Moura Ramos Indústria Gráfica: livros, revistas, embalagens, sacolas, agendas e impressos em geral.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Governo espera economizar R$ 282 milhões com horário de verão 2012/2013

O horário de verão, que começa a vigorar a partir da 0h deste domingo (21), deve gerar uma economia de cerca de R$ 282 milhões, devido à redução do consumo de energia elétrica provocada pelo adiantamento dos relógios em uma hora. A cifra é 56% maior que os R$ 180 milhões poupados na última edição da medida, entre o final de 2011 e o começo deste ano.

O horário de verão começa neste domingo, mas o Nordeste fica de fora, inclusive BA.

Segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), que divulgou os dados, quando há um aproveitamento maior da luz solar diminui-se a necessidade de acionamento de usinas térmicas que, tradicionalmente, são mais caras na geração de energia do que as usinas hidrelétricas.

Com a medida, o governo espera aliviar as redes de transmissão de energia nas faixas de horário de pico do consumo –sobretudo das 18h às 21h. No ano passado, a economia de energia chegou a 4,6%. Neste ano, a estimativa do governo federal é de que fique entre 5% e 5,5%, com maior estabilidade ao sistema elétrico.

"O horário de verão sacrifica quem precisa acordar cedo, mas compensa no bolso, já que o custo para gerar energia térmica é pago por todos nós", afirma o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp. "Com o sistema mais descarregado no pico, ele fica menos sujeito a interrupções e contingências", completou.

Na edição deste ano, o horário de verão terminará no dia 17 de fevereiro, uma semana após o Carnaval. Desta vez, participarão apenas os Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Tocantins, no Norte, que resolveu aderir. Depois de participar no ano passado, a Bahia agora optou por ficar de fora, o que representará um consumo a mais no horário de pico de cerca de 130 megawatts (MW).

O diretor-geral do ONS disse ainda que o nível dos reservatórios de hidrelétricas ainda é de conforto. Os reservatórios estão com 38,1% da capacidade no Nordeste, com 42,5% no Sudeste, com 47,2% no Norte e com 39,4% no Sul do Brasil. A meta fixada pelo ONS para o fim de novembro é de 41% para o Sudeste e de 33% para o Nordeste.

Prepare seu corpo

Como ocorre todo ano, há aqueles que não gostam da ideia de perder uma hora de sono. A boa notícia, porém, é que os transtornos podem ser atenuados com pequenas mudanças na alimentação e no horário de ir dormir. De acordo com Luciano Capelli, fisiologista do Centro de Medicina da Atividade Física da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o corpo leva de uma a duas semanas para se adaptar à nova rotina. "Algumas pessoas sofrem mais, outras menos. O ideal é tentar condicionar o corpo a dormir um pouco mais cedo", explica Capelli.

Uma outra dica do médico que pode ajudar na adaptação do organismo ao novo horário é evitar o consumo de alimentos e bebidas que contenham substâncias estimulantes, como café, chás com cafeína (como o preto) e chocolate, entre outros.

"À noite, para ajudar a dormir, a pessoa pode tomar um copo de leite quente, que tem tripotano, um aminoácido que ajuda a relaxar a musculatura, ou chás sem cafeína (como camomila e erva cidreira)", diz Capelli.

Decreto de 2008

Por conta de um decreto presidencial, desde 2008 foram estabelecidas datas fixas para início e término do horário de verão. Até então, publicava-se um decreto para definição do período da mudança.

Com o decreto, todos os anos o horário tem início no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro. Caso a data coincida com o domingo de Carnaval, o fim do horário de verão acaba sendo transferido para o domingo seguinte.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Professor desperta interesse de alunos com tecnologias em aula

Foto de evento da Sony, Realizado em 7 de outubro em Tóquio, mostra aparelho de televisão com tecnologia 3D. (Foto: AP)
 
Jogos eletrônicos, filmes em 3D e realidade aumentada, tecnologias que ainda são desconhecidas por parte dos jovens brasileiros. Ao perceber que seus alunos de Petrópolis, no Rio de Janeiro, não entendiam o que é um filme em terceira dimensão por nunca terem assistido a uma produção com essa tecnologia, o professor de matemática Guilherme Erwin Hartung decidiu mostrar a eles O Fantástico Mundo 3D.
 
