A data é usada para celebrar a fraternidade entre a vizinhança. O ápice desse sentimento veio à tona com a escritora e poetisa Cora Coralina, que acabou estimulando o interesse na proclamação de uma data para que essa união entre vizinhos fosse celebrada e comemorada.
A proposta é lembrar daquele que está ao seu lado, com quem você pode conversar a qualquer hora (dependendo da relação que tiverem, claro), a quem você pode pedir uma xícara de açúcar ou uma escada emprestada, mas que reclamará do barulho da sua festa se ela exceder o tempo permitido por lei!
Nesse dia se homenageia acima de tudo a relação de ódio e amor na qual normalmente vivem aqueles que dividem não a mesma casa, mas um espaço comum de convivência durante semanas, meses, anos e até mesmo décadas. Vizinhos são aqueles que conhecemos também como companheiros de porta, que compartilham com a gente o mesmo condomínio, o mesmo prédio e até a mesma rua.
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Entretanto, é nas cidades pequenas e nos bairros de subúrbio que a relação com quem vive próximo se mostra ainda muito forte e solidificada. É comum vermos famílias que se conhecem a gerações e amigos de porta conversando no portão a qualquer hora da noite e do dia, estreitando laços e trocando experiências, comemorando datas especiais juntos e resolvendo questões do grupo também em conjunto.
Vale lembrar que quando o homo sapiens começou a surgir ele era na verdade nômade, ou seja, preocupava-se em circular por várias áreas distintas em busca de uma qualidade de vida superior e por esse motivo muito pouco se relacionava com o seu próximo. Com o surgimento da agricultura a figura do vizinho surgiu de maneira importante e foi a partir daí que pessoas que moram próximas passaram não apenas a dividir vilas, ruas, bairros e prédios, mas também interesses, preocupações e planos!
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