Moura Ramos Indústria Gráfica: livros, revistas, embalagens, sacolas, agendas e impressos em geral.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Como Vender um Produto


Vender um produto não precisa ser complicado. O que define uma rotina de vendas é o produto em questão, para quem e como a venda será feita. Além disso, é importante ter foco nos detalhes do produto e do cliente. À medida em que o programa de vendas evoluir, você deverá prestar atenção às novas tendências do mercado e desejos do consumidor. Observando essas mudanças 
você será capaz de ajustar seus métodos e melhorar suas vendas.

PARTE 1 - Mostrando entusiasmo pelo produto

1. Compartilhe seu amor pelo produto

Um bom vendedor acredita no produto e transfere esse entusiasmo para o cliente. Existem inúmeras formas de demonstrar essa paixão.

Não descuide da linguagem corporal e do tom de voz. Falar e se expressar claramente sobre o que está vendendo mostrará sua energia e entusiasmo durante a conversa. Por outro lado, balbuciar uma resposta ao cliente ou ficar de braços cruzados denota má vontade com o produto e com o consumidor.

Prepare-se para explicar como o produto funciona e descrever a satisfação que ele trouxe a clientes anteriores. Histórias específicas o tornarão mais tangível a quem se interessar. Ao vender um xampu, por exemplo, você pode dizer: “Meu cabelo tinha muitas pontas duplas, mas depois que eu passei a usar este xampu ele ficou mais macio e sedoso”. 

2. Estude a mercadoria

O consumidor perceberá que você se importa com o artigo em questão se você souber demonstrar seu conhecimento e responder apropriadamente às questões que ele fizer; a percepção de valor do vendedor influencia os compradores.

É vital que você conheça seu produto de cabo a rabo. Quando não souber um dado específico, tente responder “Eu não sei a resposta exata para isso, mas vou me informar e direi em seguida. Qual a melhor forma de entrar em contato com você?”.

3. Destaque os pontos fortes do artigo

Além de informar corretamente as pessoas certas, é importante converter as características da mercadoria em benefícios. Assim será mais fácil para o consumidor entender por que ele deveria comprá-la.

Pense em coisas como:
  • Ela pode facilitar a vida do cliente? 
  • Ela confere luxo e status ao comprador? 
  • Ela pode ser utilizada por diversas pessoas? 
  • Ela foi feita para durar? A compra dela pode ser considerada um investimento?

4. Verifique se o produto foi explicado com clareza

Nos casos de vendas remotas, em que não é possível conversar com o cliente pessoalmente, é importante verificar se há instruções claras na embalagem, no ponto de venda e nos materiais de divulgação. Mesmo que a venda seja direta e você possa fazer uma descrição convincente, ter as informações sobre o produto em algum lugar visível o ajudará a persuadir um consumidor em potencial.
  • Todas as informações sobre o produto deverão ser diretas, fidedignas e completas.
  • Do mesmo modo, a linguagem usada na embalagem e em materiais de propaganda deverá ser clara, direta e fácil de ler.
  • Invista tempo e dinheiro na qualidade dos bens vendidos, na embalagem e no material de divulgação. Use imagens de alta qualidade, cores fortes, etc.
PARTE 2 - Desenvolvendo conexão com o comprador

1. Antecipe as necessidades de seu cliente

É importante saber responder as dúvidas dos consumidores, mas mais importante ainda é prevê-las. Isso mostrará que você entende o comprador e consegue sanar suas demandas cultivando uma verdadeira conexão emocional. Isso será muito útil para fidelizá-lo também.

Pense em seus clientes habituais. O que os motiva? Quais necessidades eles têm? Eles são jovens? Solteiros? Qual sua classe social? Eles têm família? 
Assim que tiver uma ideia mais clara, pense em como seu produto pode resolver os desejos deles. 

2. Pratique quebrar o gelo com seus clientes

O modo como você se conecta às pessoas é fundamental em vendas diretas. Em vez de fazer perguntas fechadas como “Posso ajudar?”, seja mais positivo: “Está procurando algo para você mesmo ou um presente para alguém especial?”

Faça comentários assertivos e inicie uma conversa. Por exemplo, se trabalha vendendo chapéus, diga: “Já foi a alguma festa do chapéu maluco? Elas são muito populares hoje em dia”. 