O projeto deu tão certo que Hartung recebeu, no ano passado, o Prêmio Professores do Brasil, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). Durante as atividades oferecidas fora do horário das aulas, sem valer nota, 15 estudantes montaram um site com imagens em 3D produzidas por eles mesmos.
 
Antes tiveram oficinas de biologia, para saber como funciona o olho humano, de física, sobre polarização da luz, e, claro, de matemática, para entender e calcular a geometria envolvida na produção das imagens com a sensação de profundidade. Também foram feitas visitas a institutos de pesquisa e a um laboratório de computação, além de participarem de uma videoconferência com especialista em 3D de Hollywood. Tudo graças ao empenho do professor, que também é orientador tecnológico no Colégio Estadual Embaixador José Bonifácio, de ensino médio.
 
"Os alunos gostaram, alguns disseram que a questão da física mudou, tem muito aluno que diz que odeia física, mas, quando vê a física aplicada, uma coisa interessante, palpável, passa a ver a física com outros olhos. A professora de biologia também comentou que os alunos realmente aprenderam o sistema de visão. Em matemática, os 15 que frequentaram o projeto todo realmente aprenderam as razões trigonométricas", contou Hartung.
 
Para ele, o incentivo de um professor é suficiente para mudar o destino de um aluno. "Com certeza, entre os alunos que participaram do projeto 3D, muitos falam em fazer faculdade na área de TI tecnologia da informação, já estão correndo atrás, escolheram faculdade, Enem Exame Nacional do Ensino Médio, vestibular. Fiquei feliz porque, não sei se o projeto contribuiu para isso, mas com certeza abriu um pouco a cabeça deles nesse sentido."
 
 
Outro projeto desenvolvido por ele no colégio de Petrópolis envolve uma atração irresistível para praticamente todo adolescente: os jogos eletrônicos. O professor observou o quanto é diferente o comportamento do aluno enquanto joga e quando está na escola. "Quando joga, ele 'morre' na mesma fase 100 vezes e continua tentando. Quando ensino matemática e o aluno erra o exercício, fica frustrado e não que mais fazer. Outra coisa é a concentração, quando o adolescente joga está muito focado, o que não acontece na aula. Tem também o desafio, a próxima fase precisa ser mais difícil do que a anterior. Na aula, se você dá um exemplo fácil para entender a mecânica e dá exemplos mais difíceis, dizem 'está complicando a nossa vida'".
 
A ideia do professor, que tem formação técnica em TI, foi estimular os alunos a produzirem seus próprios jogos. "A única regra que tinha era: esse jogo tem que você vai criar tem que ensinar alguma coisa para alguém". O professor usou softwares livres e fáceis de trabalhar, em que é possível montar a estrutura de um jogo. Nesse caso, também foram dadas oficinas sobre matemática aplicada, indústria de games, programação, desenho e linguagem visual de um jogo. Com isso, no primeiro ano do projeto foram produzido cerca de 30 joguinhos. "Percebi a melhora de alguns alunos em matemática depois do projeto. O interessante é que muitos dos jogos foram aproveitados pelos professores em sala de aula e alguns foram demandados. Isso é bem inovador, o aluno participar da prática do professor, e também a visão inovadora de usar jogos em sala de aula", comentou.
 
A motivação para Hartung vem do próprio exercício da profissão. "Com o cargo de orientador tecnológico, eu tinha 12 horas e um laboratório de informática, não podia deixar os alunos jogando e entrando no Facebook, então comecei a inventar coisas. Eu tinha que ajudar de alguma forma a melhorar esses índices horrorosos que o Brasil amarga nessas avaliações externas", disse o professor.
Segundo ele, o seu maior incentivo é conseguir despertar no aluno o prazer de aprender. "Eu costumo dizer que eu jogo iscas - tecnologia 3D, jogos, realidade aumentada - para trazer o aluno, para ele pelo menos tentar se envolver com aquilo, com os conteúdos que estão ali por trás. A partir do momento em que ele começa a experimentar, começa a ter essa sensação boa de 'agora eu sei um pouco mais do que eu sabia antes', aí você vê uma transformação interessante", afirma. 
O professor acredita que a educação no Brasil tem melhorado, mas de uma forma muito lenta. "O ensino médio passou a ser obrigatório, a falta de professor que havia cinco anos atrás já não acontece tanto, as escolas estão com uma estrutura melhor. Mas a motivação dos alunos eu acho que não é grande coisa, pelo contrário, eu acho até que na minha época a gente não era tão desmotivado".
Fonte: Notícias TERRA

