Design é a concepção de um produto ou modelo; planejamento. Seria então o designer apenas aquele que concebe um produto, que o planeja?

Hoje, mais do que ontem, não acreditamos nesta forma reducionista de definição. Hoje, também, mais do que ontem, sabemos que muitos profissionais fazem passar a impressão de que sim, é só isto que são.

O papel deste profissional denominado designer, projetista pros que menos entenderam seu papel é de compreender uma demanda, um sistema composto por diversas pessoas, profissões, desejos, culturas e valores. É de adicionar a esta compreensão o panorama distinto de necessidades empresariais, de mercado e gestão. Por uma sociedade e sues micros sistemas.

No começo era só projetar, basicamente um ato narciso reflexo de seu desejo era a solução, acima de qualquer crítica. Depois, com a maturidade, viu-se que projetar é pouco, compreender da indústria ao humano, este sim era o caminho.

Aceitaram melhor as críticas, conhecerem mais os pátios da fábrica e conversaram com as equipes que por lá estava há mais tempo. Viram que a comunicação entre eles era mais fácil quando o designer intermediava, intervinha de uma ponta a outra do processo, a gestão de design era a mais eficaz. Com sua formação holística, multidisciplinar, convinha estar neste papel. No entanto, para se gerir processos há de ter empresas e designers capacitados para cumprir todas as etapas.

Melhorar a qualidade de vida das pessoas é o papel fundamental do design que deve ser compartilhado com o empresariado e com as políticas públicas dos governos. Isto ainda não acontece no Brasil onde nossos empresários não possuem cultura de projeto e sim de copistas. Vê-se, claramente, isto na indústria do mobiliário.

O poder público, mesmo tendo leis impondo produtos de design universal nas escolas, por exemplo, não dão suporte às universidades de design incentivando a formação de profissionais que cumpram estas leis. Pouco se fala de design incentivando a formação de profissionais que cumpram estas leis. Pouco se fala de design e política pública. De design e redes sociais a espera de uma resposta que, também, é de competência deste profissional.

Refletindo um pouco mais, me darei o direito de citar algumas afirmações que ouço do empresariado empreendedor, administrado por aquele que é inquieto, curioso e corre atrás de melhorar a identidade de sua empresa frente ao consumidor.

Pois, ouvi de Roger Martin, que o empresariado precisa se transformar em designer?! De acordo com ele a competição não se resume mais a dominar setores de escala intensiva. Envolve a elaboração de produtos e serviço elegantes e refinados em suas soluções, e em setores de imaginação intensiva. Por isso, precisam se transformar em designers (…).

Para ele a definição de design é, em sua essência, a capacidade de captar mistérios de um problema aparentemente insolúvel e aplicar a criatividade, a inovação e o conhecimento necessário para transformar o ministério em um modo de conhecer e de compreender.

Do que compreendesse do mundo, as empresas teriam que, ao invés de terem tarefas em execução, terem projetos. Teriam que, ao invés de terem designações permanentes, papéis definidos, a espera que estejam certos, terem termos definidos, papéis colaborativos e certezas interativas! Teriam que mudar o pensamento de:

– Só podemos fazer o que está previsto no orçamento, para:
– As limitações aumentam o desafio, é estimulo e nada é impossível.

Que este caminho já está acontecendo é fato, mas quando será que no Brasil começaremos a agir assim? Tom Kelley diz que sua empresa dirige experiências práticas em desenvolvimento de produtos para a geração de novas experiências e novos negócios. Quem ou qual profissional da área compreende e pratica o que ele diz com tamanha naturalidade?

Será que no Brasil devemos batalhar para chegarmos a este ponto? Ou será que nossa cultura nos exige tentarmos uma nova experiência para gerarmos outros modelos de negócio?

Há o avanço de um novo modelo mundo a fora, focado em design. O que seria uma empresa focada em design? É aquela que se concentra em conhecer e atender às verdadeiras necessidades e aspirações não-articuladas dos clientes. Para isto usa a pesquisa de design. Convencer-nos que este é o caminho, foi o que levou a design Continuum e a escola de administração da Bacconi, a SDA, a financiar um estudo que se concentrou nas empresas de serviços e fabricantes de setores maduros, como Master Lock, BMW, Protector & Gamble, entre outras, e divulgar como doutrina para as empresas que serão líderes num futuro próximo. Será que houve adesão deste empresariado? Por falta de informação, por mais que as procure, ainda não consegui resposta para esta minha dúvida.

