Moura Ramos Indústria Gráfica: livros, revistas, embalagens, sacolas, agendas e impressos em geral.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Apps, App, Software, “programinha”, aplicações, webapp… O que é tudo isso?

Mas afinal, o que é um aplicativo?
Bem meus amigos digitais, esse post é pra vocês!
Você que não desgruda do celular ou tablet, tá ligado em tudo que é novidade de programas e serviços de internet, usuário de iPhone, Android, Windows Phone vamos, de fato, entender: O que é um Aplicativo?
Em tese, é uma pergunta bem simples de responder. Oras, é um programinha instalado no meu smartphone! — Ok. – E o que diferencia um App de um WebApp? Bem, um App é instalado e um WebApp roda no browser. Fácil assim? Digamos que o buraco é mais em baixo.
É dessas telas e códigos estranhos que sai aqueles app bonitinhos e gostosos de usar.
É dessas telas e códigos estranhos que sai aqueles app bonitinhos e gostosos de usar.
Tudo que vira febre, recebe uma nomenclatura, cedida pelos usuários em geral. E isso ganha uma teia grudante, que logo podemos comparar com uma teia de aranha gigante. Tudo que tiver dentro do raio dela, pega e gruda, e não sai nem a pau. É o que acontece com muitos modismos, febres e outras coisas do gênero. Vou citar um exemplo pra vocês me acompanharem.
Certamente já leram ou ouviram algo assim: “Qq coisa, manda no meu inbox!”. Isso, na era 2013, remete quase que unicamente ao Facebook. “manda lá, no meu inbox”. Gente, a tradução de inbox é caixa de entrada, e o Facebook não é o único que usa esse termo para direcionar essa ferramenta, todos os softwares de e-mail e IMs têm essa forma de chamar a caixa de entrada. Por que cargas d’água, mensagem privada é Inbox? Eu fico imaginando isso na década de 30. ligo pra alguém e falo “ah, manda essa carta lá no meu inbox“. E fico me imaginando checando aquela caixa de ferro do lado de fora da casa. Ainda bem que não unificaram a DM do twitter pra tudo, mas seria um caso típico.
O que isso tem a ver com o assunto? O cuidado com a desinformação. É gente em massa confundindo o termo App, WebApp e Aplicativo. App não é simplesmente abreviatura de Application, ela remete a um determinado nicho, não é charme nem nada. WebApp também não é só o que roda no browser, um projeto feito em HTML5 rodando dentro de um webview compilado no XCode não deixa de ser WebApp, mesmo tendo que instalá-lo em seu iDevice.
Se for analisar pra valer, a palavra “aplicativos” ficou bastante popular nessas bandas depois que o iPhone recebeu a tal da AppStore (em 2008, se não me engano). Daí era aplicativos pra baixo e pra cima, e logo o termo foi consolidado também para Android, Windows Phone e até computadores. Hoje você lê a palavra “shareware“? Que você tinha que escolher entre um software “freeware” e um “shareware“. Agora tudo é aplicativo. Calma aí, vamos entender a nomenclatura de cada coisa primeiro.
Na década de 90, a computação gráfica tinha um background diferente. Chamo de background o ambiente acessado por verdadeiros nerds: Debug de software, engenharia reversa e toda essa coisa estranha aí. E nesse background tinha um consenso entre Sofware e Application. Normalmente, software era o arquivo executável que iria instalar a Aplicação em seu computador. Um tanto quanto confuso. No meio dessa década, a NeXT (Uma empresa de computadores criada por Steve Jobs) estava trabalhando em seu sistema operacional, denominado NeXTSTEP, que entendia e rodava programas de uma maneira diferente do comum. Para o papo não ficar muito nerd ou técnico demais, o NeXTSTEP tinha um modo Mac de entender as coisas. Até por que, o Mac OS X foi escrito com base no código do NeXTSTEP. Ou seja, enquanto o Windows 95 dava suas panes com DLLs corrompidas ou deletadas, o NeXT já tinha uma maneira diferente de tratar a hierarquia dos produtos: não tinha esse lance de software/aplicação. O resultado disso é aquele “drag to your applications folder to install” do Mac. Ta aí um parêntese: você arrasta o programa pra pasta e executa. Só isso, sem wizard, sem barrinha de progresso, sem nada. É uma aplicação pronta pra usar, feito para uma estrutura pronta pra receber aqueles arquivos, sem ter de acrescentar nada. É a pura aplicação. Daí o termo Application, usado de forma confusa naqueles anos e que passava por pouquíssimos lábios.
Application, um aplicativo ou aplicação que exibe a modo gráfico um ambiente de trabalho, seja qual for o assunto. O Windows só foi aderir esse lance agora, na versão 8.