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

NO MUNDO DOS LIVROS

  Uma viagem maravilhosa pelo mundo dos livros

Uma boa história é uma viagem que você recordará para o resto de sua vida. Um bom livro é aquele que, quando termina, a gente morre de saudade dos seus personagens.


Tem muita menina que acha que ler um livro é apenas uma tarefa de escola. E chata ainda por cima, igual a tomar um remédio amargo que temos de engolir para melhorar de uma doença. Ou, pior ainda, entende o ato de ler como castigo.
Se você é desse time, está na hora de pensar nos livros de outra maneira. Comece agora. Por exemplo: você já imaginou como seria sua vida se fosse uma princesa indiana, ou uma artista de circo chinesa, uma bailarina russa ou mesmo uma bióloga brasileira em plena floresta amazônica procurando uma espécie rara de colibri? Ou tudo isso sem sair do lugar?

O mundo real do faz-de-conta

Não. Isso não é truque nem propaganda enganosa. Um livro pode trazer a você a fantástica possibilidade de viver milhares de vidas diferentes da sua, conhecer pessoas incríveis, “sentir” aromas e gostos que nunca experimentou antes, visitar lugares fabulosos, dar muita risada ou soltar o choro de emoção cada vez que “entra” de coração e mente no enredo de uma boa história.
Isso para não dizer que você participa ativamente da história usando apenas sua imaginação. Para entender melhor o que a gente está dizendo, feche os olhos e imagine como seria o príncipe encantado que dançou com a Cinderela no baile. Pense em como seria o rosto dele, a cor dos olhos, o som da voz, o modelo de roupa. Crie o seu príncipe, à sua moda, e o descreva em uma folha, com todos os detalhes. E peça às suas amigas que façam o mesmo. Depois, cada uma diz como imaginou o seu. Com essa brincadeira, vocês poderão perceber que cada uma cria sua própria imagem do personagem, usando a fantasia e as pistas que o autor do livro vai “semeando” ao longo da história.

É pequeno e por tátil

• O livro é portátil, cabe na mochila e dá para levar a qualquer lugar. Daí, você não precisa mais se aborrecer enquanto espera na sala do dentista ou na fila do ônibus. 
• Além de ser uma diversão para todas as horas e lugares e ajudá-la a “viajar” sem precisar de malas ou passaporte, o livro permite que você retome a leitura ou releia suas páginas quantas vezes quiser se não entendeu. 
• Outra coisa: não precisa ficar presa em casa para não perder a continuação da história empolgante. Você pode descobrir quem é o fantasma misterioso que assombra a galera do colégio (muito parecido com o seu) sem ter de esperar o horário da novela. 
• Quem gosta de ler escreve e fala melhor. Isso porque a leitura amplia o vocabulário e ajuda a expressar os sentimentos e o pensamento com mais clareza. Uma boa história de uma personagem parecida com você, por exemplo, pode ajudá-la a entender mais sobre si mesma e a identificar sentimentos que já experimentou, mas não sabia definir.

Os sete mais

Então, depois de tudo isso, o que está esperando para embarcar nessa aventura sem fim? Se não tem idéia por onde começar, a Atrevidinha fez uma lista de livros com histórias maravilhosas que encantaram meninas de todo o mundo durante várias gerações e que continuam deixando saudades dos personagens quando o livro termina. Se você não quiser nenhuma sugestão nossa, pergunte à sua mãe de qual livro ela mais gostou quando tinha a sua idade. E comece por ele.