A pergunta que vem a tona é: quem ganha com este novo modelo? De acordo com resposta deles, o design de produtos centrado no consumidor é uma das melhores práticas que, hoje, emerge para empresas caracterizadas por produtos práticos que não geram, naturalmente, apelos emocionais. Em que a concorrência se baseia em tentativas menos rentáveis de reduzir custos e aumentar o desempenho. Em que produtos diferenciados começam a entrar em processos diferenciados começam a entrar em processo de homogeneização. Em que há pouco espaço para inovação de produtos. Então seriam as empresas, prioritariamente? E o humano como conseqüência, por gerar-lhes lucro? É esta prioridade do designer?

E quando ao papel do design como agente transformador de comunidades carentes? Este é mais um dos papéis que o designer pode desempenhar, tão pouco explorado. Temos em todo mundo, movimento de empreendedorismo social que são exemplos claros da necessidade que há do designer se aproximar. Talvez este seja um dos menos discutidos, tanto na formação do profissional quanto na prática da profissão. Somos desenvolvedores de tecnologias sociais, no meu caso é onde julgo ser mais evidente e eficiente aplicabilidade destas soluções inovadoras e transformadoras para uma sociedade mais justa.

Há muitos caminhos, ainda, a trilhar.

A exploração de cada uma destas dimensões trará, certamente, o reconhecimento da profissão e do profissional. A sociedade e suas instituições verão e saberão da necessidade do design; de seu valor e de suas pegadas no cotidiano e nas soluções criadas. Daí, sim diremos, DESIGN e DESIGNER com maiúsculas precisas, necessárias, poéticas e sociais.


domingo, 4 de fevereiro de 2018

Produtos com design super inovador


Conheça 8 produtos incríveis, que vão desde mobiliário e decoração até gadgets que prometem otimizar o dia-a-dia de maneira bem simples:

1- Prateleira de Escada de Incêndio


Esta prateleira utiliza como conceito as escadas de incêndio externas, elemento clássico da arquitetura norte-americana. É possível colocar vasos, quadros, livros e qualquer outro objeto na prateleira, que dá um toque urbano e diferente na decoração.

2- Tapete-despertador


Que atire a primeira pedra quem nunca chegou atrasado em um compromisso por causa dos famosos “5 minutinhos” de soneca, que misteriosamente se transformam em 20 ou 30 minutos a mais de sono.

Pensando em resolver esse problema, empreendedores canadenses e chineses se uniram para criar o Ruggie, um tapete com despertador embutido que só para de tocar quando você se levanta e coloca os pés sobre ele. Além de confortável e com design minimalista, o tapete conta com relógio com display LED e ainda possibilita adicionar músicas via cabo USB – assim, você pode personalizar o som do seu alarme diário.

Para evitar que os mais preguiçosos voltem para a cama depois de desligar o alarme, ainda é possível modificar o tempo necessário com os pés no tapete para que o despertador desligue – se 3 segundos parecem pouco, você pode colocar o tempo suficiente para que o sono já tenha ido embora.

3- Efasma


O mobiliário Efasma, produzido pela Bureau de Change, seria apenas mais um conjunto de mesa e cadeiras qualquer – se não fosse pelo design incrível e a possibilidade de encaixes variados entre as peças. A mesa de mármore e madeira possui pequenas arestas, onde as cadeiras com encosto triangular de algodão trançado se encaixam e criam a sensação de unidade do mobiliário.


A intenção do Efasma é valorizar a utilização de materiais naturais em produtos de estética moderna e minimalista. 

4- Wave City Coffee Table


Inspirada no filme Inception (2010), a mesa criada pelo designer Stelios Mousarris possui uma cidade inteira entalhada na parte inferior. A paisagem urbana cheia de detalhes e formas foi criada a partir de uma mistura de madeira, aço e impressão 3D – assim, a cidade acompanha a curva da própria mesa e se mantém erguida, mesmo que de cabeça para baixo.


Se você está pensando em adquirir uma mesa dessas para a sua casa, prepare-se para desembolsar 5 mil euros – cerca de R$21.900.

5- Hipocampo


Criado pelo designer mexicano Pedro Cerisola, Hipocampo é um móvel lúdico e multifuncional que acompanha as etapas de crescimento da criança. O móvel pode funcionar como uma cadeira de balanço, prancha de equilíbrio ou um cavalo marinho de balanço, trabalhando o equilíbrio, a força muscular e desenvolvimento psicomotor de acordo com a idade do pequeno usuário.