3. Transforme as necessidades do consumidor em características do produto

Em marketing, isso é conhecido como “posicionamento de mercado” e consiste em alinhar o produto aos desejos e vontades do consumidor. Muitos fatores devem ser levados em conta ao desenvolver o posicionamento de marca.
  • Insira a mercadoria no melhor nicho de mercado possível. Em termos de poder de compra e requinte, não o descreva como essencial, nem como descartável.
  • Apresente fatos interessantes. Você provavelmente sabe uma porção de dados sobre seus artigos, mas é necessário discernir quais informações são as melhores para cada venda individualmente.
  • Não invente coisas sobre o produto, nem minta descaradamente. O posicionamento de mercado tem a ver com percepção, não decepção.
  • Os fatos devem extrapolar a mercadoria. Isso quer dizer que desejos e valores associados ao produto são a chave para finalizar a venda. Empresas como Coca-Cola, Apple e outras marcas de grife famosas são excelentes nisso. Pense em como o produto será absorvido pelo estilo de vida do comprador, não só em sua funcionalidade.
  • Por exemplo, se você quer vender uma minivan de alto padrão para uma pessoa mais velha e rica, valorize suas funções luxuosas. Diga coisas como: “O revestimento interno é em madeira e os bancos de couro são tão confortáveis! Simplesmente lindo e perfeito para um passeio ao pôr do sol”.
  • Por outro lado, ao vender o mesmo carro para uma família com três crianças, enfatize as características utilitárias. Tente algo assim: “O terceiro assento adiciona um bom espaço interno para levar crianças e amigos e é possível dobrá-lo para transportar compras e bagagens sem problemas. Eu já comentei que os airbags laterais e freios ABS são originais de fábrica?”.

4. Seja honesto sobre a mercadoria

Mesmo os clientes mais apaixonados pelo seu produto só o comprarão se você for completamente honesto com eles. Seja transparente ao informar sobre o artigo, na hora de admitir que não sabe responder algo, ou qualquer erro que tenha cometido. Não tenha medo de ser honesto: isso o ajudará a estabelecer um relacionamento de confiança com o cliente.
  • Quando não puder responder a todas as perguntas, nem fornecer o que ele está procurando, ofereça-se para entrar em contato assim que possível.
  • Seus clientes devem saber que podem voltar mais tarde se tiverem dúvidas ou outras preocupações.
  • Mesmo que uma mercadoria não seja apropriada para um cliente, seja honesto a respeito e ajude-o a encontrar o que realmente precisa. Mesmo que não faça a venda hoje, sua generosidade e honestidade serão lembradas e podem ser convertidas em vendas futuras.
  • Digamos que você está tentando vender um carro esporte para um cliente e ele comenta que tem cinco filhos e os leva para a escola todos os dias. Você pode dizer algo como “Talvez você se beneficie mais de uma boa minivan ou SUV. Mas se quiser comprar um segundo veículo no futuro, volte e oferecerei um bom negócio”.
5. Feche a venda

Existem diversos tipos de métodos para finalizar uma transação, mas o mais efetivo chama ABC – Always be Closing ou “Sempre feche a venda”. 

Quando confirmar o interesse do comprador, use frases de conclusão como “É esse o produto que você procura?” ou “O que acha do produto, ele atende suas necessidades?”.

6. Dê tempo para o cliente pensar

Pressionar o consumidor pode ser extremamente frustrante e desagradável para ele, o que raramente leva a uma venda real. Talvez ele queira voltar para casa e fazer uma pesquisa rápida na internet sobre o produto. Deixe-o ir com sua descrição entusiasmada ainda fresca na memória; se você tiver sido verdadeiro, prestativo, animado e as informações dadas forem compatíveis com a pesquisa dele, as chances dele voltar para fechar a compra serão bem maiores.
  • Às vezes vale a pena deixar o cliente assumir a liderança. Dê tempo para ele pensar e fique quieto enquanto isso. Só ofereça mais informações quando solicitado.
  • Não deixe os consumidores irem embora sem saberem como entrar em contato com você. Caso trabalhe em uma loja ou para um site, é imprescindível que o cliente tenha como contatá-los novamente, principalmente se você se deslocar para outros lugares. Diga algo como “Estarei no balcão se precisar de mim” ou “Entre em contato, qualquer vendedor me informará e eu poderei retornar com as informações necessárias”.
  • Também é possível passar suas próprias informações de contato para o cliente conseguir encontrá-lo. Dê seu cartão de visitas e diga “Me ligue se tiver dúvidas. Eu também fico aqui mesmo durante a semana”.
  • Confie em seus instintos. Quando achar que um cliente vai fechar a compra, fique por perto sem ser invasivo. É fundamental que ele possa encontrá-lo rapidamente – imagine se ele decide que vai fechar negócio e não consegue falar com você. Ninguém quer isso!
PARTE 3 - Melhorando as vendas