Uma base pra entender

Application é o modo que você chama o programa executável no computador. No Mac, você encontra esse termo desde a versão 9 (Applications folder). Hoje, por ser um termo comum, qualquer programa de computador é denominado Aplicativo. Particularmente, não consigo chamar de aplicativo aqueles programas pesados que exigem instalação, que dão suporte a extensões e plugins e exigem demais do hardware para trabalhar, como Adobe CS, FinalCut e editores 3D. Acredito que eles são complexos demais para serem denominados assim.
Na era mobile, como até mencionei, quase que relativamente pós AppStore, o termo App ficou comum. É uma encurtação:App-lication. O termo App destina-se unicamente a dispositivos móveis, o que acontece é que está acontecendo uma certa unificação mobile/desktop e por isso o termo App/Application é válido para ambos.
Já os WebApps, são aplicativos que exigem conexão com a internet para ter algum sentido. No Wunderlist, por exemplo, não há necessidade de instalar o aplicativo, você pode acessar o ambiente pelo browser e com a mesma interface do programa. Assim como é o mini painel do iCloud.
Wunderlist: WebApp é idêntico ao aplicativo instalado.
Wunderlist: WebApp é idêntico ao aplicativo instalado.
Pode parecer semelhanças pequenas mas é interessante estar por dentro dos nomes corretos, assim entendemos o real sentido dos diversos nomes que encontramos por aí. =D
Post e Fonte original: CHOCOLA DESIGN