Se você ficou interessado, entre em contato através do e-mail info@pedrocerisola.com para preços e condições de envio para o Brasil.

6- Fletcher Capstan Table


O designer David Fletcher trabalhou na concepção dessa mesa incrível desde 1997. A mesa Fletcher Capstan é capaz de dobrar a sua capacidade de assentos através de um mecanismo interior, que pode ser acionado manualmente ou através de um controle remoto.

Todas as peças da mesa se encaixam perfeitamente. As partes responsáveis pela expansão ficam guardadas em um compartimento embutido na própria mesa, garantindo o design elegante e simples de uma invenção robusta e funcional.

David também não revela o preço da mesa, mas deixa claro que o valor é alto, já que apenas materiais de alto nível são utilizados na confecção, além da própria engrenagem de expansão ser bastante sofisticada.

7- Germinador


Elaborado pelos estudantes chilenos Trinidad Gana e Andro Yurac, o Germinador é um set de 2 volumes montáveis cuja função é servir de cápsula germinadora para sementes antes que estas sejam transplantadas para o local definitivo.

O Germinator é feito com uma espécie de aglomerado de madeira, que por ser biodegradável permite que a cápsula seja colocada na terra diretamente com a muda da planta – assim é quase impossível danificá-la durante o processo.


Enquanto a ideia não chega ao mercado, você pode criar seu próprio jardim portátil com as hortas verticais na Noocity, que você encontra no bim.bon.

8- Upacks

Upacks é um sistema de embalagens de papelão flexível capaz de tomar a forma do objeto que foi guardado. Projetado pelo designer Patrick Sung, a ideia é aproveitar ao máximo o material ocupando o mínimo de espaço, já que muitas vezes é preciso preencher caixas de papelão com espumas ou plástico-bolha para realizar o transporte de objetos.

E então, qual é o seu produto preferido? Conte pra gente nos comentários :)


sábado, 3 de fevereiro de 2018

Incrível ensaio dentro de um supermercado


Fotógrafos profissionais e amadores vêem coisas diferentes quando olham para o mesmo lugar. Para desafiar suas próprias habilidades, Jenna Martin levou sua câmera e uma modelo para um supermercado.


“Em vez de procurar locais maravilhosos e habituais, tive a ideia de fazer exatamente o contrário”, escreveu ela.

Antes de começar a fotografar, Martin definiu também algumas regras para o ensaio. No caso ela poderia usar apenas sua câmera sem nenhuma iluminação artificial. Confira o resultado:





sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Ideias de desenhos de personagens da Pixar que foram parar no fundo da gaveta


“Nunca use a sua primeira ideia”. Esse é um ditado famoso entre nós criativos. No caso da Pixar, sua equipe prepara inúmeros rascunhos antes de finalizar as animações, sendo um processo lento que leva anos para chegar até o cinema com seu resultado final.

Mas agora, esse processo criativo pode ser visto no vídeo abaixo onde a gigante revela planos iniciais que nunca chegaram ao corte final. Todas essas ideias, que não foram realizadas, são mostradas neste vídeo, como a composição de personagens de Os Incríveis, as opções de título de Toy Story, que incluem ‘Do not Move’, ‘Toys in the Hood’, ‘Hand-Me-Down-Hero’, ‘Plastic Buddies’ e até ‘The Cowboy & The Spaceman’; e muito mais.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

O mini estúdio portátil que irá facilitar a vida dos fotógrafos


Esse mini estúdio com apenas 60 centímetros foi a terceira tentativa dessa equipe para criar o set perfeito para fotografar pequenos produtos e valeu apena tantas tentativas!

O produto recebeu o nome de Foldio3 e graças aos fundos levantados em uma campanha no Kickstarter ele finalmente está a venda. O mini estúdio pode ser dobrado até formar uma maleta (objeto da esquerda) e pode ser levado para qualquer lugar, o que torna ideal para você atender todos os tipos de clientes.


Além disso você pode adquirir também alguns gadgets para melhorar ainda mais a performance do seu set, como o Foldio360, que é uma base giratória controlada totalmente via Bluetooth para deixar suas imagens ainda mais profissionais.

O preço do kit mais barato é de U$ 100,00 e os mais elaborados pode chegar até U$ 245,00, com um número maior de acessórios. Sabemos que não é o preço mais acessível de todos, porém temos uma solução para você lucrar com essas fotos.

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