1. Familiarize-se com todos os aspectos relativos à venda final de um produto.

Propaganda, promoções e marketing são ferramentas de apoio importantes. Elas foram feitas para isso e um vendedor que se preze deve entender bem cada uma delas.
  • Leia sobre marketing. Assim você ficará por dentro de muitas das técnicas por trás da propaganda, dos anúncios e campanhas publicitárias.
2. Divulgue seu produto

É muito importante transmitir as informações sobre o produto através do maior número de canais possível. Hoje em dia o número de lugares anunciáveis aumentou graças aos avanços na comunicação. Faça com que compradores em potencial vejam as informações sobre seus produtos em lugares diversos, como:
  • Propaganda boca a boca.
  • Anúncios (rádio, TV, impressos, e-mail, redes sociais, anúncios online, etc.).
  • Representantes de venda.
  • Eventos e feiras comerciais.
  • Conferências.
  • Telemarketing.
  • Exibição do produto em filmes, eventos esportivos, etc.
  • Eventos da comunidade local (por exemplo, doar um produto para um leilão beneficente local o destacará e servirá para uma boa causa).
3. Reveja o desempenho de suas vendas

Você deve analisar suas vendas de tempos em tempos. O produto vende bem? O estoque está alto ou baixo? Você tem lucros? Como está o desempenho de seus competidores? Ser capaz de responder essas perguntas pode ajudá-lo a intensificar suas vendas e manter-se em constante crescimento.

4. Solucione eventuais problemas de vendas

Quando os números não estiverem satisfatórios, será necessário entrar no modo de “solução de problemas”. Para melhorar as transações comerciais, você deverá reavaliar seu produto, sua base consumidora e a propaganda.
    • Mude sua estratégia regularmente. Ouvir sempre as mesmas conversas e piadas e ver os mesmos anúncios em displays velhos tornarão seu produto aparentemente obsoleto e irrelevante.
    • Elimine o que não rende boas vendas. Faça uma queima de estoque.
    • Reveja seu público-alvo e afine seu foco. Seus compradores podem estar mudando e você deve acompanhá-los ou achar um novo nicho de mercado.
    • Reavalie o design do produto, a distribuição, a embalagem, etc. Combinar estratégias de venda ao público-alvo pode ser muito útil.
    • Mude o valor do produto. Estudar seu histórico de vendas e o desempenho de seus competidores pode revelar se você está cobrando muito caro ou muito barato.
    • Torne o produto exclusivo ou limite a disponibilidade dele. Às vezes, controlar a distribuição é a melhor forma de aumentar a demanda. No entanto, avalie se essa tática pode ser aliada às suas estratégias de venda. Isso não será muito útil com mercadorias previamente anunciadas como “perfeitas para o dia a dia”.

    quarta-feira, 20 de setembro de 2017

    Fotógrafo faz fotos com efeitos legais usando caixinha de Big Mac


    Fotógrafo ensina como criar um jogo de Luz genial utilizando uma caixinha de Big Mac.

    Alguns fotógrafos acabam apelando para o “faça você mesmo” na hora de criar ferramentas para melhorar suas fotos. Alguns ajustes na câmera ou truques fora dela, podem fazer com que as imagens fiquem com um aspecto muito profissional, utilizando uma simples ferramenta de luz.

    O fotógrafo Philippe Echaroux, é muito conhecido na França por registrar imagens de celebridades. Sua popularização aumentou na internet após ele divulgar um vídeo de como fazer um jogo de luz super criativo utilizando uma caixinha de Big Mac.

    No vídeo abaixo, Philippe mostra como conseguiu criar um jogo de luz utilizando elementos do McDonald’s e uma lanterna.

