Moura Ramos Indústria Gráfica: livros, revistas, embalagens, sacolas, agendas e impressos em geral.: A dura e pura realidade da natureza em fotos

domingo, 6 de outubro de 2019

A dura e pura realidade da natureza em fotos



O “Wildlife Photographer of the Year” é um concurso organizado pelo Museu de História Natural de Londres e um dos mais prestigiados prêmios internacionais de fotografia da natureza.

Em seu 55º ano, os juízes da competição já anunciaram alguns dos finalistas de 2019, entre mais de 50.000 submissões feitas por fotógrafos profissionais e amadores de todo o mundo. Os vencedores serão anunciados no próximo 15 de outubro.

Como você poderá ver nas imagens abaixo, o concurso este ano revelará não somente toda a beleza que a natureza inspira, mas também sua ferocidade e intensidade, representada por ataques animais inacreditáveis. Também não deixará de tocar no impacto que nós, humanos, temos sobre ela, como a fotografia de uma tartaruga sufocada por uma cadeira de praia abandonada.

“Nunca houve um momento mais importante para o público em todo o mundo experienciar o trabalho em nossa exposição inspiradora e impactante. A fotografia tem uma capacidade única de despertar conversas, debates e até ação. Esperamos que a exposição deste ano permita que as pessoas pensem de maneira diferente sobre o nosso planeta e nosso papel crítico no futuro”, disse Tim Littlewood, diretor de ciências do museu e membro do painel de jurados, em um comunicado à imprensa.

Confira alguns dos mais interessantes cliques na parada pelo grande prêmio de 2019:

“If Penguins Could Fly”
Fotografia: Eduardo Del Álamo (Espanha)

Um pinguim-gentoo tenta escapar do ataque de uma foca-leopardo. Segundo o fotógrafo, a foca “brincou” com o pinguim por cerca de 15 minutos antes de finalmente acabar com seu tormento.

“Lucky Break”
Fotografia: Jason Bantle (Canadá)

Um guaxinim olha seus arredores a partir de um buraco no para-brisa quebrado de um Ford Pinto em uma fazenda deserta em Saskatchewan, no Canadá. Jason explica haviam cinco filhotes brincando no banco de trás do veículo.


“Beach Waste”

Fotografia: Matthew Ware (EUA)

Tartaruga marinha morta ainda presa à cadeira de praia que a sufocou. A imagem foi feita no Refúgio Nacional de Vida Selvagem Bon Secour no Alabama, EUA.

“Touching Trust”
Fotografia: Thomas P. Peschak (Alemanha/África do Sul)

Baleia-cinzenta se aproxima de mãos humanas estendidas de um barco turístico nas águas de Baja California, no México.

“Last Gasp”
Fotografia: Adrian Hirschi (Suíça)

Infelizmente, essa imagem não conta uma bela história. Feita no Zimbábue, o hipopótamo macho em primeiro plano está machucando o recém-nascido de uma mãe que assiste ao fundo. De acordo com Adrian, embora o infanticídio entre os hipopótamos seja raro, pode resultar do estresse causado por superpopulação das águas de descanso, ou os machos podem assassinar jovens que não são seus para aumentar suas chances reprodutivas. Hipopótamos são agressivamente territoriais, o que você já deve ter ouvido falar caso tenha chegado (mais ou menos) perto de um.

“Circle of Life”
Fotografia: Alex Mustard (Reino Unido)

Cardume de peixes atuns-patudos no Mar Vermelho, na costa da Península do Sinai no Egito.

“Cool Drink”
Fotografia: Diana Rebman (EUA)

Um chapim-rabilongo bebe água a partir de uma formação de gelo na ilha japonesa de Hokkaido.

“The Climbing Dead”
Fotografia: Frank Deschandol

Essa imagem foi feita durante uma excursão na floresta amazônica peruana. O inseto, conhecido como gorgulho, possui tal aparência bizarra porque está efetivamente “morto” e carrega um parasita chamado de “fungo zumbi”. É o fungo que controla seus músculos e o obriga a subir pelo caule até a altura desejada para crescer mais corpos frutíferos, liberar pequenos esporos e infectar novas presas. Existem diversos fungos zumbis que parasitam outros insetos.

“Jelly Baby”
Fotografia: Fabien Michenet (França)

Um peixe-macaco jovem se abriga dentro de uma pequena água-viva. A imagem foi feita no Taiti, na Polinésia Francesa.

“The Wall of Shame”
Fotografia: Jo-Anne McArthur (Canadá)

Essa é mais uma imagem que conta uma história triste de impacto humano: segundo a fotógrafa Jo-Anne McArthur, essas peles de cascavel presas a uma parede são espécies de “troféus” para os participantes de um festival anual realizado em Sweetwater, no Texas (EUA), no qual milhares de cobras são capturadas, incendiadas, maltratadas, decapitadas como entretenimento e depois esfoladas. Embora a prática tenha sido banida em muitos estados americanos, seus defensores dizem que o festival é necessário para controlar a população de cobras venenosas. Já os críticos afirmam que a prática é ecologicamente prejudicial, insustentável e desumana. Jo-Anne submeteu essa fotografia em particular porque achou “inquietante” o fato de que muitas das impressões digitais ensanguentadas pertenciam a crianças.

“Big Cat and Dog Spat”
Fotografia: Peter Haygarth (Reino Unido)

Uma chita tenta fugir (e consegue) de um grupo de cães selvagens na Reserva de Caça Privada Zimanga, na África do Sul.

“Canopy Hangout”
Fotografia: Carlos Pérez Naval (Espanha)

Uma preguiça levando a vida numa boa no Parque Nacional Soberanía do Panamá.

“Sleeping like a Weddell”
Fotografia: Ralf Schneider

Uma foca-de-weddell dormindo em Larsen Harbour, na Geórgia do Sul, território britânico ultramarino situado no Oceano Atlântico.


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