28 de Janeiro - Dia da Abertura dos Portos no Brasil

No início do século XIX, Napoleão já se havia proclamado imperador da França. A frota européia encontrava-se bloqueada por sua esquadra (o chamado Bloqueio Continental).
Uma aliança, feita entre Portugal e a Grã Bretanha, ou Inglaterra como costumamos chamar, tratava de garantir a proteção desta para Portugal, que não tinha como enfrentar Napoleão. Nessa aliança anglo-portuguesa, estava o trato de Portugal permitir a abertura dos portos brasileiros às nações amigas. Até então, vigorava a ordem de que somente navios portugueses podiam atracar no Brasil.
O dia 28 de janeiro de 1808, que lembramos como a data dessa abertura, significa que o comércio do Brasil ficava aberto para outros países, sem a intermediação de Portugal.
Vamos saber um pouco mais sobre como isto aconteceu?
Época de revoluções
O final do século XVIII na Europa foi marcado pelo combate ao chamado Antigo Regime, onde a nobreza se mantinha no topo da sociedade, embora os principais empreendimentos já fossem realizados pela burguesia. Esta não tinha na sociedade e na política a mesma importância que tinha na economia. Alcançar esse poder significava ter que fazer uma revolução.
A burguesia mudava a economia e, no plano das idéias, uma escola filosófica surgiu, conhecida como o iluminismo, fazendo críticas ao Antigo Regime, defendendo um estado liberal, que respeitasse as liberdades individual e econômica, onde a sociedade controlasse o Estado, não ao contrário, como acontecia.
Na América, os Estados Unidos proclamaram a sua independência da Inglaterra. Na Europa, os países absolutistas sentiam-se ameaçados pelo ideal revolucionário francês e por isso combater a França era o principal objetivo.
Por que o Bloqueio Continental
Apesar da união entre Inglaterra, Prússia, Áustria e Rússia, a todos Napoleão acabou vencendo em terra, todos menos a Inglaterra, uma ilha em situação confortável e com forte poderio naval, contra quem ele lutou e perdeu, na batalha de Trafalgar, em 1805.
Em 1806, para atacar o poderio econômico que era a força de seu principal adversário, Napoleão decretou o Bloqueio Continental: nenhum país podia fazer comércio com a Inglaterra.
A Inglaterra, para vencer as dificuldades impostas, por sua vez, precisava garantir outros mercados.
Portugal não tinha condições de fazer oposição às ordens de Napoleão, e também não podia abrir mão do apoio da Inglaterra. Ao recusar-se a seguir o bloqueio aos ingleses, Portugal foi invadido em 1807. Antes, a Família Real, seguindo conselhos dos ingleses, transferiu-se com a Corte para o Brasil.
Tratados acabavam incluindo a colônia
Portugal já vinha assinando vários tratados comerciais com a Inglaterra, desde o Tratado de Methuen, que estabelecia a compra do vinho português pela Inglaterra dando em troca tecidos ingleses. Portugal acabou fazendo maior importação de tecidos do que exportação de seus vinhos, e segundo consta, esse desequilíbrio era compensado com envio de ouro do Brasil (pois era colônia de Portugal) para a Inglaterra.
O texto do Decreto de Abertura dos portos às Nações Amigas
"Conde da Ponte, de Meu Conselho, Governador e Capitão General da Capitania da Bahia, Amigo. Eu o Príncipe Regente vos Envio muito saudar, como aquele que Amo. Atendendo a representação, que fizeste subir à Minha Real Presença sobre se achar interrompido, e suspenso o Comércio desta Capitania com grave prejuízo dos Meus Vassalos, e da Minha Real Fazenda em razão das críticas, e públicas circunstâncias da Europa, e Querendo dar sobre este importante objeto alguma providência pronta, e capaz de melhorar o progresso de tais danos: Sou Servido Ordenar interina, e provisoriamente, enquanto não Consolido um Sistema geral, que efetivamente regule semelhantes matérias, o seguinte.
Primo: Que sejam admissíveis nas Alfândegas do Brasil todos e quaisquer Gêneros, Fazendas, e Mercadorias transportadas, ou em Navios Estrangeiros das Potências, que se conservam em Paz, e Harmonia com a Minha Real Coroa, ou em Navios dos Meus Vassalos, pagando por entrada vinte e quatro por cento; a saber: vinte de Direitos grossos e quatro do Donativo já estabelecido, regulando-se a cobrança destes Direitos pelas Pautas, ou Aforamentos, por que até o presente se regulam cada uma das ditas Alfândegas, ficando os Vinhos e as Aguardentes, e Azeites doces, que se denominam Molhados, pagando o dobro dos Direitos, que até agora nelas satisfaziam.
Segundo:Que não só os Meus Vassalos, mas também os sobretidos Estrangeiros possam exportar para os Portos, que bem lhes parecer a benefício do Comércio, e Agricultura, que tanto Desejo promover, todos e quaisquer Gêneros, Produções Coloniais, à exceção do Pau-brasil, ou outros notoriamente estancados, pagando por saída os mesmos Direitos já estabelecidos nas respetivas Capitanias, ficando entretanto como em suspense, e sem vigor todas as Leis, Cartas Régias, ou outras Ordens, que até aqui proibiam neste Estado do Brasil o recíproco Comércio, e Navegação entre os Meus Vassalos, e estrangeiros. O que tudo assim fareis executar com zelo e atividade, que de vós Espero. Escrita na Bahia aos 28 de janeiro de 1808.
ass.: Príncipe - Para o Conde da Ponte"
Brasil consumia mais do que exportava
Após essa abertura, o Rio de Janeiro, sede da Corte, se tornou o mais importante centro de comércio da colônia e no mercado brasileiro entravam maciçamente os produtos britânicos.
As taxas impostas pelos acordos comerciais eram mais favoráveis à Inglaterra, que era também um país mais adiantado, em processo de industrialização e precisava importar muito menos. Portanto acabou acontecendo um desequilíbrio, pois o Brasil comprava mais bens estrangeiros do que exportava os seus, estabelecendo uma outra forma de dominação, a dependência econômica. Para saldar dívidas contraídas, o Brasil precisou pedir empréstimos.
Mesmo assim, a abertura dos portos é considerada como o primeiro passo para a emancipação econômica e por conseqüência para a independência política do Brasil.
Fonte: IBGE e Portal São Francisco

domingo, 27 de janeiro de 2013

Nova ferramenta de buscas do Facebook: um prato cheio para ataques na web



No dia 15 de janeiro, o Facebook finalmente revelou o que todos tanto esperavam: sua nova ferramenta de buscas, o Graph Search, capaz de buscar não apenas por termos e palavras-chave, como também por pessoas associadas ao que gostam de fazer, ao tipo de música que gostam de ouvir e a que lugares costumam frequentar.