    E antes de alguém gritar “Photoshop”, sim, ele usou as aplicações VSCO, Photoshop FIX e Lightroom Mobile para melhorar o resultado final, mas tudo foi feito em seu telefone. Sem a iluminação adequada, no entanto, seria quase impossível alcançar o resultado que obteve.

    Material utilizado.

    Jogo de luz na caixinha de Big Mac já montada.
    Posicionamento da luz diretamente no rosto das pessoas.

    Abaixo você pode conferir como ficaram as fotos utilizando essa invenção artesanal dele.



    terça-feira, 19 de setembro de 2017

    19 de Setembro - Dia do Comprador

    O comprador, ou consumidor, é aquele que usa seu dinheiro para adquirir algum produto. Por isso, deve ser uma pessoa exigente e que saiba de seus direitos como tal.

    Para cuidar deles, os consumidores contam com uma vasta legislação que o protege. Além disso, um órgão chamado Serviço de Proteção ao Consumidor - Procom - foi criado para orientar e defender o consumidor. 

    Uma das orientações do Procom é exigir a nota fiscal, que é a prova de que o consumidor comprou um produto e que pode ser trocado, caso este venha danificado.

    Existem também pessoas que compram por compulsão. São pessoas que compram o que não precisam e se prejudicam financeiramente por isso. Neste caso, é necessário procurar um tratamento psicológico para encontrar as raízes do problema, que podem ser emocionais.


    Fonte: UFGNet

    Hábitos Ruins: o que fazer para mudá-los



    Nesse artigo você vai aprender 15 dicas práticas de como mudar hábitos ruins, tais como: Comer muitas besteiras; procrastinar; se jogar no sofá e ficar horas postado assistindo TV; roer as unhas; fumar ou beber demais…. 

    Maus hábitos interrompem a sua vida e impedem você de alcançar os seus objetivos. Você precisa de uma estratégia para EVITAR o fracasso se antecipando antes dele acontecer.

    Criar novos hábitos é a sua única opção se você realmente quiser mudar sua vida da água para o vinho. Você não elimina um hábito, você o substitui. 

    Vamos ser sinceros, você vai falhar uma hora ou outra… Até os melhores falham. Mas o que garante que eles tenham sucesso é a rapidez com que voltam aos trilhos depois de uma falha.

    Mas além de trabalhar seu subconsciente para finalmente sair da inércia, vou apresentar a você alguns passos que uso para mudar um hábito ruim.

    Confira 15 dicas práticas de como mudar hábitos ruins:
     
    1. Não tente acabar com um hábito ruim, ao invés disso tente substituí-lo por um novo. 
    2. Comece pequeno, não tente mudar vários hábitos de uma vez só. Sua força de vontade é limitada, use-a com sabedoria. 
    3. Estude o seu hábito. Identifique o gatilho, a rotina e a recompensa. Você precisa saber o que acontece e porque acontece para conseguir se antecipar e planejar sua mudança. 
    4. Comece hoje. Comece com algo simples que seja muito fácil de fazer. 
    5. Não fique ansioso para começar logo. Planeje com atenção o que você vai fazer e como vai funcionar na pratica. 
    6. É certo que você vai errar uma vez ou outra. Fique tranquilo basta voltar novamente a sua rotina sem estresse. 
    7. Acredite que você pode mudar mesmo se tudo já falhou para você antes, você tem o poder de mudar sua vida. 
    8. Comece com o mais fácil possível para não precisar da força de vontade para fazê-lo. 
    9. Divida seu hábito em blocos de tempo. Não tente andar 10 km na primeira vez ao invés disso comece com bem menos que tal 500 metros e ir aumentando 10 por dia? 
    10. Peça ajuda a alguém para “fiscalizar” o que você está fazendo. Isso ajuda a te manter nos trilhos. 
    11. Existirão muitos sabotadores no caminho. Aprenda a conviver com pessoas que vão tentar atrapalhar seus resultados. Tenha maturidade. 
    12. Sempre que completar seu objetivo se recompense. Isso é ciência comprovada, as recompensas são os maiores reforçadores dos hábitos.
    13. Faça um compromisso publico seja na sua página do Facebook ou em um grupo de Whatsapp. Garanto que você vai pensar duas vezes antes de não cumprir o combinado. 
    14. Elimine as situações que te lembram dos velhos hábitos. Sair para bares com seus amigos te faz fumar? Combine um outro passeio no lugar desse. Esse passo é importante sobre como mudar hábitos ruins e evitar voltar para eles após a mudança. 
    15. Mantenha uma imagem clara na sua mente do PORQUE você quer mudar aquele hábito. Com um propósito forte e bem definido, dificilmente você vai sair dos trilhos.
    Você pode retomar o controle sobre sua vida e seu comportamento mudando seus hábitos. Lembre-se você não pode eliminar seus hábitos, ao invés disso precisa aprender como mudar seus hábitos ruins substituindo-os por novos hábitos mais saudáveis e produtivos.

