
A premissa da loja era a “descoberta” de que conversações sobre seus péssimos serviços prestados ajudavam a colocar seus produtos melhor ranqueados no Google. E isso refletia em mais vendas. É algo assustador de se ler e a lógica por trás disso é que, em tese, o Google não saberia distinguir entre uma referência boa de uma ruim a determinado site. Faz sentido, mas sendo verdade é péssimo para a rede como um todo.

Poucos dias depois desta matéria do NYT o Google soltou uma nota dizendo que implementou em seu algoritmo de buscas formas de evitar que empresas com péssimo atendimento a clientes figurem no topo de suas pesquisas. Não explicou exatamente como fez isso, mas blogs começaram a especular que a gigante de Montain View passou a usar análises de usuários de várias fontes para ajudar nos seus resultados de busca.

Que o Google é importante para os negócios todos sabem. O próprio John Battelle, no seu livro, dá como exemplo uma loja de calçados que por muito tempo esteve bem no ranking do Google, refletindo em ótimas vendas para eles. Até que um dia, sem maiores explicações, perdeu posições nas páginas de resultados de busca e seu faturamento foi pro buraco. E não é à toa que há no mercado muitas empresas oferecendo soluções mágicas de otimização de resultados de busca (SEO) como forma de aumentar as vendas.
Voltando à historinha da loja virtual do mal, vale notar que o blog Search Engine Land fez uma pesquisa mais profunda e chegou à conclusão que não são os sites de reclamações e análises que estavam ajudando o ranking da DecorMyEyes e sim algumas matérias em publicações de respeito e algumas técnicas de otimização de busca não recomendadas. Então na verdade, toda essa polêmica levantada sobre o Google mexer no seu algoritmo apenas por causa de um problema, cai por água abaixo.
A ideia de burlar os rankings do Google não é nova. Existe todo um mercado chamado de black hat dedicado a isso. Ficar bem no Google costuma significar mais negócios. Mas usar técnicas não recomendadas é, como o nome diz, nada recomendável. E não são só lojinhas desconhecidas que sofrem com as punições da gigante de Montain View. Até a Volkswagen alemã teve seus dias inglórios no mecanismo de busca.
De qualquer forma vale uma premissa básica para qualquer negócio que queira florescer na web (ou no mundo real): atender bem seu cliente é muito melhor que atender mal, simples assim.
Fonte: Techtudo
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