Com seu poderoso algoritmo de busca direcionada, o Graph Search deixou a turma do Google preocupada. A nova ferramenta une o poder de busca com o qual já estamos acostumados aos artifícios de localização, compartilhamento e preferências pessoais do Facebook, funcionando de maneira mais completa que o tradicional motor de buscas da gigante da web. Assim, ao digitar "amigos que estudaram na PUC e gostam de Star Wars", o usuário pode utilizar os filtros que desejar para encontrar as pessoas que se enquadram exatamente em seus requisitos de busca.

Ao unir a enxurrada de informações trazidas pelo Facebook a respeito de cada pessoa que possui um perfil na rede com um poderoso sistema de pesquisa, a ferramenta também encantou os cibercriminosos e se tornou uma faca de dois gumes. Enquanto auxilia os usuários a encontrar exatamente aquilo que procuram, expõe facilmente suas informações e as colocam nas mãos de pessoas mal intencionadas, transformando o usuário em um alvo fácil.

Se o Google já representava uma mina de ouro de informações para os cibercriminosos, o Graph Search é um prato cheio: dados como locais mais frequentados, tipo de atividade preferida, círculo de amigos, endereço, local de trabalho e locais de lazer poderão ser facilmente coletados e arquivados. A partir de então, elaborar links falsos para atrair a vítima ficará ainda mais fácil. A privacidade, tão defendida pela rede social, pode ser transformar em vulnerabilidade.

A nova ferramenta abre um leque de oportunidades para as tentativas de phishing (sequestro de dados pessoais) justamente por ser um meio simples e completo de adquirir informações. Se um usuário fizer uma viagem a Nova York, por exemplo, o cibercriminoso poderá adquirir mais informações a seu respeito, enviando armadilhas mais elaboradas, como um questionário.

Não será nada difícil bolar um texto em um link malicioso dizendo: "E aí, o que achou de Nova York? Preencha o questionário, coloque suas impressões e concorra a um novo pacote de viagem". Diferentemente do famoso "Eu mudei a cor do meu Facebook", os links maliciosos baseados no Graph Search poderão pegar usuários com argumentos sólidos, com base naquilo que realmente faz parte de sua vida e descreve seus gostos, preferências, impressões e até mesmo dados críticos, como número do cartão de crédito.

Quando a ferramenta se tornar popular, os usuários começarão a descobrir que possuem muito mais informação circulando na rede do que imaginavam. E isso, somado ao que os amigos (e amigos de amigos) compartilham, marcam e curtem, acaba gerando uma avalanche de informações.

Um elemento agravante é o fato de usuários não estarem cientes do perigo ou simplesmente não saberem como usar os controles de segurança e privacidade para navegar no Facebook. É altamente aconselhável marcar a opção de navegação segura (HTTPS), tomar cuidado com as "pegadinhas virtuais" e proteger ao máximo informações como fotos, postagens no mural, comentários e marcações, tornando tudo isso o mais privado possível. E claro, definir o público que pode visualizar conteúdo pessoal na rede (veja como fazer tudo isso aqui).

Por enquanto, a nova ferramenta está apenas em fase inicial, mas é bom tomar cuidado: os hackers já estão à espreita desde o primeiro dia.

Fonte: Por Vander de Castro do CANAL TECH - * Vander de Castro é Country Manager da Avast no Brasil.

4X0 4X1 4X4: O que é isto? Quais as diferenças?