    Chega de desculpas. Comece pequeno e vá planejando seus passos. Melhore 1% todo dia e logo você vai ver quão fantástico seus resultados se tornarão dentro de pouco tempo.
    Você descobriu como mudar hábitos ruins agora faça a decisão e comece sua mudança.

    Não perca tempo! Mude seus hábitos! Mude sua vida!


    segunda-feira, 18 de setembro de 2017

    O que acontece com a geração Smartphone?!



    A geração smartphone, que bebe menos álcool, faz menos sexo e não está preparada para a vida adulta.

    Jovens que cresceram na era dos smartphones estão menos preparados para a vida adulta, segundo uma pesquisa americana. A chamada “geração smartphone”, daqueles que nasceram após 1995, vem amadurecendo mais lentamente que as anteriores.

    Eles são menos propensos a dirigir, trabalhar, fazer sexo, sair e beber álcool, de acordo com Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos.

    Suas conclusões estão no recém-publicado livro iGen: Why Today’s Super-Connected Kids are Growing up Less Rebellious, More Tolerant, Less Happy – and Completely Unprepared for Adulthood (iGen: Por que as crianças superconectadas estão crescendo menos rebeldes, mais tolerantes, menos felizes – e completamente despreparadas para a vida adulta, em tradução livre), com os resultados de uma investigação baseada em pesquisas com 11 milhões de jovens americanos e entrevistas em profundidade.

    Em entrevista à BBC Mundo, o serviço da BBC em espanhol, Twenge explicou que esses jovens cresceram em um ambiente mais seguro e se expõem menos a situações de risco.

    Mas, por outro lado, chegam à universidade e ao mundo do trabalho com menos experiências, mais dependentes e com dificuldade de tomar decisões.

    “Os de 18 anos agem como se tivessem 15 em gerações anteriores”, comenta Twenge.

    Ela diz que isto tem relação com a superconectividade típica desta geração, que passa em média seis horas por dia conectado à internet, enviando mensagens e jogando jogos online.

    Por conta disto, acabam passando menos tempo com amigos, o que pode afetar o desenvolvimento de suas habilidades sociais.

    O estudo mostrou ainda que quanto mais tempo o jovem passa na frente do computador, maiores os níveis de infelicidade.

    “O que me impressionou na pesquisa foi que os adolescentes estavam bastante cientes dos efeitos negativos dos celulares”, comentou a pesquisadora.

    “E um estudo com 200 universitários que fizemos mostrou que quase todos prefeririam ver seus amigos pessoalmente”, continua.

    Essa consciência, no entanto, não se traduz em prática.

    A Geração Smartphone, segundo a pesquisa com base no universo americano, sofre com altos níveis de ansiedade, depressão e solidão.

    A taxa de suicídio, por exemplo, triplicou na última década entre meninas de 12 a 14 anos.

    Mas, ao mesmo tempo, trata-se de uma geração mais realista com o mercado de trabalho e mais disposta a trabalhar duro, o que Twenge vê como “boa notícia para empresas”.

    “Eles não têm grandes expectativas como as que tinham os millennials (a geração anterior, dos nascidos após 1980)”, compara. “Eles estão mais preocupados em estar física e emocionalmente seguros. Bebem menos e não gostam de riscos.”

    Segundo o livro, por terem uma infância mais protegida, têm um crescimento mais lento. Para Twenge, “não gostam de fazer coisas nas quais não se sintam seguras, o que fazem é adiar os prazeres e as responsabilidades”.

    Mas embora as principais conclusões pareçam acenar para um sinal de alerta, a pesquisadora comenta que a geração smartphone é tolerante com pessoas diferentes e ativa na defesa de direitos LGBT e da população.

    “E mais ainda que as gerações anteriores, eles acreditam que as pessoas devem ser o que são”, completa.