Gráfica e Editora Moura Ramos: livros, revistas, embalagens, sacolas, agendas e impressos em geral.: 11 de Janeiro - Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos Google+

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

11 de Janeiro - Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos



A data sobre o Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos é usada para conscientizar a população quanto aos riscos causados pelo seu uso indiscriminado e problemas ao meio ambiente e à saúde humana.

“Não há motivo para comemorar o controle da poluição por agrotóxicos, mas, sim, para refletir sobre o uso indiscriminado. É preciso saber se o agrotóxico é necessário, se o benefício que ele traz compensa os impactos que causa”, adverte o engenheiro agrônomo Julio Cesar Rech Anhaia, de Alegrete (RS). O Decreto Federal nº 98.816, que regulamentou a Lei dos Agrotóxicos, é um dos progressos no combate ao uso do “veneno”, pois alertou a sociedade em relação aos grandes problemas ambientais, como a utilização indiscriminada do produto nas lavouras.

O Brasil é um dos primeiros colocados no ranking mundial do consumo de agrotóxicos. De acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola, mais de um milhão de toneladas de veneno foram jogados nas lavouras brasileiras somente em 2010. O aumento indiscriminado do uso dos agroquímicos tem provocado a contaminação ambiental, com prejuízos para a saúde de agricultores e de consumidores.

Riscos para a saúde

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até pouco tempo, várias doenças como câncer, doenças respiratórias, neurológicas e más formações congênitas eram tidas como doenças de “causas desconhecidas”, entretanto na área de Saúde Ambiental, que pesquisam os impactos do meio ambiente na saúde humana, classificam o agrotóxico como fator de grande importância no processo de ocasionamento dessas doenças. A saúde dos trabalhadores que aplicam o agrotóxico é a questão mais preocupante, pois os riscos variam de acordo com o tempo e dose da exposição a diferentes produtos. Os trabalhadores podem apresentar desde intoxicações, dores de cabeça, alergias, náuseas e vômitos a quadros clínicos mais sérios como a infertilidade masculina, má formação congênita, recém-nascidos com baixo peso e doenças neurológicas.

O uso abundante de venenos agrícolas implica em graus rigorosos de poluição ambiental e intoxicação humana, pois a grande maioria dos agricultores e aplicadores desconhece os riscos a que se expõem e, consequentemente, descumprem as normas básicas de saúde e segurança.