Para entender o porquê os cartões recebem estas nomenclaturas, é necessário conhecer o processo de impressão que os envolve.
A maioria dos materiais impressos nas gráficas, são feitos pelo processo de policromia até chegarem ao resultado final.
POLI + CROMIA = conjunto de várias cores
O processo de policromia é obtido através da combinação das cores primárias amarelo, ciano, magenta e o preto (CMYK). A combinação destas cores pode gerar infinitas possibilidades de cores.
A impressão dos cartões de visita é feito em máquinas off-set. O processo de impressão nestas máquinas acontece através da(s) bateria(s) que aplicam a tinta ao papel até chegar ao resultado final: o cartão de visitas impresso.
O número de baterias que uma impressora possui, varia de acordo com o modelo. Independente do modelo a função das baterias é a mesma, imprimir a tinta no papel.
O resultado final é que as aplicações sobrepostas pelas baterias dão origem a novas cores, estas cores são classificadas pelos números 4×0 4×1 4×4.
O primeiro número indica quantas cores foram impressas na frente, o segundo indica quantas cores foram usadas no verso.
4×0 = São 4 cores impressas na frente do cartão e nenhuma impressão no verso.
4×1 = São 4 cores impressas na frente do cartão e uma cor apenas no verso, no nosso caso somente em tons de cinza.
4×4 = São 4 cores impressas na frente e verso do cartão.

Organize a sua criação – Briefing e Brainstorm


Dando continuidade ao artigo Otimização de Arquivos, segue mais uma dica para você desenvolver sua criação com qualidade, sem perder tempo, e deixando seu arquivo leve para mandar para a produção. A elaboração do modo de fazer um material gráfico qualquer, parte das informações do cliente ou da agência. Na maioria dos casos, o design é a ferramenta utilizada como resolução de um problema.
Portanto, é essencial que o designer tenha consciência das questões para as quais está sendo contratado para resolver. Em alguns casos, nos quais não existe a prévia identificação por parte do próprio cliente sobre o problema ou de como melhor utilizar o design em resposta a este problema, a criação torna-se cansativa e normalmente sem qualidade. Vai aí uma dica para você organizar suas criações.
Vamos então dar uma olhada nas fases do processo de criação.

Concepção

Fase de definição de ideias, materiais e formatos a serem usados, e dos detalhes que envolvem todo trabalho. É nesta fase que todos os PORQUÊS e COMOS da criação são determinados. Pensa-se antes para poupar trabalho depois.
Nesta fase da concepção do trabalho, indico você fazer um Briefing de cada material a ser criado.

Mas, o que vem a ser Briefing?

Briefing é a coleção de informações sobre a criação, tais como objetivos, público-alvo, formatos, cores e etc. As ideias não surgem do nada, seria desvalorizar muito a experiência, as vivências nas mais variadas áreas da vida, o acúmulo de informações e seus processos. O briefing nada mais é do que um organizador, que tem o objetivo passar as informações do cliente com o menor ruído possível.

Como fazer um bom Briefing?

O briefing é mutável, vai depender do projeto, do cliente, do orçamento e de outras variáveis, ele pode ser simples ou até mais criterioso. Mas o principal é termos em mente:
  1. Definição da linha de criação (qual será a linha adotada? Tradicional, jovem, impacto?);
  2. Objetivos da criação (aumento de vendas, de lembrança do consumidor);
  3. Público-alvo (a quem se destina a comunicação, quem é o consumidor final);
  4. Qual é a mensagem (normalmente, o que se quer dizer por trás do slogan é: Quero vender mais!);
  5. Como atingir o público-alvo: folhetos, cartazes, adesivos, imãs de geladeira, mala-direta, etc.
Através do briefing conseguimos coletar todas estas informações do cliente e, a partir daí, fazer uma boa pesquisa. O briefing e a pesquisa são utilizados para determinar o melhor meio de se atingir o público-alvo e de que maneira a comunicação será passada diretamente a esse público.
Se caso você quiser, você pode ir além e verificar quais os concorrentes do cliente e o que esses concorrentes têm feito (o que o concorrente está falando a respeito do produto dele e o quanto isso afeta a comunicação do produto do seu cliente). De que maneira a comunicação será feita, de modo a anular os efeitos da comunicação do concorrente? Que tipo de comunicação fazer, para ficar diferente da do concorrente?
Ótimo. Depois das informações coletadas, você deverá juntar estas informações da melhor maneira possível e organizar as ideias para sua criação.

