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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Cães e gatos ajudam a diminuir os riscos de alergia em crianças


Animais de estimação parecem prevenir alergias em crianças: quanto mais contato com gatos e cachorros você tem quando é bebê, menor é a chance de ter asma, eczema ou febre do feno mais tarde.

O pesquisador Bill Hesselmar da Universidade de Gothenburg (Suécia) quis saber se há diferença entre ter apenas um animal ou mais, e se eles precisam viver dentro de casa para trazerem benefícios para as crianças.

Hesselmar e seus colegas de pesquisa analisaram dois grandes estudos realizados por outros pesquisadores. O maior envolveu 1029 crianças com idades entre sete e oito anos. O segundo acompanhou 249 recém-nascidos até os oito ou nove anos.

No primeiro estudo, a incidência de alergias era de 49% em crianças que viveram os primeiros 12 meses de vida em uma casa sem animais. Bebês que viveram com um pet tiveram 43% de chance e crianças com três animais tiveram 24%. Apenas duas crianças conviveram com cinco animais, e nenhum teve alergias quando cresceu.

Já o segundo estudo mostrou 48% de incidência de alergias para quem não teve exposição a animais no primeiro ano, 35% para crianças com exposição a um animal e 21% para crianças que viveram com dois ou mais animais.

Isso mostra que há uma relação dependente de dose: quanto mais animais convivem com a criança no primeiro ano de vida, maior a proteção contra alergias. E esses animais não podem viver no quintal o tempo todo para que esse benefício seja observado. “Um cão ou gato que quase nunca entra na casa ou que quase nunca tem contato com a criança pode não protegê-la”, diz o pesquisador.

Estudos anteriores também já mostraram que crianças que crescem em fazendas com animais como vacas e cavalos têm menor risco de alergias. Hesselmar acredita que ter vários animais de estimação funciona como viver em uma “minifazenda” com bastante exposição a alérgenos.

As alergias não costumavam ser tão frequentes até o século XIX, e desde o século XX têm aumentando cada vez mais. Uma hipótese seria o excesso de limpeza nos ambientes em que os bebês crescem atualmente, o que causaria uma “falta de treinamento” para o sistema imunológico aprender a identificar quando ele deve reagir ao contato com certas substâncias e quando não é necessário.

Hesselmar acredita que animais de estimação têm micróbios que estimulam o sistema imunológico para que as crianças não desenvolvam alergias. Contato com outras crianças e passar tempo ao ar livre também parecem ter um efeito protetor para bebês.


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