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terça-feira, 14 de maio de 2019

Os incríveis desenhos hiper realistas inspirados em personagens da Marvel


A artista brasileira Sheila R. Giovanni vem fazendo sucesso na internet com seu perfil no Instagram onde ela posta seus desenhos hiper realistas.

Entre os mais famosos estão os heróis da Marvel como o Senhor das Estrelas, o Homem de Ferro e até a Capitã Marvel. Confira:

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Caverna do Dragão ganha Live-action que na verdade será uma campanha publicitária brasileira


Na última semana a internet entrou em êxtase com imagens de um suposto live-action para o cinema de Caverna do Dragão, desmentidas após a informação que seria uma ativação da marca.

A produção não se trata de uma produção em Hollywood, mas sim de um comercial brasileiro para uma marca de automóveis. O comercial foi gravado em Salta, na Argentina, próximo à cordilheira dos Andes.

Confira o teaser do comercial:

O comercial ainda não tem data pra ser lançado.


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Os incríveis sprites, fenômenos que ocorrem na atmosfera durante tempestades

Se você já viu uma luz vermelha gigante iluminar o céu noturno por uma fração de segundo durante alguma das tempestades que já presenciou na vida, pode ficar tranquilo: não significa que o apocalipse está começando ou que você está vendo coisas. O que você testemunhou provavelmente foi um sprite, uma descarga elétrica parecida com um raio que acontece na parte alta da atmosfera. Sprites são os mais conhecidos entre os fenômenos chamados Eventos Luminosos Transientes, descargas elétricas que produzem emissões ópticas de curta duração no céu.

Fotografar um sprite é um dos objetivos mais cobiçados por vários fotógrafos. E foi isso o que fez o fotógrafo americano Paul Smith. Ele capturou o fenômeno na noite de quarta-feira (1 de maio), quando tempestades atingiram o noroeste do estado americano de Oklahoma. Smith posicionou-se cerca de 160km a sudeste das tempestades, na cidade de Anadarko, uma pequena comunidade a oeste de Oklahoma City, com uma população de pouco menos de 7 mil pessoas. Normalmente, essa distância é muito grande para tirar fotos de raios – a menos que você esteja procurando flashes de luz para iluminar nuvens distantes. Mas Smith não tinha sua câmera voltada para as tempestades. Seu foco estava acima delas, onde os sprites se formam.

Ao invés de nascer dentro das nuvens, eles distribuem suas cargas cerca de 50 a 80 km acima delas – jatos comerciais, para efeitos de comparação, voam a uma altitude de nove a onze quilômetros de altitude. Os sprites ocorrem na mesosfera, local mais alto onde meteoros que chegam até a Terra entram em combustão.


“Corri um risco ao deixar minha câmera sozinha no escuro 1 milha longe de mim, mas acho que valeu a pena”, diz Smith em um Twitte com uma de suas fotos

Embora seja difícil dizer por fotos, os sprites são muito grandes. Um relâmpago comum tem cerca de uma polegada de espessura e alguns quilômetros de comprimento. Sprites, por outro lado, podem chegar a quase 50 quilômetros de diâmetro. Os sprites possuem uma variedade de formatos. As fotos tiradas por Smith parecem ser da variedade jellyfish (águas-vivas), a maior. Mais tarde naquela noite, ele também pegou alguns sprites em forma de coluna. “”Eu peguei meu primeiro sprite em 2017 e tenho sido obcecado desde então. Capturei alguns sprites durante 2018, mas este último passeio foi um dos meus favoritos. Foi muito desafiador com uma lua quase cheia nas minhas costas”, disse Smith em matéria do jornal The Washington Post.

Eletrodinâmica atmosférica

Os sprites não são completamente compreendidos, mas a explicação para a sua existência passa necessariamente pela eletrodinâmica atmosférica. Sprites são frequentemente causados por um clarão forte de um raio comum perto do solo. Acredita-se que eles são um mecanismo de equilíbrio que a atmosfera usa para dispensar cargas verticalmente. É um processo rápido que leva menos de um décimo de segundo, o que torna a caça por sprites tão difícil.

Sprites não eram conhecidos até 1989. Durante décadas, pilotos relatavam enormes explosões de luz acima dos topos das tempestades, semelhantes a fogos de artifício rosa, mas não havia nenhuma comprovação científica da existência destes clarões. Isso só mudou quando o físico John R. Winckler, da Universidade de Minnesota, tirou uma foto de um sprite, e só então os cientistas puderam confirmar sua existência. Winckler estava testando uma câmera de televisão de baixa luminosidade que seria usada para documentar o lançamento de um foguete, quando fotografou acidentalmente o clarão.