O Menino no Espelho — Fernando (que vem a ser o próprio autor) vive no livro aventuras mirabolantes. Ensina uma galinha a conversar, aprende a voar com os pássaros, fica invisível, encontra-se com Tarzã e Mandrake. 
Autor: Fernando Sabino, Editora Record.
Pollyana — O livro conta a história de uma menina órfã que vai morar com a tia.
Autora: Eleanor H. Porter, Editora Scipione.
O Diário de Anne Frank — Uma adolescente na época da Segunda Guerra Mundial teve de se esconder com sua família em um sótão para não perder a vida em um campo de concentração. 
Autora: Anne Frank, Editora Record.
Meu Pé de Laranja Lima — Conta a história do pequeno Zezé, um menino pobre que conversa com um pé de laranja-lima do seu quintal e estabelece uma bonita amizade com um velho português que ele chama de Portuga. 
Autor: José Mauro de Vasconcellos, Editora Melhoramentos.
Os Meninos da Rua Paulo — Conta a história de dois grupos de garotos húngaros que disputam um terreno baldio para brincar. É um livro que fala de amizade, lealdade e liberdade. 
Autor: Ferenc Molnár, Editora Cosac Naify.
As Aventuras de Tom Sawyer — Tom é um garoto que vive com a tia Polly e seu irmão, Sidney, numa pequena cidade às margens do Rio Mississippi, nos Estados Unidos, e se mete em aventuras incríveis com seu amigo Huckleberry Finn. 
Autor: Marck Twain, Editora Scipione.
Beleza Negra — Conta as aventuras e desventuras de um lindo cavalo inglês que, depois de trocar de dono várias vezes e sofrer nas mãos de pessoas cruéis, resolve escrever sua autobiografia. 
Autora: Anna Sewell, Editora Companhia das Letrinhas.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Expansão de escolas de ensino superior gera crescimento em cidades do interior

Leia matéria “O poder das universidades”, na nova edição da Revista NORDESTE

      A 71ª edição da Revista NORDESTE já está próximo de chegar às bancas e traz, em sua matéria de capa, uma reportagem sobre a impressionante expansão dos centros de ensino superior nas várias cidades de interior da região.
    O motivo de tamanha expansão, segundo explica a matéria de Jandiara Soares, é o crescimento do ensino privado – que, segundo o especialista Luis Henrique Romani de Campos, “desequilibra a oferta de cursos e provoca uma mercantilização da educação.”
      Apesar disso, essa expansão do ensino superior nas cidades interioranas mostra um desequilíbrio na educação brasileira. A reportagem explica que esse crescimento se dá de acordo com a demanda do mercado, e não pela necessidade de uma melhor educação de base para a população.
      Para entender melhor sobre as desigualdades de ensino do Nordeste com o Sul e Sudeste, além de saber o real papel do Reuni, confira a matéria “O poder das universidades”, na nova edição da Revista NORDESTE.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

“Reciclagem” no mercado editorial: um símbolo dos novos tempos?