Criação

Criatividade é requisito em praticamente todas as profissões que envolvem raciocínio e desenvolvimento. Porém, no design, podemos dar um maior destaque a esta qualidade que todo ser humano dispõe.
Para desenvolver algo criativo, é necessário possuir todo tipo de informação, de diversos gêneros. É preciso ser curioso e indagador, e principalmente eliminar todos os fatores internos e externos que podem te impedir de criar. Para colocar esta criatividade em prática mais organizada, vamos aplicar o Brainstorm.

O que é Brainstorm?

Brainstorm é uma palavra em inglês que, em uma tradução livre, significa “tempestade mental”. É uma metodologia de exploração de ideias, visando à obtenção das melhores soluções. O Brainstorm não é espontâneo, é uma técnica cujo princípio básico reside na ausência de julgamentos ou de autocríticas. A partir do Brainstorm, chegamos às ideias de qualidade, ou até à solução de uma situação ou problema.

Como aplicar o Brainstorm?

Segue abaixo um pequeno roteiro para orientar sobre como praticar o processo criativo. Mas antes, gostaria de destacar que o processo abaixo é apenas um exemplo para praticar esta técnica, não é um método padrão.

Modelo para brainstorm individual

Primeiro pegue o briefing e analise-o, entendendo cada palavra, e então comece respondendo às perguntas:
  • Para que estou fazendo este trabalho?
  • Para quem?
  • Por quê?
  • Qual o objetivo dele?
  • O que já foi feito nesse sentido pela concorrência?
  • Pesquise o máximo de informações possíveis sobre o que você está fazendo.
Descanse ou vá executar alguma atividade manual. Seu cérebro precisa assimilar as informações. Um tempo depois volte para o trabalho, faça o brainstorm. Pegue um papel e uma caneta, marque de 5 a 10 minutos (este tempo varia de acordo com o material), comece a anotar no papel todas as ideias, até mesmo as mais absurdas, pois elas podem servir para alguma coisa e, além disso, atrapalham sua criação se continuarem em sua mente, e aí descanse novamente. Marque a metade do tempo que você marcou da primeira vez, ou seja, se você utilizou 10 minutos, marque agora 5 minutos para encerrar esta tempestade de ideias. Dentro deste tempo analise o resultado anterior e vá associando as ideias.
Acabado o tempo, verifique o resultado final, faça um relatório organizando a bagunça e pronto, você já tem base suficiente para começar a sua criação. Concentre-se no assunto durante todo o dia, ande prevenido, as ideias podem surgir a qualquer momento porque seu subconsciente e seu inconsciente estão trabalhando.
Este é o melhor meio de se determinar os rumos da linha criativa, slogans, imagens, ideias básicas, etc.
Com as ideias nas mãos, faça um rough (lê-se “ráfe”), que é um rabisco inicial das ideias para o material em questão. O leiaute é uma versão melhorada do rough. Atualmente, com a facilidade do uso de computadores e da versatilidade dos softwares gráficos, o leiaute chega a ter qualidade de arte-final.

Produção

Fase onde se começa a dar vida ao trabalho e a produzir a arte final. Aqui se torna possível, a reprodução em gráfica, da nossa ideia. Esta fase só se inicia a partir do momento em que o cliente aprova a ideia e o orçamento.
As alterações, neste momento, devem se limitar a pequenas falhas. Não é mais o momento, e nem haverá tempo, para mudanças de conceitos. Assim que o material for aprovado pelo cliente, prepara-se para mandá-lo para a gráfica. Conferência de cores (CMYK). As impressões gráficas são feitas utilizando o sistema CMYK, composto das cores Ciano, Magenta, Amarelo (Yellow) e Preto (Black). Verificação de fontes, marcas de dobra, corte, picote ou outras. O material é somente impresso de acordo com as especificações solicitadas. Finalizado, é entregue o material pronto ao cliente.
Fonte: Gráfica CDC - Por Danielle Palú