Atualmente, fotos de sprites são frequentes. Caso você queira tentar tirar uma foto de um destes fenômenos, sprites não são muito raros, ficam apenas bem escondidos. É preciso uma visão desobstruída de uma tempestade distante e brilhante. Ela precisa estar escura o suficiente para que a câmera não fique superexposta. Não pode haver muita poluição luminosa. E, claro, você precisa de fortes tempestades para serem suas cobaias. 

Sprites alimentam fortes perturbações elétricas perto da superfície. Portanto, quanto mais frequentes e intensos os raios no nível do solo, melhores as chances de ver um sprite. É por isso que grandes aglomerados ou rajadas de tempestades são instigadores mais favoráveis ​​da atividade dos sprites do que tempestades isoladas. 


quinta-feira, 9 de maio de 2019

Veja o trabalho do artista que criou uma ilusão de ótica incrível em torno do Museu do Louvre, em Paris


O Museu do Louvre é uma das atrações turísticas mais famosas de Paris. É o maior museu de arte do mundo e um monumento histórico da cidade.

Enquanto tem muitas coleções e artefatos incríveis no seu interior, é preciso concordar que o próprio edifício é um marco muito visitado, especialmente a icônica pirâmide de vidro no meio da praça.

E o local ficou ainda mais interessante com a intervenção do artista francês Jean Rene, conhecido como JR.


Para comemorar o 30º aniversário da construção da pirâmide, JR transformou a estrutura em uma impressionante ilusão de ótica. Com a ajuda de 400 voluntários e 2.000 adesivos, o ilusionista fez parecer como se ela estivesse no meio de uma pedreira em tons de cinza.


Performance coletiva

Depois de pronta, JR convidou a todos para checar sua obra-prima usando as mídias sociais. E foi um sucesso: o trabalho de 17.000 metros quadrados atraiu tanta atenção que em poucas horas os adesivos que compunham a peça de arte foram rasgados e destruídos.


“As imagens, como a vida, são efêmeras. Uma vez colada, a obra de arte vive sozinha. O sol seca a cola leve e a cada passo as pessoas rasgam pedaços do papel frágil. O processo é todo sobre a participação de voluntários, visitantes e colecionadores de lembranças”, explicou JR.

O francês acrescentou que o seu projeto era sobre presença e ausência, sobre realidade e memórias e sobre a impermanência – a ilusão de ótica transformou a aparência da pirâmide do Louvre, e foi em si transformada pelas pessoas que a visitaram.

Para Agnès Varda

Embora o artista tenha criado a peça para celebrar o 30º aniversário da pirâmide, aproveitou para dedicá-la a uma pessoa especial. “Eu terminei esta para você, Agnès Varda. Você amava pessoas, colagens e ilusão”, escreveu JR no Instagram. “Tenho certeza que você pode ver. Eu fiz algo que pode ser visto do céu”.


Agnès Varda foi uma diretora de cinema, fotógrafa e artista francesa que faleceu em 29 de março de 2019, com a idade de 90 anos. Os dois artistas trabalharam juntos no documentário “Visages, villages” em 2017, que detalhou sua jornada por vilarejos e cidades pequenas na França onde eles conheceram comunidades e criaram arte. 


quarta-feira, 8 de maio de 2019

Relatório de 1.800 páginas sobre o meio ambiente revela que o planeta não passa bem


De acordo com o maior inventário da biodiversidade já feito, um milhão de espécies animais e vegetais estão agora ameaçadas de extinção por causa dos seres humanos.

Ecossistemas e populações selvagens estão diminuindo a uma velocidade nunca antes vista no mundo todo, e a ganância humana é o principal impulsionador dessa destruição.

Obviamente, é um tiro no próprio pé que pode levar à destruição da própria civilização.

E, de acordo com a compreensiva avaliação global feita pela Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), um painel de especialistas da ONU, essas tendências extremamente prejudiciais só podem ser interrompidas com uma “mudança transformadora” em TODOS os aspectos de como os seres humanos interagem com a natureza.

O relatório

O estudo levou três anos e foi compilado por quase 500 cientistas. Suas 1.800 páginas analisam cerca de 15.000 estudos acadêmicos que se debruçaram sobre tudo, de plâncton e peixes a abelhas, corais, florestas, sapos e insetos, além de aproveitar o conhecimento indígena.

O relatório será publicado na íntegra até o final deste ano. Por enquanto, apenas um breve resumo de 40 páginas sobre suas conclusões foi divulgado (você pode conferir algumas delas logo abaixo).

“A teia essencial e interconectada da vida na Terra está ficando menor e cada vez mais desgastada. Essa perda é um resultado direto da atividade humana e constitui uma ameaça direta ao bem-estar humano em todas as regiões do mundo”, disse o professor Josef Settele, ecologista e um dos autores do relatório.