Kate Moss nas capas das edições australiana e ucraniana da “Harper’s Bazaar” ©Terry Richardson/Reprodução
A já notória inconstância financeira que atinge o mercado editorial de moda deu origem a um fenômeno que, em tempos de grande preocupação ambiental, pode ser apelidado de “reciclagem fotográfica”. A reimpressão de imagens por parte de edições internacionais de títulos influentes é cada vez mais frequente – e uma prova inequívoca de que a abundância orçamentária faz parte do passado.
As versões australiana e ucraniana da “Harper’s Bazaar”, por exemplo, utilizaram em suas capas de agosto fotografias de Kate Moss feitas na Jamaica por Terry Richardson. Coincidência? Parceria? Não, apenas reimpressão de imagens produzidas pela edição americana do título, que foram publicadas em junho deste ano. O intercâmbio de material entre publicações comandadas pela mesma editora, como no caso citado acima, não é novidade, mas essa “reciclagem” tão frequente abre espaço para um questionamento: qual o motivo de estabelecer uma edição própria para determinado país se o desenvolvimento de conteúdo local é mínimo?
Gisele Bündchen nas capas da “Vogue” americana de abril/2010 e da “Cosmopolitan” australiana de jan/2012 ©Reprodução
O caso da “Harper’s Bazaar”, no entanto, é até irrelevante quando comparado ao que ocorreu com três edições da “Vogue”: em abril de 2010, Gisele Bündchen foi fotografada por Patrick Demarchelier para a revista editada por Anna Wintour; em janeiro de 2012, a “Cosmopolitan” australiana imprimiu em sua capa a mesma imagem estampada no título anterior (com detalhes alterados via Photoshop, claro). Já Carey Mulligan estrelou em outubro de 2010 sua primeira capa da “Vogue” americana; coincidentemente – ou não –, a mesma fotografia de Peter Lindbergh foi reimprimida pela “Glamour” alemã em dezembro e, em novembro de 2011, pela “Elle” francesa.
Carey Mulligan nas capas da “Vogue” americana de out/2010, da “Glamour” alemã de dez/2010 e da “Elle” francesa de nov/2011 ©Peter Lindbergh/Reprodução
Kate Moss foi capa da “Vogue” japonesa de maio de 2011, fotografada pela dupla Mert Alas & Marcus Piggott. Em novembro do mesmo ano, a “Marie Claire” australiana utilizou exatamente a mesma imagem, também estampada em sua abertura. Mas, um momento: “Vogue”, “Elle” e “Marie Claire” realizando intercâmbio de material? “Vogue” e “Glamour” pertencem à Condé Nast; no entanto, os outros títulos são veiculados por editoras diferentes (e concorrentes), então, como ética e legalmente tal fato pode acontecer?
Kate Moss nas capas da “Vogue” japonesa de maio/2011 e da “Marie Claire” australiana de nov/2011 ©Mert & Marcus/Reprodução
A “reciclagem” entre revistas agrupadas sob o mesmo selo é compreendida apenas como corte de despesas, mas a única explicação para a reimpressão da mesma fotografia em títulos publicados por diferentes editoras é a venda da imagem por parte do fotógrafo. Surge aí um novo porém: as edições internacionais da “Vogue” são, em geral, desenvolvidas com contrato de exclusividade, dessa maneira, é quase que inviável que um profissional possa vender um editorial, ou até uma matéria, para outras revistas. E, no caso dessa possibilidade existir, por que razão os responsáveis por um veículo renomado decidem reutilizar conteúdo difundido anteriormente por um concorrente?
Gisele Bündchen em editorial para a “Muse” e na capa da “Elle” brasileira de maio/2011 ©Nino Muñoz/Reprodução
No Brasil, a “Elle” nacional trouxe Gisele na capa de sua edição de aniversário de 2011, no mês de maio. A imagem de Nino Muñoz, integrante no editorial “Earth Angel” da revista “Muse” número 22, foi publicada originalmente em meados de 2010. A “Lola”, em dezembro de 2010, também trouxe a modelo em fotografia de Muñoz que, por sua vez, foi feita para a revista dinamarquesa “DANSK” de Outono/Inverno 2009. É importante dizer que os títulos compraram o direito de utilizar as imagens: não houve desrespeito legal, nem tampouco “Elle” e “Lola” reimprimiram material de seus concorrentes. O que acontece, especialmente quando se trata de Gisele, é que o efeito que uma modelo ou celebridade de peso causa na capa de uma revista faz toda a diferença e resulta em um impacto e interesse maior por parte do leitor. Então, quando acontece de a revista não contar com uma personagem classe A para aquela edição, uma das alternativas é comprar uma foto já feita.
Gisele Bündchen nas capas da “DANSK” 22 (de Outono/Inverno 2009) e da “Lola” de dezembro/2010 ©Nino Muñoz/Reprodução
A “reciclagem” no Brasil não fica apenas no quesito fotográfico. As revistas nacionais parecem disputar a cada edição as mesmas modelos, de um modo tão visível que em um mês uma garota estampa a capa de “x”, já no seguinte ela está em “y”, somente com maquiagem e styling diferente. A falta de rostos novos, no entanto, não pode servir como justificativa: o país é a cada ano apontado como um celeiro de belezas de todos os gêneros. Mas é certo que o fato de que nossas melhores tops moram fora do Brasil não ajuda na dinâmica da produção da capa, exigindo o deslocamento de profissionais para fotografar em outro país ou pagar a vinda da modelo (além de conseguir um espaço na agenda).
A questão é controversa nos dois gêneros de “reciclagem” editorial. As despesas se acumulam em direitos autorais hipotéticos – já para o público, sobra o déficit de produção original e adequada às “necessidades” locais.

Fonte e veja mais em FFW.