Essa avaliação global do IPBES foi acordada por 132 países, o que significa que pode servir de base para a reunião sobre o clima em 2020 na China, onde as nações decidirão ações e novas metas a serem adotadas. Infelizmente, quase nenhuma das 20 metas previamente estabelecidas para 2020 será alcançada, de acordo com um resumo preliminar do relatório obtido pela agência AFP.

O que a avaliação global descobriu?

Entre algumas das descobertas e conclusões do relatório, estão:
  • As áreas urbanas mais do que dobraram de tamanho desde 1992 e 100 milhões de hectares de floresta tropical foram perdidos de 1980 a 2000, principalmente devido à pecuária na América do Sul e plantações de óleo de palma no sudeste da Ásia;
  • Cerca de 25% das espécies de animais e plantas estão ameaçadas, e cerca de 1 milhão de espécies já estão em processo de extinção, muitas delas em décadas, se nenhuma ação for tomada;
  • A taxa atual de extinção de espécies é pelo menos dezenas a centenas de vezes maior do que a média dos últimos 10 milhões de anos;
  • Quase metade da cobertura de corais vivos nos recifes foi perdida desde a década de 1870, com perdas nas últimas décadas acelerando devido à mudança climática;
  • Dois terços dos oceanos estão sob estresse e mais de 85% da área de zonas úmidas foi perdida;
  • A frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos aumentaram nos últimos 50 anos, enquanto a média global do nível do mar aumentou entre 15 e 20 centímetros desde 1900;
  • A mudança climática se tornará cada vez mais importante como um impulsionador direto de mudanças na natureza;
  • Os solos estão sendo degradados como nunca antes. Isso reduziu a produtividade de 23% da superfície terrestre do planeta;
  • A poluição plástica aumentou dez vezes desde 1980;
  • Todos os anos despejamos de 300 a 400 milhões de toneladas de metais pesados, solventes, lodo tóxico e outros resíduos nas águas do mundo;
  • Existem cerca de 2.500 conflitos sobre combustíveis fósseis, água, alimentos e terras atualmente ocorrendo em todo o mundo.
Sem precedentes

A escala e a velocidade rápida do declínio da natureza são sem precedentes na história da humanidade e devem continuar por pelo menos 50 anos.

Nós, bem como a vida selvagem e as gerações futuras, estamos todos em risco, a menos que sejam tomadas medidas urgentes para reverter a perda de plantas, insetos e outras criaturas das quais a humanidade depende para alimentos, polinização, água limpa e um clima estável.

Para isso, governos, empresas e indivíduos precisam trabalhar juntos e com urgência. O objetivo dos cientistas é persuadir um público maior para além das habituais ONGs e departamentos governamentais.

“Precisamos apelar não apenas aos ministros do meio ambiente, mas também aos responsáveis ​​pela agricultura, transporte e energia, porque eles são os responsáveis ​​pelos impulsionadores da perda da biodiversidade”, disse Robert Watson, presidente da IPBES. 

“Há um reconhecimento agora que a biodiversidade é uma questão ambiental, mas também é sobre economia e desenvolvimento. Temos que reformar o sistema econômico”, esclarece.

A sociedade de consumo vai acabar matando tudo que é vivo

Enquanto a proteção de espécies e áreas individuais é importante, observar os impulsionadores sistêmicos da mudança, incluindo o consumo e o comércio, é igualmente essencial. Isso exigirá um esforço mundial conjunto para mudar a maneira como vivemos.

Entre os fatores indiretos mais polêmicos que influenciam na perda da biodiversidade estão o aumento da população mundial, que dobrou desde 1970 (de 3,7 bilhões para 7,6 bilhões de pessoas), o aumento de dez vezes no comércio global nas últimas cinco décadas, a quantidade de bens que as pessoas compram nos países ricos e a busca incessante do crescimento econômico, que gera subsídios prejudiciais e o crescimento acentuado de novas tecnologias que demandam muitos recursos naturais.

Um dos principais autores do novo relatório, o professor da Universidade de British Columbia (Canadá) Kai Chan, defende que o sistema atual de proteção ambiental não funciona bem o suficiente e que os governos precisam rever a ideia de deixar o mercado se regular – precisamos na verdade controlar esse mercado que pode acabar nos destruindo.

“Também devemos nos concentrar nas cadeias de suprimentos. Atualmente, a natureza é prejudicada toda vez que compramos algo através das matérias-primas utilizadas ou da maneira como os bens são produzidos”, argumentou.

Fontes: [TheGuardian, BBC, HuffPost]